História Best Challenge - Capítulo 21


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Palavras 3.407
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, gente.

Queria muito explicar o motivo da minha demora mas tô sem tempo aqui. Prometo que no próximo faço um textão explicando.

Boa Leitura❤

Capítulo 21 - Brinquedo Frágil


Fanfic / Fanfiction Best Challenge - Capítulo 21 - Brinquedo Frágil

                          ANYHA 

Segurei a alça da xícara de café pelo o dedo mindinho com todo o cuidado e dei um pequeno gole no café. Deixei a xícara em cima da mesa de onde me localizava e mexi a cabeça um pouco de lado, vendo várias pessoas entrarem naquela cafeteria, apressadamente. A maioria das pessoas eram adultos ocupados, usavam os seus respectivos uniformes de trabalhos e pediam os seus cafés já preparados na maior pressa do mundo. Da mesa onde eu estava com Taehyung, sentado de frente pra mim, se dava para ouvir os sons de seus sapatos pisando o chão, suas vozes carregadas de cansaço e os seus dedos tamborilando a mármore do balcão onde ficava os atendentes atrás.

Soltei um suspiro de leve pela a boca e me ajeitei melhor na cadeira de uma maneira que encostei as costas lá para descansa-las e dei um outro gole no meu café. Digamos que tomar café não era lá o meu forte, preferia uma boa xícara de chocolate quente acompanhada de Cookies com calda de chocolate, do jeitinho que gosto. Pra ser sincera, geralmente só tomava café para me manter acordada quando costumava estudar até tardes da noite ou jogar video game, e essa ideia de vir para uma cafeteria em pleno meio dia foi a primeira coisa que surgiu em minha mente.

Era isso ou ir naquela lanchonete vagabunda da esquina.

Realmente ter a ideia de ir para aquele local foi a única que tive, não podia continuar lá a pé, parada e encarando Taehyung, buscando procurar em mente um bom lugar para irmos e para que ele pudesse esfriar a sua cabeça depois da discussão que teve com o meu pai. Apesar de não estar no momento da confusão, cheguei da escola mais cedo dos ensaios do clube de teatro musical e me deparei com meu pai discutindo com Taehyung, enquanto eu via e ouvia escondida. Aquela havia sido uma péssima discussão e não foi nada legal o modo como Hyojoon tratou Taehyung e como Taehyung tratou Hyojoon.

Os dois pareciam estar prestes à se matarem só com uns simples olhares mortíferos.

Imediatamente desviei o meu olhar centralizado na xícara de café adocicado e levantando a cabeça minimamente abaixada, alternei em Taehyung do qual estava quieto no seu lugar. Os seus olhos meio inchados estavam exatamente centralizados em mim, acompanhando cada pequeno movimento que fazia e um sorriso felizardo eram o destaque de todo o seu rosto visivelmente risonho. Levantei o punho o levando a boca, optando para fazê-lo sair do transe, tossi arrastado e movimentei propositalmente a cabeça. Taehyung riu baixinho e me olhou de soslaio.

Seus cotovelos postos na mesa e a suas mãos servindo de apoio para o seu rosto sorridente e pensativo me entregavam que ele estava possivelmente me admirando como se eu fosse uma exuberante obra de arte mais bela do museu. Gargalhei distraidamente ao pensar naquela hipótese e com uma mão bati na mesa, usando a outra estalei os dedos na frente da face do Kim, finalmente conseguindo conquistar o resultado que tanto queria; trazê-lo de volta para o mundo real.

Taehyung fechou o sorriso antes visível e piscou os olhos saindo da posição que estava, então como se estivesse perdido sem fazer ideia de onde estava, nossos olhares se encontraram de instantes e ligeiramente eu senti as maçãs do meu rosto se esquentarem em razão a vergonha repentina. Ele sorriu forçadamente fraco e esticou o seu braço, acabando por me dar um tapinha fraco no canto do braço que provavelmente me serviu de apoio. Obviamente, Taehyung usava comigo aquelas suas manias de garoto que costumava usar com seus amiguinhos.

Um soco de manos no braço, sacou a parada mermão? Aish!

Amigos… Seria uma boa hora para definir a nossa relação? Talvez não, a minha gentileza com ele de hoje de manhã na escola não foi verdadeira.

Não hesitei e belisquei perto da mão do Kim, devolvendo o tapinha de apoio que ele me deu. Taehyung fez uma careta de dor e resmungou um “aí” afastando a sua mão para muito longe de meu alcance. Em meio aos vários resmungos que ele soltava padronizado em palavras leves, muito longe de se comparar a palavrões, ele ficou sério de repente e então passou a me encarar de cara a cara e olho por olho. Durante os segundos que passamos nos encarando, eu deixei por acidente que uma risada me escapasse, seguindo de mais e mais outras, Tae também não conseguiu se segurar e começamos a rir alto feito dois escandalosos no meio de um local público.

A maioria dos adultos daquele café olhavam-nos de forma estranha, fazendo parecer que viemos de um outro planeta, ou o que chamamos de dois adolescentes malucos que riam por nada, feitos os loucos que são.

— Por que eles estão nos olhando assim? — Taehyung perguntou ao constatar a atenção das pessoas focadas especialmente na gente.

Não perdi tempo e levei a minha visão para os adultos ali presentes. Alguns deles nos analisavam se perguntando por quê não estávamos na escola já que a maioria dos colégios particulares desse país costumam ser em tempo integral, exceto a nossa. Outros só olhavam na nossa direção com as suas caretas formadas.

— Não dê atenção. — Voltei a olhar o Kim que sorriu em reposta, balançando lentamente a sua cabeça positivamente. — São só um bando de adultos insuportáveis.

Um pequeno som de uma risada próxima chegou a meus ouvidos e não demorei em olhar para Taehyung e perceber que ele estava rindo, pelo o que via, sem motivos específicos.

— Tá afim de se mandar daqui? — Vislumbrei um meio sorriso malicioso surgindo no canto de seus lábios.

O visualizei perfeitamente detalhado não sendo nada discreta, ao mesmo tempo em que procurava decifrar o que aquela sugestão um tanto imprópria através de seu tom de voz leve e com segundas intenções queriam dizer.

— Conhece um lugar melhor? — Questionei sorrindo desafiadoramente. Algo dentro de mim me dizia que ele poderia sim me levar para um lugar mil vezes melhor que aquele, qual não tinha nada a ver com nós dois. E de preferência, que esse suposto lugar fosse vazio e sem pessoas chatas como aquelas.

— Conheço. Quer que eu te mostre?

Sorri de maneira positiva, não hesitando em recusar.

— O que estamos mesmo esperando? — Enfatizei, assim me dando por vencida e levantando da cadeira. As palmas de minhas mãos postas na mesa.

                        ° ° °

Vaguei os meus olhos por cada canto daquele lugar, havia poeira por todo o lado, teias de aranhas pelos os moveis velhos que se notava serem bem antigos, a única iluminação dali era só a luz forte do sol que atravessava a janela, sua madeira caída aos pedaços e bastante podre que no centro havia um grande buraco do qual dava acesso a luz do sol que iluminava a sala da imensa e velha mansão abandonada que ficava exatamente no mesmo bairro que minha casa, na mesma rua e só algumas cinco casas à mais de distância.

Taehyung me trouxera aqui me informando que ele costumava freqüentá-la quando era criança. Também há boatos por aí de que essa mansão é mal assombrada e que duranta à noite, vaga pela a extensa sala de estar repleta de móveis velhos, uma mulher jovem e muito bonita toda vestida de branco e o rosto ensanguentado. Claro que não tive nenhum medo em entrar na casa, não acreditava mais nessas historinhas de terror que as pessoas contavam em relação a essa casa, não era nada demais. Só uma velha casa com mais de oitenta anos de existência que precisava urgentemente de uma boa reforma.

Caminhei com Taehyung me seguindo logo atrás na direção do sofá velho e empoeirado da sala, quando os meus pés se movimentaram pelo o chão um pequeno som fino de tremor soou pelo o cômodo, optei por caminhar um pouco mais rápido para que aquele som irritante parasse e discretamente virei a cabeça de lado, enxergando um Taehyung de sorriso inquebrável. Bufei achando que ele sentiu medo para eu ganhar a oportunidade de tirar um sarro com a sua cara e voltei a manter a minha cabeça na posição reta, retornando com os simples passos que causavam uma grande barulheira.

Me acomodei em um dos sofáres menos empoeiradas da sala e tossi fracamente devido ao grande acesso de poeira espalhada por toda a casa. Taehyung sentou do meu lado, suas mãos foram apoiadas direto para as suas coxas e seus lábios se umedeceram graças a sua língua que foi passada pela a região. De súbito, senti meu rosto corar e pisquei duas vezes os olhos, desviando imediatamente o meu olhar, qual o alternei na lareira vazia. Fui franzindo o cenho de leve, de olhos vidrados na lareira estranhamente mais limpa e menos empoeirada, chegando a uma hipóstase de que alguém a usara recentemente.

Mas quem poderia ter sido se ninguém tem coragem o suficiente para entrar na casa.

— A não ser que… — Divaguei ligeiramente virando o meu rosto de lado, até parar o foco em Taehyung que olhava para o mesmo canto que eu.

Permaneci com a minha atenção voltada atentamente nele, qual mantinha os seus belos pares de olhos escuros presos na lareira recém usada.

— Acho que pode ter sido “as cinco”. — Se mantendo concentrado no que analisava, a sua voz grossa soou baixa, comparada a um sussurro.

Um calafrio percorreu pelo o meu corpo, me causando uma repentina aflição.

— Q-quem é a a-as cinco? — Balbuciei não disfarçando o medo que começava a me perturbar.

Ele quebrou a analise que fazia na lareira e o imaginando como se estivesse em câmera lenta, Taehyung me olhou diretamente, seu sorriso tão evidentemente exibido que chegava a me irritar.

— Há uma história por aí que essa casa antigamente pertencia a cinco garotas. Em todas as noites de lua cheia elas atraía um homem qualquer e o trazia para cá, então…

Mordi os meus lábios torturando a carne do canto inferior, não me aguentando de curiosidade para saber o resto da história.

— Então? — Exigi saber. O sorriso antes doce de Tae tornou-se em um meio macabro que me apavorou.

— Elas o matava e usava o corpo desse homem para um tipo de ritual que daria a elas beleza e juventude eterna.

— Mas essas mulheres só usavam homens?

— Sim. — Suavizou e suspirou encostando-se no estofado. — Uma delas se parece com você.

Joguei a ele um olhar de incredulidade. Tudo bem um mito sobre as donas dessa casa, mas me comparar a uma delas é o cúmulo.

— Vai sonhando… — Suspirei e fechei os olhos. — Não acha melhor irmos embora? — Sugeri de olhos fechados.

— Óbvio que não, esse lugar aqui é da hora. Ficou com medinho?

Abri os olhos e os revirei.

— Não. — Menti na cara dura, escolhendo não admitir que amarelei pra não dar a ele esse gostinho de me ver vulnerável de novo.

O assunto se deu por encerrado e ficamos calados, Taehyung voltou a olhar para a lareira e eu para as paredes de tintura desbotada; tom tom de vermelho paixão tão desbotada que era menos perceptível por conta das milhares de teias de aranhas criadas na parede firme. Um silêncio se estendeu no meio de nós e só se foi possível ouvir os sons de meus dedos tamborilando, Taehyung estalando o céu da boca e as cortinas se balançando por conta do vento que entrava na casa, lá fora avisando que iria chover à qualquer instante.

Pensei em levantar do sofá sujo e voltar para casa antes que a chuva viesse à tona, mas tudo que pude fazer foi me manter no mesmo lugar, comprimir os lábios e suspirar de novo, liberando pra fora a poeira que possivelmente possa ter entrado pelas as minhas narinas sensíveis.

— Anyha? — Sai dos devaneios dos quais me encontrava e arqueei uma sobrancelha, fitando confusa Taehyung que fixou o olhar rígido ao meu.

— Que foi? — Não me dei o trabalho de responder o contato visual e me distrair olhando as cortinas avermelhadas balançarem vagarosamente.

— Você é muito linda.

Retornei pra ele e segurei um riso, escolhendo a opção de sorrir docemente, meio tímida.

— Você também é bonito. Muito lindo. — Confessei o esperando dizer algo para se gabar, no entanto ele somente sorriu como uma forma de dizer “obrigado”.

E não contei nenhuma mentira, realmente Taehyung é um dos garotos mais lindos que já vi na vida; desde os seus traços perfeitamente desenhados, os lábios convidativos, olhos penetrantes, sorriso quadrado de menino fofo e malvadinho ao mesmo tempo, os cabelos recém platinados, a bandana azul que o deixava mais sexy, as roupas estilosas, como suas jaquetas, calças folgadas, ombros largos, um físico de deixar qualquer garota babando por desejá-lo inapropriado e uma beleza de causar inveja nos outros nos garotos. Um tipo ideal de namorado.

Era o tipo de “garoto flor que não se cheire”.

O meu mais novo “brinquedo frágil”.

— Ouviu isso? — Franzi as sobrancelhas e neguei com a sua cabeça.

Olhei de um lado para o outro procurando captar os barulhos que só me foram ouvidos após a pergunta de Tae. Procurei e procurei com o meu coração batendo duas vezes mais rápido e minhas mãos começando a ficarem trêmulas, como minhas pernas bambas. Um outro barulho de socos sendo depositados na parede soou pelo o ambiente, Taehyung segurou firme a minha mão, me passando o calor de sua pele para a minha, a frieza de minha mão trêmula se misturando com a sua quente úmida de suor. Sem coragem para olhá-lo nos olhos, respondi ao aperto e segurei firmemente a mão dele, com receio de que ele fosse afastá-la.

Outro som ecoou, seguindo pelos os sons da paredes sendo socadas, barulhos de sapatos se chocando com o piso leve da sala e o vento forte entrando por toda a mansão. Estremeci toda por dentro e por fora, Taehyung olhou pra mim percebendo imediatamente o meu medo e para a minha surpresa, o cretino sorriu cheio de deboche, me fazendo saltar do sofá devido a sua mão quase colada na minha. Soltei de imediato a mão dele, encarando-o completamente confusa, não entendendo a razão de ele estar sorrindo da minha cara de apavorada.

— BOO! — Gritei tão alto que quase fiquei surda com o meu berro e assustada, avancei um passo pra trás, acabando por perder o desiquilíbrio e cair em cima de Taehyung que me segurou por trás, suas mãos grandes apertando as laterias da minha cintura.

Me distancei dele livrando-me de seu apoio e joguei a ele um olhar super mortal, indignada pelo o susto que me deu. O idiota só continou rindo da minha cara e caiu sentado no sofá, os sons de suas gargalhadas irritantes soando irritantemente nos meus ouvidos. Levei as mãos na cintura, o fitando com total indignação, a expressão de irritação em minha face. As risadas de Taehyung se tornaram mais altas, unindo-se com quatro à mais que constatei quando me virei e encontrei quatro pessoas presentes. Seulgi, Namjoon, Jaebum e Hoseok; os cúmplices e supostamente responsáveis pelo o susto que levei.

— Seus filhos da puta! — Berrei apontando para os cúmplices, quais riam sem se importar.

Por mais incrível que pareça, constantemente os meus amigos e os de Taehyung andavam muito juntos desde que nós dois paramos de brigar e Seulgi parecia se dar muito bem com Dahyun, de um jeito que me causava uma minuscula crise de ciúmes de amiga. Não éramos amigas a tanto tempo assim, mas o bastante para eu começar a considerá-la uma irmã que nunca tive.

— Muito bom pessoal. — Taehyung comemorou e bateu a palma da mão em cada um deles, exceto na de Seulgi.

Talvez fosse só impressão minha, porém vezes ou outra notava a certa tensão que Taehyung surtia em Seulgi. Ela tentava ficar sempre longe dele, os dois não conversavam nada — o que é estranho para quem se beijaram há um mês atrás, na cozinha de minha casa — e Taehyung aparentava gostar das maneiras que ela agia diante a presença dele. Suspeito que ele ama vê-la com medo dele, ama presenciar todos aflitos. Esse garoto nunca vai mudar, o mesmo idiota que sempre foi, o babaca, o líder da gangue de esquadrão não suicida, o que só se importa consigo mesmo.

Aish, onde é que eu estava com a cabeça quando decidi sair do jogo de boa mocinha pro seu lado e tratá-lo normalmente? Ser legal com esse Kim cretino.

Taehyung não presta, no entanto devido ao momento que passamos naquela cafeteria eu cheguei a esquecer disso, que ele é um grande idiota, que a minha gentileza com ele foi falsa, que não senti nada ao beijá-lo e, não resistir ao meu sentimento de pena para insistir que ele saísse comigo após a discussão feia que teve com o meu pai.

— Aí a gente seguiu vocês… Caramba essa casa velha é muito legal! — Jaebum explicava para Taehyung, sentado em grupo no sofá empoeirado.

Puxei o ar pra fora ainda em pé os observando conversar e aproveitei o momento de distração de Taehyung para fazer o caminho pra fora da casa. O vento insistente que avisava um temporal de chuva balançou os meus cabelos soltos de um lado para o outro, os pêlos de minha pele se arrepiaram toda pela a ventania que me trouxe uma súbita frieza. Apertei os meus dedos frios na alça da mochila em minhas costas e fiz o caminho para casa. Não demorou tanto que chegasse já que a minha casa ficava muito perto da outra e nem pensar que continuaria ali, vendo Taehyung agir feito o cretino que é.

No instante em que a minha mão tocou na maçaneta da porta, uma outra mão de temperatura quente agarrou delicadamente o meu pulso e o afastou da abertura da porta. A mão soltou meu pulso antes que eu mesma desse um jeito de me soltar, hesitante, fui erguendo lentamente a cabeça e só parei quando os meus olhos se cruzaram com os do garoto alto que me vislumbrava, um brilho nas orbes acompanhadas da famosa carinha de cachorrinho caído da mudança. Permanecemos encarando um ao outro em total silêncio, eu queria, queria muito deixá-lo ali e entrar, porém não conseguia… Aquele brilho intenso nos olhos, a carinha de gato de botas. Tudo me prendia.

— Eu fiz algo de errado pra você? — O silêncio se rompeu graças ao seu questionamento, o timbre de voz choroso.

Ri sarcasticamente impressionada com o seu bom desempenho de atuar impecavelmente; a voz chorosa, a carinha de quem está arrependido. Tudo fora muito convincente, mas o problema pra ele é que sou esperta demais pra cair nesse joguinho.

— Fez algo de errado? — Ri sopradamente, jogando a ele uma pergunta sarcástica. — Você fez muitas coisas de erradas, Taehyung. Começando pela a sua forma de agir, seu jeito de tratar os garotos nerds da escola, humilhá-los, pisotear, gostar de pôr medo nas pessoas. Você fez tudo de errado, você é um erro Kim Taehyung, um erro que prefiro manter distância.

Toquei de novo na maçaneta para abrir de vez aquela droga de porta, todavia, quando estava prestes a fazer isso, congelei da cabeça aos pés, pisquei várias vezes achando que estava em um tipo de sonho alternativo, chocada com a cena que via diante de meus olhos dos quais eu os fixei diretamente para baixo, estática, paralisada, chocada e tudo que tivesse haver com o estado que entrei. Foi como se eu tivesse acabado de ver uma pessoa fazendo a coisa mais impossível do mundo, algo que nunca em todos os anos de vida imaginária presenciaria ao vivo, tão perto e tão chocante só de imaginar.

Taehyung estava ajoelhado diante de mim.

— Eu posso mudar. Por você. — Pronunciou e pisquei outra vez os olhos, assustada demais. — Me dá essa chance?

— Taehyung, levanta daí agora! — Consegui dizer, exigindo impacientemente.

Ele sorriu.

— Não enquanto me der uma resposta.

Tudo bem, ele queria uma chance minha, eu o tinha aos meus pés, tão loucamente apaixonado a ponto de cometer uma grande besteira. E quer saber, daria sim a ele essa chance, contudo não perderia a oportunidade de tirar proveito do que ele sente por mim, de fazê-lo se arrepender de me conhecer. Afinal, ele é quem será o meu brinquedo a partir de agora, Taehyung se arrependerá amargamente.

Juro que é assim que será.

— Sim, eu te dou essa chance. — Apertei os lábios contendo a vontade de sorrir vitoriosamente. — A sua única chance.

Está na hora de avançar para um nível mais avançado nesse jogo, um chamado: “coração partido”.

Onde eu partirei o seu coração ao meio e nada é ninguém vai me impedir.


Notas Finais


Queiram me perdoar o equívoco minha gente, mas o Jungkook aparece só no próximo. Me enganei feio.

Kissus❤


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