História Best Destiny - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lobos, Original, Violencia, Yaoi
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Palavras 2.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite, amores!
Muito obrigada a todos que leem.
Boa leitura!

Capítulo 6 - Questions


-Vamos começar então. Você sabe o que você é?

As correntes machucavam bastante seus pulsos, e seu coração estava bastante acelerado por medo e por apreensão. Encarava com muita atenção os homens que também o encaravam e ainda mais o homem que havia o trazido ali, que parecia estar comandando tudo. Sua mente se dividia entre tentar entender o que estava acontecendo, tentando saber o que estava acontecendo, ao mesmo que tentava encontrar uma forma de fugir dali antes que fosse muito tarde, ou antes que eles o matassem ou ferissem a ponto de que não pudesse fazer mais nada.

-Não vai me responder? — O homem alto, Alaster, perguntou, desafiante.

Tobias só encarou o homem, sem dizer nada.

-Seu namorado sabe o que você é? Ou ele é igual a você? — Outras perguntas vieram e Tobias novamente nada respondeu. Só encarou o homem, novamente sem dizer mais nada. Ele se abaixou na sua frente e focou o olhar ao seu, como se fosse o intimidar.

Ele podia não negar que estava morrendo de medo e que sabia que estava cercado, que estava perdido nas mãos daquele homem. Olhou envolta novamente. Sabia que estava perdido se ficasse ali por muito tempo, e se fosse movido dali, estaria ainda mais perdido. Nem sabia direito o que eles queriam, provavelmente muito mais do que repostas.

Por saber disso, tinha vontade de chorar e entrar em pânico, por medo e por saber o que iria ser feito consigo, e outra parte sua, sua parte animal, estava atenta e preparado para qualquer coisa. Seus instintos de sobrevivência falavam ali mais alto, assim como o de proteção, não só da sua vida, como a vida das pessoas que amava.

-Isto não está indo nada bem. — Bufou irritado. — Vamos recomeçar então. Como eu disse antes, eu me chamo Alaster e você é Tobias, uma grande mistura de DNA que não deveria existir, e eu quero saber o que você sabe.

-Eu não sei de nada. — Negou prontamente.

-Será mesmo? — Se afastou, andando em círculos na sua frente. — Vai me dizer que seus pais não te contaram sobre quem você é ou sobre o que você é.

Sabia que deveria tomar cuidado com o que falava e provavelmente, ficar em silêncio seria o melhor. Nem deveria o responder, mas dentro de si disse-lhe que era melhor dizer alguma coisa, demonstrar algum ato de coragem para amenizar a situação, ou só ganhar algum tempo.

-Eu sei perfeitamente o que sou, mas não posso te dar as respostas que você quer.

-Ah é mesmo? — Alaster voltou a se abaixar na sua frente, se ajoelhando na sua frente. Encarou-o com um olhar severo e maldoso. Tobias estremeceu de medo, encarando-o de volta. Ainda que estivesse com medo, não deu resposta alguma. Não ousou dizer nada de fato. Era uma forma quase tola de manter uma coragem que em pouco, lhe faltava. — Seu irmão era bem mais falante do que você. — Comentou. Levantou a mão livre da arma que segurava e lhe bofeteou o lado direito de sua face. O golpe foi forte, o rosto de Tobias desviou de imediato e sangue saiu da sua boca pelo corte da gengiva.

-Melhor não fazer nada com ele. — Um dos homens disse atrás do homem que lhe agredira. —Eles é que vão interrogá-lo.

Alastar o olhou novamente quando Tobias reprimiu suas lágrimas e voltou a olhá-lo. Seu olhar mudou para asco. Olhava para ele como se sentisse nojo de si. — Não quero mesmo sujar minhas mãos. — Se pós de pé de novo e se afastou deste.

Com ele longe, voltou a si mesmo e sua própria situação. Tinha que encontrar uma forma de sair dali, era claro que alguém estava vindo para o buscar. Provavelmente era algum membro das famílias anciãs de lobos, como Alaster havia mencionado antes. Isto só significava que corria ainda mais perigo e se eles o pegaram, podiam ir atrás de Kael. Como sentia raiva do seu irmão neste momento, até onde poderia ir a loucura dele para chegar a entregar a sua própria família como se não fosse nada?

Pensar nisto lhe deu raiva, assim como lhe deu uma boa ideia. Olhando envolta de toda aquela situação, ele saia que não poderia e nem iria conseguir escapar como estava. Sua única chance era assumir sua natureza e se entregar a esta. Só assim teria forças para escapar dos homens que o faziam cativo. Claro que falando assim, parecia ser o mais fácil, mas não era.

Passou um longo tempo negando a sua natureza, odiando quem ele era e o que era. Tanto que conseguiu reprimir quase que totalmente seu lado lobo e agora, não lhe restava escolha alguma a não ser recorrer a este lado mais vez, para salvar-se. E exatamente por não ser algo fácil, foi que entendeu que precisava se concentrar em alguma coisa que não fosse o medo.

-Onde está meu irmão? — Indagou simples como meio de se distrair o bastante para se concentrar, ação que não teve sua intenção descoberta por Alaster.

-Está livre, leve e solto por aí. Sabe, ninguém mais liga para as antigas regras criadas pelos tempos antigos. A natureza sempre tende a seguir o seu curso sozinho e os lobos sempre tendem a seguir o seu próprio caminho como sempre, mas anomalias como você não deveriam existir mais e seu irmão só nos fez um favor. — Dizia o homem convencido. — Ele foi até perdoado por ter tentado matar você. Não me admire que você odeie o que é, o que sempre foi. Até eu mesmo me odiaria se fosse você.

Tobias continuou tentando se concentrar.

-Ele disse por que fez isto? — Perguntou de novo, estava dando certo de algum jeito.

-E ele precisa? — Rebateu provocativo. — Com um tipo como você se tem que esperar de tudo, não?!

Tobias se focava nas palavras do homem, puxando na sua mente como era a sensação de se transformar, como era a sensação crescente que começava por dentro de si e se espalhava para fora do seu corpo, até que seu lado obscuro assumisse, o lado que mais odiou a vida toda, e que agora, ironicamente, dependia dele.

-Eles vão arrancar de você o que é preciso e o que não for arrancado de você, vai ser arrancado de quem está ao seu redor. — Alaster disse por fim, parecendo bastante feliz com a ideia, talvez por ter ódio dele por não o conhecer, por odiar o que ele era. — Eles que se virem com você. — Alaster se afastou de si, caminhando pelos cantos da casa abandonada.

Por um segundo fechou os olhos, e voltou a se concentrar. Como que fizesse parte dele, a sensação voltou a si. Começou a crescer como se viesse dos dedos dos seus pés e se espalhasse por todo o restante do seu corpo. A sensação tão conhecida por ele, tão odiada, mas que era a única coisa que iria o salvar àquele momento.

Abriu os olhos novamente quando sentiu que a transformação começara. Seus olhos mudaram de cor novamente, sentiu a mudança que veio seguida das outras. Os pelos começaram a crescer rapidamente, suas unhas quebrando e seus ossos se partindo, para se tornarem sobrenaturalmente maiores. As correntes fizeram barulho quando enfim, seus braços mudaram de vez, se transformaram em patas. Os homens que estavam presentes lhe apontaram as armas, ameaçando atirar, mas ele nem deu bola.

Já não conseguia mais se controlar a este ponto, sua transformação havia tomado completo controle dele. As roupas sumiram do seu corpo e os pelos surgiram junto com alguns pedaços de pele e de sangue. As correntes foram quebradas e ele rapidamente se pós nas quatro patas, totalmente transformado com suas roupas rasgadas abaixo de si. Já transformado em lobo, olhou para os homens a sua frente e rosnou.

Os que estavam de segurança de Alaster recuaram um bocado, mas o próprio Alaster abriu um longo sorriso ao ver o lobo totalmente transformado na sua frente. Apontou a arma que segurava, mas sem colocar o dedo no gatilho, sem intenção de atirar.

-Eu até poderia tirar uma foto de você. — Ele disse bem mais animado do que antes. — Uma bela espécie.

Tobias mesmo em forma de lobo, sabia que se continuasse ali seria ferido e morto, ou só abatido e preso novamente. Ficar sem reagir não era mais uma opção e mesmo que sentisse medo dos seus próprios instintos se entregou a estes, em nome da sua própria sobrevivência.

Saltou primeiro em cima de Alaster que estava na sua frente. Levantou a garra que atacou no seu ombro. O homem gritou de dor, e o sangue se esvaiu no seu focinho. Ele não parou, seguiu para os outros homens. Fez igual, pulou sobre este, rasgou seus ombros com as garras ou mordeu suas carnes.

-Maldito lobo! — Alaster gritou quando levantou.

Seus instintos o avisaram do possível ataque de Alaster. Ele saiu de cima do lobo e partiu para cima de Alaster. Tacou-lhe a pata na face e no peito do mesmo. Mais sangue jorrou, sujando seu belo pelo e o lobo gritou, incapaz de se transformar ou se defender com sua força maior. Não eram ferimentos fatais, eles iriam se curar logo, e Tobias sabia que deveria manter o controle o quanto pudesse e fugir antes que alguém percebesse.

Se dividindo entre a racionalidade de humano e a de lobo, Tobias saiu de cima de Alaster e saiu correndo porta afora, arrombando a mesma com facilidade. Correu para fora, aproveitando o fato do local ser bem afastado e de poder se emprenhar em matas. Tobias correu para longe dali, coberto de sangue, com medo e uma angustia muito grande no seu coração. Contudo, ele sabia que não deveria parar. Que não podia parar.

Ele correu por todo o vasto caminho obscuro e sem sinal de pessoas em forma de lobo. Passou horas assim, correndo entre o nada, com medo de voltar, com medo de se transformar e ter que enfrentar a angustia de saber que mais uma vez havia se transformado, que havia precisado ferir aqueles homens para fugir. Mesmo que por necessidade, ainda se sentia culpado e ainda odiava ter que agir assim. Mas estava sem escolha, eles o deixavam sem escolha.

Ele correu até a noite chegar, e até seu lado de lobo se cansar.

Parou no meio de um bosque qualquer, do outro lado da cidade. Parou só porque seu lado de lobo já não suportava mais. Sentou sobre a terra úmida do bosque, e voltou ao normal. Bem aos poucos. Quando voltou, estava completamente nu e cheio de sangue. Ficou sentado ali, chorando por mais várias horas. Só levantou-se quando o dia amanheceu, com o sol passando entre as árvores. Levantou-se e limpou-se da terra que cobria suas nádegas. Seu corpo doía um pouco, nem se importou no entanto.

Se limpou no rio que para sua sorte havia naquele bosque. Pulou na água gelada, e nadou por cerca de vinte minutos, até que toda a terra e lama saíssem do seu corpo. Depois saiu da água e se pós a andar, mesmo que descalço pelo bosque. Pediu ajuda a um casal de senhores que passava por perto. Mentiu a eles dizendo que fora nadar e que suas roupas haviam sido roubadas. O casal que fazia trilha gentilmente lhe doou uma muda de roupas do marido da senhora. Tobias as vestiu, e os agradeceu por sua gentileza.

Eles também lhe disseram aonde podia conseguir um ônibus e até lhe deram algumas moedas, que seriam exatas para o dinheiro de uma passagem. Como não tinha nada para dar em troca para o casal de senhores, pegou seus nomes e prometeu recompensar pelas roupas dadas e pelo dinheiro, mesmo que os mesmos insistissem que não era necessário. Ele deixou o bosque, atravessou a cidade a pé e pegou um ônibus de volta para a sua cidade, perto da sua casa.

Sua mente estava absorta pelo medo e pela angustia de tudo que aconteceu. Nem ligou para Kael enquanto voltava para casa, só fez todo o caminho de volta, chegando no seu aparamento só quando já era metade do dia. Tocou a campainha já que estava sem a chave. A porta logo foi aberta por Kael que falava no telefone com alguém, com um tom bem preocupado. Não disse nada, só pulou em seus braços, buscando nele a segurança que sabia que não mais teria.


Notas Finais


Até o Próximo!


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