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História Best friends - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


hello hello
tudo bem?

então tá bom. aproveitem a fic que foi feita total sem pretensão, mas eu até que gostei.
já peço desculpas pq ela é meio pra baixo. mas eu gostei de escrever


bjus


ps: juca, espero que goste ❤️❤️

Capítulo 1 - One


Fanfic / Fanfiction Best friends - Capítulo 1 - One

você tem o caos na sua cabeça? entende o que eu quero dizer?

você já se olhou no espelho e pensou que era uma grande farsa? que concordava com coisas que não queria, ria de coisas que não via graça, se enturmando com pessoas que fossem "adequadas" para você e se perndendo de sua essência a cada momento.

dei um termo a isso, asfixia social - quando você sabe o que te falta, reconhece a falta, mas para evitar mais caos ainda, deixa pra lá e engole o que sente, mas de tanto engolir engasga e sufoca até a iminente, morte.

- o que tá fazendo? - olhei para trás sorrindo de maneira doce e me sentando no gramado verdinho do ponto mais alto da cidade. ia para lá sempre que estava pensativa demais, via de longe o topo da cidade, os carros e as pessoas minúsculos fazendo suas coisas e pensava em quando eu me livraria do inferno que era estar nesse lugar.

mas, meio tudo isso eu tinha alguém, uma boa pessoa, um bom amigo, o melhor de todos na verdade, jooheon.

nos conhecemos a anos e anos, tínhamos entre 8 e 9, eu havia acabado de me mudar e ele gostava de fazer amizade. acabou que isso foi se estendendo e estendendo e agora ele me conhece mais do que a mim mesma.

- estou pensando joo. e você não deveria estar ajudando seu pai?

- ele me deixou vir esfriar a cabeça um pouco. - nesse momento ele se sentou ao meu lado eu pude ver seu olho roxo, me virei de frente para ele tomando seu rosto entre minhas mãos e fazendo um carinho ali.

- o que aconteceu?

- um cliente mal. - rio sem humor.

- tem que cuidar disso se não vai ficar pior.

- ei - disse segurando meus punhos com delicadeza - eu já me cuidei, não vai ficar pior que isso, mesmo assim obrigada por se preocupar comigo.

- você é um cabeça de vento, eu tenho que me preocupar com você. - sorri da minha própria fala olhando nos olhos bonitos dele.

não soube reagir quando senti seu corpo vindo em minha direção, suas mãos não prendia mais meus pulsos e estavam descansando em minhas coxas, era coisa demais para eu me concentrar em parar todas, não que eu quisesse parar, mas minha amizade com o jooheon era a única coisa que eu não queria machucar, não podia ficar sem ele, eu o amo demais.

- para. - disse calma e baixo por que na verdade não queria que ele ouvisse. - eu não quero que fique estranho entre nós.

- não iria, amor. - ele deixou um beijo na minha testa e se levantou me oferecendo sua mão e um oferecimento mudo de carona, de prontidão, aceitei.

as vezes eu sentia falta da escola, manter a cabeça ocupada me ajudaria muito no momento, mas a cerveja gelada descendo pela minha garganta também estava me ajudando, eu já tinha perdido a conta de quantas latinhas tomei, sorria para quem passasse e sentia meus olhos lacrimejando em vontade iminente de chorar até dormir.

- tem que parar de beber.

- e enfrentar meus demônios? passo.

- é sério, são 10 horas da noite e você parece que está bebendo a horas.

- desde as 6 quando eu consegui fugir dos meus pais. - ri sem humor nenhum voltando minha atenção para os copos na mesa.

ele não disse nada e saiu, voltou alguns minutos depois com um sorriso bonito nos lábios, aqueles lábios.

- vamos pra casa, eu te ajudo.

- eu tô bem joo, bebi bastante, mas não estou bêbada, só um pouco alegrinha.

sorrimos juntos e seguimos pelas ruas desertar até a casa dele.

- faz tempo que eu não venho aqui, por que eu não estava vindo aqui, jooheon?

- porque sempre foge de mim. sempre que eu tento te chamar pra vir dá uma desculpa, você quem está me evitando. - disse enquanto tirava sua jaqueta e se jogava com as pernas abertas no sofá, eu permaneci imóvel perto da entrada. - por que está aí parada, me olhando desse jeito? vem pra cá.

- não posso.

- ué por que? está sentindo alguma coisa? - joo fez menção de levantar e eu o impedi. - o que foi?

senti a angústia subir pela minha garganta, o olhar preocupado dele sob mim, ele lia minha alma e será que ele entendia que tudo que eu queria era ele na minha vida e que eu aguentava tudo isso por ele?

- eu te amo joo, eu te amo muito e eu não quero que a única coisa boa na minha vida acabe. sabe a merda que é minha vida sem você? eu não aguentaria viver assim pra sempre, e eu não consigo te olhar sem tremer de cima a baixo, seu toque é quente e queima minha pele, seu cheiro pra mim é droga e eu me viciei em cada pedacinho seu, foi por isso que eu. parei de te vir. - cuspir tudo de uma vez era libertador e assustador ao mesmo tempo. seu olhar sobre mim era enigmático e eu estava perdendo minhas forças literalmente.

ele não disse nada e o silêncio estava me matando. se levantou com cautela veio até mim a passos lentos, sem sorriso e sem piscadelas e eu não sabia o que fazer.

- eu preciso que diga. - sua mão pesada me envolveu a nuca e eu me senti derreter, era tão quente, ou seria eu que estava necessitada demais dele?

- que eu diga o que?

- o que você quer de mim?

- eu quero você. - senti o aperto em minha cintura, minhas pernas tremiam pela proximidade dos corpos, minha boca estava seca e eu pegando fogo eu só queria ser dele.

- eu não quero mais ser seu amigo. - um choque de realidade me passou pelo corpo e eu tentei me afastar, sem eficácia. - amigos não desejam o corpo das amigas, não ficam tenso quando ela dança, nem excitado quando te olha provocando, mesmo de brincadeira, amigos não ficam tensos com toques simples entre os dois, e amigos não desejam tomar o corpo das amigas para si todas as noites. eu não quero ser seu amigo, eu quero te ouvir quando marcar seu pescoço, quero te sentir deslizando por mim, eu quero te curar do que sente deixo desse coraçãozinho. eu quero te amar de verdade.

ele sorriu e me beijou, tenho certeza que vi estrelas ouvi fogos de artifício e tudo. seus lábios de prenderam em meu pescoço quando paramos de nos beijar, os dentes correndo pela pele sensível me deixava a alma em labaredas.

- joo, eu preciso de você.

fomos nos arrastando entre beijos e tropeços até que chegamos no quarto. sua cama tinha seu cheiro em suas madeiras e aquilo era bom, agarrei com força o travesseiro enquanto joo estava atrás de mim e mantinha um ritmo lento demais para o que estávamos fazendo. era tortura e estava funcionando.

trocamos as posições e eu me vi sentada em seu colo com nossos tórax grudados e eu sentia do lado direito seu coração bater forte e sua pele reluzir em suor, era lindo, seus olhos fechados e suas mãos de unhas pequenas descendo pelas minhas costas para me abraçar era a melhor sensação do mundo.

senti meu ápice chegando e jooheon me acompanhou ao mesmo tempo, nos beijamos para manter o volume baixo, de olhos fechados, ainda com os corpos grudados e se movimentando calmamente.

dormimos de frente um para o outro enquanto fazíamos carinho em nossos cabelos, tudo entre nós era fofo, menos o que fazíamos antes, eu me sentia bem agora com o olhar dele em mim, me sentia amada e aliviada.

- no que está pensando?

- em como eu tenho sorte de ter você.

ele sorriu todo bobo e escondeu o rosto na curva do meu pescoço, qual ele voltou a beijar.

havíamos passado da categoria amigos, mas ainda não tínhamos conversado sobre o que somos, mas eu sabia que o quer que fosse essa ligação iria ser pra sempre.



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