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História Best of me (Jikook) - Capítulo 38


Escrita por:


Notas do Autor


alô rapaziada! AlÔ rApAzIaDa!

eu sou uma pessoa meio desligada e recentemente acabei descobrindo que havia quebrado uma regra do senhor spirit... sei que é chato, eu sempre modificar algo na história, mas para não correr um risco TÃO grande, vou ter que modificar novamente umas coisas...
o certo seria eles terminarem o ensino médio com 18 anos, mas vão ter de terminar com 19 (não sei se fica muito estranho). Por isso a idade deles também terá de ser modificada (é, dnv. me desculpe)

Jungkook, Jimin e Taehyung = 17
Namjoon, Jin, Hoseok e Yoongi = 18 (lembrando que sope atingiu a maioridade nesse mesmo amo, e namjin fará 19)

é isso...

espero que gostem, feito com amor 🍒
boa leitura 💜

Capítulo 38 - Thirty Eight


Jeon Jungkook; 13 de Julho (qua), 7:20 PM.

 

Lembro-me da rua molhada e escorregadia. Lembro de olhar Jimin tentar pegar o pássaro de asa quebrada nas mãos. Lembro de ver Jimin pegando o pássaro assustado. É a última coisa de que me lembro antes de o carro dobrar a esquina. Jimin! 

Acordei em um quarto de hospital. 

Estava com um braço enfaixado e as pernas também. Enquanto adaptava minha visão à luz forte do quarto, me perguntava: o que aconteceu? Por que estou aqui? O que aconteceu? Devo ter gemido ou algo assim, porque de repente minha mãe e meu pai surgiram ao lado da cama. Minha mãe chorava.

-- Ei, ei, está tudo bem. Não chore. -- falei ainda sem entender as coisas completamente, mas tentando a acalmar.

-- Eu pensei que você nunca mais fosse acordar. -- mamãe soluçou. 

-- Mãe... eu estou aqui! Pare de chorar -- pedi e ela assentiu, secando as lágrimas. 

-- Está doendo... -- gemi. 

Mamãe apertou um botão no tubo ligado à minha veia e o colocou na minha mão. 

-- Se sentir dor, pode apertar o botão a cada quinze minutos. 

-- O que é isso? 

-- Morfina.

-- Enfim, usuário de drogas.

Mamãe ignorou a piada. 

-- Vou chamar a enfermeira. -- ela me deu um beijo na testa e saiu.

Mamãe recompôs sua postura. Fiquei feliz. Odeio vê-la triste e fraca.

-- O que aconteceu com o passarinho? -- perguntei à meu pai.

-- Simplesmentes garotos bobos no verão... -- ele sorriu enquanto balançava a cabeça em negativo.

Por fim, comecei a processar o que acontecera. Pensei que Jimin talvez estivesse morto. De repente, um pânico enorme cresceu dentro de mim.

-- Pa-pai? -- o chamei com a voz falha.

-- Sim? -- ele respondeu levantando, preocupado com meu tom de voz.

Quando ia perguntar do menor, minha mãe entrou no quarto junto de uma enfermeira. 

-- Como vai a dor? -- a moça perguntou enquanto media minha pressão.

-- Minha dor vai bem -- fechei os olhos e papai relaxou novamente.

-- Você deu um belo susto em nós, rapaz. -- ela riu.

-- Gosto de assustar os outros -- fiz uma pausa -- E Jimin? 

-- Está bem -- mamãe falou.

Então ele está vivo. Jimin. Voltei a respirar com mais tranquilidade. Abri os olhos. 

-- Ele está aqui a quase 36 horas, estava esperando você acordar -- meu pai disse -- É um garoto teimoso, não arredou o pé daqui por nada. Achei graça. 

-- 36 horas?...

-- Sim, querido. Você passou por uma cirurgia. -- nisso, papai levantou, saindo do quarto.

-- Onde ele vai?

-- Chamar Jimin. 

-- Ah... -- fiquei quieto por segundos -- Uma cirurgia...

-- Foi um milagre. Como tudo aconteceu... acharam que você não resistiria. -- ela voltou a chorar. 

-- Mãe...

-- Me desculpe, amor. -- ela forçou um sorriso -- Você voltará a andar, só ficará com algumas cicatrizes.

-- Cicatrizes...

Estava absorvendo as informações recém dadas quando meu pai entrou seguido de Jimin. Que caminhou até mim.

Ele estava com um braço também enfaixado e o cabelo preso. O mesmo, que Jimin dissera que esperaria um pouco mais para cortar.

-- Oi -- ele cumprimentou.

-- Oi. 

-- Estamos quase que combinando. 

-- Eu ganho de você -- falei e ele sorriu -- Você está horrível. 

-- Já se viu? -- ele retrucou.

-- Eu gostei do seu cabelo. 

-- Não! Estou horrível, mas não posso o soltar se não pega nos pontos... e dói. -- ele apontou para a própria testa, onde havia tomado no mínimo quatro pontos. 

Queria lhe dizer que ele ainda era o garoto mais lindo que eu conhecera.

-- Vai ficar uma cicatriz. 

-- É o de menos... -- ele sorriu singelo, chegando ainda mais perto de mim -- Você salvou minha vida, Jungkookie. 

-- Parece que salvei sua vida e soquei a sua cara. -- falei notando o lado direito de seu rosto todo ralado.

-- Agora tenho personalidade. -- ele riu mas logo ficou sério -- É sério... você poderia ter morrido. 

-- Eu fiz sem pensar. 

-- Vo-você mergulhou como se estivesse na piscina. 

-- Não precisamos conversar sobre isso. 

-- Você mergulhou como um jogador de futebol americano que se atira no cara que está com a bola. E me tirou do caminho. Tudo aconteceu tão rápido, e você sabia exatamente o que fazer. Só que podia ter morrido. Eu quase te matei -- observei as lágrimas rolarem de seus olhos, se tornando um choro excessivo.

-- Pare de chorar, minha mãe já estava chorando e agora você, até meu pai está com cara de choro. -- ele me olhava -- Não chore, ok?

-- O.k.

-- Vamos criar uma regra: não falaremos sobre isso. 

-- O.k.

-- Você parece cansado -- comentei notando suas olheiras bem marcadas, ele também tinha os olhos inchados.

-- É... -- talvez ele tenha chorado.

-- Podemos botar toda a culpa no passarinho. Toda.

-- Eu não quero mais saber de pássaros. Nunca mais. 

-- Eu gosto de pássaros. 

-- Eu quase te matei. -- ele tinha os olhos marejados novamente.

-- Você não fez nada, apenas foi você.

-- Um idiota.

-- Nunca. -- respondi, mas queria mesmo era dizer que foi ele quem me salvou.

Quem me salva todos os dias, meu remédio.

Meus olhos começaram a pesar e senti o sono me embalando. Talvez fosse por causa do remédio. 

-- Me desculpa desculpa desculpa Jungkookie Jungkookie Jungkookie me perdoa me perdoa me perdoa -- Jimin repetia incessantemente enquanto segurava minha mão. 

Adormeci, pensando: Perdoar? Te perdoar pelo quê, Jimin?

Pela primeira vez depois de muito tempo, tive um sonho.

Estava chovendo muito e eu e Jimin estávamos descalços. 

Eu estava com medo.

 

[...]

 

Acordei horas depois, o céu já estava quase que completamente escuro.

Olhei para meu pai. 

-- Shh, estão dormindo. -- ele disse elevando os olhos do celular, notando que eu estava acordado. 

Mamãe estava deitada em seu colo e Jimin dormia sentado em uma cadeira ao meu lado com a cabeça na cama, ao lado de nossas mãos entrelaçadas. 

Imaginei que quando acordasse, tivesse de lidar com dores nas costas e pescoço, por julgar sua posição. O cutuquei algumas vezes até ele levantar a cabeça devagar, ainda dormindo.

-- Deita aqui -- falei indicando com a cabeça o espaço que deixei para ele ao meu lado. Ele examinou o espaço. 

-- E se... e se eu te machucar?  -- mais? 

-- Venha logo, não vai me machucar. 

Com receio, ele se deitou ao meu lado. O mesmo mantinha suas pernas bem afastadas das mim, talvez, com medo de me causar dores caso encostasse. Ele deitou sua cabeça em meu peito e deixou seu braço quebrado sobre mim. 

-- Obrigado por não ter me deixado. -- ele sussurrou antes de apagar novamente. Sabia o quão cansado ele devia estar. 

-- E eu não te deixarei nunca. -- irônico, ele não imagina o medo que tenho de que ele mesmo o faça.

Selei sua cabeça e acabei dormindo novamente, garoava lá fora.

Mas por um momento, de todos os lugares, esse era o que eu queria de fato estar, ao lado de Jimin.

Ele faz minha doer parecer menos doída.

 

Agora, por favor, fique ao meu lado

Por favor, seja nós

Eu não quero abrir mão, não

Podemos simplesmente deixar nas mãos do destino

Podemos sentir isso mesmo se não falarmos

As estrelas estão penduradas no céu

E nós estamos voando

Não é um sonho

Não tenha medo e segure minha mão

Pois agora estamos nos tornando nós.


Notas Finais


música do capítulo: https://youtu.be/gIMMV0rup5c
ficaste curto, sorry.
aliás!!! preferem capítulos mais longos ou curtos?

(desculpe qualquer erro)

enfim, espero que tenham gostado! <3
se cuidem UwU


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