História Best of You - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts - Au, Jeon Jeongguk, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Longfic, Min Yoongi, Namjin, Park Jimin, Taekook, Vkook
Visualizações 962
Palavras 4.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoas. Estou de volta.

Ia comentar umas coisas aqui, mas vou deixar para as notas finais para não demorar muito aqui então vamos ao capitulo. Como sempre betado pela Analuh ♥

E agradeço também a yohw pela dica que ela me passou sobre uns erros que vinha cometendo. Obrigada

Boa leitura!

Capítulo 17 - 17th Quarter - When you reach another level


O beijo que trocavam agora era mais voraz do que o anterior, não existiam mais toques carinhosos e sutis. Suas línguas travavam uma batalha em suas bocas, as mãos afoitas dos dois garotos serpenteavam pelos corpos alheios, gemidos escapavam de suas bocas quando elas se separavam por alguns momentos. Ambos estavam embalados pelos prazeres e sensações daquele ato. Apesar de ser Jeongguk quem mantinha Taehyung pressionado contra a arvore, o mais novo sentia o loiro tentando tomar o controle da situação, coisa que Jeon não deixava acontecer, pressionando o mais velho com o seu corpo, usando de sua força para tentar domar aquela fera selvagem a sua frente que tentava lhe devorar com beijos e apertões por todo o seu corpo.

Jeongguk soube que a batalha estava perdida para si quando sentiu a perna de Taehyung alojar entre as suas, tocando o membro já totalmente desperto entre elas. Vacilou por um momento, um breve momento onde Taehyung aproveitou para segurar forte o seu quadril e o puxar para o seu próprio corpo, com vontade, fazendo com que Jeongguk sentisse a ereção do outro roçar em si.

Foi por puro instinto que soltara um gemido. Taehyung sorriu de boca aberta, passando aquela língua rosa e tentadora pelos lábios já bem vermelhinhos devido a força do beijo que estavam a trocar. Taehyung deslizou as duas mãos pela bunda de Jeongguk, apertando com vontade ambas as nádegas e então puxou o corpo do mais novo para si, esfregando suas ereções uma na outra. Uma corrente elétrica passou por todo o corpo dos garotos no instante em que sentiram aquele contato tão íntimo, mesmo que através de camadas de roupas.

Sem pensar em mais nada Jeongguk voltou a colar sua boca na de Taehyung, mordendo os lábios alheios, chupando sua língua, enquanto deixava que o mais velho comandasse o ritmo em que seus quadris se chocavam e que seus membros se esfregavam. Jeongguk nunca se sentiu tão excitado como estava se sentido naquele momento. Todo aquele ato parecia tão sensual, tão erótico, e eles nem mesmo haviam tirado suas roupas. Suas mãos desceram pelas costas de Taehyung, sentindo a curva no fim dela sob o seu toque. Desceu pela curva do início da bunda do loiro e então agarrou com vontade aqueles músculos fartos e redondinhos, imitando o que o mais velho fazia em si, e puxando o quadril dele para o seu, aumentando a intensidade com que seus membros se esfregavam.

Taehyung aproveitou que Jeongguk resolveu tomar o controle daquele ato e subiu suas mãos pelo corpo do outro, por dentro da camisa que ele usava, sentindo sob sua palma a pele quente e os músculos definidos do abdômen de Jeongguk. Cada um dos gominhos. Desceu a mão para o cós da calça do mais novo, a ponta do dedo brincando com aquela parte da roupa, provocando como se fosse adentrar aquele local.

Jogando tudo para o alto Taehyung levou as duas mãos para os botões da calça de Jeongguk, a fim de abri-la. Não estava no clima para joguinhos sensuais. Contudo, sua tentativa fora impedida pela mão do mais novo, que parou tudo o que estava fazendo e o conteve, lhe encarando com os olhos levemente arregalados.

— O que quer fazer?

Jeongguk esteve o tempo todo embalado pelo clima, cego pela nuvem de prazer que sentia. Porém, ao sentir as mãos afoitas do mais velho tentando abrir as suas calças, um raio de consciência lhe atingiu, o fazendo lembrar onde se encontravam e o que estavam fazendo.

— Você tem certeza de que não sabe o que quero fazer, Jeonggukie? – Questionou, arqueando uma sobrancelha para o outro.

Jeongguk não respondeu nada, apenas passou a língua pelos lábios e a mão pelos cabelos. Estava nervoso, estava ansioso, estava uma bagunça por dentro e não sabia como expressar nem mesmo seus pensamentos ou receios naquele momento.

— Você não quer, é isso? – Taehyung perguntou. – Não diga que não quer, você não pode mentir para mim. Eu posso ver através de você.

— Você pode ver o que está no meu coração, é isso? – Brincou, usando um pouco de deboche.

— Não. Sinceramente eu não consigo saber o que acontece aqui. – Colocou a palma da mão sobre o peito de Jeongguk. – Eu não sei nem mesmo o que acontece no meu, como posso sequer tentar imaginar o que acontece no seu. Mas eu sei o que acontece aqui. – Sua mão desceu e apertou despudoradamente o pênis ainda ereto do mais novo. Enchendo sua mão tanto quanto podia. – Você quer muito isso, seguir em frente com o que estávamos fazendo. Eu sei porque sobre isso eu também sinto o mesmo. Veja. – E outra vez, sem pudor nenhum, puxou a mão de Jeongguk e a colocou sobre a sua própria ereção. O tempo todo permanecia encarando os olhos do outro, deixando bem claro do quão sério estava falando.

— Não é que eu não queira... – Por fim disse, sabendo que não tinha como tentar negar ou fugir. E tão pouco queria fugir daquele momento. – Mas veja onde estamos? Alguém pode nos ver.

— Então o problema é esse? – Taehyung riu. – Tudo bem, é só a gente ir para algum dos quartos lá dentro.

— Você está louco? – Jeongguk o parou antes mesmo que Taehyung tivesse chance de o puxar em direção a casa. – Primeiro: se a gente for para qualquer um dos quartos lá dentro todo mundo vai saber o que a gente está fazendo. E segundo: mesmo que a gente consiga contornar essa situação como vamos passar pelo meio de tanta gente assim, com as nossas barracas visivelmente armadas?

Taehyung abaixou a vista para olhar para suas virilhas. De fato, seus membros estavam tão duros que era impossível que alguém não notasse a protuberância em suas calças. Dera um pequeno sorriso para si mesmo.

— Tudo bem. Tive uma ideia.

E sem dar tempo de Jeongguk indagar qual seria a sua ideia Taehyung o puxou para longe daquela arvore e da escuridão atrás daquele tronco que antes os escondia. O Kim não os levou em direção a casa, mas sim mais para o fundo do jardim, onde se encontrava um pequeno galpão, como se fosse uma casa estilo chalé de um cômodo só. Ao abrir a porta Jeongguk viu que ali estavam todos os materiais para jardinagem, desde ancinhos e tesouras de jardinagem a até mesmo saco com adubo.

— É sério isso, Kim Taehyung? – Perguntou indignado.

— Bom, você quer voltar para arvore ou quer subir para um dos quartos? – Retorquiu impaciente.

Jeongguk se calou. Olhando para o lado oposto, teimosamente.

Na maioria das vezes Taehyung era o mais infantil da dupla, mas curiosamente, sempre quando a situação envolvia algo intimo entre eles, era Jeongguk quem sempre fazia birra e cabia a Taehyung ter que lidar com aquele bebê fofo de corpo definido que o Jeon se tornava.

— Certo, sem mais discussões. Vamos apenas retomar de onde paramos. – O Kim disse de forma direta, avançando sobre o outro e colocando suas mãos novamente sobre os botões da calça do mais novo e outra vez sendo impedido por ele.

— Nós não vamos transar, Taehyung.

— E quem disse transar? – Perguntou sério. – Você acha mesmo que eu vou transar com você num lugar rodeado de merda? – Pediu, indignado. – Vamos apenas nos divertir um pouquinho. – Sorriu maliciosamente para o outro.

— Certo. – Sorriu pequeno em resposta.

— Certo? Então dá para você parar de me impedir de abrir as suas calças e começar a abrir as minhas? – Perguntou, o tom carregado de sarcasmo.

— Você é tão idiota, Kim Taehyung

— E você é tão babaca, Jeon Jeongguk.

Após as ofensas trocadas suas bocas voltaram a se encontrar. Retomaram o beijo, igualmente voraz como momentos atrás. Era como se não tivessem interrompido o ato. As mãos afoitas de Taehyung trataram de abrir as calças de Jeongguk, agora não havendo mais nenhum impedimento da parte do outro. Abriu o botão e abaixou o zíper, e, sem perder tempo, sua mão adentrou a cueca do Jeon, segurando o musculo quente e pulsante que era o membro do mais novo.

Era uma coisa estranha, completamente nova, segurar outro pênis que não fosse o seu. Era bom, lhe excitava.

Não teve tempo de pensar muito sobre o assunto, pois se deu conta de que Jeongguk havia conseguido abrir as suas calças, quando sentiu seu próprio pênis ser segurado pela mão do outro. Suas bocas engoliam os gemidos que eles soltavam quando ambos os garotos começaram a estimular o pênis alheio. Subindo e descendo a mão por toda a extensão do membro, da base até a ponta. Seus movimentos eram erráticos devido a posição em que se encontravam e a ansiedade que sentiram, ainda assim, não era menos prazeroso. Pelo contrário, aquela era a melhor masturbação que já tiveram em suas vidas.

Taehyung desfez o beijo e colou sua testa na de Jeongguk, sentindo a franja molhada de suor dele encostada a sua. Ambos os garotos abaixaram suas cabeças ao mesmo tempo, ainda as mantendo juntas, e então olharam para suas mãos e o que elas estavam fazendo.

Para Jeongguk aquilo era novo, a visão do membro de Taehyung. Nunca tinha visto aquela parte do corpo do outro, porém, não poderia negar que já a imaginara várias vezes, e até mesmo sonhara com ela. E agora ali estava, em sua mão. Mordeu o lábio inferior contendo o gemido que quisera soltar apenas ao ter aquela contemplação.

Para Taehyung não era tão diferente assim, imaginou ver aquela parte de Jeongguk, sonhou com ela. A diferença era que já havia a visto naquele fatídico dia no vestiário. O que só fizera com que seus sonhos e pensamentos sobre o pênis de Jeongguk aumentassem. Agora que o tinha em suas mãos poderia tornar todos os seus sonhos e pensamentos em realidade. Bom, ao menos um de tantos deles.

Taehyung aumentou a intensidade com que estimulava o membro de Jeongguk, o ouvindo gemer tão próximo de si, encarando o pau do Jeon sumir e aparecer por sua mão, a ponta rosinha já melada com o liquido pré-seminal. O Kim aproveitou para usar aquele liquido como um lubrificante para ajudar sua mão a deslizar melhor pelo membro do outro. O tempo todo sendo observado por Jeongguk, que não conseguia tirar os olhos daquela cena.

— Faz a mesma coisa com o meu pau, Gukie. – Pediu meio manhoso para o Jeon, sua voz apenas um pouco mais alta do que um sussurro. Baixa e grave, o suficiente para que arrepiassem todos os pelos do mais novo.

Jeongguk fizera exatamente como lhe fora pedido. Usou seus dedos para espalhar o liquido da ponta do pênis de Taehyung desde cabeça do membro até mais para baixo, até onde pudesse. Taehyung aproximou seus quadris e uniu seus membros, segurando ambos os pênis com a sua mão e então puxando a mão de Jeongguk para que também os segurassem. Logo suas mãos começaram a subir e descer pela extensão de seus membros, agora melados, o que ajudava para que o ato acontecesse mais facilmente. Arfavam enquanto olhavam para o que acontecia naquele curto espaço entre seus corpos.

Sem se dar conta, Taehyung começou a mexer o quadril, simulando uma penetração em suas mãos que agora estavam paradas, apenas segurando seus paus. A fricção de um membro no outro era algo indescritível. Jeongguk aumentou o aperto de suas mãos, o que causou uma fricção ainda maior entre seus membros. O Jeon espelhou os movimentos de Taehyung e logo ambos os garotos se encontravam fodendo suas mãos. O som do ato propagava por aquele pequeno local e misturava-se aos seus gemidos.

Aumentaram a velocidade de suas estocadas quando sentiram que o clímax se aproximava e um pouco antes de gozarem, Taehyung cobriu a cabeça de seus pênis para que o liquido expelido por eles não sujasse suas roupas, o que acabou melando toda a palma de sua mão. Enquanto se esvaia em sua mão e na de Taehyung, Jeongguk apoiou o queixo sobre o ombro do garoto mais velho e o loiro fizera o mesmo consigo. Ambos sentindo os espasmos do gozo relaxarem seus corpos. Permaneceram ali, por algum momento, até recuperarem seus sentidos e se afastarem. Sorrindo cumplice um para o outro.

Taehyung começou a abrir as gavetas da mesa daquele lugar até puxar de dentro de uma delas um pano velho. Voltou para a frente de Jeongguk e segurou o pênis do mesmo.

— O que você vai fazer? – Jeongguk perguntou.

— Limpar o seu pau, não está vendo?

— Você não vai colocar esse pano velho em mim.

— Deixa de frescura, Jeongguk. – Taehyung disse, já limpando o membro do outro com o pano que achara e ao acabar fizera o mesmo com o seu. – Quando chegar em casa você faz um asseio. – Provocou, sorrindo para o mais novo enquanto fechava suas calças.

Jeongguk não respondeu de volta. Apenas fechou as suas calças e pegou novamente o pano velho para limpar suas mãos.

— E agora? – Taehyung perguntou. – Você quer voltar pra festa?

— Não. Eu acho que já fiz o que tinha pra fazer aqui. Acho melhor ir embora.

— Fez o que tinha para fazer, é? – Sorriu de canto. – Então você veio com a intenção de abusar do meu corpinho? Eu só pedi um abraço, Jeonggukie.

— Cala a boca, idiota. – Jeongguk riu, empurrando o outro com o ombro enquanto saiam daquele pequeno galpão e seguiam de volta para a entrada da casa. Agora com a intenção e irem embora.

Ambos seguiram o caminho até o lado de fora em completo silencio, mas um silencio confortavelmente bom. Um sorriso de contentamento estampado em seus rostos, que eles não conseguiam tirar e também não viram porque não tinham coragem de virar o rosto para olhar para o outro.

Permaneceram do mesmo jeito, parados e em silencio do lado de fora esperando pelo taxi que Jeongguk chamara. Cada um perdido em seus próprios pensamentos, um sobre o outro, mesmo que ambos estivessem ali, a menos de trinta centímetros afastados, escorados no muro da casa de Jongin.

Quando viram o taxi enfim se aproximar, fora Taehyung que quebrou o silencio.

— Foi bom pra você?

— Você quer parar de me provocar?

— Eu não estou provocando. – Taehyung disse sério e pelo olhar na cara dele Jeongguk sabia que ele estava falando a verdade. – Saiba que pra mim foi muito bom. Melhor até do que imaginei.

— Então você imaginou isso? – Jeongguk provocou.

— Imaginei muito mais do que isso. – Taehyung respondeu, ainda sério, sem entrar na provocação do mais novo.

Quando o taxi parou Jeongguk demorou alguns segundos para se afastar. Contudo, quando o fez parou no meio do caminho, virando-se para olhar para o mais velho.

— Para mim também foi muito bom, Tae. Melhor do que imaginei também. – Sorriu para o mais velho antes de entrar no taxi.

Taehyung não pôde evitar o grande sorriso que apareceu em seu rosto. Se apenas aquilo fora tão bom para eles dois, ele não conseguia nem mesmo mensurar como seria quando eles fizessem mais do que aquele ato.

ººº

Sextas-feiras sempre eram dias exaustivos, todos queriam cumprir com suas obrigações para se verem livres para seus programas de final de semana. O dia parecia sempre se arrastar. Nesse aspecto, para Namjoon, aquilo não era diferente. Aquele dia parecia se arrastar e para piorar tudo ele ainda tinha que passar o dia todo com aquela touca em sua cabeça. Não era como se não gostasse de usar aquele tipo de vestimenta, só era chato não poder tira-la.

Ao chegar na escola e seguir para o seu destino de sempre antes das aulas, a biblioteca, não conseguira falar com Seokjin. O mais velho como sempre estava muito ocupado, sempre com algum aluno pendurado em seu balcão pedindo por livros e alguns até ousando pedir o número do celular do rapaz, que sempre recusava a dar seu número para todos que lhe pedissem.

O tempo todo em que estivera sentado ali naquela mesa da biblioteca, com um livro em suas mãos, Namjoon mal conseguira terminar uma página já que sua atenção estava sempre no bibliotecário bonito a sua frente. As vezes se pegava pensando no quão sortudo era por ter conseguido sair com Seokjin. Enquanto todos tentavam todos os dias ganhar a atenção do rapaz fora justamente ele, Kim Namjoon, quem a conseguiu.

Sorriu bobo para si mesmo ao pensar nisso. E era justamente assim que se sentia nos últimos dias em que estivera saindo com o rapaz de cabelos róseos; um bobo. Ainda mais do que era quando estava na fase em que apenas o admirava de longe.

Como pudera ele estar ainda mais apaixonado por Seokjin em tão pouco tempo?

Namjoon olhou em direção ao balcão da biblioteca, buscando o rapaz que habitava o seu coração e naquele momento, seus olhares se cruzaram e Jin sorriu para si. Namjoon sentiu as famosas borboletas voarem em sua barriga ao passo que retribuiu o sorriso para o mais velho, derrubando o livro quando tentou de forma sutil acenar para Jin.

A capa dura do livro ao entrar em contato com o tampo da mesa quando Namjoon o derrubou acabou fazendo um grande barulho, atraindo a atenção dos alunos presentes para si. Sentiu seu rosto esquentar e mais que depressa abriu o livro novamente e o colocou em frente ao seu rosto, cobrindo-se com ele. Se tinha uma coisa que Kim Namjoon não conseguia ser, era ser discreto. Sempre foi alguém estabanado e por conta disso achava que isto era algo que achava nunca ser capaz de ser: discreto.

Dando uma rápida olhada para Jin o viu rindo, provavelmente de si. Bem, se seu jeito estabanado servisse para provocar aquele sorriso lindo no cara por quem era apaixonado, então para Namjoon estava tudo bem ser do jeito que era.

O sinal indicando o início das aulas tocou e os alunos começaram a seguir para fora da biblioteca. Namjoon, ao passar em frente ao balcão onde Jin sempre ficava, trocou um olhar significativo com o mais velho. Ao sair do prédio da biblioteca puxou o celular do bolso para conversar com o mais velho.

Joon: Eu não vou poder mais voltar para a biblioteca hoje. Tenho treino de basquete

Jinie hyung: Tudo bem, eu acho que consigo passar esse tempo sem ter os seus olhos me secando kkkk

Namjoon sentiu o rosto esquentar ao ler a mensagem do seu hyung. Estava mesmo sendo tão óbvio assim que fazia apenas isso todas as vezes em que ia para a biblioteca? Claro que estava, era o seu jeito afinal de contas, ele não conseguia ser discreto. Além do mais, fazia mais de uma semana que ele pegava sempre o mesmo livro para ler. Se perguntava se Jin estava lhe achava um estranho, obsessivo ou coisa do tipo

Jinie hyung: Ei! Não pense demais ok? Eu sei que você deve estar pensando bobagens

Jinie hyung: Eu estava apenas brincando com você.

Jinie hyung: Eu gosto de ter você aqui comigo na biblioteca, mesmo que a gente não consiga conversar.

Como se tivesse lido seus pensamentos, Jin lhe enviou aquelas mensagens. Naquele momento Namjoon descobriu que além de ser alguém muito óbvio, ele também era alguém transparente. De que outra forma o hyung saberia o que estava pensando senão por esse motivo? Sorriu bobo para si mesmo outra vez naquele dia. Não iria contar quantas vezes fazia isso, pois sabia que eram várias vezes no dia.

Joon: Tudo bem, não vou pensar nada disso.

Joon: Eu também gosto de ficar na biblioteca com você

Joon: Te secando de longe kkk

Joon: Em todo caso eu vou esperar por você do lado de fora, no seu horário de saída.

Jinie hyung: como sempre?

Joon: como sempre :)

Namjoon guardou o celular no bolso e seguiu em direção a sua sala de aula. Como era de se esperar, o tempo passou devagar, as aulas foram cansativas e a touca em sua cabeça começou a coçar, o que ele suspeitava que fosse mais algo psicológico já que ele estava morrendo de vontade de tirar aquilo ao menos uma vez. O treino de basquete não fora tão cansativo já que o time havia voltado de um jogo onde ganharam, e também tinha o fato de que a maioria dos membros do time pareciam estar de ressaca.

Como fora acordado, no final da aula, Namjoon ficou do lado de fora esperando por Seokjin. A touca enfim não estava mais em sua cabeça, o vento frio daquela tarde de outono batia sobre os seus cabelos, balançando as mechas em sua testa. Não muito tempo depois que Namjoon chegara ali ele viu Jin caminhando para fora do portão da escola, alguns alunos ainda acompanhavam ele, uns até mesmo segurando seu braço, se recusando a soltar.

Aquela despedida exagerada durou por aproximadamente uns quinze minutos e então quando os alunos se despediram, Jin caminhou até o outro lado da rua, para onde Namjoon o esperava, prostrado em frente a uma arvore, as mãos dentro dos bolsos da calça, casualmente.

Jin parou a sua frente, olhando-o de cima a baixo e então dera um de seus belos sorrisos para o mais novo.

— Gostei do cabelo. – Apontou para os fios tingidos do mais novo. – Roxo combina com você.

— Você gostou mesmo? – Namjoon perguntou, encabulado, passando a mão pelo pescoço.

— Claro. Ficou muito bonito.

— Roxo é a minha cor favorita, sabe? Diferente eu sei, mas eu gosto. – Deu de ombros. – Eu pensei em pintar de rosa, mas aí achei que iria ficar muito aquele tipo de coisa de casal que fazem tudo juntos e tal. Não acho que esse seja o nosso tipo de casal.

Quando Namjoon notou o que dissera arregalou os olhos. Apesar de estar saindo com Jin há algumas semanas eles ainda não haviam dito nada sobre o que eram.

Namorados?

Ficantes?

Nada fora estabelecido, eles apenas saiam, se beijavam, se curtiam e estava bom assim.

Bom, para Namjoon não estava realmente bom. Ele queria algo mais sério. Quando estava sozinho sempre pensava no assunto, mas quando estava com Jin sempre esquecia de mencionar aquilo, se perdia nos toques, nos beijos e carinhos trocados e esquecia de tudo ao seu redor.

E, no entanto, aquilo que por diversas vezes ensaiou em frente ao espelho, sobre perguntar ao mais velho sobre a relação que tinham, acabou saindo da sua boca sem querer.

— Eu quero dizer, não que eu esteja forçando a gente a ser um... Que a gente seja...

— Está tudo bem, Joon. – Jin colocou a mão sobre o ombro do mais novo ao notar o seu desespero. – Você não está errado. Somos mesmo um casal, não?

— Não? – Sem saber o que responder Namjoon apenas repetiu a última palavra dita pelo outro.

— Não? Você não quer ser um casal comigo?

— Não! Eu quero dizer, sim, eu quero. – Respondeu rapidamente, nervoso.

— Então está tudo certo. Estamos namorando agora. – Jin sorriu alegremente.

Namjoon dera um sorriso estranho de volta. Sem saber bem como reagir aquele novo status vindo de um jeito tão...

— Isso foi estranho. – Confessou em voz alta.

— Sim, eu sei... – Jin riu sem graça. – Me desculpa, mas eu nunca pedi ninguém em namoro antes. Mas é o que senti que devia fazer com você.

— Tudo bem. – Deu de ombros, sorrindo verdadeiro agora.  – Foi estranho, mas no fim foi bom.

Jin apenas riu em resposta.

— Então somos namorados agora, hyung?

— Sim.

— Eu posso segurar a sua mão?

— Você não se importa? – Jin fez um gesto vago, mostrando que eles estavam no meio da rua, ainda em frente à escola. Qualquer um poderia ver e então comentar.

— Nenhum pouco. – Respondeu prontamente. – Você se importa, hyung? – Devolveu a pergunta.

— Também não. – Jin respondeu prontamente também. E para deixar claro o seu ponto de vista o rapaz de cabelos róseos pegou a mão do mais novo e a segurou, entrelaçando seus dedos.

Namjoon sentia como se aquele fosse o momento mais feliz que já tivera em sua vida.

Os dois começaram a andar, ainda de mãos dadas. Um caminhar lento para aproveitar o clima gostoso daquela tarde e o contato de suas mãos unidas. Mesmo que fosse uma caminhada simples pela rua da escola, aquele era o seu primeiro passeio como namorados. Oficialmente.

 — E como foi a festa de comemoração, ontem? – Jin perguntou.

— Eu não fui.

— Não? Por que?

— Eu tenho um namorado, sabe... Pegaria mal eu ir numa festa sem ele.

— Ah, sim. Certo. – Dera um pequeno sorriso com a resposta do agora namorado.

— E você, como foi o seu último dia de trabalho na biblioteca? – Namjoon pediu.

— Normal. – Deu de ombros. – Não aconteceu nada demais. Só o garoto bonito que sempre ia me secar todos os dias não apareceu mais depois que saiu pela manhã.

— Esse garoto tem um bom gosto por ficar secando você, porém é burro por não ter voltado pra continuar com essa tarefa.

— Tudo bem. Eu acho melhor assim. Eu tenho um namorado e não pega bem ficar sendo secado por um cara assim, todo os dias.

— Verdade. – Namjoon concordou rindo.

Os dois continuaram em silencio após isso. As mãos ainda unidas enquanto viraram a esquina e seguiram em direção a outra rua.

— Eu vou sentir falta de ver você todos os dias na escola. – Namjoon confessou. – A Srª Hyun poderia muito bem se aposentar logo e deixar o lugar para você permanentemente.

— Está tudo bem. Você ainda vai poder me ver todos os dias.

— Como?

— Eu já tenho um novo trabalho. Próximo da escola.

— Onde, hyung?

— Aqui! – Jin parou em frente a cafeteria onde ele havia levado Namjoon no primeiro encontro deles. – Eu conheço o dono daqui e ele me ofereceu um emprego de meio período quando ficou sabendo que meu trabalho como bibliotecário iria acabar. Eu aceitei.

— Você me trouxe aqui na primeira vez e nem me disse que conhecia o dono. – Namjoon comentou fingindo chateação. E então sorriu para o namorado.

— Vem, eu vou te preparar um café. – O puxou para dentro do estabelecimento. – Você vai ser o meu primeiro cliente. O mais especial. – Piscou para o namorado enquanto o levava para o balcão e o sentava em um dos bancos em frente ao mesmo.

Naquele período da tarde a cafeteria estava bem movimentada. A grande maioria dos seus clientes eram estudantes que, obviamente, viram quando o agora ex-bibliotecário da escola entrou de mãos dadas com um dos membros do time de basquete. Mais especificamente falando: O irmão do V

Namjoon não estava notando isso, seu foco estava em Jin, que cumprimentou os funcionários do outro lado do balcão e então atravessou para aquela área restrita para os mesmos. Pegou um dos aventais que tinha a logo da cafeteria estampado e o vestiu. Tratou de preparar o café que prometera ao namorado enquanto conversa com os outros funcionários. Era nítido que o rapaz de cabelos róseos era conhecido por eles e pelo visto também era bem quisto.

Os olhos de Namjoon estavam focados nas costas do namorado, os ombros largos. Admirando aquele corpo que tanto queria ver sem aquelas roupas lhe impedindo. Jin virou-se de frente e Namjoon encarou seus olhos, não pode evitar corar sentindo como se tivesse sido pego no flagra pensando aquele tipo de coisa envolvendo o hyung.

— Aqui está o seu café. – Jin colocou uma xicara a sua frente.

Namjoon estranhou ao olhar para o hyung e notar o rosto dele corado. Um sorriso encabulado brincando nos lábios volumosos do rapaz a sua frente. Ao abaixar os olhos para sua bebida Namjoon viu aquela frase que fizera o seu coração acelerar ao ponto de sentir as batidas ecoando em seus ouvidos.

Sobre o creme branco na sua xícara de café, letras bem desenhadas com outro creme mais escuro formavam a frase “você aceita ser meu namorado?”

-- Como eu disse antes, eu nunca pedi ninguém em namoro. E como você mesmo disse aquele pedido foi estranho então tentei ser um pouco romântico dessa vez.

— Você certamente conseguiu ser bem romântico.

— Isso quer dizer que você aceita o meu pedido? – Brincou.

— Você ainda pergunta? Se eu pudesse eu beijaria você agora mesmo. – Respondeu, bebericando o seu café. Parecia ainda mais gostoso já que fora preparado pelo seu namorado.

Preparado com amor, ninguém poderia negar isso.

— Bem... – Se apoiou no balcão, encarando o mais novo de perto. – Eu ainda não estou trabalhando oficialmente aqui então não vejo motivo nenhum para você não me beijar agora mesmo. Eu não me importo com o lugar ou com as pessoas. Você se importa?

Namjoon apenas inclinou o corpo e selou seus lábios com os dos mais velho em resposta. O beijo com gosto de café com creme, em frente a todas aquelas pessoas, era sua resposta para aquela pergunta de Jin.

Mas mais do que isso, era a sua resposta para o seu pedido de namoro.


Notas Finais


Gente, dia 6 agora essa fanfic fez um ano. Isso não é coisa para comemorar. Na verdade me envergonho disso. No começo eu estava bem insegura quanto a ela e por isso as atualizações demoravam muito para acontecer. Como não via ninguém comentando nada ficava ainda mais insegura achando que ninguém estava gostando da história. Mas então pessoas apareceram me pedindo para continuar e isso me animou para seguir em frente. Então, no final do ano passado eu fiquei sem note (graças ao meu gato de nome Jimin) e fiquei um bom tempo sem escrever e quando e quando comprei outro notebook fiquei sem animo para escrever. Pura preguiça mesmo, não vou negar. Mas então o animo voltou, fui bem recebida por vocês e comecei a postar regularmente. Isso tudo, todos esses "tropeços" acarretaram para a fanfic ter tanto tempo de postada. Prometo que ela não vai completar outro ano sem ter sido completada. Vou tentar adiantar ela o máximo possível para que ela seja concluída o quanto antes. Até porque quero desenvolver outras historias também;

Alás, notei uma grande debanda no capitulo anterior. Fiquei em duvida se vocês gostaram dele ou não. Ou se já estão se cansando da fanfic. Desculpem, eu sou meio paranoica hahaha!

Espero que tenham gostado desse capitulo. Eu particularmente gostei de escreve-lo. Então me digam o que acharam. Cometem o que gostaram e mesmo se não gostam de algo comentem também.

Algumas pessoas me perguntaram se a fic tinha um grupo no whatsapp. Bem, não tem. Mas se quiserem eu faço um.

Acho que é só isso pra comentar hahaha! Beijos e até o próximo capitulo.

https://twitter.com/MonieMonii


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