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História Best Part - Camren G!P - Capítulo 50


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Notas do Autor


As fotos do início do capítulo são as fotos que a Camila vai achar.

Capítulo 50 - Capítulo 50


Fanfic / Fanfiction Best Part - Camren G!P - Capítulo 50 - Capítulo 50



P.O.V Lawrence Jauregui 


Já passou quase duas semanas, já faz um pouco mais de uma semana que ela já foi para o quarto normal, mas mesmo assim não levei as crianças pra ter contato pessoalmente com ela. Eu passo quase todas as noites no hospital com a Camz e fico durante o dia com nossos filhos, e as vezes trocamos isso com seus pais ou os meus. Mas agora todos os dias eles pedem pra ligar e falar com a Mãe, e Camila me surpreende sempre que os trata como filhos mesmo que ela não lembre, isso me dá um alívio enorme. Por que pelo menos eles não estão sendo afetados, são pequenos de mais pra entender que a mama não se lembra, então ela age como se lembrasse. 


Os momentos que ficamos sozinhos, na maior parte assistimos algum filme ou ela pede que eu conte alguma história, mas como a maioria é de noite, ela acaba dormindo e eu aproveito pra fingir que está tudo bem, que ela está de olhos fechados ali mas que quando abrisse vai se lembrar de mim. 


É uma sensação que faz com que eu me sinta muito diminuído, mas agora é como se fôssemos amigos, eu sei que tudo precisa de calma, mas as chances dela não se lembrar nunca de mim são grandes. 


E caso ela nunca se lembre, ela pode não se apaixonar novamente por mim. 


E então vou acabar com um divórcio na mão. 


Hoje o médico da Camz pediu pra falar com seus pais e comigo, então deixei meus filhos com meus pais e agora estamos os 3 na sala do médico esperando ele. 


-Será que ela teve alguma piora? -Ale perguntou. 


-Não querido, deve ser pra nos atualizar sobre tudo. -Sinu respondeu e segurou nas nossas mãos. 


Me faz tão feliz o relacionamento saudável que tenho com eles, é ótimo que pareça que somos todos uma família enorme. 


O Doutor entrou na sala, sorriu e cumprimentou cada um de nós antes de se sentar. 


-Vamos lá, agora Camila já está no quarto, ela está se recuperando muito bem. A fratura na costela vai demorar cerca de 2 meses pra estar completamente curada, e o traumatismo que ela teve vai levar até 2 anos pra que também se cure totalmente, dentro desses dois anos nós podemos tanto ter a volta desse período de tempo que sua memória apagou, quanto não termos. Mas eu conversei com os outros médicos, se ela tomar os remédios certos, nas horas certas, e eu sei que vocês podem receber fisioterapia em casa pra ela e todas as outras coisas que ela precisa e recebe aqui. Achamos que ela pode ir pra casa e continuar o tratamento lá. Isso pode ajudar na sua memória.


-Acho que ela ir pra casa não é um problema. Acho que o mais complicado de decidir é qual casa. -Alejandro falou. 


-Vou deixar vocês um pouco sozinhos aqui, podem decidir isso, e se quiserem, podemos arrumar pra ela receber alta hoje. 


Ele levantou da sua cadeira e saiu da sala. 


-Sabemos que ela vai querer ir pra casa de vocês, eu entendo isso. 


-Ela pode até querer Querido- Sinu falou- Mas sabemos que a casa de vocês é muito maior e seria bem mais fácil a acomodação e o tratamento com os profissionais que vão ir durante a semana. 


-Ela vai aceitar bem ficar lá? Vocês sabem que podem ir pra lá e ficar com ela. 


-Acho que a melhor coisa que fazemos é não dar a ela outra opção. Ela vai pra casa de vocês. 


Ficamos mais alguns minutos só processando a ideia ou então só respirando mesmo, por que ninguém sabia como seria a reação dela, ou como seria ela voltar pra casa. 


Parte de mim queria que ela entrasse e se lembrasse de tudo que aconteceu, tudo que vivemos ali, que nós casamos no jardim. 


Parte de mim tinha medo do que podia acontecer se ela se lembrasse de tudo.


...


-Então eu vou ir embora daqui? Finalmente. Vamos pra casa? -Ela perguntou virando pra Sinu que me olhou, oque fez ela me olhar também. 


-An... nós vamos pra nossa casa. 


-Nossa casa? A que a gente morava? Eu e você ? -Eu só consegui acenar com a cabeça que sim- Vocês não vão ? -Ela voltou a perguntar pra Sinu. 


-Vamos sim Hija. A casa é imensa e vamos estar lá pra te ajudar. 


-Então vocês vão se mudar pra casa dele? Vai ser legal pelo menos ter todo mundo junto. Vão levar minhas coisas hoje? Eu já posso ir hoje pra fora daqui? 


-Todas suas coisas estão lá Hija, você morava lá. 


-Ah é, sim, verdade. Mas enfim? Já posso sair daqui? 


-Acho que vão vim antes te preparar, eu vou ir ver com o médico, dizer que você está pronta. 


Eu sai da sala, assim que fechei a porta eu puxei um pouco de ar puro. 


Sabe quando você gosta tanto de alguém que tudo dentro e você fica absolutamente agitado quando a pessoa tá perto? É sempre assim que me sinto com ela. Meu coração quer se encostar no dela e eu não posso.


Levou mais ou menos duas horas até que as papeladas da alta estivessem assinadas, suas coisas estivessem arrumadas, nesse tempo Ale foi até nossa casa pegar uma roupa pra ela vestir e agora estamos ali. Ela está sentada na cadeira de rodas enquanto vamos pra parte de trás do hospital por que a entrada principal tá cheio de paparazzi. Meu motorista trouxe meu carro pra parte de trás e então entramos no carro, ele foi para o carro de trás com meus seguranças. 


Camila sentou no banco do passageiro e Alejandro e Sinu no banco de trás. Eu entrei no lugar do motorista. 


-Todos de cinto? 


-Sim! 


-Então vamos. 


...


P.O.V Camila Cabello 


-É um condomínio? 


 Eu perguntei assim que passamos por um portão enorme. 


-Não, esse é nosso jardim. 


-Isso é uma floresta! Qual o tamanho dessa casa? 


-Não se lembra de mim mas ainda repete as mesmas coisas sobre o tamanho da casa que eu comprei. -Ele comentou com um sorriso no final só para não parecer tão triste, mas doeu em mim de qualquer forma. 


Eu abaixei o vidro da minha janela e coloquei a cabeça pra fora observando a linda paisagem que as árvores faziam ao redor da estrada. Ao longe consegui ver um lago, e então depois de passarmos por ele consegui ver a imensa mansão branca com uma piscina gigante na frente. Isso é enorme. 


Ele parou o carro em frente a casa, meus pais desceram, eu continuei pendurada na janela admirando tudo aquilo. Ele deu a volta no carro e abriu minha porta, e estendeu a mão pra mim. 


Com a ajuda dele e dos meus pais eu subi os degraus até a entrada da casa, ele abriu a porta. 


-Eu vou ir na casa dos meus pais buscar as crianças. -Ele falou assim que entramos em casa. 


Em casa? É tão estranho estar nessa mansão enorme e me sentir em casa mesmo sem saber. 


-Eu acho que é melhor você ficar no quarto que temos aqui no andar de baixo, pra não ter que subir sempre essas escadas. É o quarto que ficamos até os bebês nascerem. 


-Eu não podia subir escada também? 


-Era muito arriscado enquanto estava se recuperando daquele acidente que eu te falei. 


-Tudo bem. 


Ele me mostrou o quarto, e então conversou um pouco com meus pais. 


-Eu vou até o quarto de vocês pegar suas roupas e descer pra esse aqui -Minha mãe falou. 


-Ah... Eu não sei se ele está trancado, mas aqui a chave se estiver, eu não entro lá desde que aconteceu. - ele entregou uma chave que estava no seu bolso pra minha mãe que logo subiu as escadas. 


-Posso ir com você? -Perguntei quando ele ia sair.


-Na casa dos meus pais ? 


-Sim, eu estou ansiosa pra ver eles na verdade. 


-Hija, talvez fosse bom você ficar um pouco aqui, sua mãe pode te ajudar e então você toma banho antes deles chegarem. 


-Concordo Camz, eles vão gastar todas as suas energias, não se preocupa. Não vou demorar muito. 


-Tudo bem então. 


Ele me deu um sorriso sincero e gostoso antes de sair pela porta. 


-É, você pode até não lembrar, mas você ainda olha pra ele do mesmo jeito Hija. 


-Eu não sei oque sinto, mas eu sei que sinto algo. 


-Sabe, você lembra de pelo menos um, mas enfim, você já levou pra casa caras horríveis. Eu odiei cada um deles. 


-Ah eu fiquei aliviada de acordar e saber que me livrei do Matt do colégio. Ele fazia eu me sentir tão mal. 


-Sorte sua ter esquecido essa parte, por que eu não esqueci, sua mãe também não é nem suas amigas. Foram anos horríveis de homens horríveis que te machucaram, mas Lawrence quando chegou sempre foi o oposto de tudo.


-Ele sempre foi assim? Por que mesmo que esteja tudo estranho, ele é sempre atencioso comigo, carinhoso mesmo mantendo distância. 


-Sempre foi. Ele veio, do nada, e pegou o coração de todas as mulheres da família. Sua mãe fica besta toda vez que ele beija a mão dela. Acha que não percebo? Sem falar da Sofie, vocês duas disputavam a atenção dele quando estavam juntos. 


-Me parece tão estranho alguém ser tão bom assim. As vezes parece tudo uma mentira, parece que estou sonhando, e vou acordar atrasada pra escola.


-Mas a escola já acabou Hija. Finalmente passamos da época de sofrer te acordando pra escola de manhã. 


-Sofia está na casa dos pais dele?


-Sim, deve vim com ele. 


-Quero ir lá em cima e conhecer o quarto, na verdade todo o andar. 


-Vamos, com cuidado. 


Me apoiando no meu pai pra evitar mexer muito minha costela eu subi a escadaria até o andar de cima. 


-Meu deus quanto quarto. 


-Concordo que a casa é um exagero, mas sinceramente nunca para vazia também. Nós sempre almoçamos ali na piscina. Nunca deixamos vocês sozinhos demais aqui. 


Ele me mostrou os quartos de hóspedes que tinha na parte da cima e então entramos no quarto do Ravi, a maior parte da decoração é cinza claro, com algumas coisas em azul claro. Os móveis eram baixos, e a cama era no chão, com uma armação de madeira em cima que fazia prever uma cabana. Tinham alguns poucos brinquedos no chão, mas a maioria estava guardado. 


Em frente tinha a porta do quarto da Ayla, bem mais arrumado que o do Ravi, sem brinquedo nenhum fora da caixa de brinquedos, ela realmente parece ser muito mais organizada. 

Seu quarto tinha a cama igual a do Ravi e os móveis baixos, mas as cores além do cinza tinha alguns tons de rosa. Combinava com a pequena princesa que ela é. 


A última porta do corredor é onde ficava nosso quarto, quando entrei encontrei o maior quarto que já vi. Além da maior cama, que estava bagunçada, tinha um cobertor no chão, e aparentemente alguns cacos de vidro que minha mãe avisou assim que entramos. 


No quarto tinha uma televisão, uma varanda grande o suficiente pra ter um pequeno sofá e duas poltronas com uma mesa de centro. Tinham duas portas, uma que estava aberta e levava pra um closet que facilmente deve ser do tamanho do quarto que eu lembro de ter antes de tudo isso acontecer. 


-Tudo isso é um exagero. 


Minha mãe estava colocando algumas roupas minhas em algumas malas pra descer pro outro quarto. Eu voltei pra quarto, andei até a varanda observando a paisagem do jardim enorme, do lago e da piscina. 



Essa casa é um sonho. 


Minha vida parece um sonho na verdade. Aparentemente eu tenho o melhor marido do mundo, os filhos com certeza são os mais lindos, a casa mais perfeita... 


Eu só não lembro de nada. 


Andei até a cama e me sentei no lado esquerdo. Será que era desse lado que eu dormia ? 


Olhei pro móvel do lado da cama, onde provavelmente estava o copo que agora está quebrado em vários pedaços no chão. Em cima também tinha vários porta retratos com fotos nossa, com as crianças e também uma do seu braço abraçando minha barriga quando estava grávida. 


Eu não sentia como se não fosse eu, não parecia algo totalmente estranho, parecia muito família, era notável minha felicidade em qualquer uma daquelas fotos, mas ainda assim algo bloqueava minha mente pra esses momentos. 


Eu nem tentei segurar as lágrimas que quiseram descer pelo meu rosto, eu deixei as fotos ali, e então minha mãe me abraçou. 


Quando estávamos começando a descer as escadas a porta da frente abriu. O primeiro a entrar foi o Ravi carregando um grande carrinho que era quase do seu tamanho, ele ainda não tinha me visto, então só andou até o meio da sala quase tropeçando em seu brinquedo. Atrás dele entrou o Lawrence com a Ayla no colo que aparentemente estava dormindo. 


Em seguida entrou Sofi com duas mochilas nas mãos. 


-KAKI! 


Ela soltou as bolsas no chão e correu na minha direção mas parou do meu lado me dando um leve abraço com medo de me machucar mais depois de todos os avisos da nossa mãe. 


-Que saudade eu estava de você, como você cresceu minha florzinha. 


Eu apertei seu nariz e toda a vontade de chorar voltou. Meu deus como Sofia estava grande. O tempo passou rápido demais ou é por que eu esqueci parte da minha vida. 


-Mama! 


Ravi vinha engatinhando pela escada na minha direção e minha mãe o pegou no colo pra que ficasse da minha altura. 


-Você é a coisa mais linda do mundo filho. 


Ele estava chorando e queria vim pro meu colo, mas eu enchi seu rosto de beijos com ele no colo da minha mãe. 


Mesmo que eu queira, sei que não posso pegar meu pequeno menininho no colo. 


Não existem palavras que expliquem a agitação do meu coração de estar ali, com ele na minha frente, a ligação que existe. 


Eu desci as escadas mais rápido do que deveria, mas eu só não podia continuar mais longe de nenhum dos dois. 


-Ela é tão perfeita. -Eu disse quando Lawrence deitou Ayla no sofá do meu lado. 


Assim que sentei Ravi subiu no meu colo e me abraçou, mesmo sentindo uma pequena pontada de dor, nunca me senti tão feliz do que ali, nos braços do meu pequeno príncipe e do lado da minha pequena princesa. 


-Eles são perfeitos. 


Meus filhos. 




Notas Finais


Eai galera ? Como vocês estão?

De quarentena? Por favor. Não quero ninguém dodói.

Eu continuo me arriscando na rua pra abastecer a casa com chocolate suficiente pra namorada 👍🏽

Amo vocês, fiquem bem.

Álcool em gel hein.


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