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História Best Part (Malec) - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo I


- Por favor, para _ Magnus implorava com a voz rouca depois de tanto gritar, suas mãos estavam amarradas enquanto seu pai o batia.

Algumas risadas saíram de Asmodeus, risadas que apavoravam Magnus.

...

Era tarde, Alec atravessou a rua para entrar em uma de suas boates, uma das maiores da cidade. Além daquela, Alec era dono de várias boates, casas de shows, casas de eventos... Era podre de rico.

Alec empurrou a porta e várias das pessoas que estavam dançando inebriadas com a música se viraram para ele, pareciam clamar sobre Alec. A beleza de seus olhos marrom esverdeados chamavam atenção.

- Me traz um martini, por favor _ Alec falou para um bartender que estava próximo do balcão no fundo da boate. Sentou-se em um dos bancos que estavam por ali e esperou a bebida, caçando o próximo homem para "atacar".

Os olhos de Alec caçavam homens entre tantas pessoas que estavam bêbadas e dançantes, em meio aquelas luzes coloridas que batiam nos rostos de algumas conforme elas dançavam.

...

De tempo em tempo, Asmodeus saía do quarto que deixava Magnus e sempre trancava a porta para que não houvesse chances do filho fugir. Magnus pensou que não seria diferente daquela vez, mas Asmodeus havia esquecido de trancar.

O rapaz, em total êxtase e desespero, saiu correndo dali, ia se apoiando nas paredes e saiu da casa sem que Asmodeus percebesse. Ele correu pelas ruas para encontrar um lugar aglomerado onde pudesse pedir por ajuda.

A sorte estava caminhando com ele aquele dia, estava tarde e uma boate estava aberta, dava para escutar a musica que parecia atravessar as paredes.

...

O bartender chamou Alec e entregou a bebida em sua mão, seguido de uma leve piscada em um dos olhos, aquilo definitivamente havia sido um flerte. Alec assentiu com a cabeça como um agradecimento. Seus olhos ainda caçavam por alguém aquela noite, e não demorou muito para que visse alguém entrando na boate.

Quando Alec virou seus olhos para a porta, viu alguém com o desespero estampado em seu rosto. O empresário deixou sua bebida no balcão e acelerou o passo até o homem que estava na porta.

- Me ajuda _ falou o rapaz com a voz rouca, suas mãos trêmulas pediam para serem soltas.

- Calma, vamos lá para os fundos, eu irei te ajudar _ Alec disse receptivo colocando as mãos em um dos ombros do outro. O homem foi andando ate uma sala de reuniões que havia nos fundos na boate.

- Solta as minhas mãos, por favor _ o rapaz disse ainda trêmulo.

Alec se aproximou do outro e soltou os nós que haviam na corda. Os punhos dele estavam sangrando, e percebeu que já estava há tempos tentando fugir daquilo.

- Só me explica o que houve, por favor _ o empresário falou calmo puxando uma cadeira para que o outro pudesse sentar e se acalmar _ Quer um copo de água? 

O rapaz assentiu com a cabeça e tomou a água que o empresário havia lhe dado. Com o tempo, ele conseguiu explicar como havia parado naquela boate. Suas mãos já não estavam tão trêmulas quanto antes, mas o rosto permanecia corado. 

As cicatrizes pelo seu corpo ainda doíam e um simples toque parecia ser um soco a mais. Quando Alec se reparou com aquilo, ficou estático, viu que a situação era mais séria do que realmente aparentava ser.

- Há quanto tempo você estava sendo mantido refém? _ O empresário perguntou sentando na frente do rapaz.

- Eu não tenho muita certeza, perdi noção do tempo dentro daquela casa _ Magnus respondeu pensativo _ Mas eu acho que foram uns 7 ou 8 meses.

Alec soltou um suspiro e pediu permissão para que pudesse ver os machucados em suas costas. Magnus levantou levemente a camisa na parte de trás e resmungou um pouco ao sentir a camisa passar por cima de algumas das feridas.

- Eu vou ligar pra polícia _ Alec falou decidido e pegou seu telefone do bolso.

Ouviu Magnus soltar um suspiro e deu mais um copo de água para ele. Depois de ligar para a polícia, pegou uns petiscos que tinha na cozinha da boate, e uns panos umidecidos.

- Come um pouco _ disse colocando o prato na mesa ao lado de Magnus _ Eu posso limpar o sangue das suas costas? Está horrivel. Eu juro que tomarei cuidado.

Magnus hesitou por um segundo, mas logo em seguida subiu a camisa por trás e atravessou a cabeça, deixando apenas a parte da frente e os braços vestidos. Alec pegou o pano e passou por volta de cada uma das feridas.

Minutos depois, pôde ouvir uma viatura sendo parada nos fundos da boate, e Magnus arrumou rapidamente a camisa. Alec foi até às portas e abriu para que o policial pudesse entrar. Houve um interrogatório, na qual eu e ele tivemos que responder. Foi falado o nome do agressor e foi feito um retrato falado.

O policial queria que Magnus fosse com ele, eu não queria que aquilo acontecesse, mas deixei que Magnus fizesse sua escolha naquele momento.

- Eu prefiro ficar aqui _ O rapaz soltou num suspiro _ Claro, se não for encômodo.

Assenti que não calmamente com a cabeça olhando para Magnus e agradeci o policial. A viatura foi embora e eu sentei na frente de Magnus.

- Obrigado _ o rapaz agradeceu ainda fraco.

- Não precisa _ falei com um sorriso fraco _ Parece cansado, há quanto tempo não dorme?

- Muito _ Magnus respondeu quase sem forças pra falar, quanto mais tempo passava, mais o corpo relaxava de todo o êxtase e mais ele sentia sono.

Alec se levantou e saiu da sala. Pediu para alguns de seus assistentes mandarem as pessoas embora, pois ele já queria fechar a boate. Com o tempo, o silêncio começava a tomar conta do lugar e a calma começava a predominar.

- Pra onde pretende ir? _ Alec perguntou para Magnus quando entrou na sala.

Ele percebeu que Magnus estava com a cabeça e os braços deitados na mesa, ele havia dormido. O empresário se aproximou devagar e passou a mão em seu cabelo de maneira calma para que pudesse acorda-lo sem assusta-lo.

Magnus estava num sono leve, então acordou facilmente.

- Oi... _ Magnus falou quando viu Alec em sua frente _ Desculpa, e- eu.

- Não precisa se explicar, calma _ Alec interrompeu Magnus e riu _ Primeiro, eu se quer falei meu nome. Prazer, Alexander 

- Eu já falei o meu _ falou rouco e fraco e logo depois riu.

- Acho impressionante que ainda consiga rir depois de tudo que houve. _ O empresário disse e percebeu que o silêncio tinha tomado conta da sala _ Mas, e aí? Pra onde pretende ir? 

- Sinceramente, estou sem rumo _ Magnus falou em um desânimo 

- Irei pagar a diária e a refeição de amanhã pra você num hotel aqui perto _ Alexander falou e sorriu 

Magnus assentiu com a cabeça e Alec deixou para seus funcionários fecharem a boate.




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