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História Bet, money and love - Capítulo 6


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Notas do Autor


Pessoassssss mais um.
Aproveitem 😍

Capítulo 6 - Encontro


A quantia certa de tinta no quadro é essencial para um bom resultado no final.
A dosagem certa, do líquido é crucial, para que no fim, todo o trabalho esteja do agrado do autor da obra.
Ele pegou o delicado pincel e molhou na tinta azul.
Seu quadro estava quase pronto, alguns detalhes e já seria finalizado.
A imagem de um oceano era o resultado que Brendon esperava.
Ele passara meses fazendo o esboço, escolhendo as tintas e imaginando a paisagem.
Brendon estava quase com 18 anos, era um excelente aluno, e o mais popular no colégio.
Era, claramente, o orgulho da família.
Seus status foi conquistado com a sua extrema simpatia, todas as garotas eram caídas por ele.
As vezes literalmente.
Além de ter um ótimo reaultado escolar, era amigo de todo mundo.
Seu cabelo preto, seus olhos verdes e sua altura ideal, para os padrões da sociedade, era o que chamava a atenção de todos.
Brendon era o tipo de garoto educado demais para ter inimigos.
Seu maior sonho era fazer faculdade de arte.
Trabalhar com a tinta.
Mas é claro, existia a fotografia.
Viajar pelo mundo com apenas uma mochila e uma câmera nas mãos era um sonho realmente louco e audacioso.
Mas mesmo assim um sonho.
Mas a tinta lhe tocava mais.
Seus pais o apoiaram nessa ideia, mas no fundo George queria que ele trabalhasse na empresa.
Brendon tinha um irmão mais novo, James, ele tinha sete anos de diferença dele.
Ambos sabiam que um, teria que ir trabalhar na fábrica, afinal era o patrimônio da família.
O jovem estava na sala de criação, um quarto que ficava no porão e que ele tomou para si, tornando- o seu lugar de inspiração.
Ele e a família moravam ainda na casa, longe da cidade.
Os dois filhos de George, sempre reclamavam desse distanciamento social em que viviam.
Mas, em breve Brendon iria para a faculdade.
Fizera uma prova para entrar em Cambridge.
Passou.
É claro que passou! Ele é Brendon Rosenberg...
Logo ele estaria em um avião indo direto para a escola, uma das mais renomadas.
Ele deu a última pincelada e andou alguns passos para longe do quadro.
Olhou e um sorriso lhe tomou a boca.
Seu trabalho finalmente concluída.
- Filho?
Susan entrava pela porta.
- Oi mãe! Eu terminei.
Susan caminhou até perto do filho.
- Que coisa mais linda Brendon!
- Gostou?
- Claro meu filho. Você realmente tem talento.
- Obrigado mãe.
Ele tirou o avental e colocou o pincel na água.
- Pelo menos vai valer a pena.
- O que?
Perguntou a mãe de Brendon.
- Eu sei o que todos pensam - Ele olhava para Susan - Não falam. Mas eu sei que meus amigos acham que sou gay.
- Por que filho? Você é tão... másculo.
Ambos riram.
- É que eu nunca assumi nenhuma garota sabe? Eu só fiquei mesmo. Mas namorar? Nunca.
- Isso não te torna menos homem que eles.
- Eu sei, mas todos tem preconceitos em relação a isso. A arte. Quando eu começo a falar disso eles viram a cara. Ou trocam de assunto. Eles preferem falar de futebol ou luta, do que me ouvir falar disso. Mas mesmo assim são meus amigos.
- Eu sei filho. Mas o que você tem que fazer é levantar a cabeça e olhar nos olhos deles e dizer: eu não sou gay! E se eu fosse não haveria nenhum problema. Temos que respeitar todos igualmente, certo?
- Certo mãe. Você e o pai me ensinaram a respeitar todos. Não importa o gênero, a cor. Se é magro ou gordo. O respeito tem que ser igual.
- Esse é o meu garoto! Vamos eu fiz um bolo de cenoura.
- O meu preferido!
- E eu não sei?
Mãe e filho subiram a escada.
Estavam indo para a cozinha, James já estava lá.
James tinha 11 anos.
Ele era loiro igual Susan.
Brendon puxou a maioria das características de George.
Menos os olhos.
Esses eram sem dúvida de Susan.
Os três sentaram na mesa e comeram o bolo, com risos e gargalhadas para acompanhar.
- Que horas o pai vem?
Perguntou James.
- Ele vai vir mas tarde. Ele tinha uma reunião com uns investidores. Por que minha companhia não te agrada?
- Não é isso. É que o Brendon vai para a faculdade daqui um mês...
- Sim, mas o nosso velho tem que cuidar da empresa. E eu também vou sair.
- Vai a onde?
Perguntou Susan.
- Eu marquei com uns amigos.
- Vê se não volta tarde Brendon!
- Pode deixar mãe - falou ele dando um beijo na bochecha de Susan - Tchau pirralho!
Deu um aceno para James e saiu.
Pegou a carro e saiu pela grande rua, que ia direto para o centro da grande cidade.
Como Brendon tinha 17 anos, ele já tinha tirado sua carteira de habilitação.
Dirigiu até um pub, que ele e os amigos frequentam de vez em quando.
Estacionou e saiu do carro.
- E aí senhor Brendon Rosenberg!
Falou Martin assim que Brendon chegou no local.
- Olá Martin.
Ele disse tocando a mão do amigo.
- Veio com o carro do papai?
Perguntou Justin.
Ele era o menos rico de todos.
Então era o que achava que todos eram mimados.
Ao todo eram cinco amigos.
Martin, com quem Brendon tinha uma amizade longa, ele era negro e tinha 1,80 de altura.
Brendon com seus 1, 73 era considerado baixinho perto dele.
Justin, que era filho de um motorista de ambulância.
Parker, que era o mais burro, ele repetiu o primeiro ano três vezes.
O que causou seu apelido de cabeção.
Helena, era a definição de gótica e era namorada de Justin.
E tinha a Luna.
Ela era caidinha por Brendon.
E quando se diz caidinha, quer dizer literalmente caidinha.
Quando ela conheceu Brendon ela tinha um sorvete nas mãos, ela o viu e tropeçou no próprio pé.
Ela caiu e derrubou todo o sorvete na roupa de Brendon.
Desde então ela entrou para o grupo e não saiu mais.
- Na verdade é o meu carro. Eu ganhei de presente de aniversário.
- Uau! Brendon, o playboy...
- chega de arrumar confusão Justin. Vamos entrar galera.
O pub era um lugar grande e todos iam ali, fazia um ano. Eles não bebiam bebida alcoólica, mas agora a maioria já era maior de idade.
Menos Brendon, que ia completar dezoito, somente daqui um mês.
Eles se sentaram na mesma mesa, e logo o garçom, Fred, veio atender.
- E aí Fred!
Falou Brendon.
- Oi Brendon! Passou para Cambridge em?
- Pois é...
- Então veio, me vê cinco cervejas e uma porção de fish and chips mano.
Falou Martin.
- Fish ans chips!!! Especialidade britânica.
Falou Justin.
- Já trago o pedido de vocês galera.
Fred disse saindo do lugar.
Ele tinha trinta anos e morava com os pais em West And.
Eles ficaram batendo um papo até a comida e a bebida chegar.
Brendon não recusou a cerveja, afinal era só uma garrafa.
Estavam todos meio altos e foi aí que Justin falou.
- Então Brendon, você é gay?
O silêncio de todos e os olhares para Brendon foi o resultado da pergunta atrevida de Justin.
- Eu não sou gay.
Ele falou olhando para Justin.
O mesmo o encarava com raiva.
- Então por que você nunca ficou com uma garota?
- Eu já fiquei com várias, muito mais do que você.
Disparou Brendon.
- Ok! O playboy acha que é mais macho que eu?
- Sim. Eu não tenho dúvidas.
- Tá bom. Então prova.
- Ei galera! Sem treta né?
Falou Parker.
- Não Parker! Deixa ele provar que não é uma...
- Isso por acaso é uma frase homofóbica?
- Prova seu otário.
- Eu posso conquistar qualquer garora dessa merda de lugar.
- Ótimo! Faz isso então.
- Para com isso Justin.
Disse Helena segurando o braço do namorado.
- Chega dessa Justin.
Agora era Luna que intervia.
- É o que eu vou fazer imbecil.
Brendon se levantou e começou a andar pelo lugar.
Martin falou:
- Volta pra cá Brendon.
Ele não quis ouvir e então se sentou no balcão.
A garota era linda.
Tinha um cabelo castanho médio, ondulado.
Ela usava uma calça preta e um all star vermelho.
Tinha uma camiseta cinza escrita GNR.
- Você gosta do Guns n Roses?
Falou Brendon.
Ela o olhou e ele percebeu que seus olhos eram de um azul intenso.
- É eu gosto.
- Também. Sabia que o Slash é daqui de Londres? De Hampstead.
- É eu soube.
- Qual é o seu nome?
- Eu não posso falar.
- Por que? Você é uma espiã russa?
Ela riu.
- Não. Qual é o seu nome?
- Não posso falar. Sou um espião britânico!
Eles riram juntos.
- Uau! Estou me sentindo intimidada.
- É! Eu causo esse efeito nas garotas.
- Que galanteador! Eu aposto que você está aqui somente para mostrar para os seus amigos que é homem suficiente. Estou enganada?
- Não está errada. Mas também não está certa. Que tal você simplesmente me beijar e a gente acaba com isso, em?
- Acho melhor você ir embora antes que o meu pai chegue.
- Ah! Ok. Mas então me passa o seu número. Eu não vou ligar, só me deixa mostrar que eu não sou gay para aquele otário.
- Você não é gay.
- Exatamente! Passa logo o seu número gata.
- Se eu passar você vai embora?
- Claro.
Ela então pegou um pedaço de guardanapo e escreveu os números.
- Toma!
- Obrigada gatinha. Como você sabe que eu não sou gay?
- Você sabe que não é. Se fosse não estaria aqui. E também porque... Você sabe conquistar uma garota, se eu não fosse...
- Quem é ele?
Um homem com seus 50 e poucos anos chegou perto deles com uma bandeja na mão.
Supostamente o jantar deles.
- Oi! Meu nome é Brendon.
- Olá! Eu sou... - Ele olhava para a garota - Henrique e essa é minha filha Anna.
- Olá Anna. E Henrique. Eu só vim aqui porque achei a sua filha muito linda.
A garota ficou com o rosto rubro.
- Se é só isso pode ir.
- Claro! É... foi um prazer.
- O prazer foi meu.
- Eu não tive nenhum prazer.
Falou o homem sentando onde Brendon estava.
Ele caminhou até a mesa dos amigos e se sentou.
Ele olhou bem fundo nos olhos de Justin e falou.
- Toma! Seu merda.
Falou jogando o papel do guardanapo na frente do cara.
Ele continuou:
- E se eu fosse gay? Qual o problema seu preconceituoso... Não há nenhum problema nisso, mas é claro que você não sabe.
- Olha aqui seu merda...
- Chega! Vamos embora Justin. Desculpa gente.
Falou Helen arrastando o cara para longe do pub.
Todos ficaram em um silêncio.
- Vocês achamram que eu era gay né?
- Não é bem assim Brendon.
Falou Martin.
- É que você é todo cheio de... manias.
Disse Parker.
- Só porque eu gosto de arte e de fotografia não quer dizer que sou homossexual.
Falou Brendon se levantando.
- Espera Brend. Espera.
Luna corria atrás de Brendon enquanto ele saia pela porta.
- Eles se dizem meus amigos. Principalmente o Martin. Eles são uns...
- Ei! A gente se afastou de você? Te excluímos de alguma coisa?
Ela falou agarrando o rosto dele.
- Não! Eu... Tá bom. Desculpa.
- Não é só para mim que você deve pedir desculpas.
Ela o olhou e o abraçou.
- Vamos!
Ela falou o arrastando para dentro do estabelecimento.
Eles voltaram a se sentar na mesa.
Todos se desculparam e voltaram a rir.
Luna e Brendon estavam próximos e se divertindo muito, enquanto um par de olhos os olhavam, com um pingo de inveja, lá no fundo do coração.

 


Notas Finais


Foi isso!
Comentem se possível 😗


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