História Better In Stereo - Capítulo 3


Escrita por: e Lua_Pasquarelli

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Comedia, Conflito, Familiar, Irmãs, Mistério, Romance, União
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Palavras 6.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - As surpresas continuam!!


Fanfic / Fanfiction Better In Stereo - Capítulo 3 - As surpresas continuam!!

-Tem como você mexer os seus pauzinhos e dar um jeito de liberar a gente? Depois eu te explico melhor em casa- Manu pergunta a irmã que a encara por dois segundos.

 

-Você sabe que não é porque eu faço parte do grêmio estudantil, que eu consigo fazer tudo né?- Pérola diz cruzando os braços.

 

-Sei. Mas você é vice presidente do grêmio,a queridinha dos professores e o exemplo a ser seguido. É fácil para você consegui liberar a gente- Manu diz o óbvio e Pérola revira os olhos pronta para contradizer- Por favor, mana. Faz isso pela sua irmãzinha favorita- Manu diz fazendo uma carinha fofa. Ela sabia que a mais velha não conseguia negar nada a fofura dela.

 

-Isso é golpe baixo! Além do mais, você é minha única irmã- a morena diz fazendo um biquinho contrariado.- Você dá sorte que eu te amo- a garota diz se dando por vencida.

 

-Como não me amar, não é mesmo?- Manu pergunta rindo. A garota de cabelos roxos, olha através do ombro da irmã e ver Pedro fuzilar um garoto que ela nunca viu na vida. O garoto estava com as mãos dentro do bolso do jeans que usava e encarava Pedro, com um olhar indiferente.-Tá tudo bem aqui?- a garota sussurra a irmã que morde os lábios e dar de ombros, como se ela mesmo não estivesse entendendo o que estava acontecendo.

A morena volta o olhar aos dois garotos.

 

-Galera, esse é o Matteo. Matteo, esse é o Paulo que é amigo da minha irmã. Essa aqui é minha irmã, Manu. E esse aqui é o Pedro- Pérola diz apontando para cada um. Matteo assenti e assena em modo de cumprimento. Os dois mais jovens assenam de volta. Enquanto, Pedro continua com seu olhar assassino em direção a Matteo que o encara de sobrancelha erguida.

 

-E o que diabos vocês estavam fazendo juntos? Você tinha ido buscar o celular e não ele!- Pedro pergunta sério e com um tom irritado. Pérola o encara sem entender.

 

-Matteo me ajudou! Se não fosse por ele, eu tinha me esburrachado no chão! Eu não vi que o piso estava molhado. Aliás, já é a segunda vez hoje que ele impedi que eu me machuque- a jovem responde calmamente e cora ao lembrar do acontecimento de hoje mais cedo. Manu percebe e faz uma nota mental para pergunta a irmã sobre o tal Matteo.

Matteo olha para a garota e sorrir.

 

Pedro percebe e se irrita.

 

-Se tivesse me deixado ir com você, eu poderia ter te ajudado- O garoto diz com um tom bastante sério. Ele volta seu olhar para Matteo.-Agradeço por ter a ajudado. Mas agora pode ir, ela não precisa de você- Pedro diz e Matteo revira os olhos.

 

-Porque está agindo assim? Está fazendo uma tempestade em um copo de água- Pérola diz chateada. 

 

-Eu deveria ir buscar a pipoca? Porque ó treta viu- Paulo sussurra para Manu que concorda.

 

-Por que não vejo razão para ele estar atrás de você. O que ele quer? Uma medalha de herói? Ou um beijo de obrigado? Se for isso, pode tirar o cavalo da chuva mermão!- Pedro diz e antes que Pérola dissesse alguma coisa, Matteo pela primeira vez se pronúncia.

 

-Não. Eu apenas a ajudei, cara. Não precisa fazer esse escândalo- Matteo diz. O garoto percebeu que muitas pessoas já os encaravam e que a morena estava chateada com a atitude do amigo ou seja lá o quê esse tal Pedro era dela.

 

-Escândalo?! Você que fica atrás dela e eu que faço escândalo?!- Pedro diz praticamente gritando e o refeitório parou para observar a treta. Brenda e Amy, foram até eles para intervir.

 

-Gente o que tá acontecendo? Parem com isso! Tá todo mundo olhando- Amy diz os encarando surpresa.

 

-Eu não estava atrás dela! Eu a encontrei por acaso. Foi mal, mas eu apenas ajudei sua namorada- Matteo diz já sem paciência.

 

-Ele não é meu namorado! É apenas o meu amigo e está agindo feito um louco!- Pérola diz alto e irritada. Pedro ao notar que tinha se descontrolado, se acalma- Eu o convidei para vir lanchar conosco. Se eu soubesse que você ia surtar, nem tinha voltado- Pérola diz e Pedro abaixa o olhar.

 

-Só estou cuidando do que é meu, porra!- o jovem diz, mas logo se arrepende ao olhar para a garota e ver o quanto ela ficou irritada.

 

-Eu não sou sua! Não sou sua e nem de ninguém. Sou de mim mesma. Não é porque você é meu melhor amigo que tem o direito de dizer que sou uma propriedade. Definitivamente não estou te reconhecendo, tu está agindo feito um babaca- Pérola diz alto e era nítido que ela estava magoada.

 

-Pérola..- Pedro tenta dizer, mas Pérola o interrompe.

 

-Depois a gente conversa. Porque agora, eu não quero olhar na tua cara- ela diz. Matteo a encara e pensa em pedir desculpas pelo tumulto que causou. Pérola olhou para ele e o olhar deles se encontraram por um tempo.-Desculpa- ela sussurra e sai andando para fora do lugar. Amy e Brenda olham para Pedro e negam antes de sair atrás da amiga.

 

-Mas é um vacilão mesmo. Porra, Pedro! Tu só faz merda, caralho- Manu diz e dar um soco no ombro de Pedro.-Acho bom, você consertar a sua burrada ou tu tá morto- Manu diz e sai do refeitório. 

 

Paulo apenas a segue em silêncio. Pedro bufa irritado. Ele olhou para Matteo que o encarou com tédio. Pedro passa esbarrando nele e sai do refeitório, mas em uma direção oposta. Sem perceber, ele é seguido por Daniela.

 

Tudo volta ao normal no refeitório com a saída deles.

 

-Oi- uma voz feminina cumprimenta Matteo.

 

-Oi- Ele diz e encara a garota.

 

-Sou a Jéssica- ela diz e estende a mão a ele que por educação a aperta. 

 

-Matteo- se apresenta.

 

-Eu vi o que aconteceu. Sei que não tenho nada haver com isso, mas eu preciso te alerta para o seu próprio bem.- Jéssica diz o olhando com cuidado. Matteo arqueia uma sobrancelha.

 

-Me alerta?- Matteo pergunta confuso.

 

-Sim. Você parece ser um cara legal e acredito que deva ser novato- Jéssica começa. "Pobre e ainda por cima bolsista", ela completa mentalmente.-Fica longe da Pérola. Ela não é uma pessoa legal, ela usa as pessoas e depois descarta como se fosse lixo. O Pedro é namorado dela, ela e ele vivem brigando. Mas no final, sempre acabam juntos de novo. Agora mesmo, ela disse que eles não namoram. Mas é porque eles deram a famosa "pausa"- a garota diz fazendo aspas com os dedos.-Não demora e eles estão ai, juntos novamente. Para o seu bem, Matteo, fica longe dela. Pérola é problema.. Ela vai te usar e quando cansar vai te descartar e voltar para o Pedro. Ela faz isso com todos!- Jéssica diz fingindo um olhar preocupado. Matteo, para e analisa o que a garota disse.-É só para te avisar. Toma cuidado- A garota finaliza a mentira e sai andando. 

 

Matteo fica confuso.. Será que era verdade? 

Que Pedro tinha muito ciúmes dela, era nítido. E era ciúmes de mais para sentir por alguém que é apenas sua amiga.

 

 

Matteo suspirou... Talvez fosse. E o melhor a se fazer, era ficar longe dela.

 

 

 

Em outro lugar...

 

 

 

-Tem certeza que você vai vim com a gente?- Manu pergunta ao ver a irmã pegar a própria mochila e sair da sala. 

 

-Sim. Não tô afim de olhar pra cara do Pedro.- A mais velha responde. Amy,Brenda e Paulo estavam calados.

 

-E o Matteo?- A mais nova pergunta maliciosa.

 

-O que tem ele?- Pérola perguntou sem entender.

 

-Eu que te pergunto: o que foi aquilo? Tipo, ele te salvou? Como? E que troca de olhares foi aquela?- Manu pergunta curiosa. Pérola passou a mão no queixo e Manu entendeu. Era um sinal criado entre elas para conversar certos assuntos outra hora.

 

Pérola olhou para as amigas.

 

-Topam ir ao shopping hoje?- a morena pergunta as amigas.

 

-Desde que role comida. Por mim, fechou.- Brenda se pronúncia arrancando risadas.

 

-Você só pensa em comida, não é?- Amy pergunta a amiga.

 

-Não. Eu penso em animes e dormir também- A garota dar de ombros. 

 

-Eu topo- Amy responde e elas se despedem. Enquanto, Amy e Brenda voltavam para a cantina. Paulo,Manu e Pérola iam até a secretaria.

 

-Olá Jane- Pérola cumprimenta a secretária. 

Paulo e Manu se sentam e esperam a garota cuidar disso. A jovem mulher de cabelos negros e olhos azuis levantou seu olhar e sorriu ao ver a garota.

 

-Pérola! Há quanto tempo. Tudo bem? Como foram as férias?- Jane pergunta a morena.

 

-Muito tempo mesmo. Tô bem e minhas férias foram ótimas. E você? Como está e como foram as suas férias?- Pérola perguntou se escorando na mesa.

 

-Estou bem. E minhas férias e lua de mel foram ótimas- Jane diz sorridente. Pérola a encara com um sorriso malicioso.

 

-Safada. Então, diz aí. O Peter é um bom mestre entre quatro paredes?- A mais nova pergunta a mais velha que cora. Manu e Paulo se entreolharam.

 

-Depois eu que sou a mente poluída da família- Manu sussurra para Paulo que prende a risada.

 

-Melhor do que a encomenda- sussurra e elas riem.

 

-Tá feliz?- Pérola perguntou.

 

-Muito. Ele é perfeito! E obrigada pela viagem! A Itália é linda- Jane diz agradecida. A mulher estava na casa dos 29 anos.

 

-Sabia que ia gostar! Não a de quê, gata. Lamento não ter ido no casamento- Pérola diz- Jane, eu preciso de um favor- a garota morena diz receosa.

 

-Pode dizer- Jane diz digitando alguns números no computador. 

 

-Eu,Manu e Paulo precisamos resolver uns problemas pessoais fora da escola. Preciso que nos libere- Pérola diz séria. Jane levantou seu olhar e o desvio para Manu e Paulo, onde finalmente percebeu a presença deles.

 

-O que vocês aprontaram dessa vez? Será possível?! Estamos no começo do ano e no primeiro dia de aula- Jane diz espantada. Já não era novidade que vez ou outra Manu e o grupo estavam envolvidos em uma encrenca. Só não ganhavam de Kayky que sempre estava lá, por aprontar. Sempre mesmo! Só não foi expulso, porque os pais dele são ricos.

 

-Nada- os dois respondem e fazem uma cara de inocente.

 

-Ata sei.- Jane diz desconfiada.

 

-Eles não aprontaram nada, Jane. Tô lhe dando minha palavra. Preciso apenas que nos libere para resolver esses problemas pessoais- Pérola diz em um tom firme. Jane a encara por longos segundos e suspira.

 

-Okay. Preciso que assine um termo de responsabilidade. A partir de agora, você está responsável por eles- Jane responde.

 

-Tá- a morena dá de ombros. Jane sai para pegar o documento e deixa os três jovens na recepção.

 

-O engraçado é que eu sou o mais velho. Então, eu deveria ser o responsável- Paulo diz irônico. Manu rir.

 

-Responsável? Você? Nossa, Guilherme você já pensou em ser comediante? Você leva jeito!- Manu diz rindo. Paulo revira os olhos.

 

-Eu já disse que não gosto quando você me chama de Guilherme- O garoto de cabelos brancos fala.

 

-E você acha que eu te chamo assim porquê?- A garota de cabelos roxos pergunta irônica.

 

Pérola sorrir.

 

Pensamento Pérola: "E ainda dizem que são só amigos. Ah, me poupe né?" 

 

-Tá aqui- Jane aparece com o papel e Pérola assina.-Tudo certo.- Pérola e Jane se despedem e o trio sai da sala.

 

-Não vão pegar as suas mochilas?- A morena pergunta intrigada.

 

-Às meninas vão levar pra gente na saída- Paulo responde tranquilamente. 

 

Eles vão para a entrada, Pérola mostra o papel que os libera e o segurança libera a passagem. Já fora da escola, Pérola pergunta a dupla:

 

-Eu vou voltar de metrô. Vocês vem?- Manu e Paulo se entreolharam-Tá entendi. Não volta tarde, Vitória Emanuelle! E juízo ein- A morena diz e sai andando até a estação. Se chamasse o motorista da família, sua mãe iria ficar sabendo que elas saíram mais cedo e lá vem o interrogatório. Então, já que veio de metrô, voltaria também de metrô. Sua mãe iria surtar se descobrisse que ela pegou o metrô? Sim. Mas ela não ia descobrir.

 

Rosalie, não tinha preconceito com pessoas de classe baixa. Só tinha medo de algo acontecer as filhas enquanto elas estiverem em algum transporte público. A mulher se sentia mais segura tendo a garantia que as filhas estavam indo com o motorista. Sim, ela era uma mãe coruja.

 

-Juízo é meu sobrenome- Manu diz alto para a irmã ouvir.

 

-E o primeiro é sem- a irmã responde também alto já que estava distante.

 

Manu e Paulo resolveram andar sem rumo até eles decidirem para onde eles poderiam ir.

 

- já decidiu aonde nós vamos Sr.Guilherme - a menina de cabelos roxo fala se posicionado na frente do garoto

 

- já disse que não gosto que me chame de Guilherme e muito menos de senhor, eu nem sou velho, pelo contrário eu sou muito novo,lindo e maravilhoso - fala o garoto mostrando seu corpo com a mão para a garota que revira os olhos.

 

 

- claro, claro, você é o menino mais lindo desse universo, quero até um autógrafo - fala a garota debochando 

 

O garoto já ia responder a amiga, mas aparece uma loira e o interrompe. 

 

- licença, será que você poderia me empresta seu celular para eu fazer uma ligação, gatinho ? - fala a loira para o garoto que não entendi muito bem, mas empresta o celular 

 

*2 minutos depois*

 

- obrigada, posso te confessar uma coisa? - fala a loira em um tom sexy 

 

- haa, pode sim - fala o garoto colocando a mão na nuca 

 

- eu salvei meu número no seu celular, me liga gato - a loira dá uma leve piscadinha para o menino e sai.

 

- doida ela né? - fala o garoto para Manu que não o responde - oi? Manu? Fala alguma coisa, não vai me dizer que ficou brava? 

 

- não, eu não fiquei com raiva, mas aquela garota e cínica viu, nem te conhece e da o número dela, loira oferecida - fala a menina revirando os olhos

 

- eu sei. Mas ela é bem bonita e gostosa - provoca o garoto 

 

- então porque não vai ficar com ela em? Se quiser pode ir, eu pego um táxi e vou para casa sem nenhum problema - fala a menina com raiva pelo oque o amigo falou da loira.

 

- eu tô brincando minha ciumentinha, sabe que eu te amo e que você e a melhor amiga do mundo né? - fala o garoto abraçando a amiga por trás 

 

- eu não sei de nada - fala a garota saindo do abraço 

 

- para Manuzita, eu nem vou ligar para aquela garota- Paulo Guilherme fala como se fosse óbvio 

 

- promete? - fala a menina chegando perto do garoto para abraça-lo 

 

- prometo marrentinha - o garota a-abraça 

 

- Gui, vai chover para onde vamos? - pergunta a garota saindo do abraço 

 

- vamos para minha casa. Kayky e May tão na escola e a Cida (empregada) tá de folga - fala o garoto 

 

- tá bom, vamos? - pergunta a garota estendendo a mão para o garoto 

 

- vamos - pega na mão da amiga.

 

 

 

Enquanto isso.....

 

 

 

Pérola estava ouvindo música no metrô com seus fiéis e companheiros fone de ouvido. Até ser interrompida por um garoto que tentava chamar a atenção da própria que não ouvia nada.

 

- Ei posso sentar aqui? - retira o fone da garota que fica bastante brava- Desculpa por tirar seu fone, é que você não me escutava - a garota muda sua expressão quando ver a pessoa que estava no seu lado.

 

- Matteo? - pergunta a garota confusa pois não imaginava ver o garoto ali

 

- o próprio - fala o garoto rindo um pouco - mas e aí eu posso ou não posso sentar?

 

- claro - fala a garota dando um meio sorriso 

 

- obrigada e desculpa mais uma vez - senta.

 

- posso pergunta uma coisa, Matteo?- pergunta a garota guardando seu fone na mochila.

 

- ah, claro - fala o garoto educadamente 

 

- o que você tá fazendo aqui? Não era para você tá na escola? - fala a menina um pouco envergonhada por pergunta um assunto que não é muito da conta dela.

 

- depois daquela confusão com o Pedro, eu comecei a sentir dor de cabeça, e a supervisão resolveu me liberar - fala o garoto colocando a mão na nuca.

 

- nossa, bom... sobre isso me desculpa. Eu não queria que nada disso tivesse acontecido, o Pedro não é assim! Eu não sei o que deu nele - fala a morena encarando o teto do metrô.

 

- Você não tem nada que pedir desculpa Pérola, esquece isso por favor? - o garoto da um meio sorriso para a garota que faz o mesmo - o que você tava ouvindo?

 

- Shawn Mendes - fala a morena olhando o garoto intensamente.

 

- Será que a gente poderia ouvir? Tipo nós dois juntos, para ouvir a música é claro - fala o garoto olhando para a garota que fica um pouco surpresa com o pedido.

 

- se você quer, podemos sim - a garota retira seus fones da mochila, conecta no celular e da uma parte do fone para o garoto e fica com a outra parte.

 

 

Na casa de Paulo Guilherme

 

 

 

- tá com fome? - pergunta o garoto retirando o casaco e jogando no sofá

 

- um pouco - a menina se levanta do sofá - mas deixa que eu faço alguma coisa para a gente comer porque você é um desastre na cozinha - a garota rir do próprio comentário 

 

- falou a garota que fez um macarrão papá e deu para seus amigos comerem na madrugada - o garoto rir e a menina acaba fechando a cara

 

- meu macarrão tava uma delícia tá querido? - fala a menina indo até a cozinha da casa, que era gigante 

 

- tava nada, Mas mudando de assunto, você vai fazer o que para a gente comer? - fala o garoto indo até a menina que estava abrindo a geladeira 

 

- sanduíche, tô com preguiça de cozinhar - a menina pega o queijo o presunto e coloca na mesa - onde tem pão de forma?

 

- no armário a direita - o menino acaba pegando o pão para a garota 

 

- obrigado meu bebê -a menina fala com uma voz fofa dando um beijo na bochecha do garoto 

 

- tá pronto. vamos comer? - a menina finaliza o sanduíche 

 

- até que em fim né? tô morrendo de fome - o menino pega o sanduíche e começa a comer igual um louco

 

- calma garoto, esfomeado. Sua boca tá melada nenê - a menina começa a limpar a boca do amigo

 

- obrigado minha melhor. por isso que te amo - o menino fala em um tom fofo

 

Eles comem, e vão para o quarto do garoto para assistir Netflix ja que não tinha nada para fazer

 

- eu escolho o filme - fala a garota 

 

- a não, você vai querer filmes de vampiro. E eu tô cansado desses filmes, Manu - fala o garoto ligando a enorme TV do seu quarto 

 

- aff seu chato, então vamos assistir a barraca do beijo tô louca para ver esse filme - fala a menina empolgada 

 

- tá bom, esses não estava nos meus planos. Mas o que eu não faço por você né minha melhor? - fala o menino colocando o tal filme - satisfeita? - a menino deita na cama junto com a menina

 

- muito meu melhor

 

Os dois assistem o filme e acabam dormindo.

 

 

No metrô...

 

 

 

Pérola e Matteo estavam ouvindo músicas e vez ou outra ele olhava discretamente para ela, que encarava o nada, com o pensamento longe.

 

-O que tanto pensa?- a voz dele a tira de seus pensamentos.

 

-Em tudo- Ela o encara- E em nada, ao mesmo tempo- A jovem suspira e se aconchega na cadeira.

 

-Defina tudo ou nada- o garoto diz repetindo o gesto da garota.

 

-Bom, é meio estranho como as coisas estão acontecendo. Tão rápido e do nada- Pérola começa a dizer, Matteo prestava a atenção em tudo o que ela falava- Tipo, até hoje mais cedo, a gente estava...- ela tenta procurar uma palavra para definir eles.

 

-Se odiando?- Ele sugere acompanhando o raciocínio dela.

 

-Ódio é uma palavra com um significado forte. Não tem como odiar alguém em menos de 4 horas.- A morena diz encarando o teto- Eu diria, não suportando um ao outro. E agora, estamos aqui. Novamente, um ao lado do outro. Agindo como se nada tivesse acontecido- Pérola diz sincera. Matteo entende o que ela quer dizer e se lembra de tudo o que aconteceu naquela turbulenta manhã. Para a surpresa de ambos, ele, em um ato impensado pega na mão dela e entrelaça seus dedos. Ela encara as mãos de ambos em choque. 

Ambos coram, mas não fazem menção de soltarem as mãos.

 

-É realmente estranho. Mas eu te devo um pedido de desculpas..- Matteo começa e solta um suspiro. Sempre fora difícil para ele, pedir desculpas pelo seus atos. Afinal, ele era impulsivo. E cometia erros por causa de seus atos impensados. Mas acima de tudo, ele não suportava injustiça- Hoje de manhã, eu fui grosseiro com você. Me desculpa- Matteo diz sendo sincero. Pérola o olhava e tentava ver sinceridade no olhar dele e conseguiu.

 

-Eu é quem deveria te pedir desculpas. Afinal, eu não deveria estar correndo em pleno corredor da escola. Eu poderia ter caído e ter me machucado ou pior, ter machucado você ou outra pessoa seriamente. Você poderia ter batido a cabeça, Matteo!- Pérola diz arrependida e um pouco cabisbaixa. 

 

-Eu fui rude e grosseiro. Acredite, eu não sou assim. Pelo o menos na maioria das vezes- Ele sussurra.

 

-Desculpa mesmo- ambos pedem ao mesmo tempo e se olham sorrindo.

 

-Tenho uma proposta.- A garota diz abrindo um sorriso.

 

-Qual?- Ele a encara curioso.

 

-Vamos começar do zero. Olá, eu me chamo Pérola Glória Meira Rodrigues, tenho 17 anos, sou daqui de Seattle mesmo e é um prazer te conhecer- A garota estende a mão, que até agora estava sendo segurada por ele que sorrir e a aperta.

 

-Muito prazer, Pérola. Eu sou Matteo Ferraro. Tenho 17 anos e coincidentemente sou de Seattle também- Ele diz e ambos riem.

 

Eles ficam se olhando e sem reparar ainda seguravam a mão um do outro. 

Matteo se lembra de Pedro e do que a tal Jéssica disse sobre Pérola. Não sabia se era verdade. Na verdade, ele não queria acreditar que era verdade.

A garota que ele conheceu, não podia ser a mesma garota terrível que Jéssica descreveu.

Ele tentava buscar algum brilho de mentira no olhar de Pérola. Mas o que via era apenas a pureza e simpatia de um olhar de uma garota que parecia ser uma ótima pessoa. 

 

Ele não sabia em quem acreditar, já que conheceu ambas em menos de 24 horas. 

Matteo não podia e não queria se envolver em problemas na sua nova escola. Se dedicou muito, para conseguir uma bolsa de estudos em um dos mais renomados colégios de Washington. Não podia correr o risco de perder a maior oportunidade de sua vida. 

Não podia decepciona sua mãe que estava imensamente feliz de ver o filho em uma boa escola. 

 

Deu um longo suspiro interno. 

Ele tinha uma decisão tomada.

 

 

-Seu namorado não vai gostar da nossa amizade- Matteo disse soltando as mãos. O sorriso de Pérola vai sumindo e ela faz uma expressão cansada e um pouco irritada.

 

-Pedro não é meu namorado, Matteo. Ele é meu melhor amigo! Nos conhecemos desde criança. Nossos pais foram colegas de faculdade e são amigos. Naturalmente, eu e ele também seríamos. Não rola nada além de amizade- a garota diz dando ênfase no "nada". Pérola olha no fundo dos olhos dele e diz com muita sinceridade.

 

-Ele parece ter muito ciúmes de você- Matteo comenta sem desviar o olhar.

 

-Sempre foi assim. Ele é meio super protetor às vezes- a garota diz naturalmente. 

 

-Você gosta dele? Tipo é apaixonada ou senti atração?- Ele não sabia o porque, mas sentia necessidade de saber isso. Talvez fosse para não por sua bolsa de estudos em jogo? Talvez. 

 

Pérola arqueio uma sobrancelha não entendendo. Mesmo que não fosse da conta dele, ela sentiu necessidade de responder a pergunta. Do mesmo jeito que ele necessitava de uma resposta.

 

-Gosto. Ele é meu amigo. Tipo um irmão mais velho de outra família. Apaixonada? Não, com certeza não- A garota diz com convicção.-Além do mais, eu não pretendo me apaixonar. Definitivamente, isso não está nos meus planos- Pérola fala e Matteo se senti aliviado.

 

-Espera. Você sabe que, as pessoas não controlam essas coisa né? Elas simplesmente acontecem, sem o nosso consentimento,sem dia,lugar ou hora. Nunca saberemos, o que o futuro nos reserva- O loiro diz.

 

-Eu controlo o que sinto. Sempre controlei meus sentimentos, não vai ser agora que vou falhar- a morena diz alongando os braços.

 

-Entendo. Até porque a vida toda, eu fiz isso. Mas eu aprendi, que não podemos controlar tudo. Muito menos, o coração. E escreve o que eu digo: quando você menos esperar a pessoa certa aparecerá na sua vida e vai revolucionar tudo- Matteo diz calmamente passando a mão no cabelo.

 

-Okay. Suponhamos, que eu me apaixone um dia. Onde estaria essa pessoa? Do outro lado do mundo? E porque demora tanto para cruzar o meu caminho?- Pérola pergunta cruzando os braços e o encarando com um olhar duvidoso.

 

-Essa pessoa pode estar em qualquer lugar. Talvez do outro lado do mundo, ou talvez mais perto do que imagina. Porque demora, eu não faço idéia. Pergunte para ela, quando a encontrar- o garoto diz deitando a cabeça na janela.

 

-Se eu a encontrar- a garota diz enfatizando o "se".

 

-Ao menos pode ter certeza que ela existe e se você não a encontrar, ela te encontra-  o loiro diz tranquilamente. Pérola estava intrigada.

 

-Como pode ter tanta certeza? Está apaixonado por alguém? Ou está a espera?- A morena pergunta curiosa.

 

-Eu só tenho certeza e não. Não estou apaixonado e muito menos a espera de alguém- o garoto diz dando de ombros. A morena ia perguntar algo, mas ele completou- Eu não quero isso para mim, Pérola. Amor,paixão,namoro ou qualquer coisa relacionada a esse tipo de sentimento, eu tô fora. De idiota, eu só fui feito uma única vez. Nunca mais quero isso na minha vida- O jovem diz com um olhar vazio.

 

Ela não fala nada, apenas deita a cabeça no ombro dele que não contesta. Depois de um momento de silêncio, ela segurou a mão dele e entrelaçou os dedos deles.

 

-Não é porque eu não tive sorte. Que você também não terá- Matteo sussurrou.

 

-Eu tenho um crush por alguém- a garota diz com sinceridade. Matteo, não se move e continua impassível.

 

-Quem?- depois de um momento em silêncio, ele pergunta.

 

-Alguém- ela responde e ele rir. Ela não ia falar, ok.-Mas é algo passageiro. Meus crush nunca duram por muito tempo- Pérola é sincera.

 

-Isso porque você nunca se apaixonou de verdade- O loiro de olhos azuis diz calmamente.

 

-Eu não acredito no amor, Matteo. Pelo o menos, não esse tipo de amor- Pérola diz naturalmente.

 

-Eu.. Já acreditei. Hoje, não mais- Ele diz sério.

 

-No final, de tudo. Até que somos um pouco parecidos- ela diz suavemente e fez Matteo sorrir.

 

-Pois é. Sinto que é o começo de uma bela amizade- o loiro fala calmamente.-Bendito esbarrão- o garoto diz rindo e automaticamente ela rir junto.

 

-Bendito esbarrão- ela repeti ainda rindo.

 

 

Na Casa de Paulo Guilherme...

 

 

 

Manu e Paulo estavam dormindo juntos, quando o celular de Paulo tocou. Ele estava em um sono profundo e não acordou com o barulho. Diferente de Manu que se mexeu um pouco incomodada. Ela tentou ignorar e voltar a dormir, mas seja lá quem for, era muito insistente.

 

-Não se pode dormir mais nesse mundo. Seja lá quem for espero que apodreça no inferno- a garota diz baixo enquanto se levanta devagar para não acordar o amigo. Paulo nem se mexeu, ele estava no mundo dos sonhos. Manu sentiu um pouquinho de inveja do amigo por conseguir dormir com esse barulho infernal.

Ela se levanta e pega o celular dele que estava ao lado da televisão. 

 

A garota de cabelos roxos arqueio uma sobrancelha ao ver o nome do contato: "Sua gata".

 

Manu curiosa atende o celular.

 

 

Ligação On 

 

 

M: Alô?

 

XX: Oi gato. Sou eu, a garota que pegou o seu celular emprestado hoje mais cedo.

 

(nesse momento Manu fez um esforço, mas se lembrou quem era. Instantaneamente, a jovem fez uma expressão séria. Decidida a se livrar da loira oferecida, Manu mudou a voz para tentar se passar por Paulo)

 

M: Ah, é você.

 

XX:Sim. Ah, desculpe. Eu não me apresentei, eu me chamo Isabela e você, gato?

 

M: Não te interessa. Me faz um favor? Não liga nunca mais para mim. Te fiz um favor emprestando meu celular e em nenhum momento te pedir o seu número. Aliás como conseguiu o meu?

 

(Manu sentiu um pouco de pena de fazer isso. Mas não queria ela perto de Paulo, era por uma boa causa)

 

I: Eu memorizei ele quando estava salvando seu número, queria te ligar. 

 

M: Pronto, ligou. Agora chega ok? Eu não quero falar com você. Me esquece. Me poupe,se poupe,nós poupe. Além do mais, eu tenho namorado.

 

I:NAMORADO??

 

(Manu sabia que se Paulo descobrisse que ela mentiu que ele era gay. Ele iria matá-la! Mas é por uma boa causa!)

 

M: Sim. Algum problema?

 

I: Nã.. Não. Só que você não tem cara de gay.

 

M: E desde quando existe cara de gay? Isso é preconceito, sabia?

 

I: Desculpa, eu...

 

M: Você nada. Meu namorado está chegando, então por favor. Não me ligue mais. Até nunca mais.

 

(Manu desliga na cara dela)

 

Ligação Off 

 

 

Manu solta o ar aliviada. Aproveitando ela apaga o número da tal de Isabela, de uma vez só tanto dos contatos, como nos registros de chamada.

 

Nesse momento, Manu acaba soltando uma risada. Não sabia o que deu nela, nunca tinha agido dessa forma. Mas se sentia extremamente bem por ter tirado essa oferecida do caminho do seu Paulo.

 

A garota se assusta com seu próprio pensamento. Paulo não era seu nesse sentido! Era apenas o seu melhor amigo.

Isso, ela fez isso para defender o seu melhor. E não se arrependia.

 

Manu desliga seu celular para ninguém incomodá-la. Pérola sabia que ela estava com Paulo, então ela não tinha com o que se preocupar. Aproveitando ela desliga o do garoto também.

 

A garota de cabelos roxos pega um coberto no armário e cobre Paulo. Afinal, estava chovendo e estava fazendo muito frio.

 

Ela deitou ao lado dele e se pôs a observar o garoto. Como era possível, ele ficar ainda mais lindo dormindo? 

Na opinião dela, parecia um lindo anjo.

 

-Eu sempre vou cuidar de você- a menina sussurra. Manu se aproxima mais dele e se aconchega mais perto. Paulo, ainda dormindo acaba a abraçando e acaba por falar o nome da garota ainda dormindo. Manu se senti bem ao ouvir ele a chama ainda dormindo, ele deveria estar sonhando com ela.-Nada vai separar a gente. Nada- a garota diz com convicção.

Não demorou muito para ela pegar no sono novamente.

 

 

Enquanto isso...

 

 

Um jovem loiro dos olhos verdes, acabava de desembarcar do avião. Ele alongou os braços e enquanto esperava para pegar suas malas, ele pensou em diversas coisas.

Primeiro, como era bom voltar para casa novamente, principalmente por está voltando de vez.

Segundo, estava louco para rever seus amigos.

Terceiro, como ia voltar para casa, já que não esperava que fosse chover? 

 

Sua irmã provavelmente estava na escola,seu pai trabalhando. 

 

Após pegar as malas, ele pegou seu celular e tentou ligar para sua melhor amiga. Nada.

Para seu melhor amigo. Nada também.

 

O garoto suspirou cansado. O problema é que ele não tinha a chave de casa, então não ia dar para entrar.

 

Ele logo se arrependeu de não ter avisado que voltaria para casa. 

 

Não podia ficar no aeroporto pelo resto da vida, então decidiu ir para casa de sua amiga e lá decidiria o que fazer.

 

O jovem aparentava está na casa dos 19 anos. Alto,pele branca e olhos verdes como a mata,cabelo preto com as pontas loiras.

Ele pega um táxi e vai para a casa de sua amiga.

 

 

Um tempo depois...

 

 

 

Pérola voltava para casa a passos pequenos, a chuva tinha dado uma trégua. Mas não ia demorar a voltar.

Hoje era dia de mercado, então Joana não estava em casa.

Seus pais estão trabalhando.

 

Ela ficaria sozinha por um longo tempo. 

A morena estava exausta, nunca esperaria que o primeiro dia de aula seria tão exaustivo.

 

Foi um dia digno de novela mexicana.

 

Tudo o que ela queria era um banho quente,comida e um pouco de descanso porque mais tarde ela iria sair com as amigas.

 

Pensamento Pérola: "Preciso de pelo o menos uma tarde normal, Deus! Nada mais pode me surpreender hoje"

 

A garota pensa enquanto abria o portão de casa. 

 

Ela passa pela imensa entrada da casa onde tinha um belo jardim. Pérola abre a porta e logo entra em casa e tira os sapatos para não molhar ou sujar o piso. As vezes achava desnecessário, uma casa tão grande.

 

A morena se virou e teve uma imensa surpresa ao ver quem estava sentado no sofá.

 

-Luan?!- A garota grita em surpresa. Luan, que estava mexendo no celular, leva um susto com o grito da garota e como estava na ponta do sofá acaba caindo.

 

-Aí- Ele diz ao sentir seu corpo bater no chão.

 

Pérola larga a mochila no chão e corre para ajudar o garoto a se levantar.

 

-Desculpa. Não foi minha intenção te assustar e muito menos gritar. Mas de todas as coisas do mundo, a que eu menos esperava era te encontrar aqui. O que está fazendo aqui? Não deveria estar em Los Angeles? Há quanto tempo chegou? Você está bem?- a jovem pergunta rapidamente ao ajudar o garoto.

 

-Ei calma. Respira fundo- Ele diz achando graça da situação. A garota faz o que ele pedi.-Mais calma?- Luan pergunta.

 

-Sim- Pérola responde. 

 

-Ótimo. Agora uma pergunta de cada vez- Ele diz e se senta novamente no sofá.

 

-Okay- ela repeti o ato dele.

 

-Quando voltou?- ela volta a pergunta.

 

-Hoje mais cedo- Luan responde.

 

-Porque não está mais em Los Angeles?- Pérola pergunta.

 

-Porque eu decidir voltar para casa- O mais velho responde arqueando uma sobrancelha, mas sem tirar um sorriso divertido do rosto.

 

-Certo. Como entrou aqui?- A jovem morena pergunta intrigada.

 

-A Joana abriu a porta. Vim pra cá porque minha irmã está na escola,meu pai trabalhando e eu não tenho a chave de casa. Tentei ligar para a Manu e para o Paulo. Mas eles não atenderam- o garoto da de ombros. 

 

-A Manu sabe que você voltou?- A morena pergunta prendendo o cabelo em um coque alto.

 

-Não. Ninguém sabe, na verdade. Só você e a Joana- o garoto diz sorrindo.

 

-Por que toda vez que você tenta fazer uma surpresa, ela sai errado?- ela diz achando graça da situação.

 

-Não sei- e eles acabam por rir da situação. Eles não eram melhores amigos, não tinham tanta proximidade. Mas sempre que dava conversavam.

 

-Seja bem-vindo- Pérola diz tirando o casaco de frio.

 

-Obrigado- Ele diz e passa a mão no cabelo.-Por que não está na escola?- O jovem pergunta sem entender.

 

-Não faz pergunta difícil- a garota diz rindo.-Fique a vontade, preciso fazer uma ligação- ela diz e ele assenti enquanto volta a mexer no celular.

 

 

A garota vai a cozinha e pega o telefone de lá. Disca o número de Manu, e dar desligado. 

Disca o de Paulo, igualmente desligado.

 

Pérola arrisca a ligar para a casa do garoto e depois de várias tentativas, alguém atende.

 

Ligação On 

 

 

P: Alô?

 

XX: Quem fala?- a pessoa diz com uma voz sonolenta. Pérola reconheceu a voz de Paulo.

 

P: Sou eu

 

Paulo: Pérola?- pergunta em dúvida.

 

P: Não. Minha vo- ela diz sarcástica.

 

Paulo: É você mesmo! O que foi?

 

P: Desculpa incomodar, mas a Manu tá aí?

 

Paulo: Tá sim. Espera- a garota escuta uma movimentação na casa e não demora para Manu pegar no telefone.

 

M: Oi- a voz de Manu estava igualmente sonolenta.

 

P: Vocês estavam dormindo?- a garota pergunta em dúvida.

 

M: Sim. Porque?

 

P: Nada, não. Preciso que você venha para casa, rápido- a garota diz animada. Deixando a irmã confusa.

 

M: Porque? O que aconteceu?

 

P: Vem logo.

 

M: Se você não disser o que aconteceu, eu não vou.

 

P: Fala sério, Vitória!

 

M: Fala sério, Glória! 

 

P: Manu...- a mais nova a interrompe.

 

M: Não! Você me acorda,pedi para eu ir para casa e não diz porquê?

 

P: Manu..- de novo Manu a interrompe.

 

M: Que tipo de pessoa faz isso?

 

P: Manu..- de novo Manu a interrompe. 

 

M: Além do mais...- dessa vez é Pérola que já irritada, a interrompe.

 

P: Vitória Emanuelle Meira Rodrigues!

 

M: Que é?!- a mais nova também diz irritada.

 

P: o Luan voltou!- a garota berra. Por sorte, Luan estava de fone ouvido e não a ouviu.

 

M: Que?!- a mais nova berra do outro lado também.

 

P: Isso mesmo que você ouviu. Seu outro melhor amigo voltou e está aqui em casa. Vem rápido- Pérola diz e desliga antes mesmo de Manu poder responder.

 

 

Ligação Off 

 

 

 

-Céus!- A garota diz enquanto passa a mão na testa. Ela tinha um sorriso no rosto.-Pelo o visto, as surpresas continuam- Pérola diz olhando a chuva que caia lá fora pela janela da cozinha.



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