História Better than me - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Melhores Amigos, Revelaçoes, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, mais uma vez!!!!!!!!
Obrigada pelos dois favoritos, pode parecer pouco mas é gratificante pra mim <3

Capítulo 4 - Chapitre Quatre


28 de setembro

 

''Trouble on my left, trouble on my right 

Problemas à minha esquerda, problemas à minha direita
I've been facing trouble almost all my life

Estive enfrentando problemas por quase minha vida inteira

(Trouble-Cage the Elephant)''

 

-O que aconteceu ontem, Romeu?-Chase riu da minha cara, acendendo mais um cigarro no refeitório.

Havia muitas regras na escola. Uma dizia que não poderíamos usar roupas de cores fluorescentes. Outra dizia que meninos não poderiam usar maquiagem e, a mais importante dizia: É PROIBIDO FUMAR DENTRO DA ESCOLA. Eu, realmente, me admirava com o tamanho poder que Evan Chase tem de conseguir quebrar regras. Ele quebrou todas.

-Expulsei-a de casa.-respondi, também rindo do fracasso total.

Samantha beijou o meu irmão, na minha frente. E ele correspondeu, mesmo sabendo que Samantha era a minha convidada.

-Faltar ontem me deixou por fora dos acontecimentos...-Brooke observou.

-O nosso Romeu, chamou Samantha Zhang pra uma noite de estudos.-Alex contou.

-Todas as chances de sucesso.-Chloe riu.

-Logo logo, esse fracasso não será fracasso.-avisei.

-Vai fazer o quê, matar o seu irmão?-Hemmings.

-Ainda não, mas pretendo.-sorri, avistando Samantha e suas amigas entrando no refeitório.

-O que está planejando, Romeu?-Brooke pergunta.

-Vou agir como meu irmão. Serei um idiota.-me levantei da mesa.

Talvez a coisa mais produtiva que eu e Brooke fazíamos juntos, era observar os grandes grupos da escola.

Samantha Zhang é a líder de seu grupo e tinha grandes problemas com Mia Smith, que era a vice-lider. O grupo tinha quatro garotas. As apelidamos como Garotas Fúteis. Um bom grupo. Caminhei em direção a ele, na mesa central do refeitório, todos os alunos tinham total visão. Samantha estava sentada no meio, Mia à sua frente, travavam uma silenciosa batalha. Fiquei me perguntando o que estava fazendo ali, parado diante de Mia. Mas tomei uma atitude, a cutuquei e a beijei. A escola assistiu.

Estava apenas agindo como o bad boy que todos achavam que eu era.

Mia era o resultado de um japonês com uma inglesa. Realmente linda. Uma pena não ter nada de interessante. Apesar disso, seria uma grande mentira dizer que nunca pensei em beijá-la.

E então, eu me separei dela. Olhei pra Samantha, com o seu olhar de raiva. Sorri por dentro.

-Me dê isto.-peguei uma caneta da mão de um nerd qualquer que estava na mesa ao lado.

 Anotei meu número na palma da mão de Mia, sobre o olhar de algumas pessoas.

-Me ligue, Mia Smith.-pisquei e dei meus típicos sorrisos pra ela.

-Ligarei pra você, Bernardo Santin.-sorriu de volta.

Dei as costas, voltei pra minha mesa, feliz com os estragos que eu causaria. Faria uma bagunça no estilo de vida das Garotas Fúteis. Samantha sabia. Ela também era esperta ao ponto de também saber que nada poderia dizer sobre ela e Nicolas. Não seria nada bom pra reputação dela descobrirem que, ela saiu com o bad boy e acabou beijando o irmão dele.

-Grande Napoleão!-Chase riu.

-Você fez o que eu estou pensando?-Brooke perguntou.

-Depende do quê você está pensando.

-Você beijou Mia pra pensarem que Samantha não foi o suficiente. O status dela caíria.

-Cairá.-corrigi.

-Pensei que faltar ontem te deixou por fora das notícias, Brooke.-Alex comentou.

-Você é tão idiota, Bernardo Santin.-Chloe riu com desgosto.-Samantha não tem nenhuma culpa de seu irmão ser muito mais interessante que você.

-Meu irmão não pinta seu cabelo.

-Se Samatha queria beijar Nicolas que saísse com Nicolas, Bernardo Santin está certo.

-Você foi fofo. Quer que eu pinte seu cabelo, Evan Chase?

-Não, Santin. Estou bem assim.

-Se Bernardo Santin estivesse ensaiando com a banda, nada disso teria acontecido.

-Ensaiaremos hoje, Alex Hemmings. Não guarde rancor.-revirei os olhos.

-Vão ter que ensaiar sem vocalista, ainda estou rouca.

-Adoramos sua voz rouca, Brooke.

 

-Minha comida está fedendo à cigarros, Evan Chase. Eu odeio o cheiro de cigarros, Evan Chase. Você já fumou cinco cigarros, Evan Chase. É hora de parar, Evan Chase.-eu amava as brigas diárias de Brooke e Evan.

Ela sempre vencia, porque ela sempre vence tudo.

-Hoje estou sem paciência.-Chloe apagou o cigarro de Chase.-Deixem as brigas pra amanhã.

-Alex, dê um jeito em sua namorada. Isso é falta de educação.

-Cale a boca, Evan.-Alex apenas disse isso.

Eu sempre ria quando Alex mandava Chase calar a boca.

Meu celular começou a tocar. Mais que depressa, Alex e Evan, olharam quem é.

-Não vai atender, Napoleão?

-Estou acabando de almoçar, Hemmings.

E o silêncio se instalou na mesa e algo me dizia que ele continuaria se eu não atendesse o celular.

 

''-Bom dia, Alice Adiers.

-Tenho prova de física sexta.

­-Quer estudar quando?-perguntei enquanto batia em Alex por estar fazendo gestos obscenos, tirando totalmente minha atenção.

-Não sei... hoje?

-Se eu faltar em mais um ensaio, Alex me mata.-olhei pra ele.

-Amanhã?

-Não sei se vai dar, porque realmente tenho muitos compromissos e tal...-menti, ela riu do outro lado.

-Na minha casa ou na sua? Meus pais estão viajando.

-O que quer dizer com ‘’meus pais estão viajando’’?-Chase olhou pra mim, como se dissesse ‘’Parabéns, Napoleão’’.

-Que meus pais estão viajando, oras... ah, então, na minha casa, amanhã às cinco?

-Ok, na sua casa, amanhã às cinco.-imitei a voz dela.

-Até amanhã, Romeu.

-Até amanhã, Julieta.-desliguei, não aguentava mais os olhares deles sob mim.''

 

-Happy birthday to you...

-Não comece, Alex, não comece.

Tarde demais, ele já tinha começado. E todos na mesa o acompanharam.

Meu celular tocou novamente. Eles pararam tudo pra ver quem era.

 

''-Fale, Alice Adiers.

-Quer matar a aula comigo?

-Quê?

-Eu preciso estudar.

-Só um minuto, Alice Adiers.-tampei o telefone.-Ela quer matar a aula e comigo.

-Quê?-foi a única coisa que falaram.

-Ah, mata a aula com ela.-Chloe sugeriu, todos concordaram com ela, grande surpresa!

-Ah...  onde você estuda?-destampei o telefone.

-Isso é um sim?

-É um sim.

-No Advent.

-Esteja do lado de fora em...-calculei a distância-...dez minutos.

-Estarei do lado de fora, Napoleão.-dessa vez, ela desligou primeiro, me deixando com um grande sorriso no rosto.''

-E você, esteja no ensaio.

-Não me atrasarei, Alex...-revirei os olhos.

-Use camisinha.

-Cale a porra de sua boca, Evan Chase.

-Quer ser pai com dezessete anos?-ele continuou

-Será que não dá pra acreditar que eu vou só ensinar algumas fórmulas?

-Conhecemos você muito bem, Bernardo Santin.-sorriu Brooke.

-Vão se foder, amo vocês.-me levantei da mesa, bagunçando o cabelo de Brooke.

Ela odiava quando eu fazia isso. E exatamente por isso que eu fazia.

 

***

 

-Está atrasado, Napoleão.-ela pegou o capacete.

-Mais uma curiosidade sobre mim: eu sempre me atraso, Waterloo.

-Uma curiosidade sobre mim: eu não sei colocar um capacete.

-Outra curiosidade sobre mim: eu sempre faço as coisas que você não consegue pra você.-ajeitei o capacete dela.

-Você faz isso pra todas?

-Podemos parar de falar das outras?

-Como você quiser, Napoleão.-subiu na moto.-Na minha casa e, não ande muito rápido.

-Vou tentar cumprir essa última parte.-nós rimos, acho que ela riu de desespero.

Alice Adiers, mais uma vez, passou os braços pela minha cintura. Eu podia sentir a respiração calma dela, os batimentos rápidos de seu coração à cada acelerada minha e... era tudo tão lindo! Alice Adiers é linda e, céus, é tão clichê dizer que eu fico extremamente feliz com a presença de uma garota que eu mal conheço, mas é mentira negar.

 

 

 

 

 

Estacionei a moto na garagem de Alice. Ela abriu a porta. E eu pude ver a casa do caralho que os pais de Adiers tinham.

-Não se importe com a bagunça, querido.

-Você se parece com o meu pai, falando isso, mesmo quando a casa está limpa.

-Foi minha intenção, sabe, parecer com o seu pai...-nós rimos.

A casa de Alice era linda e, totalmente diferente da minha. Era tão cheia de cores e com o ar extremamente aconchegante. Tinha aquele visual retrô. Réplicas de quadros de Van Gogh na parede. Duas poltronas e dois sofás beges, em cima de um grande tapete persa. Os espelhos estavam por toda a parte, refletiam-se, criando reflexos infinitos. Uma grande estante abarrotada de livros. A televisão de, aproximadamente, umas sessenta polegadas. O toca discos, no canto da sala.

A casa dos meus sonhos.

Alice pegou na minha mão, me levando pro que eu imaginava ser o quarto dela, no segundo andar.

Em compensação, o quarto de Alice era totalmente diferente. Toda a cor do resto da casa, morreu ali. O quarto era branco, tinha alguns pôsteres, a cama de casal, uma mesa com um notebook e alguns cadernos em cima, um quadro na parede cheio de fotos e bilhetes. Não imaginei que esse seria o quarto de Alice Adiers.

-Você não parece gostar muito de cores...-ri, sentando em sua cama.

-Odeio coisas cheias demais.

-Como minha mãe...

-Foi minha intenção.-ela sorriu.-Pois bem, por onde vamos começar?-pegou um caderno em cima da mesa.

-Com o que você tem mais dificuldades?-ela me entregou o caderno e eu o abri.

Pude perceber o total desinteresse que Adiers tinha por física. Aquele caderno era digno de quarto bimestre, quando você está cansado de tudo e passa a desenhar e escrever respostas como ‘’eu não sei, não me pergunte’’.  Ainda estávamos no primeiro bimestre.

-Acho que na parte de fazer contas.-eu ri, desculpe.

-Sabe pelo menos o que vai cair na prova? Isso ajuda pra caralho.

-Algo sobre volumes... eu não sei, durmo sempre.

-Tudo bem, vamos aprender sobre volumes.-ela me lançou um sorriso nada feliz.-Você precisa decorar fórmulas, Waterloo, só isso.

-Quantas fórmulas?

-Acho que umas vinte...-deu um grande suspiro cansado.

-Então vamos começar, Santin.-ela se sentou na cadeira à minha frente.

E eu comecei, falei tudo que sabia sobre volumes: a grandeza física que expressa a extensão de um corpo em três dimensões. Expliquei sobre as fórmulas precisas pra calcular o volume de cubos, pirâmides, prismas e qualquer outro sólido geométrico. Expliquei até como a raiz quadrada de três se encaixava naquilo tudo, como ela perguntou.

E Alice tentava compreender tudo aquilo, prestando atenção do jeito dela, mexendo no cabelo enquanto escutava minhas explicações. Copiando todas as minhas contas, e todas as fórmulas que tinha passado. Olhando pros meus olhos e pro seu caderno demoradamente. Rindo de quando eu tinha que re-explicar as coisas pra ela, do meu jeito preocupado em ver se a conta dela estava certa, de minhas perguntas à ela sobre todas as fórmulas, pra ver se ela tinha realmente decorado.

-Essa... ah, tá errada.

-Por quê?-perguntou irritada.-Deve ter duas horas que estou presa nessa.

-Alice Adiers, meu amor, arredondamos a raiz quadrada de três pra 1,7, não pra 1,8. Já te falei isso dez vezes... Ah... você conserva a primeira e multiplica pelo inverso da segunda, você não conserva as duas, só a primeira!-ela revirou os olhos.

-Mais alguma errada?

Conferi todas as outras vinte e quatro questões que tinha passado, nenhuma outra errada. Alice Adiers me surpreendeu. Mas, bem, foram longas três horas corrigindo e explicando coisas repetidas.

-Por enquanto, não.

-Poderia agradecer a deus, mas agradecerei a você.-ela riu e me abraçou mais uma vez.

Eu era um ótimo professor.

-Ainda não terminamos, mocinha.-interrompi o abraço.-Tenho que te explicar como calcular o volume de uma esfera.-sorri, pensei que ela fosse chorar.-Se lembra do número de pi, certo?

-Ah... não.

Eu comecei a rir de desespero, olhei pra tatuagem que tinha feito no braço, escondido de minha mãe: o número de pi. Alice Adiers nem sabia o que era.

Mas eu comecei a explicar, falei que era com o número de pi que você conseguia encontrar raios e circunferências de qualquer circulo ou esfera. Ela me lançou um olhar surpreso, como se perguntasse como um número poderia calcular circunferências e raios de QUALQUER círculo ou esfera. E eu expliquei como o número de pi, ou 3,14159265 e outros milhares de números, poderia calcular circunferências e raios, era apenas multiplicar ou dividir dependendo da situação. E Alice ficou fascinada por isso.

Calcular o volume de uma esfera era a parte mais difícil pra mim. Ela entendeu de primeira, e eu fiquei tão feliz por isso.

Olhei as horas no celular, enquanto Alice fazia mais algumas atividades, já passava das quatro e meia, o ensaio era às cinco.

-Você entendeu tudo, ou preciso ficar mais?

-Precisa sair agora?

-Tenho que ensaiar com a banda.

-Você toca o quê?

-Baixo. Sim, ninguém liga pros baixistas, eu sei.

-Eu ligo pros baixistas.-ficou vermelha.

A primeira vez que vejo isso acontecer, que honra!

-Então você é estranha.-nós rimos.

-É lógico que sou estranha, consigo entender de primeira a porra de uma fórmula totalmente complicada e não consigo entender a outra que apenas diz, lado ao cubo.

-Você se interessou pela fórmula complicada, por isso aprendeu...-me levantei.-Preciso ir, Waterloo.

Ela também se levantou, percorreu os corredores cheios de fotos comigo. Eu tive que parar pra observar uma em especial.

-Esta é você?-eu comecei a rir.

-Esta é uma Alice de cinco anos, sem dentes, tomando banho na pia da cozinha.

-Impressionante como consegue dar trabalho desde pequena.-rimos.-Esta é a galinha que te mordeu?

-É, era a galinha de estimação do meu avô, na França.

-Ok... não irei julgar.-voltei a observar as fotos.-Ah... esta é um clássico!-apontei pra foto na banheira.

-Eu odeio essa foto, tampe os olhos.

-O que foi visto, jamais será desvisto, Waterloo.

A mãe de Alice era a cara dela, o pai dela parecia aqueles franceses de filmes em preto e branco. Numa outra foto de família, vi uma senhora que deveria ser sua avó, abraçando Alice,com uns sete anos, e uma outra menina, mais velha, com os cabelos tingidos de azul, com mais ou menos treze anos.

-Sua prima?

-Minha irmã.-ela tinha lágrimas nos olhos.-Ela morreu.

Eu faço o quê em momentos como esse?

Não sabendo o que fazer, abracei Alice que correspondeu meu abraço, deitando a cabeça em meu ombro.

-Waterloo, se precisar de apoio, ligue pro Napoleão.

E ela começou a rir, no meu ombro, uma risada gostosa e contagiante, que logo me contagiou também.

-Você precisa ir, Napoleão, vai se atrasar.-parou o riso.

-Você vai mesmo me expulsar de casa?

-Já estou fazendo isso.

Mais uma vez pegou minha mão, descendo rapidamente comigo as escadas.

-Alex vai ligar pra mim e me xingar, não quero que isso aconteça, Santin.

-Te entendo completamente.-ela abriu a porta pra mim.-Me ligue, Waterloo.

-Te ligarei.-ela disse, antes de fechar a porta completamente.

Olhei mais uma vez no relógio, eu só tinha sete minutos pra estar na casa de Alex.

Alguém irá apanhar hoje...


Notas Finais




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