História Better Together - Capítulo 4


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren, Preath
Visualizações 192
Palavras 3.193
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Esporte, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá de novo.

Na foto do Capítulo, temos Alex Morga.

Capítulo 4 - Era Uma Vez Sem Despedidas


Fanfic / Fanfiction Better Together - Capítulo 4 - Era Uma Vez Sem Despedidas

Camila narrando.

 

Era dia de aula. Havia acabado de sair da diretoria para concluir algumas coisas e, no momento, caminhava pelos corredores com os livros que eu iria precisar nas próximas aulas.

História Americana, Estudos Sociais e Educação Física... Que maravilha.

Bufei sozinha. As aulas de segunda-feira eram sempre tão chatas.

Quanto à Educação física, eu odiava praticar esportes, já para as outras que citei, não é como se eu as odiasse ou que fossem difíceis para mim, mas certas matérias enchiam o saco, de tão chatas que eram para aprender.

É como as pessoas dizem: Você tem mais facilidade em aprender quando você ama o que está fazendo. Era assim com gramática, aula de música, entre outras que eu considerava mais fácil de aprender, pois eram matérias que eu amava.  

- O que está fazendo perambulando pelos corredores, senhorita Cabello? Você sabe que todos devem respeitar o tempo limite de sete minutos para percorrer de uma sala à outra. Já lhes damos esses minutos exatamente para que possam se locomover sem maiores dificuldades. – Revirei meus olhos ao ouvir a voz de Ally, a inspetora.

Ela era uma mulher que sempre escolhia ser educada, mas rígida. Eu a respeitava, mas ela era muito politicamente correta e tinha certo tipo de “implicância” comigo que eu não entendia. Não era grosseira, mas não mostrava simpatia para mim.  

- Eu tenho um passe, Ally. Tive que passar na diretoria para falar sobre minhas notas e adiantar algumas aulas online. – Mostrei o passe e ela assentiu, suavizando um pouco as expressões de seu rosto.

- Okay, me desculpe. – Assenti e ela me deixou ir.

Caminhei mais um pouco e entrei em minha sala para a aula de história, mostrando para a professora o mesmo passe que havia mostrado para a inspetora e explicando o motivo para chegar um pouco atrasada.

Assim que achei um local para sentar, nem mesmo o fiz, pois fui informada que teríamos que fazer um trabalho em dupla e que a minha já havia sido escolhida por Ariana, a professora.

- Sua dupla será a senhorita Press. Se aproximem. – Ela me instruiu e assim eu fiz.

Recolhi minhas coisas e vasculhei a sala com meus olhos, procurando onde minha dupla estava sentada.

Fiz uma careta ao olhar para a garota.

“Jogadora de Futsal, que ótimo.” – Pensei comigo mesma.

Eu tinha certa cisma com atletas, mas pelo menos eu teria a sorte de fazer com uma garota, e não um garoto.

Veja bem... Quase 99% dos garotos que eu conheço são muito idiotas, mas quando são atletas, chegam a ser piores. Isso para mim, é claro.

Ainda existe gente que não pensa assim.

Existe doido pra tudo, não é mesmo?

Acho que de tanto notar o comportamento dos homens e odiar a maioria deles, é que cheguei a conclusão de que sou lésbica.

Completamente decidida e assumida, amém.

Ao chegar perto dela, a encarei quando a ouvi falar comigo.

- Espero que não se incomode. Sei que você é bem calada e quieta quando está em aula, e eu não gostaria de incomodar você com minha presença, se ela a desagradar. – Foi o que ela disse, usando um tom gentil.

Me surpreendi, pois ela era Christen Press a tão conhecida por todos.

- Oh... hm... – Ela realmente me pegou desprevenida e me deixou sem palavras. Vendo que eu fiquei surpresa por suas palavras e comportamento, ela me lançou um sorriso.

- Eu sei... esse lance popularidade. – Rolou os olhos em divertimento. – Não sou uma cobra megera que vai te obrigar a fazer o trabalho todo sozinha e me aproveitar de você para ficar com nota boa, sinto muito. – Agora eu é que tive que rir.

- Nossa, você me decepcionou. Já estava procurando algum mínimo detalhe para te odiar. – Falei e ela riu com vontade, então abrimos o livro e começamos a fazer o trabalho, de acordo como Ariana nos orientou.

Para minha surpresa, ela era muito inteligente. Tipo, muito mesmo.

Admiti para mim mesma que iria parar de subestimar as pessoas, pois é um erro e eu odeio erros. Evito ao máximo cometer algum e sempre optei pelas escolhas que eu achei serem corretas.

Lógico. Errei muitas vezes, mas em todas as minhas escolhas mal feitas, tirei muitos aprendizados.

Foi incrível fazer um trabalho com alguém que tem a mesma dinâmica que a minha. E sua simpatia, e a forma que ela era aberta a sugestões, me deixou empolgada em trabalhar naquilo com ela.

- Fazer um trabalho sobre uma matéria, que é tão chata, nunca foi tão divertido. – Ela disse e eu concordei.

-Sim, nossa! Depois de hoje, acho que passei a gostar de História Americana. – Rimos.

- Lauren teria mais facilidade se estudasse em conjunto, também. – Pareceu pensar sozinha, olhando para algum lugar da sala. Segui seu olhar e me deparei com um amontoado de cabelos revoltos e me perguntei se aquela menina havia penteado os cabelos ao sair de casa.   

Não falei nada, pois como eu não tinha nada a ver com isso, não quis perguntar qual era o problema que essa tal Lauren estava tendo que resolver sozinha e, ao que parecia, estava com dificuldade de verdade, já que de três em três segundos coçava a cabeça, num gesto nervoso.

Dei de ombros.

Assim que terminamos o trabalho, o entregamos e a professora nos informou que somaria ele com a nota parcial e, para quem estivesse devendo nota, aceitaria o trabalho que acabamos de fazer, mais um outro que ela iria aplicar dali a duas semanas, isso, é claro, apenas para os que estavam devendo nota. Depois disso nos permitiu ir para a nossa próxima aula, já que faltava menos de vinte minutos para que a sua se encerrasse.

Me despedi de Christen e fui para a aula de Estudos Sociais, pedindo para que fosse tão produtiva quanto na aula anterior.

- Hey, para onde vai com tanta pressa, gatinha? – Tomei um susto ao ver Sara aparecendo em minha frente de uma vez.

- Que susto, sua maluca. O que está fazendo nos corredores? Se a Ally te pegar, ela vai colocar você na detenção. – Ela fez pouco caso, dizendo que ao mínimo sinal, sairia correndo em disparada, me fazendo rir. Ela sempre foi muito despreocupada com tudo, menos com o bendito futsal. – E não estou com pressa. Você que deve estar, já que era você quem estava correndo. – Ela riu e então pareceu ficar sem jeito.

- É que eu estou procurando aquela morena que eu vi ontem. Te falei sobre ela hoje de manhã quando chegamos.

- Sim, eu lembro. Tentei procurar também, segundo as características que você me deu, mas ao que parece, não fazemos nenhuma aula juntas. – Ela pareceu ficar frustrada. – Por que você não falou com ela ontem mesmo?

- É que ontem eu... – Ela iria falar mais alguma coisa, mas se calou e pareceu ficar atenta a algo, então, tão rápido quanto chegou, partiu.

Ela literalmente utilizou toda a velocidade que os treinos lhe proporcionaram. Fiquei sem entender nada, até que vi Ally se aproximando, então comecei a rir, atraindo a atenção da mulher.

- Algum problema? – Ela perguntou, arqueando uma sobrancelha. Vi seus olhos atentos sobre mim, em busca de um passe que me permitisse estar ali em horário de sala e como o viu, não falou nada.

Eu sei que parece chato ter que mencionar esse bendito cartão a todo momento, mas não podemos nem ao menos colocar a cabeça para fora da sala sem que tenhamos um.

Respondi a pergunta de Ally negando fortemente com a cabeça, saindo logo dali antes que ela me colocasse na detenção por achar que eu estava rindo da sua cara. Só não corri também, pois, diferente de minha amiga, não era uma atleta.

Entrei em minha sala para a próxima aula e, pelos minutos seguintes, reclamei comigo mesma por não ter alguma outra pessoa como Press, para dividir aula e achar tudo menos chato.

 

...

 

- Não, você sabe que eu não faço essas coisas. Te deixei claro desde o início. – Já estava ficando impaciente com aquela conversa, mas em momento algum levantei o tom de voz.

- Mas eu sou boa para você. Eu te faço bem, você me faz bem. Por que não podemos namorar, Camila? – Agora ela tinha lágrimas nos olhos e eu só queria sair dali.

Estávamos em horário de almoço e eu só pensava nas minhas coxinhas de frango empanado, e que não daria tempo comer se ficasse muito tempo ali, pois logo o intervalo teria fim e eu teria que ir para a minha última aula.

- Alex, eu já disse... Eu deixei claro desde o início. Eu não namoro. Meu lance é ficar. Não me sinto confortável em um relacionamento. Te pedi inúmeras vezes para não se apaixonar e olha só onde estamos agora. Olha pra você... está chorando. – Agora eu me sentia sensibilizada com sua imagem, chorando copiosamente, mas não poderia fazer nada.

- Nem se começarmos devagar? Por favor! – Ela tentava se controlar e não estava armando um escândalo e eu estava agradecendo por aquela conversa ser em um nível civilizado.

- Escuta, baby... Não implore coisas desse tipo. Se valorize mais, porque você é incrível e merece ter o seu próprio respeito. – Acariciei seu rosto e ela fechou os olhos. – Eu não posso oferecer isso que você procura. Eu não consigo ter sentimentos românticos por ninguém. Você não merece menos do que alguém que se apaixone por você até nos mínimos detalhes. – Tentava conforta-la e estava conseguindo. Aos poucos ela estava conseguindo parar de chorar. – Sinto muito, mas se você começou a ter sentimentos por mim, não podemos mais sair juntas. Não com esse propósito. Agora eu só posso te oferecer minha amizade.

Ela assentiu, aparentando estar muito triste.

- Se algum dia você mudar de ideia, eu terei alguma chance? – Eu duvidava muito que aquilo fosse acontecer.

Amor não existe. Não acredito em rendição ao amor. Eu nunca iria me sentir assim por alguém.

Amor apenas machuca e deixa rastros amargos em nosso passado e presente... Talvez até no futuro.

Não! Eu me recuso a amar.

- Eu serei a primeira a conversar com você, mas sabe que eu não vou mudar de ideia. Eu já conversei com você sobre isso. – Falei com sinceridade. Nunca fui uma mentirosa e não seria agora que eu iria ser. Nunca brinquei com os sentimentos de ninguém.

Gostava de sua companhia e me sentia muito atraída por Alex. Mas era só isso.

- Tudo bem. – Falou, totalmente sentida. – Tenho que ir... – Me olhou com pesar. – Posso te abraçar?

Assenti, então ela me abraçou. Era um abraço muito apertado, com clima de despedida. Me senti mal com aquilo. Odiava esse tipo de abraço, então logo fiz questão de me afastar, inventando qualquer desculpa para sair logo dali.

Comecei a caminhar, tentando afastar aqueles pensamentos.

Como eu havia chegado naquele estado de uma hora para outra, tão rapidamente?

Comecei a ofegar.

Não fui muito longe, pois alguém se aproximou de mim e me segurou delicadamente.

Não falei nada e ela me observou por alguns instantes, soltando um suspiro.

Continuei calada, esperando o que ela tinha a dizer. Ela sempre sabia me ler tão bem. Tanto que as vezes eu não precisava falar nada, pois ela logo descobria do que se tratava qualquer que seja meus problemas.

Levantei meus olhos e lhe encarei. Ela sorriu para mim. Tentei fazer o mesmo, mas não consegui.

- Vem, vamos. – Ela me chamou e eu apenas a segui. Caminhamos por alguns corredores, até chegarmos em sua sala. – Senta. – Sentei e a encarei. – Você vai ficar bem. Você sempre fica. Respire.

Fiz o que ela mandou e depois de alguns exercícios de respiração, consegui me acalmar.

- Me sinto melhor. – Falei, quando notei que minhas mãos haviam parado de tremer. – Obrigada, Gal.

- Não precisa me agradecer. – Ela me examinou e viu que eu realmente estava me sentindo bem. – A sua aula já começou, mas você não está em condições para uma aula prática de Educação Física. Te darei um passe e você irá passar na enfermaria e dirá como está se sentindo, tudo bem? – Assenti, então ela me liberou.

...

- Eu não acredito nisso. Não pode ser verdade! – Ouvia resmungos e mais resmungos.

Ainda não havia sido atendida, pois a enfermeira estava em sua sala, cuidando de uma garota escandalosa.

- Não precisa se preocupar, senhorita Jauregui. Foi apenas uma entorse leve. Não quebrou. Você não precisará se preocupar com os treinos. Amanhã mesmo poderá voltar. – A enfermeira falou, calando todas as lástimas da garota, para o alívio de meus ouvidos.

- Oh, sério? – A tal Juregue perguntou, parecendo estar envergonhada com o escândalo desnecessário que havia feito.

- Sim, sério. – A adulta respondeu e soltou um riso baixo.

Depois de alguns instantes, as duas saíram. Pude ver que a tal Ju... Ja... Jaguar me encarava e eu apenas desviei os olhos, olhando para Eliza, a enfermeira.

- Gal me mandou aqui. Não me sinto bem para ir até a quadra para a aula prática de Educação Física. – Ela me olhou de forma avaliativa, estreitando os olhos para mim.

- Tem certeza que não é apenas o seu lado sedentário? – Perguntou com divertimento, me fazendo revirar os olhos e rir.

- Não dessa vez. – Falei e ela cruzou os braços, olhando para mim.

- Então das outras vezes você me usou para burlar as aulas? – Lhe lancei um sorriso culpado e ela descobriu que havia me pegado. Mais cedo falei que gosto de optar pelas decisões certas. Burlar aulas práticas de queimado era uma baita decisão certa para mim – Só vou te perdoar porque nas aulas teóricas você não deixa nada a desejar. – Falou sorrindo, então percebeu que a outra menina de nome maluco ainda estava ali. – Você já pode ir, senhorita Jauregui. Consegue andar sozinha.

A outra firmou o pé no chão, ensaiou alguns passos ali mesmo e quando viu que não doía tanto, respondeu:

- Sim, consigo. – Cada uma que aparece naquela ala médica... – Obrigada por isso, enfermeira.

- Não precisa agradecer. – Eliza respondeu educadamente, então a outra se foi. – E você? O que aconteceu? – Perguntou, um pouco preocupada.

- Mais uma daquelas crises que parecem me perseguir para sempre. – Ela logo entendeu do que se tratava.

Já havia ido ali pelo mesmo motivo algumas vezes.

Eliza era uma jovem enfermeira recém-formada, que, nas horas vagas, era uma excelente amiga. Nos conhecíamos desde o dia em que ela assumiu aquele emprego.

- Vou preparar alguma coisa para você, vem. – Me chamou, então entramos no consultório.

Ela preparou alguns comprimidos, então me deu, junto a um copinho com água. Tomei e fiquei ali, encarando o teto, deitada no sofá que havia ali. Era o que eu sempre fazia, me ajudava a melhorar rapidamente.

- Como foi seu dia? – Perguntei, tentando puxar assunto.

- Foi calmo. Apenas um aluno com enjoo, algumas entorses. Tudo sob controle. – Ela respondeu.

- Que bom. Ainda bem que nunca mais aconteceu nada como aquele dia com Alan Benson. – Falei rindo e ela soltou grunhidos e fez uma cara de nojo, me fazendo rir ainda mais.

Depois disso, ela ficou calada por um tempo, mas parecia inquieta e procurando coragem para falar algo que eu não sabia do que se tratava. Ela ficava fofa quando estava nervosa.

- Tem visto Alycia ultimamente? – Fiquei em choque ao ouvir aquilo, mas logo sorri.

Eu conhecia aquele nervosismo. Tinha visto ele varias vezes, antes de uma menina pedir para sair comigo.

- Sim. Passamos o final de semana juntas. – Depois que terminei de falar, percebi que isso pareceu muito sugestivo e arregalei os olhos ao perceber que ela ficou sem jeito, então precisei falar mais alguma coisa para consertar o mal-entendido que eu havia feito. – Ela é uma de minhas melhores amigas.

- Ah, certo... – Pareceu querer perguntar algo a mais, então esperei pacientemente, pois sabia que uma hora ela teria coragem. – Vocês... hmm... são somente amigas?

Queria rir, mas tentei evitar. Não queria que ela achasse que eu estava fazendo pouco caso daquele diálogo.

- Sim. Ela é como uma irmã para mim. – Deixei claro e ela assentiu, parecendo ficar feliz com aquela notícia. – Como se conheceram? – Fiquei curiosa.

- Bom, eu estava em reunião com a diretora e, por acaso, descobri que ela é mãe de Alycia. – Assenti em compreensão.

- Sim, é verdade. – Não sabia mais o que falar, então tentei pensar em algo. Depois de uns minutos, consegui pensar em alguma coisa, então decidi arriscar. – Quer sair com a gente qualquer final de semana? Durante os dias de aula não fazemos nada, mas sempre queremos nos divertir aos sábados e domingos.

Ela pareceu se animar com a ideia.

- Claro, seria divertido. – Concordou, com um enorme sorriso em seus lábios.

- Fechado, então. – Sorri também. – Já me sinto melhor. Obrigada por me ajudar, Eliza.

Me levantei do sofá e saí sem me despedir.

Não era do meu feitio fazer isso e ela já estava acostumada com isso.

Notei que se passaram algumas horas desde o horário do lanche até o momento em que saí da enfermaria e as aulas já haviam acabado.

Passei em meu armário para deixar minhas coisas ali.

De longe, vi alguém impaciente, tentando abrir a porta do seu, mas falhando em todas as tentativas e resmungando com sua falta de jeito.

- O que eu estou fazendo de errado? – Bufava.

- Você precisa empurrar um pouco para que possa deslizar melhor o segredo no cadeado. – Falei, atraindo sua atenção.

- Como? – Pareceu não entender.

- Assim. – Falei e fui até ela, pedindo licença para que eu pudesse ajuda-la. Fiz o que eu estava tentando explicar e quando consegui abrir, olhei para ela, que estava sorrindo, aliviada por finalmente ver a porta de seu armário aberta. – Este armário era meu no primeiro ano. Duas pessoas brigaram por aqui e um acabou empurrando o outro nos armários, então ele ficou assim.

- Caramba! Para ele ter ficado assim, imagino a dor que o garoto sentiu. – Pareceu ficar espantada. Mal sabia ela que não era um garoto, e sim eu mesma. Mas o moleque teve um troco a altura...

- Pois é. Não foi uma imagem legal de se ver. – Cocei a nuca. – Tenho que ir. Se não tiver pegado o jeito, me fala que eu te ajudo.

- Tudo bem. Muito obrigada... – Fez uma pausa, me esperando dizer seu nome.

- Camila. Meu nome é Camila. E não precisa agradecer. – Respondi de forma simpática.

- Okay. Foi um prazer te conhecer, Camila. Me chamo Normani. Sou nova aqui. – Sorriu e eu notei que ela ficava muito linda assim.

- O prazer foi meu. – Sorri de volta, então ela se foi.

Eu só conseguia pensar em uma coisa...

Puta que pariu, que negra linda. Deveria ser considerado crime ser tão linda assim.

 Com aquele pensamento na cabeça, fui novamente até a sala de minha prima. A esperaria para que pudéssemos ir para nossa casa.

Foi um dia cansativo e eu só queria chegar em casa, tomar um banho, comer alguma coisa para então poder repassar todas as matérias do dia e depois dormir como um bebê.

 


Notas Finais


Eu comecei a escrever o capítulo em terceira pessoa, mas mudei de ideia. Se em alguma parte ficar confuso, é por causa disso.

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Meu user é @PinscherFurioso


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