História Betty. - Capítulo 10


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Palavras 2.503
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, gente: o próximo capítulo sai amanhã. É isso.
O auge do meu dia foi ler aquele amontoado de meme vindo da Área 51 nos comentários do capítulo anterior, kkkkkkkkkkk. Se é que me entendem.
Continuem, crianças. Adoro os comentários de todos vocês. Os criativos são os meus preferidos de ler.

Boa Leitura!

Capítulo 10 - .Noite Ganha.


Eu lembro dela. Mesmo que seja pouco, ainda lembro. Lembro da voz. O som marca minha memória até hoje. Era linda. Cabelo loiro, pareciam um campo de trigo em plena luz da manhã. E eu a amava. De verdade. Sincero e puro. 

O inverno era insuportável na Filadélfia. Principalmente depois das festas natalinas. Ela sentava na poltrona de couro sintético com o bebê de alguns meses dormindo em seus braços e se balançava. Mesmo que não fosse uma cadeira de balanço. Para lá e para cá. O vestido rodado, vermelho, ficava escondido debaixo de tantos panos e cobertas. Mas, continuava linda. Eu e minha réplica nos aproximávamos e sentávamos aos seus pés.

- Mamãe, conta uma daquelas estórias! - Meu gêmeo suplica. A mulher ri e então suspira. Era muito romântica e acabou se casando com o amor desencarnado. Mesmo assim, realizou o pedido do menino.

- Bem, vi que gostam de estórias de amor. - Sorriu.

 

- Conte aquela da Deusa e do Demônio! 

- Outra vez, Meliodas? - Ela suspirou novamente. Estava cansada. - Ok. Concorda, Zeldris? - Ele balançou a cabeça. Ela olhou para o relógio preocupada. Não podíamos estar acordados quando ele chegasse. - Era uma vez, uma Deusa e um Demônio... 

- Pare de me empurrar, Meliodas!

- Você quem está me empurrando!

- Meninos! - Ela repreendeu e então, continuou. - A Deusa era filha da Deusa maior...

- Suprema Divindade. - Eu sempre a corrigia. 

- Sim, querido. - Riu docemente. - O Demônio era filho do Rei dos Demônios. Ambos com poderes devastadores, eram sucessores de seus devidos tronos e eram inimigos. A princesa, com seus longos cabelos prateados e asas imaculadas, tinha sua mão prometida ao mais forte dos anjos. 

- Minha parte favorita está chegando. - Sussurrei ao menino ao meu lado, que apenas revirou os olhos, enquanto escutava atento. 

- Em uma tarde de primavera, voando em liberdade, os dois esbarraram-se. Seus olhares se bateram e sentiram-se arrepiar o coração. Ele viu o céu nos olhos dela e ela viu a pureza em seu coração... Se apaixonaram.

- Bléh. - Olhei para meu irmãozinho com os olhos queimando em raiva. 

- Você interrompeu a mamãe!

- Mely, irei continuar. - Ela falou, balançando Abelhinha em seu colo. - O amor entre os dois era uma coisa linda e colossal. Algo sincero e verdadeiro.

- Agora é a minha parte favorita. - Zeldris sussurrou para mim. 

- Até que descobriram. Os anjos berraram e assim, teriam que pagar pelos seus pecados. Julgados como imorais e obscenos, receberam uma maldição, que carregariam pelo resto da existência do nosso mundo. O Demônio recebeu a vida eterna de seu pai, e, a Deusa recebeu a reencarnação perpétua de sua mãe. O Demônio então, vagaria pelo mundo sozinho. Assim, ele encontraria com a reencarnação de sua amada Deusa. Ela se apaixonaria novamente e sempre o encontraria. Porém, com um beijo, as memórias da mesma voltariam à tona e ela morreria em três dias. 

- Melhor parte. - Zeldris reforçou. 

- Nesse ciclo torturante e interminável, o Demônio vaga sozinho atrás de sua Deusa, em sua 167° reencarnação. 

- Mãe, não vale! Você resumiu a estória! - Protestei. 

- Já está tarde, querido. Falta pouco para o seu pai chegar. 

- Mesmo assim! Você esqueceu a parte em que eles lutam contra seus pais e ele a protege. Também esqueceu da parte que eles cuidam um do outro. 

- Por que essa é a parte mais tediosa. - Zeldris falou. - Ele se sacrificou por ela e isso é horrível. 

- É amor, filho. - Mamãe falou. 

- Ele se sacrifica e depois ainda tem que cuidar daquela chata. 

- Você que é chato. - Falei.

- Quem ama cuida, Zeldris. - Levantou-se da poltrona. - Hora de dormir, meninos.

Subimos as escadas e ela nos colocou para dormir. Estava frio na Pensilvânia, principalmente na Filadélfia. Naqueles tempos, um beijo caloroso de nossa mãe nos esquentava. 

 

Cresci e hoje compreendo que era verdade tudo aquilo. Não o amor puro ou as criaturas paranormais e aladas. Mas, sim, o tal “quem ama cuida”. 

Quem ama cuida. 

 

*

Escutei passos descendo as escadas. Passos apressados. Talvez fosse Zeldris. Talvez fosse Estarossa. Permaneci com os olhos na televisão, observando meu lutador acertar outro soco em seu respectivo adversário. Mexi os dedos freneticamente pelo controle do videogame. O sofá oscilou ao meu lado, fazendo barulho de algum traseiro tocando o estofado. 

- Vai sair hoje? 

- Não sei. - O respondi. - Não pintou nada hoje. Talvez Ban venha aqui. Não sei. 

- E Elizabeth? - Ele perguntou sugestivo. Encarei meu irmãozinho mais novo. 

- O que tem ela?

- Como ela está? Melhorou da gripe? 

- Não sei. Não falo com ela faz uns dias. Melhorou sim, vi ela pelos corredores do colégio. Aparentava estar bem. - Estarossa não respondeu. 

- Você... - Pareceu hesitar. - Tem algum interesse romântico nela? 

- Por que quer saber, Abelhinha? 

- Nada. - Levantou-se, subindo as escadas.

Estranho. Isso vem acontecendo de uns dias para cá. Vive perguntando sobre Elizabeth a todo momento. Gritei por Zeldris. Nenhum barulho como resposta. Gritei novamente, até escutar passos raivosos descendo a bendita escada. 

- Que é, inferno?! - Estava nu, se não fosse por uma toalha enrolada na cintura. - Não vê que eu estava no banho?! 

- Ui, delícia. - Brinquei, o encarando. Ele revirou os olhos. - Credo. Sorte que eu nasci mais bem-humorado... E mais bonito, claro. 

- Somos gêmeos, seu idiota. Você é igual a mim e vice-versa. 

- Você que é igual a mim. Não eu que sou igual a você. 

- Meliodas, fala logo o que você quer. - Cruzou os braços impaciente.

- O que está rolando com o Esta? Ele está muito interessado na Elizabeth para o meu gosto. – Acertei mais um soco em meu adversário.

- Quem é Elizabeth?

- Minha amiga. - Continuava com a confusão transparecendo em seu rosto. - Cabelo prateado. - Sua expressão suavizou.

- E o que tem ela?

- Você não me escutou? – Pausei o jogo. Ele se aproximou, sentando-se ao meu lado. Encarei seu torso nu e torci para que a toalha não molhasse o sofá, eu quem teria que limpar depois.

- Amor à primeira vista. – Ele falou.

- O que?

- Amor à primeira vista. – Repetiu. – Ele está apaixonado. Sabe como é, ele ficou com os hormônios à flor da pele ao ver aqueles seios. – O olhei incrédulo. – Confesso que até mesmo eu fiquei... – Limpou a garganta.

- Ei! – Bati em seu rosto. – Eu estou tentando entender! Não me diga que meus dois irmãos estão de olho em Elizabeth! Eu coloquei os olhos primeiro.

- Se acalma! Não estou de olho nela. Já tenho a minha. – Arqueei uma sobrancelha. Zeldris nunca apareceu com uma namorada. Então, o que significa “Já tenho a minha”? – Ele está gamado nela. Apenas. Mas, assim, é bobagem. A gente já passou por essa fase, sabe como é quando nos deparamos com uma mulher bonita ao vivo. - Resolvi permanecer calado, apertando os botões ligeiramente. – Posso voltar para o meu banho? - Concordei com a cabeça.

 

*

A campainha foi acionada e esperei qualquer alma viva aparecer para atender. Continuei deitado no sofá, olhando para o teto, imaginando: Como seria minha vida se eu namorasse Mamie Van Doren? Feliz ou muito feliz?

- Você não vai atender, não, é? – Zeldris já estava vestido. Abriu a porta brutalmente. – Ah. É você. – O moreno deu meia volta, deixando a porta aberta, seguindo caminho até a cozinha. A voz grossa invadiu meus ouvidos em um grito. Ele correu em minha direção, saltando no sofá.

- Capitãozinhooooo. – Cantarolou. – Está me devendo uma! Suzy veio me cobrar sobre você. Deixou uma gata daquelas esperando no andar de cima, sério mesmo?

- Minha cabeça estava cheia de coisas.

- Sua cabeça estava cheia, bebê? – Disse irônico. – Cadê o Meliodas? Você não era assim. Botava o olho em uma gostosa e fodia ela de jeito. Sem antes, claro, de engana-la com as promessas falsas. Você era um dos piores! Quer dizer, um dos melhores! Todas querem um pedaço. Mas, o que está acontecendo ultimamente?

- Que tipo de conversa é essa? – Tentei fugir do assunto.

- Nunca mais saiu com nenhuma mulher, Capitão. E é muito raro encontrar você nas festas. Sua vida virou aquela catarrenta da Betty.

- Está com ciúmes, bebê? – Ironizei, usando o apelido utilizado pelo mesmo minutos atrás.

- Não. Só estou preocupado com sua reputação, que consequentemente vira a minha.

- É uma questão bem egoísta, sendo assim.

- Egoísta da sua parte! Está apaixonadinho pela disléxica Betty? Olha, um novo apelido! Você prefere disléxica ou monstruosa?

- Eu prefiro respeito. – Falei e me levantei do sofá. Estava farto dessa conversa.

-  Foda-se o seu respeito por aquela aberração. O seu prazo está acabando. Zaratras disse que se não cumprir com o combinado dentro de algumas semanas, a aposta vai para outro cara.

- Não! – Meu estômago embrulhou em imaginar outro sujeito encostando em Elizabeth. Não deixaria outro alguém quebrar aquele coração. – Vou fazer. Preciso de só mais alguns dias.

 

*

E então, meus “alguns dias” se passaram. Minha ficha foi caindo aos poucos, junto com minha noção. Não poderia perder esse dinheiro e não poderia deixar um babaca de primeira classe e nariz empinado bagunçar com a vida de Elizabeth. Escanor me serviu outra bebida.

- Parece atordoado. – Ele falou. Balancei a cabeça, sem uma resposta em mente ou em voz. Não sei. O sorriso brotou na face do mais velho e senti dois braços me rodearem aos poucos. Seu rosto fora apoiado em meu ombro.

- Quanto tempo. – Depositei um selinho nos lábios avermelhados. Usava um vestido vermelho, diferente dos outros rosas. Os cabelos estavam um pouco mais lisos que o normal. Como de costume, estava linda.

- Você sumiu e eu nunca correria atrás de você, Demon. – Sorri com a resposta. Como eu estava sentindo falta desse tom, dessa voz e dessas alfinetadas. Tão delicada.

- Novidades? – Perguntei, fitando a garota sentando-se no banco ao meu lado.

- Voltei com Mael, recuperei minha nota na matéria de química, adotei um gatinho e não estou mais gripada. – Senti uma pontada ao escutar sobre a volta dos dois. Reataram. Mas, como? – E você?

- Bem... – Pensei, cheguei à conclusão nenhuma. – Não fiz muita coisa nos últimos tempos.

- Você não fez muita coisa nos últimos anos. – Sugeriu, dando uma golada no copo de suco, que Escanor colocara em cima da bancada.

- Como reatou com o babacão? Ele sobreviveu depois da surra que levou? – Ela revirou os olhos.

- Ele chegou chorando em minha porta, falando que não conseguia viver sem mim e que sabia que você estava mentindo.

- Que frouxo!

- Ele me pediu perdão. – Ela riu de relance.

- E você aceitou?

- Se estou com ele, então, sim. – Se aproximou, puxando a gola de minha camisa. Como eu gostava de ficar naquela posição, colado a ela. – Odeio admitir, mas, senti sua falta. – Sussurrou rente aos meus lábios. Sorri malicioso, ao vê-la daquele modo. Posicionei minhas mãos em sua cintura, descendo até sua bunda, apertando o local. – Não passe dos limites, Demon. – Ela se afastou, colocando a mão direita na barra amostra do sutiã, puxando de lá um canivete. Esse era dourado. – Arrumei um novo brinquedinho, já que tirou o meu. – Soltei um sorriso sagaz. Que perdição de mulher. Puxei-a pela cintura.

- Vou repetir, garotinha: crianças, não podem brincar com armas. – A apertei mais rente a mim.

- Não me importo com o que crianças podem ou não podem brincar. - Guardou o canivete novamente. - Deixe de enrolação, me beije logo. – Não demorou muito para que as bocas se encontrassem. Olhos fechados, línguas grudadas e meus braços entrelaçados em sua cintura. O beijo se tornou necessitado, inconscientemente minhas mãos apertaram mais sua cintura e a garota nos aprofundava mais e mais. A última coisa a se fazer. A falta de ar se fez presente e nos afastamos, com um sorriso ferino em ambas as bocas.

- Está virando uma mocinha abusada.

- É porque só você sabe como me beijar direito.

- Olha ela alfinetando o namorado broxante bem na frente do amante. – Rimos.

- Somos maldosos. – Ela disse.

- Somos realistas. – Passei a mão sobre a franja prateada, a afastando para o lado. Pude ver o olhar heterocromático, pude ver a minha cor favorita. Um laranja, que é muito grandioso para ser denominado “laranja”.

- Pare de me olhar assim.

- Assim como?

- Apaixonado, bobinho. – Sinto como se já tivéssemos tido essa conversa antes. – O que achou do meu canivete novo? – Perguntou animada.

- Ameaçador.

- E do meu vestido novo?

- Você fica linda de rosa. Mas, não fica nada mal de vermelho. – Ela sorriu.

- Elizabeth, será que pode dar uma pausa no flerte com o americano gostosão e me ajudar aqui na despensa? – Escanor segurava algumas caixas. Ela seguiu até o mesmo, depois de dar-me um selinho demorado. Senti meu celular vibrando no bolso. Era Zeldris.

- O que aconteceu? Estarossa está bem? – Atendi a chamada, propondo o que possivelmente seria sobre.

- Sim, ele está. – Fungou. – Eu... Fui limpar alguns armários aqui de casa... – Outra fungada. – Achei umas caixas, tinham fotos da mamãe nela. Vestidos guardados, livros dedicados, cartas, tudo da vida dela. Não jogaram fora. Não jogamos fora. – Fiquei sem palavras. Meu irmão estava chorando. Eu deveria chorar também? Quando mamãe morreu, eu só... tentei isolar tudo a minha volta. Não queria sentir aquilo.

- Zeldris, eu...

- Não precisa dizer nada, eu só... Queria que soubesse. Onde você está?

- Estou no bar, com Elizabeth.

- Vocês estão namorando? – Assoou o nariz em algum pano.

- Não. Somos amigos. Apenas.

- Amigos que se pegam?

- Amigos que se pegam.

- Já foram para a cama?

- Não, mas estou cruzando os dedos para que isso aconteça.

- Boa sorte. Tome cuidado e não demore para voltar para casa. – Desligou.

- Quem era? – Elizabeth firmou seus braços ao redor de meu pescoço e automaticamente, minhas mãos foram parar em sua cintura.

- Zeldris.

- Aconteceu algo?

- De importante? Não. – Ela deu de ombros.

Alguns minutos se passaram e seus lábios macios já estavam fechados em volta de minha língua, sugando para dentro, finalizando o ósculo. Lhe lancei um sorriso rápido, voltando a tacar-lhe outro beijo. Elizabeth soltou um suspiro e apertei sua cintura entre meus dedos, puxando-a para meu colo. Senti os dedos gelados subindo por debaixo de minha camisa, trazendo-me arrepios. Grunhi um pouco alto ao sentir seu joelho entre o vão de minhas pernas.

- Você é uma cretina. – Ri de escárnio, quando senti os dedos da mais alta apertando a ereção. – Uma grande cretina, Liones. – Curvei meu rosto em seu pescoço, chupando o local. Senti a respiração de Elizabeth falhar.

- Estamos em público, Meliodas. – Sussurrou em meu ouvido.

- Então, vamos para outro lugar. – Teria ganhado minha noite.

 


Notas Finais


Eae, rapaziada. Então, tive que fazer algumas alterações na história original do Meliodas e da Elizabeth no anime. Mas, tudo okay.
Mael é gado de+. Às vezes fico mal por coloca-lo nessa posição dentro da fic. Mas, muitas coisas ainda acontecerão, hihihi.
Até o próximo capítulo! (que sai amanhã)


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