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História Betty en New York: Sem o plano - Capítulo 57


Escrita por:


Notas do Autor


PARA TUDOOOOOO! CAPÍTULO BABADADO QUE SÓ PELA FOTO CEIS JÁ IMAGINA NÉ!? KKK

- Dica; A narração desse capítulo está um pouco complexa pois é descrito locais e tempos diferentes em duas perspectivas. Então leiam com bastante calma e prestando atenção nos negritos para não se perderem! 😍 😍

Besos e espero que entendam kkk

Capítulo 57 - Bem vindo!


Fanfic / Fanfiction Betty en New York: Sem o plano - Capítulo 57 - Bem vindo!

O sol lentamente iluminava o quarto por meio da persiana semifechada e juntamente com o barulho de buzinas do trânsito movimentado de Manhattan, fez Armando começar a se despertar. Seus olhos abriam e fechavam demonstrando uma preguiça de acordar, umas dessas vezes ele pôde ver Beatriz ao seu lado, e um sorriso se apoderou de seu rosto. Já totalmente desperto ele a admirava, Betty dormia profundamente aninhada no corpo dele, suas pernas se entrelaçavam e ela estava com as mãos em seu peito.

Ele leva sua mão no cabelo dela lhe fazendo carinho e cochicha: – Minhas Bettys... Só minhas... – sorria admirado.


Beatriz continuava em seu sono profundo e pesado, sem querer acordá-la, Armando começa com sua saga de tentar sair dali sem que ela se desse conta. Queria preparar um café da manhã especial e com muito custo ele consegue sair, levantando o braço dela lentamente e deixando sobre a cama. Seus pés se afastavam dos dela com muita destreza enquanto pausava sua respiração. Livre, ele veste somente uma calça moletom e sai do quarto andando nas ponta dos pés.



...



Na cozinha, ele começava sua tarefa de preparar algo decente para sua noiva e filha que logo, logo iriam acordar famintas. Ele resolve fazer algumas panquecas, preparava tudo com agilidade provando os sabores e até levando o dedo na boca ao se queimar. Depois de tudo pronto, Armando observava a mesa preparada com os dois pratos, suas mãos na cintura ele diz para si mesmo: – Está faltando... Isso não é o suficiente! – coçava a cabeça – Pensa Armando! Pensa...



- JÁ SEI! – se empolga sorrindo para o nada, como se tivesse tido uma ideia genial. Ele começava a pegar todas as frutas e iogurtes da geladeira. Lavava sorridente e picava tudo, em uma maçã Armando tentava fazer formatos de coração e acaba rindo sozinho pelo seu desastre. E por último faz um suco natural de laranja deixando sobre a mesa colorida.


- Agora sim! – esfregava as mãos em sinal de dever cumprido

Apesar de estar com fome ele resolve esperar por Betty, olhando no relógio ainda era cedo e podia deixá-la descansar por mais tempo antes da consulta.


Pensar sobre isso o deixava ansioso, estava extremamente feliz em tê-la em seu apartamento e saber que em breve isso seria rotineiro e logo com uma criança a caminho, era um sonho, um sonho que ao mesmo tempo que o deixava ansioso, lhe dava medo... Medo não ser um bom pai, medo de errar.


Ainda com esses pensamentos, ele resolve agir... Se tinha algo que Armando tinha certeza era que sua vida agora pertencia a Betty e sua filha... Pega seu laptop e senta na outra ponta da mesa, tomando um pouco do suco ele começava a pesquisar em sites de imobiliárias: – Vamos ver o que encontramos por aqui... – clicava em diferentes anúncios.


...



Beatriz acorda com o barulho do próprio estômago. Estava faminta!... Na noite anterior tinha comido muito com suas amigas, mas logo havia passado mal... E bom, o resto da noite suas energias ficaram escassas.


Procurava por Armando e sem sucesso ela se despertava completamente, olhando em sua volta confirmava que ele não estava ali. Um cheiro muito gostoso adentrava suas narinas e o estômago de Betty voltava a gritar. Ela ergue o lençol que a cobria e se olha completamente nua: – Espere meu amor... Logo vamos comer ahh! – se levanta e pega a primeira blusa que vê no caminho, um moletom azul de um time de basquete que a cobria até o joelho. Ela desce as escadas ansiosa por descobrir se esse cheiro era mesmo daquele apartamento ou se era sua imaginação.

Assim que ela se aproxima, reparava que Armando estava quieto e bastante concentrado no computador, tanto que não havia percebido sua presença. Ela continua indo em sua direção, parando atrás dele a sua curiosidade lhe fez focar na tela do computador. Viu que ele estava pulando fotos de uma casa, a cada cômodo, Beatriz se encantava com tantos detalhes e cores. Ao passar por um cômodo de quarto infantil, ela não consegue se conter e solta uma leva expressão de felicidade, fazendo com que Armando se vire para olhá-la.


- Meu amor?... Não sabia que já tinha acordado.

- Eu percebi... O que está vendo aí? – pergunta curiosa apontando para o computador.


Armando sorrir estica seu braço para buscá-la, admirando seu look despojado ele sorria a conduzindo para o seu colo.


- Estou olhando nossa possível futura casa! – lhe mostra um sorriso animado e a beija. Passava seus olhos dos pés a cabeça de Betty, ali perfeita sentada em seu colo, ele a contemplava – Adorei esse novo look... – disse passando sua mãos na coxa dela e subindo lentamente, mordia os lábios.


Betty o para colocando sua mão por cima da dele, apesar daquilo ter lhe causado um efeito em seu corpo, ela realmente estava com fome e curiosa a respeito daquelas fotos.


- Eu sei que adorou meu amor... Mas agora só quero comer e ouvir mais sobre essa futura casa – sorria o acariciando no rosto.


- Tudo Bem!... Para sua sorte eu serei um ótimo marido e fiz esse delicioso café para as minhas duas mulheres mais lindas e preferidas do mundo! – ele ergue o braço convencido apontando para a mesa farta de comida.


- Está tão lindo! Obrigada meu amor... E sendo menina ou não, nós estamos com fome ahh! – Betty se levanta do colo de Armando e ambos tomam o café da manhã juntos, trocando sorrisos, beijos e beliscando as panquecas um dos outros. Era como se o tempo parasse para suas gracinhas e olhares.

 

Terminando de comer, Betty exige ver as fotos das casas. Ela procurava a que tinha visto antes dele perceber sua presença.


- ESSA!... AQUI... – apontava para a foto do quartinho.


- Ah! Eu também gostei muito... E o interessante meu amor é que está em ótima localização, está vendo? Não muito longe da V&M e nem da casa dos seus pais, está perto do parque as crianças podem brincar...

- “AS”?

- Sim meu amor... Eu prometi pro seu Deme hahaha! – apontava pra ela sorridente.

- Ok... No próximo você carrega por 9 meses, você faz xixi a cada segundo, você fica com vontade de bater e abraçar todo mundo em questão de segundos!

- Ei, ei, ei! Tranquila, tranquila... – Armando tentava se defender erguendo as mãos rendido.

- Está vendo? Queria te bater, mas agora com essa carinha sua só quero pular nos seus braços e amá-lo como nunca – o encarava olhando fixamente nos lábios dele.

- Hmmm dessa ideia eu gostei muito! – sorria animado. Ele se levanta e vai até ela.

Betty desvia dele com dificuldade, se levantando da cadeira: - Nada disso!... N-não terminamos de ver a casa e  você estava me dizendo das qualidades... Continue.


Ele solta uma respiração desapontado e volta a sentar, Betty senta no colo dele novamente e eles estudavam a possibilidade daquela ser a escolhida. Depois de muita pesquisa e comparações eles tomam a decisão entre três casas, ligam para imobiliária e marcam uma visita o mais rápido possível.


- Então é isso? – ela conclui empolgada e olhando para Armando –... Estamos mesmo escolhendo NOSSA casa?... Ou estou dormindo e isso tudo é um sonho?


- É um sonho Betty... Mas é um sonho real! Estamos realizando ele todos os dias...


- Aaaaain! Te amoooo! – ela se empolga e mexe as pernas, balançando-as como uma criança que acabara de ganhar doce.


Armando segura as pernas agitadas dela e a beija apaixonadamente, em seu colo, Betty o retribuía levando suas mãos no pescoço dele e aprofundando seu beijo, explorava cada centímetros daquela boca que tanto desejava.


- Ainda está com aquela vontade louca de me amar? – ele a pergunta assim que separam seus lábios.


Beatriz colava sua testa na dele e sorria: – Sempre quero amá-lo Senhor Mendoza!... Mas temos tempo? – ela olha o relógio 06h30. 


Ele faz o mesmo e responde dando de ombros: – Tenho certeza que o doutor não vai se importar com alguns minutos de atraso... – disse acariciando novamente as coxas de Betty em seu colo, ele observava seus movimentos lentos e sentia cada arrepio que sua carícia provocava nela. Betty sentia seu corpo estremecer e com dificuldade ela se levanta.


- Eu não acho uma boa ideia... Mas irei tomar um banho e talvez... Hmm... se formos os dois estaríamos nos arrumando juntos e claro usando o tempo a nosso favor aah! – sorrir encolhendo-se e apontando seu dedo para Armando.


- Aaa como eu amo minha noiva responsável! – ele a puxa pela cintura e a ergue em seu colo, suas mãos sentia que Betty não usava nada por baixo daquele moletom, um desejo incontrolável se apoderou dos corpos do dois e no banho, eles se amaram novamente. Sem ter a mínima ideia de que aquela seria a última vez, tanto naquele apartamento e como noivos.



...



( NO HOSPITAL; 07H30) 



Beatriz estava deitada na cama do hospital, esperava ansiosa apertando a mãos de Armando, que estava ao seu lado. Suas mãos estavam igualmente gélidas e trêmulas.


- Como está se sentindo Betty? – pergunta Rose sorridente ao rever sua amiga.

- Nervosa ahh!...

- Eu imagino, mamãe de primeira viagem né – sorrir enquanto deixava a barriga de Betty exposta. Enquanto passava o líquido gelado ela volta a perguntar – Mas eu quis dizer, como anda sua saúde?

- Estou bem, só sinto alguns enjoos, mas é só quando me estressam aah! – ela olha pra Armando.

- Eii! Nada disso! Não estresso ninguém señorita, você que anda toda maluquinha hahaha! – ele apontava pra ela sorrindo. E Betty fecha a cara emburrada.

- Hahaha! Isso é normal não se preocupe Papai ela vai ficar assim por algum tempo. Mesmo assim faremos alguns exames rotineiros para descartar qualquer coisa... – ela pega o aparelho e começa a passar lentamente na barriga de Beatriz, os três olhavam para a tela ao lado procurando por algo.


- Cadê? – Armando perguntava ansioso apertando mais as mãos de Betty.


Rose sorria e continuava seu trabalho. Logo, um som de batidas rápidas se apoderaram de seus ouvidos. Em questão de segundos os olhos dos dois já estavam esbanjando lágrimas, eles se olhavam e a visão embaçada um do outro viu que ambos sorriam.


*Tum, tum, tum, tum, tum, tumtumtum!


- Is-Isso é?...

- Sim Betty... São as batidas desse coraçãozinho – Rose responde também emocionada.

- É tão rápido! – Armando diz surpreso.

- Sim... E aqui está seu bebê! Tentou esconder da gente haha! – ela apontava para uma pequena forma na tela.

Betty e Armando forçavam para ver alguma coisa, mas ambos não entendiam nada. Betty sentia que seu coração poderia sair pela boca a qualquer momento, estava extremamente feliz e aquele som se transformou no melhor da sua vida, era como se decorava cada batida, como se fosse uma música daquelas que tocam a alma. Sem conseguir falar, ela tentava ver seu bebê, olhava para Rose confusa, limpa as lágrimas  e voltava a olhar a tela tentando ver. Estava quase gritando.


- Não vejo nada! – enfim Armando confessa.


Rose sorri e aproxima mais a imagem, ela explica onde estava e assim que a imagem é percebida pelos dois, uma onda de emoções enchiam seus corpos. Armando abraça Betty sorrindo e soltando todas suas lágrimas.


- Obrigado Betty... Obrigado! Meu amor... Te amo, te amo, te amo pra sempre! Eu amo vocês, ai meu Deus! Não consigo para chorar! – se declarava apertando-a em um abraço amoroso, ouvia os soluços de Betty, ela não conseguia responder e apenas o apertava retribuindo todo o gesto.


- Querem saber o sexo agora?


Eles se separam limpando suas lágrimas e voltando a entrelaçar suas mãos, os dois se olham sorrindo e concordam com a cabeça para a enfermeira.


- Ainda é muito pequeno e está tímido com as perninhas fechadas haha olhem! – ela aponta para o local. Será preciso despertá-lo desse delicioso soninho... – Rose começa a massagear a barriga de Betty no local onde o bebê estava aconchegado.


- Meu amorzinho?... – Armando a chama se debruçando para próximo a barriga de sua noiva. Sorrindo ele continua sua tentativa de acordá-la –... Anjinho do papai... O que acha de mostrar pra mamãe que você é uma linda mocinha? Hein?!... Vamos lá eu sei que consegue meu amor!

... 

- UAUU! Mexeu? Eu senti alguma coisa!


- Sim, ela acordou hahaha!... Vamos lá... Hmm só abre as perninhas agora – Rose se concentrava nos movimentos lentos da criança e assim que obteve um ângulo bom ela pausa a imagem na tela, seus olhos se surpreende ao ver aquilo, olha pro casal de ansiosos ao seu lado e juntando toda sua emoção ela continua –... PARABÉNS!.... É UMA MENINA!


- Armando se derrete ao ouvir a comprovação, era como se isso provasse que todo aquilo que viu meses atrás enquanto estava naquele chão desesperado e sentindo que iria morrer, não fosse um sonho qualquer e sim uma visão, como se fosse graças a isso que ele não desistiu...


- M-meu amor? – Betty o chama emocionada, tirando-o de seus pensamentos – Porque está surpreso?... Você sempre soube – ela sorrir enquanto sentia suas lágrimas escorrem por suas bochechas.


- Porque é ela... Sempre foi ela... É possível morrer de amor? Porque estou morrendo aqui Betty... – ele sorriu e volta a abraçar sua noiva.


Com o rosto no ombro de Armando, com seus corações agitados e unidos, ela sentia o mesmo que ele. Uma sincronia que agora está presente em mais coraçãozinho... : – Não morra de amor... Precisamos de você – ela responde apertando seus olhos enquanto sentia aquela sensação invadir todo seu ser.


- Muito lindo Betty... Parabéns! – Rose a abraça assim que ela se separa de Armando –... Fico muito feliz de acompanhar essa história de vocês... Parabéns, nunca me envolvi tanto com uma paciente como foi com vocês. Acho que sua quase morte teve a ver com isso Senhor Armando haha! – ela olha pra ele sorridente – Parabéns também, Papai – o abraça.


Os dois agradecem a enfermeira com sinceridade e um sorriso amigável.


- Bom, vou buscar os resultados dos exames e imprimir essas fotos da filha de vocês... Aguardem – Rose sai do quarto.


- É UMA MENINA! – Betty volta a se empolgar enquanto se levantava da cama.

- SIIIIM!... Minha mini Betty! – ele sorria.

- Preciso ligar pros meus pais... Ainnn já até imagino o que papai vai falar, estou até com medo de ter um ataque ahh!

- Ele ficará muito feliz tenho certeza disso Betty... Também ligarei pros meus! – ele a beija na bochecha e pega o celular.


Um em cada canto do quarto contavam animados e novamente emocionados. Uma empolgação que fazia seus olhos brilharem só de tocar no assunto. Entre conversas  seus olhos se encontravam naquele quarto e continuavam a contar para seus pais sobre a neta que os aguardavam, ambos se olhando e sorrindo, eles compartilhavam o que agora se transformou na razão da vida de ambos.



- NICO! Preciso contar pra ele... – ela volta ao telefone.


Armando concorda de longe e assim que termina a chamada com seus pais ele resolve ligar para Ricardo.


De primeira, foi levado direto na caixa postal. Armando estranha o fato, pois seu amigo sabia que hoje seria a revelação e que ele ligaria.


- Idiota deve está dormindo depois da bagunça de ontem! – resmunga e volta a discar seu número. Novamente, caixa postal. Resolve tentar o telefone de Marcela;


ARMANDO: Marcela? Bom dia... Queria falar com Ricardo, mas ele não atende e eu estou aqui no....

MARCELA: A-ARMANDO?... AI MEU DEUS ESTAVA PARA TE LIGAR AGORA!! PRECISO DE VOCÊ!

ARMANDO: Marcela? ESTÁ TUDO BEM?? OQUE ACONTECEU??

MARCELA: Não sei... Estou com dores, não consigo levantar! Acho que é contrações e está muito forte... AAAAAAAIIII!... A-AR-ARMANDO?! POR FAVOR! VENHA ME BUSCAR... EU NÃO SEU ONDE ESTÁ AQUELE DESGRAÇADO DO RICARDO QUE NÃO ME ATENDE... POR FAVOR... AAAAAIII!... ESTOU COM MEDO.... MEDO DE PERDER MEU FILHO... ARMANDO?... ARMANDO?


Armando corria desesperado pelo quarto, ele tentava explicar ofegando para Beatriz. Ela não o entendia e uma euforia preencheu o quarto. Ele coloca novamente o celular no ouvido e responde Marcela desesperado:


ARMANDO: MARCELA? AGUENTE FIRME!!... ESTOU INDO AÍ!... VAI FICAR TUDO BEM... POR FAVOR AGUENTE FIRME!

Desliga o telefone e recolhe suas chaves do bolso. Vai até Betty desesperado, ela não entendia o que estava acontecendo e implorava por explicações, mas Armando estava com pressa e apenas lhe dá um abraço rápido: - Te amo!... A Marcela... P-preciso buscá-la... ME ESPERE AQUI!


Armando sai do quarto correndo desesperado ele passa por Rose que volta com alguns papéis na mão, ela se assusta com a expressão que via no rosto dele e a pressa a assustou.


- Betty? O que aconteceu?


- Não sei... Acho que foi a Marcela... – Beatriz cruza os braços encolhida, ela sentia medo. Medo de algo ruim acontecer. Rose, percebendo sua insegurança  e lhe abraça.


- Vai ficar tudo bem...





(HORAS ANTES – RICARDO...  )



Era cedo e Ricardo esperava em seu carro o semáforo dar o sinal para que ele pudesse partir, ele pega seu celular e olha as horas, 06h:30... Queria ligar para Marcela, mas sabia que nesse horário ela ainda estava dormindo, suas mãos tremiam e ele não entendia o motivo, observava a foto dela e lhe dava carinho pela tela do celular... Ele então resolve se desconectar, desliga o aparelho e o jogo no banco ao lado. Estava ansioso, um milhão de pensamentos lhe perturbava. Voltando a dirigir ele sentia que estava vivendo outra vida, sabia que de uns tempos para cá esse novo Ricardo estava cada vez mais presente. Viver com a Marcela e com a ideia de que estariam juntos pra sempre era o que ele mais precisava, sabia que foi ela que o mudou, o amor verdadeiro que sentia estava cada vez mais transformando sua personalidade em alguém que era desconhecido pra ele. E isso lhe dava medo. Suas ideias começavam a se confundir e ele dirigia cada vez mais rápido, como se no seu subconsciente ele estivesse fugindo. Só dirigia sem rumo, sem ânimo...sem vontade de voltar... 




( AGORA – ARMANDO; 08h40 )




- MARCELAA? AINDA ESTÁ AÍ?... POR FAVOR SE AGUENTE ESTOU CHEGANDO! CONVERSA COMIGO... – Armando dizia com celular em viva voz no carro, estava desesperado enquanto dirigia até o apartamento dela, gritava para o trânsito que permanecia lento o enfurecendo mais ainda.


- E-estou aqui... – ela responde com uma voz fraca e baixa.


- Marcela... Conversa comigo por favor... Não desista, anda me diz alguma coisa... O que acha que me contar sobre aquele dia em que brincávamos de guerra de balão d’água?... Você se lembra?


-.....( *respiração fraca *)....


- Marcela?... Você se lembra? – ele repete tentando parecer calmo, suas mãos tremiam ao volante.


- ... S-sim... Eu me lembro Armando... Haha... Como poderia esquecer... Se essa é a minha melhor lembrança da infância... Eu, você Daniel e Ricardo se atacando como loucos... Malu só observava de longe enquanto meditava haha cof cof!


- Calma... Respire... Sim eu me lembro que só queria acertar o Daniel Hahaha...


-... E ele desviou... E...


-... Acertei você! – Armando sorrir sozinho em seu carro, como se revivesse aquele dia.


- Você me acertou... Ficou bravo com Daniel... Me defendeu e se desculpou um milhão de vezes hahaha... E foi aí que... Você me emprestou a sua blusa porque a minha estava toda molhada e Ricardo zombava de mim com meus pequenos seios Hahaha!


- Idiota!...


- Sim... Eu nunca te contei isso... Mas foi nesse dia que fiquei louca por você...


- Marcela...


- Eu sei...está tudo bem... Está chegando? Armando, preciso de você do mesmo jeito que precisei aquele dia... Não o sinto se mexer estou com medo, muito medo... Por favor me diga que ele está bem! 


- Marcela não chore! Pelo amor de Deus não chore!... Ele está bem, tenho certeza disso... (aperta a buzina) VAMOS SEUS DESGRAÇADOS!


- Armando?


- Sim?


- O que ia me dizer no telefone? Você parecia feliz...


- Agora não... Fique bem primeiro Marce...


- Me diga! Por favor...


-... E-eu e a Betty... Teremos uma menina...


-... (choro)... Pá-parabéns... Estou feliz por vocês...


- Cheguei! 


...


Armando chega no apartamento e corre ao encontro de Marcela, ele estava desesperado, nervoso e ao vê-la ali deitada, Armando ficou paralisado, não sabia o que fazer. Ele sentia suas entranhas saltitarem era como se acabasse de sentir o pior soco no estômago do mundo. Sua garganta estava seca e ranheta, engolindo em seco seus olhos percorriam pela cama, como se o tempo parasse ele avaliava a situação de sua ex noiva. Marcela estava deitava, seu rosto já não tinha uma cor aceitável, estava pálida e ao tocar em suas mãos a sentiu queimar de febre. Desesperado Armando tentava agir, ele puxa o lençol que a cobria e assustado, dar dois passos pra trás com as mãos no peito. Medo, era o que ele sentia, seus olhos fixavam aquela o sangue no lençol...


- A-armando?... Ele está bem não é mesmo?... Não o sinto... Ai meu Deus! Você também está com medo... Me diga!.... MEU FILHO ESTÁ BEEEM??


- M-Marcela... Vamos ao hospital... AGORA! – ele grita e a ergue em seus braços, estava pesada, mas ele não se sentia capaz de largá-la. Concentra seu medo, sua preocupação e agora sua raiva da ausência de Ricardo e a leva ao carro.


...



( ANTES – RICARDO; 07h40)



Estacionado, Ricardo esperava... Com seu rosto debruçado sobre o volante ele gritava. Gritava com sua voz rouca e os olhos chorosos, depois; batia suas mãos freneticamente no volante: - AAAHHHHH! SEU IMBECIL! VOCÊ É UM IMBECIL RICARDO CALDERÓN!... POR QUE SE SENTE ASSIM?? – gritava brigando consigo mesmo enquanto lutava contra o próprio carro – A Marcela... Você a tem... Não era o queria??... Por quê? Está com medo de uma criança?? Com medo de uma vida em que não seja um traste egoísta e sim um homem feliz com a mulher mais linda do mundo??!... MEU DEUS O QUE DEU EM MIM???!


Um homem bate no vidro do carro e Ricardo abre tentando se recompor: - Está tudo bem senhor? Não vai entrar?


Respira fundo e responde: - Sim... Ainda estão recebendo visitas?


- Sim senhor... Venha me acompanhe! – ele chama sorrindo educadamente e Ricardo abre a porta se retirando, arruma seu terno respira fundo e limpa suas lágrimas. O moço já estava andando em direção a entrada, porém Ricardo ainda se via paralisado em frente ao local. Seus olhos percorriam a sua volta, e percebendo que sua tentativa de fuga, seu medo o levaram até ali... Precisava saber o motivo. Seus olhos liam a placa escrita em um vermelho forte “ Hospital Psiquiátrico de NY”. Ele engole em seco e entra.


...



( AGORA – ARMANDO; SALA DE ESPERA DO HOSPITAL; 09h15)


- Vamos Ricardo ATENDEEEE!.... CADÊ VOCÊ SEU IMBECIL!? – Armando resmungava com a celular no ouvido e andando de um lado a outro.


- Armando? O que está acontecendo?? Eu vi a Marcela sendo levada as pressas pelos corredores! Por favor me explique estou muito preocupada, olha o seu estado! – Betty suplicava por respostas desesperada.


Armando a segura pelos ombros e com os olhos distantes ele contava tudo quase que se atropelando nas próprias palavras.


...



( ANTES – RICARDO; 07h50)



- Bom dia senhor! – a recepcionista o cumprimenta sorridente.

- Bom dia... Vim fazer uma visita – diz quase que sem abrir a boca.

- À quem?

- Rosária Calderón – Ricardo sente seu corpo estremecer ao pronunciar esse nome depois de tanto tempo.

- E você é? – a moça pergunta enquanto procurava alguns papéis.

- Sou filho dela, Ricardo Calderón.

- OK senhor Ricardo! Vou chamar uma funcionária para acompanhá-lo, aguarde só um minuto – a moça pega o telefone e disca um número.


Ricardo continuava parado, observava o local com curiosidade. Se direciona a um banco e pega seu celular. O observava, ele lutava contra a vontade de ligá-lo. A essa hora tinha certeza que Marcela já havia despertado, mas pensa melhor e o guarda novamente. Quando suas mãos adentram o bolso de sua calça, Ricardo sente o principal motivo do seu surto. Ele retira o objeto. Era uma caixinha vermelha, seus dedos a acariciava lentamente. Ao abrir ele admirava aquela aliança de noivado, a guardava à algum tempo. Porém somente agora, só nesse momento que havia se dado conta o quão sério era isso. “Estou mesmo preparado?” pensava consigo mesmo enquanto admirava algo tão pequeno e brilhante, mas que estava o deixando louco.


- Uau! É lindo... – uma funcionária comenta ao se aproximar dele. Ricardo guarda rapidamente em seu bolso e se levanta.


- Desculpe... Não queria ser inconveniente, venha me acompanhe, vou levá-lo ao quarto a Dona Rosa.

- Rosa?

- Sim, aqui a chamamos assim... Eu  não sabia que ela tinha um filho. Bom, as vezes ela fala sobre uma criança, mas sempre pensávamos que era mais um delírio.


Ricardo fica em silêncio. Ele apenas andava e observava o local, aquilo era triste. Haviam muitas pessoas a maioria idosas. Mudou seu olhar para uma mesa onde tinha um senhor de aproximadamente 70 anos, ele ria para o prato de comida em sua frente. Outra mesa, tinha uma senhora rezando enquanto duas de suas companheiras discutiam algo.


- Chegamos! – a moça para em frente a uma porta e muda seu semblante em direção a Ricardo –... Devo dizer que a alguns dias o quadro de amnésia dela aumentou consideravelmente e é provável que ela não te receba muito bem... Sinto muito – abaixa a cabeça.

- Tudo bem, obrigado – ele agradece e entra no quarto.




( AGORA - ARMANDO; HOSPITAL; 09h20)

- Se acalme meu amor... Vai dá tudo certo – Betty tentava manter Armando sobre controle. Ela lhe entrega um copo com água e o acariciava nas costas.


Armando tomava tudo com as mãos trêmulas e deixando gostas escorrerem por sua roupa.


- Estão demorando... Betty, estou com medo meu amor... Eu disse pra ela ia ficar tudo bem, mas depois que a vi – ele tampa os olhos –... Não sei mais... Eu não sei!


- Você não mentiu Armando. Está me ouvindo? Vai ficar tudo bem, foi só um susto... Só isso!


Armando a abraça.


- Senhor Mendoza? – Dr. Ramos chama interrompendo o abraços dos dois.

- Sim? – ansioso – Como ela está? E o bebê?


- Você é o pai?


- Não... Mas sou da família, por favor me diga... – Armando suplicava angustiado.


- Os dois estão bem...Por hora... Ela agora está desacordada, perdeu muito sangue e os remédios são fortes. Marcela teve um início de aborto... Acontece que seu colo do útero já não suporta segurar a criança e devemos tirá-la...Mas isso pode ter um risco à mãe... E Preciso da assinatura do pai para realizar uma cesariana e digo que quanto mais rápido for, mais chances temos...


Armando leva sua mão na testa com força: - Aquele desgraçado não atende!!... Olha, eu conheço essa mulher a minha inteira, ela foi minha irmã, minha melhor amiga e minha noiva... Me deixe assinar isso e você trás ela e seu filho saudáveis!


- Sinto muito... São os procedimentos, somente o pai pode assinar sobre os riscos de seu filho. Se Marcela não acordar, o que provável que não acorde por agor, somente o pai poderá assinar...


- ENQUANTO ISSO VOCÊ VAI DEIXÁ-LO LÁ? SE É PRECISO QUE O TIRE... FAÇA! VAI DEIXAR UMA CRIANÇA EM RISCO POR UM SIMPLES PROCEDIMENTO?? POR DEUS!


- Armando... – Betty o segurava.


- Sinto muito senhor... Iremos aguardar para ver se ela acorda – ele olha pra Betty – Sinto muito... – se retira.



( ANTES – RICARDO; 08h00)




Ricardo andava pelo quarto levemente iluminado, sentia um vazio naquele lugar que doía em sua alma. Se aproxima da mulher que estava sentada em uma poltrona, ele se senta ao seu lado devagar e tentando evitar fazer barulho, só queria vê-la.


- Oiii – ela se vira percebendo sua presença.


- O-Olá!

- V-você é... Meu marido?... – sorria com um brilho nos olhos admirando-o – É você meu amor?... Voltou por mim e pelo pequeno?

Ricardo se emocionava: - N-não mamãe... Não sou seu marido. Sou seu filho, Ricardo.

- Ri... Ricardo – ela tocava o queixo pensativa – Você se parece muito com meu marido.

- Sim, pareço com o cara que nos abandonou como lixo sem nada! – resmunga desviando o olhar – E mesmo assim você ainda lembra dele.

- O que aconteceu meu filho?... Está triste? Te vejo triste – ela sorrir e leva suas mãos para tocar o rosto de Ricardo. Ele se assusta de início, mas logo se rende ao carinho.


- Estou bem...


- Não me parece bem. Sabe, aqui eles fazem um chá perfeito para tristeza, dizem que cura até dor de amor! – ela tampa a própria boca soltando algumas risadinhas.


Faz um minuto de silêncio e ela para de rir, seus olhos distantes e confusos fixaram-se nos de Ricardo: – Olá!... O que faz aqui?


- Sou eu Ricardo seu...


- Ricardo? – surpresa ela pega uma pequena foto em seu bolso e olhava pra ela e pro homem em sua frente –... É você mesmo meu amor? – sorria emocionada. Ricardo via uma felicidade em seus olhos, e não teve forças para negar novamente. 


- Sim... S-sou eu...


Ela pula nele para um abraço: - Senti tanta saudades!... Que bom que você voltou... – ela o solta e volta a se sentar, pega outra foto e entrega para Ricardo.

- Esse é o nosso menino... O pequeno Rick... Não é lindo?

- Sim – engole em seco vendo sua própria foto. Saber que ela a guardava o deixou emocionado. Parecia que sua mãe esperava por esse encontro como nunca.


- Estou feliz que voltou... Mas, por que você fugiu?...por que não nos disse nada? Chorei tanto meu amor, tanto! E o Rick ahh como ele sofre!... É tão pequeno, esses dias mesmo o vi chorando no quarto enquanto rezava por sua volta.


Ricardo ouve aquilo liberando suas lágrimas, ele lembrava desse dia, mas não fazia ideia que sua mãe o tinha visto.


- Eu te amava? – ele pergunta ansioso.


- Claro que amava! Sempre nos amamos meu querido... Eu acho que talvez não fui muito legal com você e tudo bem! Eu te perdoo por ter ido... Mas não faz de novo ok?


- Na verdade... O nosso Rick cresceu! Ele está bem grande meu amor e vai ser papai... Mas ele tem medo, tem medo de ser como eu. Ele a ama e tem medo de decepcioná-la como eu fiz com você! – Ricardo pega a caixinha em seu bolso – Ele quer ser feliz, mas sente que ninguém seria feliz ao lado dele... Nosso filho... – ele olha pra sua mãe com os olhos afogados em lágrimas e confessa –... N-nosso filho tem medo de ser como eu fui! 


- Não, não, não! Meu Rick nunca fugiria!... Ele é forte! Eu sei disso porque foi ele que me ajudou quando você se foi... Um garotinho que ajuda a mamãe não fugiria de algo tão lindo!... Se ele disse que a ama é porquê ele a ama e fará tudo por ela e pelo seu bebê, será feliz com uma família linda assim como ele sempre dizia quando era pequeno!


- Tem razão!... Ai meu Deus! Mamãe a senhora tem razão! Me perdoe, me perdoe por sumir, perdão! Eu te amo... – ele a abraça efusivamente apertando-a contra seu peito. Ela se assusta e um momento de lucidez lhe ataca enquanto sentia aquele calor tão familiar, em prantos ela diz: – Rick?... Meu filho? É você não é?


Se afastam: – Sim mamãe...


- Não sei quanto tempo me resta, mas se veio por conselho... Enfrente esse medo! Seja o homem que esse garotinho sempre sonhou em ser... – ela aponta para a foto de Ricardo quando criança –... Sei que fará o certo! Eu te amo filho... Você está tão grande, olha que homem se tornou! – chorando ela o puxa novamente para um abraço. Um contato gostoso e seguro os uniam, ela chorava orgulhosa de poder ter tido esse momento. Ricardo não queria soltá-la, aquilo estava muito bom, era como se naqueles braços ele se sentisse seguro, como se todo seu medo de antes tivesse sumido.



- SOCOROOOOO!


-Mamãe?... Mamãe! – a solta assustado.


- SOCORROOOOO! SAIA DAQUI! MEU MARIDO ESTÁ CHEGANDO EM CASA!


- Mamãe?... Não, por favor volte!... Sou eu! SEU FILHO! SOU O RICK – Ricardo gritava a sacudindo, tentando trazê-la de volta.


Duas enfermeiras chegam no quarto e Rosária estava tendo um ataque de nervos, gritava tentando atacar seu próprio filho. Ricardo se afasta e a observava, via nos olhos dela um olhar triste, era como se não controlasse seu próprio corpo.


- Eu te amo mamãe... Prometo não te abandonar... – ele confessa ainda a olhando enquanto ela era tomada pelo calmante que lhe foi injetado.


Ricardo se retira do hospital quase que correndo, seu corpo se enchia novamente com aquela sensação de felicidade, em sua mente passava todo os momentos que teve nesses últimos meses com Marcela, desde da sua mudança. Só conseguia pensar nos dois, como se a ficha caísse que ele não era como seu pai, tentou sua vida inteira a não se apegar, não ser um amor de alguém e nem ter um amor. Não queria descobrir que era como ele. Mas agora, nada disso o atormentava mais. Estava ansioso pensar que em algumas semanas seu filho estaria nesse mundo o fez delirar de felicidade. Corria pelo hospital animado.


Chegando em seu carro ele olha novamente para sua caixinha vermelha, sorrindo e com o peito explodindo ele chega a uma conclusão: - Será hoje! Vou pedi-la em casamento! – leva sua cabeça para fora da janela e grita aliviado – EU VOU ME CASAAAAAAR!! HAHAHA!

Volta para o carro já era quase meio dia e antes de ir até Marcela ele resolve parar em uma floricultura, queria lhe fazer uma surpresa, um pedido descente.


...



( ARMANDO – HOSPITAL : ÁS 09h:30)


Armando tentava pela milésima vez ligar para seu amigo, sua fúria estava cada vez pior e o pensamento de que Ricardo tinha fugido era algo que o atormentava. A lembrança de tê-lo ameaçado quando descobriu do romance dos dois lhe voltou. Ele jurou que nunca a magoaria e agora no momento mais delicado e importante de suas vidas, Ricardo não estava e Armando estava a ponto de explodir com raiva, medo e insegurança.


O médico havia dado apenas mais meia hora de espera e Armando ligava de novo quase que perdendo as esperanças.



( RICARDO – FLORICULTURA ÁS 09H30)



Com o ramo das flores mais bonita do local em mãos, Ricardo sorria para o vendedor.

- Será essas! – cheirava – Tem o cheiro dela...


- São lindas Senhor... Tenho certeza que ela vai amar – o vendedor sorria enquanto cobrava no cartão de crédito. Ricardo digita a senha e ia se retirando, quando uma ideia lhe veio em mente, ele vira para o vendedor novamente e lhe pede um favor, enquanto retirava o celular do bolso.


- Pode tirar uma foto? – entrega o celular ao moço e faz uma pose mostrando as rosas.


- Está desligado senhor – o homem lhe devolve o celular.


- Desligado? – confuso ele pega e liga seu celular.


Assim que liga, milhares de notificações de chamada o assustou. Marcela, Armando, Betty, Roberto... Todos ligaram pra ele. Uma sensação ruim subiu pelo peito de Ricardo e sem saber o que fazer ficou paralisado. 

- Está tudo bem?


*o telefone toca novamente


Ricardo atende ignorando o homem em sua frente, era Armando e ele atendeu com uma voz falha torcendo para não ser o que estava passando em sua cabeça.


RICARDO: Alô?

ARMANDO: SEU DESGRAÇADO!... POR ONDE ANDOU?? ESTOU NO HOSPITAL, MARCELA PASSOU MAL E PRECISA DE VOCÊ! VENHA PRA CÁ AGOOORAAA!


Sem conseguir responde Ricardo retira o celular do ouvindo, as rosas em suas mãos caíram no chão quase que em câmera lenta. Ele corre para o carro como um louco desesperado. 


...


( NO HOSPITAL 09h50) - Agora. 




- MARCELA?... ONDE ESTÁ MARCELA??? – Ricardo chega desesperado. Ele perguntava para Armando gritando como louco – ONDE ESTÁ ELA? E O MEU FILHO?? CADÊ MEU MENINO???


- Calma!... RICARDO VOCÊ PRECISA SE ACALMAR! – Betty entrava na frente dele tentando fazê-lo respirar fundo.


- AGORA ESTÁ PREOCUPADO?? COMO OUSA SUMIR ASSIM? VOCÊ PROMETEU NÃO MÁGOA-LÁ! – Armando perguntava furioso querendo avançar em seu amigo. Betty o segura pelos braços eufórica.


- NÃO TEMOS TEMPO PRA ISSO ARMANDO! TEMOS QUE PENSAR NA MARCELA... RICARDO – ela olha pra ele ofegante – VÁ! VAI ATÉ O SEU FILHO! – apontava ao corredor e Ricardo foi desesperado.


- Se acalme Armando, ele chegou... Vai ficar tudo bem só temos que esperar... – Betty o abraça e Armando retribui soltando uma respiração pesada.


Os dois esperavam sentados lado a lado. Alguns minutos depois chegaram o Senhor Roberto e Margarita. Ambos estavam nervosos e descontrolados, Betty e Armando explicaram tudo e depois de muito esforço conseguiram os acalmar. Agora os quatro esperavam por notícias, ninguém respondia nada e o silêncio aumentava a tensão entre eles.



( DUAS HORAS DEPOIS)



Com a visão falha e embaçada Marcela tentava ver o que estava acontecendo ao seu redor, não sentia seu corpo da cintura pra baixo, e enquanto sua memória realinhava as ideias e seus olhos abriam e fechavam lentamente ela pensava em seu filho. Se acostumando a luz ela percebe estar em um quarto de hospital, curiosa e sem forças para se mexer ela procurava por alguém. Movendo seu rosto para direita, não via nada a não ser equipamentos médicos. Agora, virando-se para esquerda ela via Ricardo, solta uma respiração de alívio ao vê-lo. Ele estava de costas pra ela. Marcela tentava chamá-lo, mas não tinha forças. Forçou até que um feixe de voz lhe chamou a atenção, observando-o se virar ela percebe que ele o segurava. Ricardo segurava seu filho no colo, estava tão encolhido e parecia sentir medo de machucá-lo. Seus olhos se enchiam de lágrimas ao ver que tudo estava bem.


- Olá mamãe... – Ricardo se aproxima dela sorrindo emocionado. Andava lentamente, aquela criaturinha tão pequena e apressado para nascer estava dormindo profundamente em seus braços.


- Q-quero vê-lo... – Marcela tenta se mexer, Mas é repreendida por Ricardo.

- Shhh! não se esforce meu amor... – ele puxa com bastante cuidado uma cadeira e senta ao lado da cama dela. Ergue seu seus braços e coloca o Pequeno Rick nos braços de Marcela que chorava emocionada. Ele a abraça e acariciando o cabelo dela, olhava para seu filho.

- É tão pequeno... – Marcela comenta pegando naquelas mãozinhas delicada e sorrindo.


- Sim... – concorda sorrindo e pegando na outra mãozinha de Rick. Depois ele beija a cabeça de Marcela e a olha fixamente –... Me desculpe meu amor... Desculpe por ter sumido nesse momento eu não fazia ideia do estava acontecendo e só de pensar que poderia perder esse momento....


- Está tudo bem Ricardo... O importante é que está aqui agora. O importante é que nosso menino está bem – chorava sem conseguir tirar os olhos daquele rostinho –... Ele se parece com você...


- Que nada... Ele é lindo como você Marcela... Meu amor... Sei que não é um momento adequado e nem como eu estava planejando a um tempo, mas eu percebi que não importa como, nem o meu passado, nem o nosso início. Não importa nada disso, a única coisa que quero é ser o motivo da felicidade de vocês dois... – ele retira sua caixinha do bolso – Marcela Valência... Você aceita se casar comigo?


- Meu Deus Ricardo!... Isso é... SIM!... – tampa a boca emocionada ao perceber que falou um pouco mais alto, conferiu que o bebê ainda dormia e voltou a olhar para Ricardo.


- Sim?... 


- Sim, sim! – ela ergue sua mão e Ricardo coloca a aliança depositando um beijo no objeto. Ambos se emocionavam e ele a beija apaixonadamente em seus lábios. Rick se remexia soltando alguns leves e deliciosos gemidos.

- Veja quem acordou com ciúmes da mamãe... – Ricardo comenta sorrindo para seu filho que agora os encarava com seus pequenos olhinhos castanhos.


...




Todo o mal entendido foi explicado por Ricardo na sala de espera, ele confessou seu medo e sua crise, sua visita a sua mãe e ao plano do pedido de casamento que tanto o assustava. Depois todos mais calmo e da liberação do médico, as visitas foram liberadas. Marcela pediu que Armando seja o padrinho de Rick e ele aceitou emocionando.



Rick nasceu com uma semana adiantado, era um menino forte que logo, logo fora liberado sem precisar de incubadora. Marcela se recuperou bem da cesárea e em poucos dias recebeu alta. Estava de repouso em seu apartamento, e todos os dias Armando e Betty a visitava e ajudava com tudo que precisavam.





... 



Os dias foram passando e a data do casamento se aproximava, Beatriz estava ansiosa. Ela e Armando já haviam fechado acordo com a imobiliária e a casa dos dois estava sendo devidamente decorada e mobiliada conforme seus gostos. Eles mesmo resolveram pintar o quartinho de Bia, uma mistura de tons de um branco gelo com um rosê elegante.


Na empresa tudo ia perfeitamente bem, Armando comandava a coleção de Hugo que seria apresentada um dia depois do casamento, ele não estaria presente, mas deixava tudo organizado para que Roberto tomasse conta nesse período. Conversando com o médico de Betty, ficou claro que não era o ideal que ela viajasse de avião. Então eles combinaram de fazerem uma viagem a Miami em seu próprio carro, ele a lembrou que em sua última ida lá havia prometido mostrar tudo que a cidade tem a oferecer além da praia.



Tudo andava muito corrido e ambos não tinham tido tempo a sóis a ansiedade era tanta que mesmo longe fisicamente eles estavam perfeitamente felizes e agora com dias até o casamento Betty se sentia a mulher mais feliz, mais sortuda do mundo... E a mais ansiosa! 




CONTINUA...




Notas Finais


QUEREM DRAMA? EU DOU DRAMA kkkkkkkk

Brincadeiras a parte, eu resolvi focar no Ricardo pois de acordo com a perspectiva dele sobre o casamento e tal que foi mostrado na novela. Era isso que lhe aconteceria caso ele tivesse essa mudança. E tentei trazer algo aceitável e não uma coisa forçante... Está na cara que ele teria esse medo, que surtaria... Não o julguem kkk deu tudo certo e é isso aí mesmo!

Spoiler do prox? 😈
👉 Traduzem isso ( 💘💒 👰 🤵 😍 🔥 🏖)

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