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História Betty en ny - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Enferma



Armando:
Sai da empresa e quando vi já estava tocando a campanhia da casa dela, pra minha sorte quem abriu a porta foi o Sr. Demetrio, ele gostava de mim, diferente da Sra. Julia que quando me via parecia que queria me matar.
Fui convidado a entrar, perguntei um pouco como ela estava e seu Deme me convidou pra subir, eu não acreditava no que meus olhos viram, era Betty abraçada com Nicolás.


Betty:


Eu me sentia muito fragilizada com tudo aquilo, eu estava grávida e me sentindo sozinha, não aguentava a culpa, me sentia muito mal, aquela situação estava acabando comigo, Nico foi me visitar, nem pra ele eu queria contar nada, sabia que ele me apoiaria, mas sabia também que me diria eu te avisei e me daria um esporro e naquele momento eu só precisava de um abraço  apertado, queria me sentir segura e ter em quem me apoiar, eu chorava em seu ombro e apertava o abraço, quando levantei a cabeça vi Armando parado na porta nos encarando.
- Armando, o que faz aqui?


- Vim ver como você está, soube hoje o que aconteceu. Porque não me ligou?


Armando:


Quando Betty ia me responder Nicolas interrompe com um cumprimento.
- Oi Sr. Armando, tudo bem? - Apertei sua mão com vontade de dar um soco, mas me contive -


- Oi Nicolás, tudo bem. - Falei com a voz mais grave -


- Que bom pra você, bom minha Betty, vou deixa-los a sós, mas se precisar de alguma coisa me chama, estarei lá embaixo.


Via Nicolás saindo, me aproximei de Betty e vi seus olhos muito vermelhos, uma tristesa sem fim tomavam conta dela, eu só queria segura-la em meus braços e protege-la, sentir sua fragilidade me dava vontade de fugir com ela sozinhos.


- Betty, o que você tem? Por favor me fala, eu quero estar pra você.


- Não tenho nada Armando, só estresse e uma anemia, mas vai passar.


- Como nada Betty, ninguém desmaia por nada, e você emagraceu e tenho certeza que estava chorando. Me conta o que ta acontecendo? Vou te levar de novo pro médico.


- Ai Armando já te falei que não tenho nada, eu só preciso descansar, e você deveria estar cuidando da sua noiva, ela sim precisa de você.


- Não faz assim Betty. Deixa eu cuidar de você.


Betty:


Ouvir Armando estava me provocando dor, mas ao mesmo tempo raiva, ele não tinha perguntado como eu estava ou ao menos se preocupado comigo e ainda queria que eu confiasse e me apoiasse nele. 


- Não precisa cuidar de mim Armando, eu tenho minha família, e o Nico.


- A é verdade tem o Nicolás, à propósito o que ele fazia assim tão abraçado com você.


- Eu precisava de um abraço e ele estava aqui pra mim.


- A entendi, ele pode sentar na sua cama, te abraça, você se sente segura com ele, mas e eu. Esse lugar é meu, eu quero te proteger. E a propósito, trouxe uma coisa pra você. - Armando me trouxe um biscoito OREO, meus olhos se encheram, quando estava por abrir o pacote minha mãe entrou no quarto com uma canja, na hora que eu vi aquilo me embrulhou o estomago e só deu tempo de me virar pra lixeira e começar a vomitar, eu colocava tudo o que não tinha comido pra fora, me sentia fraca, foi horrível, Armando me amparou e segurou meus cabelos, minha mãe nos olhava com uma cara, parecia que já sabia de tudo.


Armando:


A Betty não estava nada bem, mas era terca, não queria voltar ao hospital, eu só pensava em descobrir o que estava acontecendo. Tinha certeza que ela me escondia algo.


- Betty, você precisa voltar no médico, isso não é normal, olha pra você.


- Armando eu já disse que estou bem, é só um mal estar passageiro, com as vitaminas e o tratamento logo vou melhorar.
A sra. Julia nos deixou conversar a sós, não muito a gosto, mas ela não queria entrar em discussões perto de sua filha, aquele dia o que a Betty precisava era de descanso, ela estava cansada, depois do episódio de vomito ela escovou os dentes e eu fiquei por ali até que ela pegou no sono, acariciando seus cabelos eu me via perdido, só queria te-la em meus braços, cuidar dela, sem ter que me esconder, não ter mais que suportar o Nicolas ali por perto.


Depois que a Betty dormiu eu foi embora, dei um beijo em sua testa e deixei um bilhete, ali deixava escrito que a colocaria de férias e voltaria pra ve-la, tinha algo que não se encaixava.


Betty


Acordei meio desorientada, havia dormido demais. Minha mãe estava do meu lado e velando meu sono, eu precisava daquele descanso, minha mãe me observava, começou a me perguntar sobre o Armando, eu não queria falar, eu estava com vontade de fugir dali, sair correndo.


- Mãe, posso te pedir uma coisa? Me da um abraço e me deixa um pouco em paz, no momento certo eu converso com você. - Abracei minha mãe muito forte, igual quando eu era criança, ela só ficou calada e me deu colo, era tudo o que eu precisava. Só ouvir o coração da minha mãe. 


Depois que ela desceu eu encontrei o bilhete que o Armando me deixou, eu não queria férias, se ficasse em casa enlouqueceria, então arrumei minha roupa e ignorei por completo suas orientações. 


Dia seguinte:


Me levantei, tomei um banho, pus minha roupa e desci, estava decidida, o remédio pra enjoo que a médica me deu estava fazendo efeito e eu tinha consciência que deveria me cuidar mais que nunca, porque agora precisava cuidar do meu bebê.
Minha mãe me olhou com cara de preocupação, achou muito cedo pra voltar ao trabalho, mas nisso puxei o papai, era teimosa, e lá fui eu.
Quando Armando me viu não ficou muito feliz.


- Betty, o que faz aqui? Eu ordenei férias pra você.


- Eu sei, mas não quero ficar em casa, vou enlouquecer lá. Eu preciso ocupar minha mente, mas fique calmo, já estou melhor.

Armando:


Quando vi a Betty na minha frente quis pega-la pelo braço e levar pra casa, da ultima vez que a vi não estava nada bem, e ela ainda me parece pálida, eu tinha medo dela estar no metrô e passar mal sozinha, ou que ela desmaiasse de novo na rua, meu estinto diz que devo protege-la, não sei algo em mim me manda cuidar mais dela, sei que ela precisa de mim mais do que demonstra.
A vi indo pra salinha, um dia antes pedi que arrumassem tudo, fizessem uma limpeza na sala e deixassem um brinco.


Betty:


Entrei na sala e não pudia acreditar, estava tão limpa e organizada. Os arquivos tinham saído dali, tinha uma mesinha onde eram os armários em cima tinha uma jarrinha com orquídeas minha flor favorita, em um pote de vidro meus biscoitos favoritos, fiquei por um tempo admirando tudo quando senti uma presença atras de mim. Era ele.


- Armando, quem ficará nessa sala? Você contratou uma substituta?


- Que? Claro que não Betty, ninguém entra nessa sala a não ser você.


- A então você ta me dizendo que arrumou isso tudo só pra mim?


- Sim, eu quero que você esteja confortável, não é justo que todos tenham um lugar digno e pessoa mais importante não...


Confesso que fiquei muito feliz, ele estava se preocupando comigo, não queria me iludir, mas não sei o que deu em mim eu chorei um pouco, estava mais emotiva que nunca.


Nesse momento Marcela entrou na sala de Armando e quando viu a repaginada no meu local de trabalho deu um pequeno surto.


- Armando, não acredito que gastou dinheiro arrumando a sala da sua ... Assistente.


- Claro Marcela, Betty merece um lugar digno como todos nós, e eu aproveitei que ela não estava ontem pra mandar arrumar, a Betty é minha assistente e eu sou o presidente, então não se meta na minha gestão, pois eu não me meto em como você trata a sua secretária.
Eu realmente não queria presenciar essa briga de casal, então pedi licença e me retirei da sala.


Armando:


Eu tava doido pra que a Betty encontrasse sua sala, então não me resiste, levantei e fui atras dela, eu estava feliz em ver seus olhos percorrerem o local, não entendi por que ela achou que fiz aquilo pra outra pessoa, mas logo esclareci, estávamos em um momento nosso até que Marcela chegou, com suas reclamações de sempre. 
Eu gosto da Marcela, crescemos juntos e a conheço a anos, mas ela se tornou chata e ciumenta, sei que eu contribui pro ciumenta, mas nunca pensei que essa chatice pudesse existir, eu comecei a comparar na minha mente e as sensações que tinha perto da Betty eram completamente diferentes, eu estava apaixonado. Essa é a verdade.

Passou um tempo após a briga e Betty voltou, eu queria conversar com ela, por as coisas em dia, marquei uma reunião com ela, mas na verdade a sequestrei de novo, a levei pra tratoria, queria conversar no nosso lugar.


Betty:


Voltei pra sala, e Armando havia agendado uma reunião, eu nem imaginava do que se tratava, na maioria das vezes era eu quem tratava desses assuntos, mas como fiquei ausente um dia dei de ombros, pois com certeza era do Mr. Thompson.
Tomei uma baita surpresa, ele me levou a tratoria.


- Armando o que estamos fazendo aqui?


- Eu te trouxe porque estamos distantes, e eu não gosto disso, sei que algo está passando que você não quer me contar.


- Não é nada, o que eu poderia estar escondendo? - Fiz cara de sonsa, mas ele não acreditou muito em mim.


- Ta vamos comer, você ainda vai me contar.


Entramos no local e o Armando pediu almondegas, eu não queria comer aquilo, da primeira vez eu comi e adorei, mas hoje só de imaginar eu estava com o estomago revirado, vi também que ele pediu vinho, mas como poderia beber? Sair com Armando se tornaria um desafio, ele bebia demais.


- Armando, hoje não quero beber. Eu tenho muito trabalho e você sabe como eu fico...


- Só uma taça Betty, não vai ficar bêbada. 


- Tá mas prefiro o suco, além do mais estou tomando um remédio pra Anemia e não posso misturar. - Foi o primeiro que pensei -


- Nossa é verdade, me perdoe, pede um suco então.


Os pratos estavam chegando e a comida estava até bonita, mas eu enjoava até com o vento, mas eu precisava me alimentar, tinha colocado na mente que controlaria meu corpo e me forcei em comer o máximo que deu, mas não conseguia mais, aquele cheiro estava me matando, então deixei comida no prato e me concentrei, mas o enjoo veio forte e eu só pude por as mãos na boca e sair correndo.


Armando:


Eu vi que a Betty não estava bem, até que ela saiu correndo pelo restaurante, eu sabia que ela ia por tudo pra fora de novo, eu estava pirando. Queria saber o porque dela estar assim, quase não comeu e ainda pôs tudo pra fora.


A vi voltando pra mesa com o rosto sem cor.


- Betty o que foi isso? Me fala o que ta acontecendo com você?


- Ai me deu enjoo, mas é Armando eu to tomando ferro e esse remédio é muito forte, me da dor no estomago e eu tinha acabado de tomar, por isso não aguentei, mas já estou melhor.


- Betty, tem certeza? Vamos no médico, não quero que você adoeça. Porque não aceitou as férias? Acho que cairia bem.


- Tenho certeza e não preciso voltar ao médico, estou bem.


Voltamos pra empresa e o dia passou, trabalhamos muito.
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Já tinha passado uma semana da minha volta, e as coisas estavam fluindo, a BAR deu seus lucros e V&M cada vez mais se reerguia, tinha nossa coleção com Anderson que tiraria nossa empresa do vermelho. Eu não poderia estar mais feliz.
Tomei a decisão de terminar meu compromisso com a Marcela, mas isso se tornou uma missão muito difícil, eu precisava tomar coragem.
Essa noite era véspera da apresentação pro Jack e pedi a Betty que me ajudasse no relatório, ela ficou comigo e traçamos todo um plano de negócios, ela era brilhante e eu sempre ficava bobo vendo como brincava com os números.


- Somente falta, ajustar esse aqui, mas ficou perfeito - Dizia Betty apontando pra tela.


- Hum sei que não teremos nenhum problema, porque esse quem vai apresentar é você...


- Ai eu Armando, não, é que...


- É que nada, todas as suas apresentações são impecáveis e eu confio em você.


- Obrigada - Betty sorria e vendo meu olhar por seus lábios desconversou -


- E vamos pedir algo pra comer?


- Podemos fazer como você quiser. Podemos pedir algo ou sair pra jantar, você escolhe.


Betty sorriu pra mim e eu só queria beija-la, sentir aquele sabor.


Betty:


 Ver aquele olhar penetrante que o Armando me deu mexeu comigo, mas eu queria ser forte, quando vi que ele se aproximava demais o parei com as mãos, tinha medo que alguém nos visse.


- Não, é que estamos aqui, e se ainda tiver alguém?


- Não tem ninguém Betty, estamos sozinhos. - Dizia Armando rindo e se aproximando - 


Eu não aguentei, parecia que um imã nos juntava, nos fundimos em um beijo ardente e apaixonado, nossas líguas disputavam controle, meu corpo começou a acender e eu nunca tinha sentido TANTA vontade assim. Meus hormônios me traíram e quando percebi Armando já estava me conduzindo ao sofá, nos deitamos e continuamos nosso beijo, parecia até fome de tanto que nos devoramos.
Armando se separou e ameaçou em tirar a camisa, mas eu tinha medo que alguém nos visse.


- Ey não o que está fazendo? Podem nos ver.


- Não Betty, estamos sozinhos.


Ele me puxou pra um beijo e eu me rendi, entre brincadeiras ele foi tirando a camisa e eu observava aquele peitoral musculoso, aqueles braços e ele foi retirando aos poucos minha roupa. Eram muitas camadas, mas estávamos tão estasiados pelo desejo que rapidinho nos livramos, eu estava com o corpo em chamas pegando fogo e quando ele se posicionou em minha entrada eu fui ao delírio. Fizemos amor, e estava maravilhoso, eu não queria sair dali.
Armando estava demais, dessa vez não sabia se era a saudade, mas estávamos mais entregues que nunca.


Armando:


Senti-la ali em meus braços, era tudo pra mim, só queria que ela sentisse em sua pele o quanto a desejava, se eu pudesse a comeria viva, só queria entrar mais e mais, sentir seu interior apertado e escorregadio só me davam mais desejo, eu queria amar aquele corpo e dar o maior prazer que pudesse, ela arranhava minhas costas e gemia, quanto mais fazia isso mais fundo e forte eu entrava, ela tremeu duas vezes embaixo de mim e quando seus musculos internos me apertaram eu não aguentei e em um grito abafado soltei meu prazer em seu interior, eram jatos e jatos e aquela noite foi uma das melhores. Nos conectamos de novo.
Depois de fazer amor com loucura nos sentamos no chão do escritório, só queria beija-la, sentir seu corpo no meu, eu sentia que tinha alguma coisa muito forte nos unindo mais, seu corpo estava um pouco diferente e eu a abracei.


- Betty, você ta bem?


- Sempre que estou com você eu fico bem.


Parei um momento e comecei a ouvir seu coração, aquela batida me acalmava.


- O que to ouvindo? A é seu coração que está batendo. É o som mais lindo. - Não podia conter meu sorriso -


- hahahah que cursi sooou isso.


- É verdade, a mais ta valendo né, é o momento cursi.


- A mas você sempre é assim, muito brega e romantico.

- Eu, quando?


- Em todos os cartões e pelucias que me da, você sempre me escreve coisas como essas.


- A sim os bichinhos - Fiquei pensativo e meu sorriso se apagou por um tempo, me lembrei desse plano horrivel, que eu já havia abandonado ha um tempo. -


- Eu adoro meu amor. - Dizia Betty acariciando meus cabelos -


- Eu nunca tinha me sentido tão forte e feliz como nesse momento. E que você é como...


- Como o que?


- O sol do meu sistema solar.


- Que? hahahahahaha - Começamos a rir juntos, estávamos bregas demais, mas eu adorava ouvi-la assim, a muito tempo não tinhamos um momento só nosso.


- Betty, eu te amo - Soltei sem pensar em nada. Meu coração falava por mim e eu queria que ela soubesse, essa noite de amor só serviu pra gravar mais em meu coração os sentimentos que eu tinha por ela.


- Vou terminar meu compromisso, mas você precisa ser forte, isso não será nada fácil, vai ser duro e complicado..


- Eu sei, mas vou estar do seu lado sempre, aconteça o que acontecer.

CONTINUA...


Notas Finais


Essa história já está quase finalizada já, mas sugestões sempre são bem vindas...

Armandinho ainda tem muito o que aprender


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