História Between Faces - Capítulo 29


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Categorias Caitlin Beadles, Chaz Somers, Christian Beadles, Emma Watson, Gigi Hadid, Harry Styles, Justin Bieber, Kendall Jenner, Kylie Jenner, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Ryan Butler, Zayn Malik
Personagens Caitlin Beadles, Chaz Somers, Christian Beadles, Emma Watson, Gigi Hadid, Harry Styles, Justin Bieber, Kendall Jenner, Kylie Jenner, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Ryan Butler, Zayn Malik
Tags Criminal, Harry Styles, Justin Bieber, Kylie Jenner
Visualizações 117
Palavras 4.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tenham uma fabulosa leitura e a gente se vê nas notas finais! <333

Capítulo 29 - Revenge Knocks on the Door


Fanfic / Fanfiction Between Faces - Capítulo 29 - Revenge Knocks on the Door

- Scarlett Russell. Pov. –

- Pra onde vamos, mamãe?! – Thomas já veio molhando a carpete todo, batendo seus cachinhos pra todos os lados.

- Depois te explico, coloque o seu casaco do exército, tá meio frio lá fora. – Avisei, ele apenas deu de ombros, concordando.

Corri para tomar um banho rápido e me arrumar, um jeans surrado, uma regata branca com um grande cardigã por cima, azul marinho. Fiz uma maquiagem legal para disfarçar a cara de quem está morta de tanto chorar e respirei fundo.

Não vou aguentar esperar até amanhã, Hazza. Não dá.

 Penteei os cachinhos de Ed, sentindo o cheiro do shampoo gostoso que ele usa. Passamos o gel que ele adora para abaixar os fios rebeldes (e muito) dele e por fim, fizemos um pequeno rabo.

Os cabelos deles estão quase nos ombros. Me lembram os de Harry no nosso segundo ano de casamento. Styles amava aqueles cabelos.

E eu amava o cheiro que eles tinham ao sair do banho.

- Vamos? – Perguntei e Ed concordou.

Estavamos quase saindo quando eu me recordei. A caixa.

Não é seguro deixar ela aqui. Posso estar louca e paranoica pra caralho, mas prefiro não arriscar.

Thomas ficou encarando enquanto eu puxava novamente a caixa de debaixo da cama e a abria, peguei a carta, guardando no bolso e encarei a foto virada para o verso.

Quero desvirar apenas quando voltar para Londres, quero mais uma vez essa sensação de senti-lo vivo comigo.

- O que você tá fazendo, mamãe?! – Thomas encarou de rabo de olho, desconfiado.

- Protegendo o seu pai. – Disse normalmente. Ed me encarou como se eu fosse maluca. – Um dia bebê, eu juro que vou te contar tudo isso, detalhe por detalhe.

Sorri pra ele e peguei em sua mãozinha, fechando a porta do quarto.

 

Xxxxx

 

Fomos até a recepção, no estilo 007, eu e Ed nos escondíamos até atrás de vasos, torcendo pra ninguém nos notar ali, principalmente aquele.... Desgraçado.

- Tá livre o caminho, mãe. – Ed sussurrou e eu ri baixo, correndo atrás dele.

Thomas tinha experiência em brincar de agente secreto com o Hazza, e não é que essa brincadeira rendeu bem no final das contas?!

Chegamos até a recepção, ofegantes e com certeza com cara de gente que tava aprontando. Ignorei o olhar estranho da recepcionista e paguei em dinheiro por um carro alugado, esse Hotel é tão grande que até serviço de locação de carros para turistas existe, graças a Deus por isso.

Um dos funcionários nos guiou até a garagem e deixei que Thomas escolhesse o que ele quisesse. Ele apontou para um Trevita, um prata e nada discreto, maravilhoso. Sorri satisfeita.

- É esse que nós vamos ficar. – Avisei o homem, que foi até uma pequena sala da garagem e logo voltou com a chave do carro, entregando para Ed.

- Dirijam com cuidado. – Ele falou de modo divertido, ri baixo.

Thomas voou para dentro do carro e eu joguei minha bolsa nos bancos de trás.

Se prepare Malibu, Scarlett Russell está dirigindo um Koenigsegg Trevita e ela não tem medo de usá-lo contra quem tentar impedi-la de desmascarar um arrombado.

- Coloca a cinto, Edward. – Sorri pra ele. – Vamos dar uma voltinha por aí.

- Mamãe.... Papai sempre falou que você e carros potentes não combinam. – Ele deu de ombros, me provocando. Ah, garoto....

- Seu pai era um bobão. – O encarei com a sobrancelha arqueada, Ed riu. – Aprecie minhas habilidades, seu amador. – Rimos juntos, saindo a toda velocidade daquela garagem de Hotel.

 

Xxxxx

 

Fomos ouvindo a rádio Pop durante todo o trajeto até o tal hospital, Thomas parava de cinco em cinco minutos pra falar sobre as palmeiras que enfeitavam as calçadas de Malibu e eu apenas ria. Como um garotinho pode gostar tanto de palmeiras?!

- Chegamos, bebê. – Disse assim que estacionei na frente do local.

- Um hospital, mãe? Pensei que fossemos tomar sorvete.... – Ed me encarou confuso. – Ah não! Não mãe! Eu vou ter que tomar injeção?! – Thomas já começou a choramingar e eu revirei os olhos.

- Não, seu medroso! Não hoje, mas foi bom que me lembrou, assim que chegarmos a Londres você vai tomar. – Falei e ele suspirou aliviado. – Anda, desce do carro!

Ed desceu rápido e veio até a minha porta, me ajudando a descer.

- Obrigada, querido. – Passei a mão por seu rabo de cavalo, rindo.

Demos as mãos e atravessamos a rua, encarei as ruas já começando a ficarem vazias pelo horário da noite e adentramos as portas do Hospital. Era um como qualquer outro, tudo branco, enfermeiros e pacientes pra lá e pra cá e vários bebedores e máquinas de café. Nada de surpreendente.

- Não gosto de hospitais. – Ed sussurrou.

- Eu também não filho, mas não irá demorar, juro. – Acariciei seu rostinho.

Chegamos até a recepcionista e ela sorriu amigável.

- Boa noite, do que vocês precisam? – Ela me encarou por debaixo dos grandes óculos que usava.

- Preciso falar com... Com... – Tirei a carta do bolso, relendo o nome. – Doutor Dillian. Ele está por aqui?

A mulher encarou o computador, digitando algumas coisas. A encarei com nervosismo.

- Sinto muito, senhorita. É o horário de folga dele. – Ela respondeu simples. – É alguma consulta marcada? Pois aqui nos registros não consta nenhuma consulta neste horário para o doutor....

Ah que ótimo, como eu vou explicar isso?!

- Então... – Respirei fundo. – É que....

- Ouvi meu nome?

Uma voz rouca e grave soou atrás de mim. Dei um pulo, fazendo o homem rir.

- Doutor Dillian?! – Perguntei meio desesperada.

Obrigada senhor jesus, te devo uma das grandes depois dessa. Valeu, de verdade.

- Eu mesmo. – O senhor sorriu. – Do que vocês dois precisam?

- Não sei se esse nome fará o senhor se recordar de algo. – Mordi meu lábio, nervosa. – O senhor conheceu um homem chamado Harry Styles?

O homem pareceu analisar meu rosto por alguns longos segundos, mas assim que escarou com precisão o rosto Edward (que nesse momento estava roendo a unha da mão, me fazendo rir) ele pareceu se lembrar de algo e arregalou seus olhos, sorrindo.

- Sim, eu me lembro. E muito bem. – Doutor Dillian concordou com a cabeça.

 

Xxxxx

Doutor Dillian pediu que uma enfermeira ficasse conversando com Ed na ala infantil do hospital enquanto eu e ele conversaríamos em sua sala de consultas. Thomas não curtiu a ideia de se separar de mim, mas com calma o convenci de que seria rápido e QUE NÃO TERIA NENHUM TIPO DE INJEÇÃO ENVOLVIDA! Esse garoto é paranoico quando se trata de agulhas no corpo dele, pelo amor de Deus.

Me sentei em uma poltrona de frente para o Doutor. Suspirei, só pela cara dele eu sabia que a coisa era séria.

- Já deve saber o porquê de eu estar aqui. – Fui logo direta. – Pode me explicar o que está acontecendo?!

- Não sei se posso te explicar muito, mas vou dizer o que sei. – O homem sorriu gentil.

- Parece bom. – Sorri também.

O senhor se levantou e puxou de uma das gavetas de sua escrivaninha, tirando de lá um envelope grande. Daqueles que guardam papeis juntos, uma espécie de ficha.

- Aqui está. – Ele me entregou o envelope.

- O que seria isso? – Perguntei totalmente perdida.

- Provas de que Harry estava drogado com uma substancia altamente dopante no período da noite do dia vinte de agosto do ano passado. – Ele esclareceu. – Fiz algumas pesquisas no período em que o senhor Styles esteve aqui e descobri que é uma substância que consegue ser dissolvida em bebidas, por isso quem a consome na maioria das vezes não enxerga ou sente um gosto diferente no que está tomando. É algo que desaparece em algumas horas, mas a substância transita pela corrente sanguínea de quem a consome por semanas, por isso pude identificar com clareza o que isso seria. – Doutor Dillian dizia tudo com calma.

- Semana do dia vinte de agosto.... Mas como.... – Dizia comigo mesma, confusa.

Por que isso seria tão importante?! O que esse período tem a ver com...

PUTA QUE PARIU!

SEMANA DO DIA VINTE! É ISSO!

CARALHO! AS DATAS DAS FOTOS!

Foi na madrugada em que Harry estava chapado, ele devia estar chapado demais até para afastar aquela mulherzinha asquerosa dele! Louis... Louis armou tudo, tudo isso só para conseguir as merdas das fotos e fazer a minha cabeça contra o Styles depois, me fazendo mais uma vez de marionete dele. DESGRAÇADO!

- AGORA TUDO FAZ SENTIDO! GRAÇAS A DEUS! SENHOR! AMÉM! – Levantei da cadeira e respirei aliviada, rindo sozinha comigo mesma. – ELE NÃO ME TRAIU, PORRA! – Gritei de tanto alivio e o doutor riu baixo, balançando sua cabeça.

- Mulheres... – Ele continuava rindo.

Harry não me traiu. Ele prometeu que nunca me trairia. E foi fiel até o fim, não importa o que digam.

Obrigada Hazza, até aqui você faz questão de esclarecer as coisas.

Ele deixou tudo perfeitamente planejado, para que eu não caísse em nenhuma armadilha daquele maldito assassino. Styles sempre está por perto quando eu preciso.

Harry sabia de tudo, antes mesmo de acontecer. Ele se preparou. Não evitou sua morte, mas meu marido se preparou para todas as consequências que a morte dele geraria.

- Não acaba por aí, senhorita. – O médico me encarou, dessa vez sério.

- Hein?! – Me joguei de novo na cadeira. – Ah meu Deus... O que mais tem aí?!

Enfiei minhas mãos na porra do envelope e tirei de lá mais um papel.

- O que é isso daqui?! – Analisei o papel, completamente desesperada.

O que mais Harry tem pra mim aqui?!

Foi nesse exato momento que eu dei um pulo da cadeira com a porta do consultório se abrindo. Thomas correu para o meu colo, meio assustado. O abracei com força.

- Senhor, temos um homem na recepção procurando por ela. – A enfermeira que estava com Ed adentrou o local, meio nervosa.

- Quem é?

- Ele diz que se chama Louis, senhorita. Gostaria muito de falar com você, ele está um pouco alterado. – Ela explicou.

Ah merda... Merda... Tomlinson descobriu que não estou no quarto do Hotel e muito menos com porra de cólica nenhuma.

Fodeu.

Encarei o doutor, ele por algum motivo entendeu tudo que eu dizia apenas com aquele rápido olhar de puro desespero e medo. Não por mim. Por meu filho.

- Diga a ele que ela já foi e disse que ia até uma sorveteria com o filho dela. Passe o endereço da sorveteria mais longe de Malibu, de preferência. – Doutor Dillian disse rápido e a mulher prontamente concordou, saindo da sala dele.

- Nem sei como te agradecer, doutor! – Sorri aliviada.

- Não agradeça a mim, agradeça ao senhor Harry. Diga a ele que eu mandei lembranças. – O senhor gentil sorriu. – Ele é um rapaz muito bom.

Era sim, um homem incrível.

- Direi. – Disse baixo, meio embargada.

- Venha, saia pela saída de emergência. Vi pela sua expressão que esse homem não é lá o mais simpático do mundo. – Saimos pelo corredor enquanto eu e Ed seguíamos o doutor. Thomas estava colado em mim, queria que meu filho se fundisse a mim para conseguir protege-lo.

- Obrigada mais uma vez. – Sorri e peguei nas mãos de Ed assim que chegamos a saída de emergência, saindo quase que correndo dali.

 

Xxxxx

 

- Por que estamos indo tão rápido mamãe?!  - Ed se segurou no banco do carro quando fizemos uma curva brusca pelas ruas de Malibu.

- Estamos em uma grande missão, bebê. – Sorri, o confortando. – Se lembra de quando você e o papai brincavam de agente secreto no jardim da casa de veraneio?!

- Era demais! – Ed sorriu. – Eu amo brincar disso!

- A diferença é que estamos em uma missão de verdade agora, entendeu? – Ele concordou todo animado. – Somos eu e você contra o tio Lou! Por isso precisamos correr para o Hotel o mais rápido possível e então voltarmos pra casa!

- Vamos voltar pra Londres, mama? – Ele perguntou, adoro quando ele me chama de “mama”, eu chamava minha mãe assim na infância.

Tenho uma ideia melhor, Ed. Muito melhor.

- Não, vamos voltar para a minha verdadeira casa, querido. – Sorri, aumentei a velocidade do carro e cruzei outra esquina, cantando pneu. – Vamos para Los Angeles.

E eu sei bem quem vai ser a primeira pessoa que eu vou procurar quando chegar lá.

Eu preciso dele mais do que nunca agora.

Xxxxx

 

- Guardou tudo querido?! – Perguntei com pressa enquanto jogava o restante das roupas e outras coisas na mala. Ed concordou, parando do meu lado.

- Já vamos agora, mãe? – Thomas pareceu triste, e isso quebrou meu coração.

O que era pra ser uma viagem incrível pra ele, agora está se tornando um pesadelo para nós dois.

- É necessário, filho. Precisamos ir. Você vai ver o vovô e a vovó, não sente falta deles?! – Eu sorri pra ele, e graças a Deus consegui arrancar um sorriso de Ed. – Vai ser rápido, amor! Garanto que você vai amar!

- Tudo bem. – Ele deu de ombros, rindo.

Terminamos de correr com as coisas até eu.... Ah não..... PORRA!

- Filho? – O chamei. – Cadê a caixa?!

Cadê a caixa em que estava a carta do Hazza?!

Eu tinha deixado ela aqui na cama! Eu lembro!

- Eu não sei. – Ed respondeu simples. – Não estava mais aqui quando nós chegamos, mamãe.

Louis pegou a caixa. Então ele viu “Harry Edward Styles” escrito nela.

Merda, ele realmente sabe que a casa está caindo pra ele.

Precisamos ir embora daqui agora.

Entrei em pânico, colocando as mãos na cabeça. Deus.... O que eu estou fazendo?!

Me lembrei da foto em meu bolso, tirei de lá as pressas e a encarei, tremendo.

Era uma foto da nossa família, lembro do dia em que a relevamos, foi aqui em Malibu, Ed havia acabado de fazer 6 aninhos. A viagem foi o presente de aniversário dele. Thomas estava nos ombros de Hazza e eu estava ao lado, com as mãos na cintura de Styles, todos sorridentes.

Foi um dos dias mais felizes das nossas vidas.

Encarei a margem da foto, marcada com uma caneta preta. É a caligrafia de Harry.

“Lembre-se de nós, esse dia está pra sempre vivo, aqui em Malibu”.

- Ah... – Cai no choro, sorrindo. – Você sempre sabe o que dizer, amor.

- Tá falando com quem, mãe? – Ed me encarou confuso, eu ri.

- Com ninguém, bebê. – Mordi meu lábio, segurando o choro. – Está tudo pronto, precisamos ir agora. – Alertei e liguei na recepção, em poucos minutos já haviam vários funcionários levando todas as nossas malas andares abaixo.

- Tem algum jatinho particular pra ser alugado aqui? – Perguntei a um dos homens que carregava uma das minhas malas.

O homem sorriu de forma simpática.

- Existe um, senhorita. Mas ele é usado apenas para grande emergências. – Ele explicou.

- Pago 50 mil dólares pra usá-lo hoje à noite, o que você acha? – Sorri simples, vendo o homem arregalar os olhos com a quantia.

- Acho que podemos abrir uma exceção. Não é? – Ele sorriu, me fazendo rir.

Assim que todos eles saíram do quarto, mandei Ed ir em direção ao elevador enquanto eu trancava a porta, mas antes de sair, dei uma última encarada na varanda, ouvindo o som do mar. Sei que ele está lá, em algum lugar do oceano. Eu posso sentir.

“Lembre-se de nós”.

É hora de ir, Hazza. Tenho um grande arrombado para matar agora.

 

Xxxxx

 

- Por que estamos fugindo do Tio Lou, mãe?

Estavamos agora dentro do jatinho e não podia negar que estava nervosa pra caralho com essa merda toda acontecendo, mas eu precisava transmitir calma para o meu filho.

Respira Scarlett. Tu consegue. Precisa conseguir.

- Um dia eu prometo, de dedinho, te contar o motivo, querido. – Sorri terna. – Mas por agora, você não tem idade pra saber. Ok?

- Nunca posso saber de nada! – Ele bufou, irritado. – Que chato!

- Se preocupe apenas em ser criança, já está ótimo! – Retruquei. – Chegamos em Angeles em só 6 minutos, você nem vai notar que nós viajamos de jatinho, Edward. – Nós dois rimos com isso.

De carro seria mais ou menos uns 50 KM de distância de Malibu até Los Angeles. Mas por que ir de carro se nós podemos chegar muito mais rápido de jatinho particular, hein?

Não posso correr mais nenhum risco agora. E não vou me dar o luxo de fazer isso.

Se for pra voltar a Angeles, que seja em grande estilo. No estilo Scarlett Russell.

 

Xxxxx

 

Los Angeles – Califórnia.

23:44 PM

 

Assim que aterrissamos na pista de pouso, eu chamei um táxi e parti para a casa dos meus pais. Ed e eu fomos durante todo o caminho observando as várias palmeiras espalhadas por lá e eu ria da animação dele com isso.

Tentei distrai-lo com alguns outros assuntos até que chegássemos ao nosso destino.

Havia apenas a luz da varanda acesa. Como sempre. É sempre meu pai que a acende, antes dos dois irem dormir. Paguei o motorista e ele nos ajudou a tirar as malas de dentro do carro.

Assim que chegamos a varanda da casa, eu respirei fundo.

Me sentia mal. Muito mal. Com medo. Como eu vou contar tudo isso aos meus pais? Como eles vão reagir sabendo de toda essa história?

Eu não posso mais esconder isso deles, não agora.

O que mais me apavora é que meus pais nunca me apoiaram com nada na vida, meu casamento com Harry é o mais claro exemplo disso.

Então.... Será mesmo que vão me apoiar com isso?! Essa maluquice toda?!

Vão se orgulhar de mim sabendo que eu estou envolvida dos pés à cabeça com tanta coisa errada? Com essa maldita vingança?

Pensei uma, duas, vinte vezes. Minha mão não conseguia chegar a campainha.

- Acho melhor não tocarmos a campainha, filho. – Disse baixo, Ed me encarou sem entender nada. – Não quero incomodar seus avós com as nossas coisas.

Não dá. Não posso fazer isso, ia ser desgosto demais pra eles.

- Mas mamãe.... – Thomas segurou em meu braço, confuso. – Você não falou que eu ia ficar com o vovô e a vovó?

- Eu sei o que eu disse, Edward. – Suspirei baixo. – Mas não dá, nós não podemos. Vamos.

Fechei meus olhos por alguns minutos e virei as costas, já me preparando pra ligar de novo para o táxi. Iriamos ficar em um Hotel e lá eu pensaria melhor no que eu ia fazer agora.

Mas quando toquei no primeiro degrau da varanda para ir embora, escutei o barulho da porta da frente se abrindo com certa pressa. Foi muito rápido, Ed correu para os braços do meu pai e minha mãe me encarou, totalmente incrédula.

- Scarlett?! Mas... Mas... – Ela franziu o cenho, sem acreditar. – Meu Deus, entrem! Vamos! Entre logo filha!

Ed já sumiu pela casa dos meus pais, todo alegre com o ambiente já conhecido, e meu pai me ajudou a colocar as nossas malas pra dentro com rapidez.

Assim que ele fechou a porta da sala, eu encarei minha mãe que agora estava sentada no grande sofá, e ela estava tão confusa como o meu pai.

E lá vamos nós.

- Vamos Scarlett, comece a nos explicar isso. O que houve? – James me sentou no sofá, os dois estavam com roupões de dormir e essa cena seria cômica se não fosse trágica. – Diga alguma coisa, filha. – Ele arregalou seus olhos, me encarando.

- Scar? – Minha mãe me chamou, foi aí que não me segurei mais, caí no choro. – Ah, meu bebê... – Ela se levantou e sentou do meu lado, me abraçando com força. – Se acalme...

James e Mila Russell. São as duas únicas pessoa neste mundo que podem ver Scarlett Russell, a “mafiosa” e a “arma secreta” de Harry Styles, chorar que nem uma criancinha desse jeito que eu estou fazendo agora.

Xxxxx

 

Minha mãe fez um chá de sei lá o quê pra eu me acalmar e até que acabou funcionando. Meu pai colocou Ed na cama e eu agradeci por isso. Nós três nos sentamos outra vez no grande sofá da sala e eu comecei a dizer tudo, desde o começo.

Harry. Nós dois. Nossa família. A morte precoce dele. Minhas desconfianças. As mentiras. Louis. Los Angeles. Meu sequestro. Os planos de vingança. A imprensa. O falso “relacionamento” que tínhamos. O aniversário de Edward. O presente de Harry. O porão. Malibu. Hospital. Justin.

Eu não aguentava mais esconder isso tudo deles.

- Meu Deus! – Minha mãe estava atônita, já James, nem abriu a boca. – Por que você não nos contou nada, filha?! Lily e Carlie sabem de toda essa bola de neve?! – Ela estava totalmente horrorizada.

E não é pra menos né.

- Sabem de algumas coisas. Não contei sobre Harry e as cartas. Não queria envolver mais ninguém nessa loucura mãe. Não queria mais gente correndo tanto perigo. – Sussurrei.

- Isso tem que acabar, Scarlett. – Meu pai finalmente disse algo. – Passou de todos os limites! Vamos até a polícia, Louis é um assassino! – Ela rosnou, indignado. – Ele precisa ser preso e condenado. Pagar por tudo que fez. Esse homem é perigoso, porra!

- Claro pai, certinho. – Revirei os olhos. – Você esqueceu como eu ganho dinheiro? Como o Harry ganhava dinheiro?! Esqueceu que Styles era um gangster?! Não é o só o Louis que vai pro xadrez se eu abrir minha boca, pai! – Me joguei no sofá. – Tem os garotos também!

- Ah, é. – Meu pai se jogou no sofá também, frustrado.

Foi a única vez na noite que eu tive vontade de rir.

- Filha, isso..... Isso tem que parar. – Minha mãe chorava copiosamente. – Ed corre perigo! Você corre perigo! Agora que aquele monstro sabe que você sabe da verdade... Ele... Ele pode... – A cortei.

- Ele vai matar a mim e ao Ed, a todos. Louis não vai parar até que ele tenha o que quer. Eu preciso impedi-lo mãe, mas não consigo sozinha! Eu não sei o que fazer! – Desabafei, tapando meus olhos.

- James, por que você não vai ver como o Ed está, uh? – Mila sorriu para o meu pai.

- Tudo bem, qualquer coisa me chamem. – James ficou meio desconfiado, mas não desobedeceu minha mãe.

Assim que ele terminou de subir as escadas, minha mãe quase pulou em cima de mim, toda nervosa.

- VOCÊ VAI FALAR COM O JUSTIN! – Ela exclamou. – Ele vai te ajudar filha, esse homem gosta de você, isso é mais que visível depois de tudo que nos contou! – Mila sorriu. – Vá atrás dele, você sabe onde ele mora, não sabe?!

- As coisas não são tão simples, mãe. – Reclamei.

- Conte a verdade pra ele. Explique os seus motivos e espere pelo melhor, é isso. Pare de andar em círculos quando você mesma sabe qual é a coisa certa a se fazer. – Ela me olhou fixamente. – E não dê ouvidos ao seu pai, ele acha que tudo se resolve com polícia. Faça as coisas do jeito que você quiser fazer. Só acabe com isso de uma vez.

- Você tem razão. – Sorri, não acredito no que está acontecendo. – Eu jurava que vocês dois iam me julgar e acabar com a minha raça por estar fazendo isso. De verdade, eu fico muito feliz por ter errado em relação a isso, mãe. – Mila também sorriu, um sorriso doce. Me abraçando com carinho.

- Mostre a esse canalha maldito quem você é, Scarlett. Faça toda essa sua fama valer a pena, não nos decepcione. – Eu ri, a abraçando. – Agora vá se arrumar para encontrar esse loiro logo, anda! – Ela quase me chutou do sofá, rindo comigo.

Essa noite vai ser muito longa, definitivamente.

 

We're alike you and I

Two blue hearts locked in our wrong minds

So can we make the most out of no time?

Can you hold me?

Can you make me leave my demons

And my broken pieces behind?

 

Cause there's still too long to the weekend

Too long till I drown in your hands

Too long since I've been a fool, oh yeah

 

Leave this blue neighbourhood

Never knew loving could hurt this good, oh

And it drives me wild

Cause when you look like that

I've never ever wanted to be so bad, oh

It drives me wild

You're driving me wild, wild, wild

 

You make my heart shake

Bend and break

But I can't turn away

And it's driving me wild

You're driving me wild

 

You make my heart shake

Bend and break

But I can't turn away

And it's driving me wild

You're driving me wild

 

Leave this blue neighbourhood

Never knew loving could hurt this good, oh

And it drives me wild

Cause when you look like that

I've never ever wanted to be so bad, oh

It drives me wild

 

You're driving me wild, wild, wild

 

Nós somos parecidos, você e eu

Dois corações tristes presos em nossas mentes erradas

Podemos aproveitar o máximo da falta de tempo?

Você pode me abraçar?

Você pode me ajudar a deixar meus demônios

E minhas peças quebradas para trás?

 

Porque ainda falta muito tempo para o fim de semana

Tempo demais até que eu possa me afundar em suas mãos

Tempo demais desde que eu fui uma tola, oh

 

Fuja desta vizinhança triste

Nunca pensei que amar poderia doer tanto

E isso me deixa selvagem

Porque quando você me olha assim

Eu nunca quis ser tão mau

Isso está me deixando selvagem

Você está me deixando selvagem

 

Você faz meu coração tremer

Se dobrar e partir

Mas eu não consigo fugir

E isso está me deixando selvagem

Você está me deixando selvagem

 

Você faz meu coração tremer

Se dobrar e partir

Mas eu não consigo fugir

E isso está me deixando selvagem

Você está me deixando selvagem

 

Fuja desta vizinhança triste

Nunca pensei que amar poderia doer tanto

E isso me deixa selvagem

Porque quando você me olha assim

Eu nunca quis ser tão mau

Isso está me deixando selvagem

 

Você está me deixando selvagem

Wild - Troye Sivan ft. Alessia Cara.


Notas Finais


É MUITO TIRO PRA UM CAPITULO SÓ GENTE, ATÉ EU TÔ ME RECUPERANDO AQUI!

Scarlett e o Ed brincando de 007 James Bond no Hotel foi ÓTIMO! KKKKKKKKKKKK
Só faltaram as arminhas de agentes secretos, aí ficava top!

FUGIRAM DO LOUIS NO MAIOR ESTILO, FORAM DE JATINHO PARTICULAR, BITCHES!

Mila e James, a partir de hoje eu amo vocês, melhores pais, sério
É o poder do Edward deixando os avós muito mais fofos com a Scarlett, amei demais

E aí manas? Será que a Scar e o Bieber vão conseguir conversar?
Ou melhor, será que o Biebs quer ver a cara dela?! KKKKKKK o bichinho tá é mto puto!

Bjo manas, até o próximo cap! <333


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