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História Between Flowers And Loves - Capítulo 4


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Notas do Autor


Boa Leitura 🌹

Capítulo 4 - Uma ligação.


— Advinha quem conseguiu um emprego? 

— Quem poderia ser... — Ele força uma expressão pensativa. — Talvez, o Michael Jackson?

— Ha ha ha, engraçado para caramba, em? Não estraga o momento, Jimin! Vamos começar de novo. Adivinha quem conseguiu um emprego? 

— A pessoinha mais chata porém inteligente deste universo, vulgo minha irmãzinha linda? — Puro deboche, porém vou fingir que isso foi muito sincero.

— Acertou! — Abraço-o enquanto pulo de felicidade, o forçando a pular junto comigo.

— Tá bom, né? Acho que eu e toda a vizinhança já entendemos que você está feliz! — Ele se desvencilha de nosso abraço e se senta calmamente no sofá enquanto dá leves batidinhas no estofado, simbolizando que queria que eu me sentasse também e assim eu fiz. — E então? Começa quando?

— Amanhã mesmo! Provavelmente eu fui a única pessoa que demonstrou interesse por trabalhar lá! 

— Horário integral? 

— Não sei... Ele não me deu muitos detalhes, então vou chegar às sete da manhã e iremos combinar tudo direitinho.

— Bem, posso te dar uma carona, vou sair seis e meia amanhã. 

— Certo! Vamos falar sobre outra coisa... E as namoradinhas? Hã?

— Vá se ferrar, S/n! 

— Aish! Vem cá! Você sabe que um dos maiores prazeres da vida é irritar seu irmão mais velho? — Digo o abraçando enquanto tento fazer uma voz fofa.

— Você é chata! Mas eu também te amo. — Recebo um beijinho carinhoso em minha testa vindo de meu irmãozinho querido.

— Eu estava com saudades... 

— Eu também, maninha, eu também... Mas a mamãe sabe que você está aqui?

— Aham, eu mandei uma mensagem... Relaxa!

Devem estar se perguntando: "Ela não tem traços tão asiáticos assim, como pode ter Jimin como irmão?". Acontece que minha mãe ganhou uma oportunidade de emprego aqui na Coréia e veio para cá. A mãe de Jiminie morreu durante o trabalho de parto e então após ele completar um aninho nossos pais se conheceram, e após um ano de namoro se casaram e minha mãe engravidou de mim. Ou seja, somos irmãos por parte de pai, mas ele sempre viu minha mãe como mãe dele também, então nos consideramos como irmãos por parte de mãe e de pai.

— Tô com fome. — Ele afirma entediado enquanto brinca com uma mecha de meu cabelo. 

— É. Eu também. 

Nós entreolhamos por alguns segundos e logo nos levantamos com um sorriso travesso em nossos rostos e corremos em direção a cozinha. 

— O que quer comer? — Pergunto enquanto procuro algo no armário.

— Que tal Japchae? 

— Ótima ideia, senhor Park! 

[...]

— Isso foi uma péssima ideia, senhor Park! — Digo enquanto encaro o macarrão extremamente grudado e meio queimado... Mas pelo menos o molho que eu fiz ficou bom, mas me lembrem de nunca mais deixar o Jimin perto de uma panela! 

— Não sei o que aconteceu... Nunca deixei nada queimar antes! 

— Talvez você esteja emocionado por estar cozinhando comigo de novo após um ano longe de mim. — Digo convencida.

— Continue aí se iludindo, porque eu vou pedir uma pizza!

— E o que faremos com o macarrão? — Pergunto enquanto encaro a panela novamente.

— Podemos usar como cola, talvez.

Eu não sabia se ria da sinceridade de meu irmão ou chorava pelo nosso fracasso em cozinhar um simples macarrão, mas a vontade de rir foi maior.

 Pelo menos a pizza estava boa e era pouca louça para lavar, agora é só orar, dormir e acordar bem disposta para amanhã! 

[...]

— Bom dia, Hoseok! — Digo animada enquanto adentro em meu mais novo local de trabalho.

— Muito animada para alguém acordado às sete da manhã, senhorita S/n. 

— É, aqui realmente abre bem cedo...

— Costumo abrir seis e meia, mas pode chegar às sete sempre de quiser... De manhãzinha o movimento não é lá grandes coisas. — Ele dirige seu olhar para mim e eu sinto um leve arrepio... Isso é normal, né?

— Poderia me dar melhores detalhes sobre meu mais novo emprego? Como salário, horários, tarefas...

— Um salário mínimo, de 7:00 às 17:30 e eu vou te falando as tarefas aos poucos, quando elas forem surgindo. — Podem parecer muitas horas de trabalho, mas acreditem, era bem pior quando eu trabalhava para Baekhyung!

— E o que posso fazer agora? 

— Comece vestindo este avental. — Ele joga o avental em mim e ainda bem que tenho um bom reflexo! Ah vai, até que não é tão feio... O tecido é um verde escuro com um pequeno bolso na frente bordado com o nome do local "Flowery corner", traduzindo: Canto florido... Uau! Quanta criatividade... Isso foi sarcasmo, obviamente! Não é nada criativo!

— É provisório, só até seu uniforme chegar... 

— Vou ter um uniforme? 

— Aham. — Só agora percebi que ele também trajava uma espécie de uniforme... Uma calça da cor de meu avental e uma blusa laranja com o nome do local... Se esse for o uniforme, acho que irei ficar bem nele. 

Visto o avental e volto a encarar o moreno em minha frente, à espera de alguma tarefa para cumprir.

— Pode ir regando as flores aí. — Sério? Só isso? Acho que fiz uma ótima escolha em trabalhar aqui. 

Pego um regador que avisto no canto atrás da bancada e começo a regar as flores, até que a água acaba e eu não faço ideia de onde pegar mais. 

— É... Hoseok! — Ele estava atendendo uma cliente, mas eu só precisava de uma resposta rápida... — Onde posso encher isso? — Ele me lança seu olhar de sempre, inexpressivo e intenso. 

— A porta atrás do balcão, tem uma salinha lá. 

— Certo. 

Tomo rumo até o local e entro na tal salinha que dava acesso à um pequeno banheiro. Nesta salinha tinha uma torneira na parede e uma mesinha com uma mochila vermelha sobre uma das cadeiras, que eu imagino pertencer a Hoseok. Abro o registro com certa dificuldade e logo a água começa a sair da mangueira, eu logo termino de encher o regador e com um pouco de dificuldade consigo fechar novamente o registro. 

Volto para o local e começo a regar as flores novamente, porém desda vez o regador estava cheio até demais e eu não o aguento por muito tempo, colocando-o no chão para descansar meus braços.

— Está muito pesado para você? — Ele está perguntando numa boa ou debochando da minha cara?

— Não! — Na verdade está, mas não vou dar o braço à torcer!

— Não é o que parece... — Mais uma vez não consigo saber o que ele está tentando transmitir... Por que ele tem que ser assim?

— Aish! Está insinuando o que? 

— Nada! — Ele levanta as mãos como se estivesse mostrando ser "inocente". Coisa que é bem nítido que ele não é, e nem um pouco. 

Derrepente ouvimos um celular tocar, e o meu que não era. Hoseok logo atende e inicia uma conversa com alguém que parecia ser um parente ou amigo próximo. Ao encerrar a ligação ele me encara firmemente e anuncia. 

— Amanhã venha com uma roupa menos chique, não acho que vá querer sujar seu ALL star de barro... 

— O que quer dizer com isso?

— Saberá amanhã. 

Para que tanto mistério? Por que tão misterioso, Hoseok? Aish! Acho que agora tenho um novo propósito de vida: Desvendar todos os mistérios de Hoseok! 

— Ok. Está certo... 

Continua...



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