História Between heaven and hell - Larry Stylinson - Capítulo 4


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Harry Bottom, Harry Styles, Larry Stylinson, Louis Tomlinson, Louis Tops, One Direction
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Palavras 7.700
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, mundanos!

Esse é o último capítulo dessa short fic e está cheio de emoções (com smut incluso), então eu gostaria apenas de desejar uma boa leitura para vocês!

Até as notas finais!

Capítulo 4 - Limbo


  Harry acorda sobre as flores formadas a partir de suas lágrimas, acariciando com delicadeza uma pétala da plantinha lilás e esboçando um pequeno sorriso. Ele estranhamente sentia-se melhor ao acordar, embora aquela mágoa ainda fosse demorar a ir embora, mas liberara boa parte das energias negativas no choro da noite anterior e a chuva parecia ter lavado sua alma, então estava recuperando a esperança de ser aceito novamente no céu e talvez ser um querubim melhor quando retornasse. 

  Seus sonhos mais profundos permaneceriam vivos enquanto ele vivesse, então ele sabia que deveria persistir até não ter mais esperança ou forças, ele encontraria o amor.  

  Aqueles pensamentos encorajadores são cortados quando seu estômago ronca, pois estava apenas com amoras silvestres e seu organismo cansara de produzir calor durante a noite – felizmente suas vestes leves tenham secado, ou teria mais um incômodo. Assim o cacheado volta a buscar por comida naquela floresta densa, encontrando frutos que não tinha certeza de serem seguros para ingerir e decidindo não arriscar aquele tipo de alimentos, até encontrar uma clareira com diversos dentes-de-leão, os quais ele lembrava serem plantas alimentícias não convencionais. Seus olhos brilham com a perspectiva de comer algo, que poderia não ser exatamente um banquete, mas suas folhas eram ricas em vitamina C e cálcio. O querubim tivera muito tempo para aprender sobre aquelas informações quando aguardava sua grande chance, assim aprendeu alguns talentos e agora sabia muito sobre poucas coisas.  

  Era sua primeira vez comendo dente-de-leão, então houve um tanto de receio, mas ela comeu da mesma forma e aproveitou a quantia para saciar sua fome, também utilizando a água da chuva acumulada numa grande folha para matar a sede. Não era o ideal, mas estava grato por ao menos ter aquela fonte de água e alimento, então deixa a floresta próxima a cidade e aproveita seu antigo gosto por caminhadas para que consiga forças de andar pelo acostamento da rodovia interiorana até o município. 

  Já estava no meio do caminho à cidade quando se lembrou do desenho que fizera do demônio, enfiando a mão no seu bolso para encontrá-lo ainda no mesmo lugar e praticamente intacto pela umidade da chuva, embora as pontas estivessem borradas. Ele sente um estranho alívio de ainda estar com aquela pintura de aquarelas, mas ainda tinha sentimentos fortes pelo ser das trevas que encontrara.  

  Mais alguns minutos de caminhada e ele chega ao município, sendo recepcionado por alguns olhares curiosos e cochichos indiscretos que o deixaram um tanto desconfortável, embora soubesse que precisaria viver com aquilo durante o tempo em que ficasse na cidadezinha. Ele precisaria encontrar um emprego e talvez conseguisse algum lugar para ficar, mas era de extrema crueldade que precisasse interagir tanto – o único humano com que já falara estava morto e era parcialmente sua culpa.  

  As pontas de suas asas tocam o chão de tanto que se encolhe diante dos olhares que queimam sua pele, o julgamento e a curiosidade com o desconhecido na expressão de cada pessoa que o observa caminhar até um mercado que parecia bem frequentado. Tentaria encontrar um emprego e buscaria fazer sua boa ação logo, pois queria o aconchego de casa o mais breve possível.  

  Seus olhos, que estavam presos ao chão, erguem-se apenas quando já está quase chegando ao seu destino, mas ele congela no lugar quando as esferas verdes encontram outras asas, embora muito diferentes das suas, pois não tinham penas e eram avermelhadas da mesma forma que a pele de seu portador. Ele estava surpreso pela coincidência de encontrar o demônio entre os humanos daquela forma, pois conversava e carregava uma sacola de papel com alimentos que pareciam recém comprados, ele sorria graciosamente enquanto falava, mas esse sorriso desaparece quando ele olha ao redor e encontra o anjo cacheado que o observava. Louis despede-se da senhora com quem conversava, sendo amistoso e prometendo uma visita, para seguir direto até o lugar em que o anjo estava parado, próximo a uma loja de artesanatos e com as atenções já desviando dele: 

  - Serafim, o que fazes aqui sozinho? – aquele seria sempre seu apelido, embora estivesse preocupado demais com a sua segurança para que pudesse admirá-lo. 

  - Eu apenas... Estou aqui... – ele não fornece muitas informações e sua voz parece cansada, mas o mais experiente acredita que ele estivesse bem pelo modo como suas bochechas estavam ruborizadas. Ficaria de olho de qualquer forma para garantir sua proteção, ou pelo menos pretendia fazer isso. 

  - Eu ainda não sei o seu nome – o demônio tinha o estranho desejo de saber tudo e qualquer coisa sobre aquele ser lindo, mas ainda não sabia o básico. 

  - Harry – ele não sente mais receio de falar com o demônio no momento, pois o pior que poderia acontecer já havia acontecido de qualquer forma, mas ainda estava um tanto tímido pela aproximação repentina e porque nunca fora acostumado a conversar com ninguém que estivesse fora do céu. 

  - É um nome lindo – o outro não consegue deixar de elogiar, pois queria ver aquele lindo rostinho corar e conseguiu o resultado esperado, ele ficava adorável. – E você está bem mesmo depois da última missão?  

  - Eu estou bem, quer dizer, aquela foi minha primeira missão e foi um completo desastre, mas eu costumo ser desastrado até demais, então não deveria me surpreender pelo que aconteceu, ao menos é o que dizem – Harry solta um suspiro triste e cansado, pois todas as palavras maldosas voltam a sua mente e ele tem a vontade avassaladora de chorar, mas controla as emoções como jamais fizera antes.  

  - Estão errados em dizer isso, serafim, você foi um verdadeiro anjo para aquele rapaz e foi brilhante como ninguém, mas algumas situações são mais complicadas e nós não podemos interferir nelas – ele tenta confortá-lo com palavras gentis, novamente indo contra sua natureza apenas porque tinha o ímpeto de agradar o anjo. Ele ficava lindo até mesmo chorando, então deveria ser deslumbrante quando sorrisse.  

  Harry mordisca o lábio inferior, sem saber o que dizer após palavras tão bondosas que aquecem seu peito numa sensação boa. Ele nunca fora tratado daquela forma, pois apenas eram gentis com ele em piedade, mas aquele demônio parecia realmente crer em suas palavras e estava sendo legal com ele.  

  E ainda queriam que ele acreditasse que Louis era o malvado da história: 

  - Obrigado, significa muito para mim ouvir isso – ele agradece com timidez manchando suas bochechas de rosa, parecendo ainda mais adorável e inocente ao demônio. 

  - Alguém precisava dizer a verdade, não é mesmo?! – Louis aproxima-se um pouco mais do anjo, que era ligeiramente mais alto que ele e emanava uma aura positiva com aqueles olhos verdes bondosos e cheios de curiosidade. – Onde você está ficando? Quer dizer, você está vivendo aqui entre os mundanos, certo?  

  - É complicado, mas acho que vou passar um bom tempo vivendo por aqui – ele desfaz a aproximação, ficando com borboletas no estômago apenas pela quentura do demônio que estava próximo demais, embora estivesse receoso daquelas perguntas. 

  - Você tem onde ficar, certo? – a pergunta que ele evitava é feita, pois ele não queria assumir estar na floresta após ter sido chutado para fora do céu, pois desta forma precisaria dizer o motivo e seria muito constrangedor.  

  - Uh, sim, claro! – seu nervosismo ao responder a pergunta fica bastante evidente e o demônio decide relevar para não constranger o cacheado com algum comentário, mas ele estava decidido a sair de perto naquele momento, então se apressa a dizer. – Eu apreciei a conversa, mas preciso ir agora. Tchau! 

  Louis não tem tempo para responder nada, pois o querubim praticamente foge em direção ao mercado antes que consiga abrir a boca para falar. Ele estava suspeito e o demônio ficou observando com atenção todo seu percurso, desejando ir atrás e insistir pela verdade, mas respeita a escolha do cacheado de fugir daquela conversa e decide apenas cuidar dele à distância se fosse necessário, pois ele inspirava seus instintos protetores.  

  O cacheado sabia que havia sido ridículo fugir do demônio daquela forma, mas estava com vergonha demais para admitir ter passado a última noite com chuva na floresta e sem abrigo algum. Estava com vergonha demais para admitir que comera dentes-de-leão e amoras. E acima de tudo estava com vergonha demais para admitir que tudo isso acontecera porque gostava dele, porque tinha um desenho dele enfiado em seu bolso e porque desejava seu toque. Se ele confessasse aqueles fatos receberia sua piedade e ele não queria tornar-se apenas o ‘pobre querubim' quando estava desejando sentimentos mais fortes do que pena. 

  Sua promessa de honestidade dificulta um pouco o processo de convencer os mundanos na cidade de que era uma pessoa normal, mas ele inventa uma boa historinha sobre viver na cidade vizinha e buscar um emprego para pagar a faculdade.  

  Era convincente para que a simpática proprietária do mercadinho acreditasse, mas ela não tinha nenhuma vaga, assim como os demais lugares na cidade em que ele tentou conseguir um emprego. Desta forma ele retornou à floresta caminhando e ainda mais cansado que antes, embora tenha tomado chá com biscoitos numa padaria – sendo cortesia do dono, que o acha pálido demais e reconhece seu esforço em conseguir trabalho. Ele estava com as pernas cansadas e queria voar até lá, mas era arriscado que alguém o visse.  

  Seu cansaço faz com que ele não coma antes de adormecer no mesmo lugar que antes, embora as condições daquela noite fossem melhores, pois ao menos estava seco. Na manhã seguinte ele apenas encontra algumas frutinhas que parecem seguras o suficiente para comer e agradece mentalmente a temperatura alta quando adquire coragem de entrar num riacho frio para banhar-se devidamente, embora acabe achando agradável a relação com a natureza. 

  Ele decide ser melhor apenas continuar pela floresta naquele dia para não levantar suspeitas e para que arrume melhor sua vida daquela forma, pois estava faminto e queria um lugar mais seguro para dormir, então permanece sozinho naquela imensidão e sua primeira atividade é procurar uma fonte de alimento. Felizmente ele teve a sorte de encontrar uma boa macieira cheia com os frutos, exatamente como se estivesse num conto-de-fadas, e pode saciar a fome sentado num dos galhos – nesse momento ele não se sente chateado pelo banimento, pois percebe que jamais teria tais experiências se continuasse em seu canto isolado entre os querubins que o desprezavam, talvez nunca mais voltasse e fosse mais feliz assim. 

  O dia acaba sendo bastante calmo e ele tenta pensar numa outra forma de conseguir viver entre mundanos com uma cultura tão diferente da sua, mas não tem muitas ideias boas e decide apenas continuar fazendo seu melhor para que gostem dele, ou talvez seguiria a uma cidade grande para tentar a sorte de outro modo, mas não desistiria de ser feliz: 

  - Olá, amiguinho. – ele sorri docemente ao encontrar com uma pombinha, que não foge mesmo com sua aproximação e parece ter consciência de sua origem como anjo pelo modo como olha para ele. – Eu sou o Harry.  

  Certamente o pássaro não responde, embora vire a cabecinha suavemente para o lado como se tentasse entender o que ele dizia, é nesse momento que ele mostra suas asas grandiosas e branquinhas, vendo a pomba voar para outro galho, embora permaneça próxima dele: 

  - Viu? Também tenho asas, mas não sou um pássaro grande que vai te machucar, eu só quero um amigo e você parece uma boa companhia, já que ainda não escapou para longe – o querubim fica calado quando enfim a pomba voa para longe, abaixando as asas e parecendo ter levado um balde de água fria.  

  Mas a pombinha retorna antes que ele deixe aquela clareira bonita, trazendo no bico duas cerejas unidas pelo mesmo talo e parecendo fazer uma oferta de amizade daquela forma, a qual é aceita de imediato quando o cacheado retorna o presente com amoras delicadas e com um caramujo que ele encontra pelo chão, pois sabia que aqueles pássaros costumavam gostar desse tipo de alimento. Assim eles ficam em companhia um do outro pelo restante do dia, o anjo comentando algumas coisas e a pomba fingindo que entendia o que era dito enquanto recebia pequenos insetos para comer.  

  Logo a noite chega e o pássaro retorna ao seu ninho num pinheiro alto, deixando o cacheado sozinho mais uma vez e com um enorme desejo de observar as estrelas naquela bela noite. Desta forma ele faz seu caminho até o vasto campo da fazenda em que estava aquela floresta, andando calmamente e abrindo um sorriso quando vislumbra o céu. 

  A lua estava na fase cheia e iluminava bem a vastidão do campo, deixando que o cacheado tenha uma boa visão do gramado enquanto caminha por um tempo antes de sentar no chão com as asas esparramadas confortavelmente, tendo a vista ampla daquele belo campo aberto com algumas flores esparsas e a floresta ao longe. Harry permanece observando as estrelas com fascínio, pois nunca tivera a chance de vislumbrar o céu por aquela visão mundana e estava encantado pelas estrelas, que apenas não brilhavam mais que seus olhos. 

  É daquela forma que ele permanece os próximos minutos de contemplação, tão imerso em sua mente cheia de pensamentos que não percebe a aproximação sorrateira do demônio, que o observa por um tempo antes de pigarrear audivelmente para anunciar sua presença, embora desejasse mais alguns minutos de apreciação à beleza angelical do cacheado, com asas lindas das quais escaparam a pena que ele guardava carinhosamente e cachos que escorriam como uma cascata de chocolate até os ombros. Seus olhinhos esmeraldas ficam suavemente arregalados quando percebe a presença do demônio, seu coração fica acelerado e suas bochechas ficam ruborizadas sem motivo aparente, talvez fosse apenas o efeito que o demônio tinha sobre ele: 

  - Olá, meu serafim – ele não percebe o pronome possessivo que usara, mas o outro nota e acaba mais corado por conta disso, pois queria ser chamado de serafim e ser dele. 

  - Olá... – o cacheado não tem mais certeza de estar falando ou raciocinando direito.  

  - Está uma bela noite, não?! – Louis desvia o olhar às estrelas quando senta ao seu lado, mas não resiste e volta a fitar o querubim ao seu lado com um sorriso carinhoso em seus lábios finos e vermelhos. – Esses campos são tecnicamente meus, então espero que esteja confortável em observar as estrelas e com minha companhia.  

  - Esses campos são tecnicamente seus?! Como você deixou o inferno? – ele não consegue esconder a sua surpresa ou a curiosidade, franzindo o cenho ao olhar para o demônio. 

  - Um fazendeiro perdeu esses campos num pacto e estou vivendo na casa que costumava ser dele, e eu deixei o inferno como uma espécie de castigo por algumas coisas que fiz contra as regrinhas antiquadas que precisamos seguir, sabe?! – ele oculta algumas partes que envolviam seus sentimentos e solta um suspiro profundo, mas logo recupera a expressão de sempre quando olha o cacheado. – Mas você não me disse o que está fazendo aqui, uh?  

  - Eu meio que desobedeci uma regra e nunca fui o querubim perfeito, então fui expulso até que prove merecer meu lugar no céu – desta vez ele não sente tanta vergonha de contar, pois percebe o outro como alguém compreensivo e que se preocupava com ele. 

  - Onde você passou essa noite?  

  Novamente aquela pergunta chega, mas o cacheado decide pela honestidade quando aposta para a vasta floresta que o abrigara nas duas últimas noites. Louis arregala os olhos azuis ao perceber que o anjo fora praticamente abandonado entre os mundanos e seu coração parte um pouquinho ao pensar sobre isso, porque ele não merecia chorar, por mais lindo que ficasse daquela forma: 

  - Você passou aquela noite tempestuosa sem abrigo algum nessa floresta?! – repentinamente ele parece mesmo com um demônio, mas o cacheado não teme, pois sabia que aquela reação era protetiva, então ele apenas assente com a cabeça. – Não vou deixar você sozinho, venha para minha casa, por favor? 

  - Louis, e-eu... – ele é interrompido por um ronco de fome de seu estômago, ficando mais sem graça ainda quando o outro ouve. 

  - Você está com fome. Eu estou com tanta raiva de quem te deixou nessas condições, serafim, quero que você fique comigo e que me deixe cuidar de suas necessidades, por favor – assim ele parece muito sedutor para que o anjo consiga negar, então ele concorda com a cabeça e observa intrigado quando o outro levanta rapidamente para então estender a mão para ajudá-lo a levantar também. 

  Suas mãos encontram-se quando o querubim aceita a ajuda e estranhos choques percorrem seus corpos no momento em que as peles entram em contato, uma sensação quente e de familiaridade enchendo seus corações com a certeza de que aquele bom sentimento entre os dois seres opostos não era errado como lhes fora dito. Eles têm a imediata consciência disso, mas nenhum deles fala uma palavra sequer e caminham juntos em direção ao casarão de fazenda, apenas aproveitando as companhias um do outro enquanto fazem o possível para que suas mãos esbarrem para sentirem novamente aquele arrepio delicioso. 

  Harry estava um tanto envergonhado por aceitar aquela proposta, mas também estava feliz por ter alguém para cuidar dele quando já fora tão rejeitado, além de que estava com bastante fome para negar comida. 

  Os dois chegam à casa do demônio após passarem alguns minutos caminhando calmamente pelo vasto campo da fazenda. A casa era como uma tradicional fazenda que aparecia nos filmes americanos, com um jardim abandonado e alpendre em toda a volta, era muito bonita na visão do cacheado e ele estava com curiosidade de conhecer o interior, sendo convidado pelo anfitrião a adentrar a residência e sentindo algo semelhante a uma queimadura quando coloca seu pé naquela típica escadinha que levava à porta da frente, pois havia a dos fundos e ainda inúmeras janelas que garantiam a iluminação e a ventilação quando fosse muito calor. Era uma casa adorável, mas também era propriedade do demônio, então qualquer anjo era impossibilitado de adentrar para que não bisbilhote onde não é chamado. 

  O querubim cambaleia para trás quando tenta fugir daquela dor que queimara a parte do pé que ele usara para pisar na escada, quase caindo antes de ser amparado pelos braços firmes e fortes do outro: 

  - Você está bem? – Louis pergunta com preocupação quando sustenta o peso do cacheado para deixá-lo em pé, embora tenha o desejo de mantê-lo em seus braços. 

  - Eu não sei o que aconteceu, mas eu senti queimar quando pisei na madeira, como se eu estivesse proibido de entrar – ele franze o cenho, pois sentia-se triste de não poder seguir o demônio por ali justamente por não serem do mesmo tipo. 

  - Compreendo, eu provavelmente não poderia entrar num lugar sagrado, então foi burrice minha imaginar que você poderia entrar num lugar como esses, desculpe-me por isso, meu serafim querido – mais uma vez ele utiliza apelidos fofos para tratar com o ser angelical que olhava em sua direção com encantamento. 

  - Não se desculpe, eu que deveria... 

  - Espere um pouquinho – ele pede subitamente antes de correr para dentro de casa sem explicar nada antes de deixar o cacheado sozinho e atordoado. 

  Harry fica sem jeito, mas aproveita o tempo para observar melhor a enorme casa enquanto espera o retorno do demônio, então ele presta atenção nas janelas com cortinas de florzinhas e na tinta que já começava a descascar nas madeiras, embora não se atreva a chegar perto da escada ou até mesmo das paredes para não correr o risco de ser queimado. A espera não é de muito tempo, felizmente, pois logo o demônio retorna com diversos objetos embaixo dos braços e um cobertor que cai aos pés do cacheado quando ele desce as escadas.  

   Felizmente o cobertor não queima o cacheado no momento em que o segura com cuidado, então ele estava seguro em aproveitar o restante, que consistia nas melhores comidas que o demônio encontrou e algumas almofadas para que ficassem confortáveis: 

  - Espero que aprecie uma refeição à luz da lua – ele mordisca o lábio inferior em certa insegurança pela reação surpresa do cacheado, mas abre um sorriso quando ele assente. 

  - Isso é tão gentil, obrigado! – o querubim afasta as lágrimas bobas que insistem em inundar seus olhos quando ele agradece, pois estava emocionado pela bondade do outro e recuperara sua esperança num mundo melhor. – Ninguém foi tão bom para mim, por causa dos meus defeitos incorrigíveis, mas você está sendo realmente incrível.  

  - Você merece toda a bondade do mundo, serafim. 

  - Louis... – as lágrimas de felicidade voltam a encher seus olhos quando ele murmura o nome que mudara completamente sua vida. 

  - Não, não chore! Desculpe, eu não quis fazer você chorar assim ou ficar triste com o que disse, mas às vezes minhas palavras são grosseiras e ferem os sentimentos mesmo quando não é a intenção – o demônio acredita serem lágrimas de tristeza umedecendo o rosto delicado, pois sempre produzira lágrimas num sentido de raiva ou infelicidade, então fica assustado com a perspectiva de ter magoado seu anjo.  

  - Não estou triste, demônio, estou apenas demasiado feliz e emocionado demais para que consiga controlar – ele hesita em chamá-lo daquela forma, mas Louis acha atraente aquela palavra na voz rouca do cacheado e deseja por um instante fazê-lo gemer aquilo. 

  Os dois caminham até estarem afastados suficiente da residência, para terem uma visão completa e ampla do céu estrelado e com lua cheia, então o cacheado estende o cobertor amarelo no chão e eles ficam confortáveis para que comam a janta improvisada que fazia o estômago do cacheado roncar ainda mais. Eram sanduíches, rosquinhas, algumas frutas e chá gelado que aguçaram ambos paladares quando o demônio distribuiu a comida no cobertor que servia quase que como uma toalha de piquenique improvisada.  

  Louis observa enquanto o querubim come, sem comentar nada para evitar constrangê-lo e notando que ele parecia estar realmente com fome.  

  Queria perguntar o que havia realmente acontecido para que ele acabasse daquela forma, embora tivesse receio de magoar o belo cacheado se ousasse falar de um assunto delicado, então esperava o momento certo para extrair a verdade sobre sua vida celeste. Ele era um demônio e aprendera a não se preocupar com os sentimentos alheios, mas aquele lindo ser inspirava sua bondade e seu cuidado.  

  A refeição é feita num silêncio confortável, embora fosse cheio de curiosidade e palavras não ditas por ambos os lados – eles erguiam o olhar para chegar o outro algumas vezes, mas faziam discretamente e às vezes os olhos encontravam-se no processo. Harry apenas come o suficiente para saciar sua fome, sem querer abusar da boa vontade que o demônio tivera quando o convidou para aquela refeição e também sem querer parecer um bobo na frente do ser que ele secretamente gostava, pois ainda havia uma faísca de esperança de ter os sentimentos retribuídos e ele gostava de pensar que o outro também poderia gostar dele como além do ‘querubim atrapalhado’ ou qualquer outro modo como seus antigos amigos costumavam referir-se a ele.  

  Aqueles pensamentos tomam conta de sua mente e ele não percebe quando começa a apenas encarar um ponto fixo no chão, ficando confortável em seu lugar e deixando que acidentalmente sua roupa fique desarrumada, de forma que o papel escapa de seu bolso e acaba caindo na toalha de piquenique improvisada. O papel dobrado com cuidado chama a atenção do demônio, que não consegue mais lutar contra seus instintos quando apenas estende a mão para pegá-lo sorrateiramente, obviamente ficando surpreso quando o desdobra para conferir o conteúdo.  

  O desenho era tão bonito que o demônio duvida ser sobre ele num primeiro instante, mas então lê seu próprio nome num cantinho, escrito numa grafia delicada e bastante delineada que era exatamente o que ele esperaria do querubim, o qual continuava absorto em seus pensamentos e não notara a descoberta do mais velho.  

  Louis estava abismado que o cacheado tivesse feito aquilo, pois exalava uma devoção e também certo cuidado com cada linha desenhada, como o maior gesto de carinho que ele recebera durante toda a sua existência, sendo que nem ao menos sabia o que significava aquele desenho que parecia importante o suficiente para que o anjo mantivesse-o no bolso sempre. Ele queria saber mais e queria as respostas que diriam o motivo pelo qual o mais jovem fora expulso do céu numa condição tão precária, pois não acreditava que aquele adorável anjo pudesse fazer mal a uma mosca sequer, então não deveria ter cometido tão maldade que valesse um banimento tão cruel: 

  - Serafim – ele chama tão suavemente quanto consegue, pois pigarrear não chamara a atenção do cacheado, e acaba um pouquinho mais apaixonado quando os olhos curiosos e verdes voltam-se na sua direção.  

  - Sim? – o pequeno sorriso que ele esboçava desaparece quando ele percebe o item que estava na mão do demônio. – Eu posso explicar... 

  - Não pense que é algo ruim, mesmo, porque eu realmente gostei do seu desenho, mas eu quero as suas explicações para que eu possa finalmente entender o que está acontecendo com você ou o motivo de estar banido aqui, pois eu não consigo imaginar um ser tão lindo quanto você fazendo algo de errado – aquelas palavras pegam-no de surpresa, mas ele concorda com a cabeça e respira fundo.  

  - Você provavelmente vai achar bobo, mas eu fui expulso por gostar de você – seu rosto fica ruborizado com timidez ao confessar o motivo de estar naquela situação, percebendo a surpresa nas expressões do demônio quando este absorve o que fora dito. 

  - Certo. O quê?  

  - Fiz esse desenho quando voltei da missão, eu não conseguia parar de pensar em você e percebi que os demônios não eram tão ruins quanto haviam dito. Um outro querubim que eu julgava ser meu amigo viu o desenho e alertou ao coordenador dos anjos, que me expulsou, já que aparentemente traí minha própria espécie – ele hesita um pouco ao responder, tentando usar as melhores palavras e ocultando o fato de que estava apaixonado pelo ser que o fitava com os olhos azuis suavemente arregalados de surpresa. 

  - Serafim, isso é... – o demônio começa após alguns segundos de compreensão do que acabara de ouvir, sendo interrompido pelo cacheado. 

  - Patético, eu sei!  

  - Isso é exatamente o que aconteceu comigo – ele completa o que tinha para dizer e aproxima-se do querubim com cautela, parecendo ter medo que ele fugisse diante de um movimento brusco. 

  Harry parece estar vivendo uma fantasia quando o demônio puxa uma pena branca com fios prateados, parecendo um tanto amassada após ficar guardada durante algum tempo em seu bolso, mas ainda assim reluzente o suficiente para que ele reconheça-a como uma das suas. Fora dito anteriormente que os anjos perdiam uma pena a cada missão fracassada, então acreditava que aquela tivesse caído quando estava subindo aos céus e estava no mínimo surpreso pelo demônio ter guardado.  

  Não era justo que o cacheado tivesse sido honesto sobre os acontecimentos sem que soubesse do outro lado da história, então ele pigarreia e começa: 

  - Eu nunca conheci um anjo como você, fui fascinado desde o primeiro instante e peguei sua pena do chão quando acabou, mas temos uma regra contra bons sentimentos no inferno e eu a desobedeci quando tentava ajudar na missão. Demonstrei piedade e um pouco de gentileza, então fui banido quando voltei ao inferno e enviado para cá por causa dos meus anos de serventia – Louis explica e sente-se um pouco melhor quando desabafa sobre aquilo, pois não vê nenhuma repulsa nos olhos esmeralda. 

  - Desculpe se fiz você ser expulso – o querubim pede desculpas por aquilo e derrete completamente o coração do mais velho com aquilo. 

  - Não, não se desculpe, eu estou feliz por estar aqui junto com você e isso não teria acontecido se ainda estivesse no inferno, não é?! – ele abre um sorriso caloroso quando o cacheado concorda com a cabeça, balançando de leve os cachos.  

  - Também estou feliz por estar com você.  

  Seu sorriso é tão intenso que as covinhas aparecem graciosamente em suas bochechas, aquele detalhe é chamativo ao mais velho, que adquire mais um brilho encantado no olhar ao fitar o conjunto completo que formava um sorriso genuíno do cacheado. E era tão deslumbrante que ele tem a certeza de adorá-lo por inteiro, desde os cachinhos até a sua alma bondosa e cheia de sentimentos bons que ele jamais conhecera, mas que estava ansioso para aprender sobre com o menino diante dele. 

  Já não eram mais tão diferentes, eram apenas dois corações num lar que eles mesmo haviam criado na toalha de piquenique improvisada.  

  Louis ergue a mão para arrumar um dos cachinhos teimosos do anjo, colocando-o de volta ao seu lugar cuidadosamente e sorrindo para ele quando nota as bochechas coradas dele, que começara a inclinar-se suavemente em sua direção sem ao menos perceber. O mais jovem parecia entregue por completo e implorar por um toque ou carinho sequer, então o demônio atende seu desejo quando acaricia sua bochecha com o polegar e desce aquela carícia ao seu pescoço alvo e sensível, sentindo quando se arrepia como se seu corpo inteiro fosse necessitado daqueles toques quentes e cuidadosos.  

  Seus rostos aproximam-se lentamente por conta do carinho e o cacheado acaba entregue por completo, fechando os olhos com suavidade quando os lábios tocam-se pela primeira vez num contato carinhoso e tenro que lhes envia arrepios. 

  Era como se todas as estrelas estivessem finalmente alinhadas e tudo fosse certo. 

  O cacheado beija-o com enorme devoção, sendo entregue a cada toque que o fazem suspirar com a sensação de finalmente ser adorado daquela forma e pela primeira vez. Seus lábios pareciam bem juntos, movendo-se com uma lentidão romântica que não mudava em nada a urgência que estava lá, sendo desperta apenas quando o demônio lambe seu lábio inferior e aprofunda o contato, permitindo que sua língua toque a do querubim numa carícia amável com esse gesto e sugando a carne de seu lábio inferior quando parte o ósculo, deixando a pele mais rosada do que costumava ser naturalmente e deixando mais um selinho antes de afastar-se alguns centímetros para deslumbrar aquele rostinho angelical: 

  - Você tem os mais lindos olhos azuis que já vi – o querubim parte o silêncio com um sussurro tímido, liberando o que estava em seu coração antes de ter coragem de beijar-lhe a face.  

  Ele beija seu maxilar e então as maçãs do rosto proeminentes, hesitando antes de estender tal carinho para suas pálpebras suavemente fechadas em confiança mútua. E onde beija ele distribui um rastro de amor. Um amor tão puro que o demônio jamais havia experimentado, mas que ele gostava ao ponto de estar sorrindo como um bobo quando o mais jovem encerra os beijos com um selinho tímido na extremidade direita de seus lábios. 

  Louis abre as pálpebras acariciadas para fitar o anjo, com o brilho da paixão reduzindo em suas esmeraldas enquanto o olha com fascínio. O cacheado agora era uma razão para viver e sua sanidade estava segura apenas enquanto fitasse aquela imensa floresta verde que se estendia nas íris do menino, que exibiam a verdadeira tranquilidade que os anjos representaram outrora e que seriam capazes de trazer paz ao mundo num simples piscar de olhos. Harry era um anjo caído e o demônio não tinha a mínima intenção de voltar para o inferno enquanto recebesse aquele olhar de adoração ou tivesse-o em seus braços: 

  - Você é lindo, meu serafim querido – ele diz com as ruguinhas aparecendo abaixo de seus olhos devido à intensidade do sorriso que iluminava seu rosto e o mundo inteiro do anjo, fascinado demais com aquele detalhe para notar qualquer outra coisa. 

  - Por favor, faça amor comigo – as palavras saem de seus lábios num único fôlego e deixam um rastro de rubor em suas bochechas pelo pedido que jamais cogitara fazer antes de conhecer aquele demônio e parecer subitamente certo. Ele entregara seu coração, mas também queria entregar seu corpo.  

  Todo o mundo para por um instante quando Louis absorve o pedido, ele jamais tivera tanto desejo por alguém antes e queria intensamente deitar ele ali naquele gramado para atender seu desejo da maneira mais selvagem possível, mas o querubim merecia o tratamento mais carinhoso do mundo inteiro e ele queria ser capaz de tratá-lo com tal delicadeza. O cacheado tem receio de ter pedido demais com aquele passo na relação que estavam estabelecendo, então mordisca o lábio e encolhe as asas com vergonha: 

  - Desculpe, e-eu não quis... – ele começa a falar com tremores de timidez, mas é interrompido pelo mais velho antes que consiga contar sua primeira mentira dizendo que não queria aquilo. 

  - Serafim, eu quero isso, mas não quero machucá-lo. Você é precioso demais para que seja simples e eu nunca aprendi a ser cuidadoso, mas eu quero ser mais delicado por você – o demônio explica com firmeza e essas palavras deixam o cacheado um pouco mais apaixonado por ele naquele momento apenas pela intenção do cuidado. 

  - Escute, meu querido demônio, eu gosto de você exatamente da maneira que é e não tenho medo que você me machuque. Quero você de qualquer modo e tenho certeza absoluta disso, porque sinto meu corpo reagir a você, a seus toques e a cada palavra que me deixa sedento pelo que nunca experimentei – Harry confessa e segura a mão do demônio, levando até seu peito e pousando acima do coração. – Sente? Ele só acelera assim quando estou com você. 

  - Sério?! – é a vez do demônio sentir-se um bobo apaixonado, mas ele não consegue conter um sorriso idiota quando o outro assente com a cabeça. 

  - Você é uma doce criatura – Harry murmura com a adoração reduzindo em seus olhos e geme baixinho quando é tomado em outro beijo, que dessa vez já começa com intensidade, embora toda o carinho e a paixão ainda estejam presentes nos toques que o colocam deitado no cobertor que usavam de toalha. 

  O anjo retribui o beijo enquanto permite ser deitado cuidadosamente no chão, sentindo as mãos do mais velho percorrerem seu corpo como se o descobrisse naqueles toques ainda calmos, embora ele aperte em determinados pontos certos e coloque a mão por baixo da roupa para arranhar de leve a pele alva, apenas num atrito gostoso que é delicioso pela primeira vez. Um grunhido é abafado pelos lábios quando o cacheado experimenta diversas sensações novas, com o corpo reagindo aos estímulos que recebia e ficando cada vez mais entregue ao demônio. 

  Seus lábios continuam próximos quando cortam o ósculo em busca de mais fôlego, mas as respirações ofegantes não ficam juntas por muito tempo, pois o demônio desce os lábios para o pescoço alvo do anjo, completamente imaculado e alvo de seus beijos. Ele percebe a satisfação do cacheado, pois ele grunhe em acordo e leva a mão cegamente à virilha para tentar aliviar a ereção que ali surgia. 

  Louis delicia-se com a tez macia em contato com seus lábios quentes, querendo seguir os beijos para os mamilos e sendo impedido pela vestimenta do anjo, então começa o processo de despi-lo calmamente. O querubim sente um arrepio quando a brisa fresca da noite atinge sua pele recém exposta e fica corando diante do olhar atento que analisa seu tronco com o desejo intenso queimando-lhe, pois o mais velho tem vontade de marcar cada centímetro de seu corpo com beijos apaixonados – ele inclusive percebe os quatro mamilos, mas isso é motivo para apenas um sorrisinho antes que se concentre em seguir seus carinhos pelo tronco desnudo. Um gemido extasiado parte os lábios do cacheado quando seu mamilo direito é sugado e mordiscado pelo outro. 

  Não demora muito para que o calor obrigue o mais velho a despir o tronco também, ficando surpreso ao receber os mesmos toques cheios de devoção e tendo que controlar seus instintos quando o cacheado dá atenção a seus mamilos.  

 Os lábios ruborizados do cacheado eram também ardentes na região, mas sua timidez faz com que ele direcione logo os beijos de volta ao pescoço do mais velho, sugando a pele com tanta vontade que acaba deixando uma marquinha de amor. Harry repete a graciosa marca na área do maxilar, sorrindo quando vislumbra o resultado e exibindo as covinhas antes de tornar a saborear os lábios finos do outro num beijo quente que praticamente hipnotiza o anjo, porque ele não percebe quando acaba por baixo novamente e despido por completo.  

  Sua respiração torna-se ofegante quando as hábeis mãos do demônio exploram seu corpo com firmeza, acariciando as coxas e apertando sua cintura antes de apalpar seu bumbum redondinho. Um gemido mais excitado escapa-lhe os lábios e ele decide abafar os constrangedores sons ao beijar apaixonadamente o demônio, tentando puxar suas roupas para baixo com urgência e sendo ajudado nessa tarefa pelo próprio rapaz, que se despe por completo sem partir o beijo nenhum momento.  

  Harry separa o beijo após alguns instantes para que possa fitar devidamente o demônio, mordicando seu lábio inferior quando repara em sua ereção venosa e tendo o instantâneo desejo de provar seu gosto. Assim ele o faz, puxando o demônio a deitar devidamente no limite da coberta e deixando uma trilha de beijos úmidos até sua virilha, onde ele segue os seus instintos ao lamber toda a extensão do membro venoso, continuando com aqueles toques quando recebe o reforço positivo dos gemidos do mais velho, que leva sua mão aos cachos bagunçados para acariciá-los enquanto estimula-o a prosseguir com a boca naquela região, sendo que o cacheado percebe perfeitamente o recado e arrisca-se a colocar a cabecinha úmida em sua boca: 

  - Serafim, oh! – o gemido alto de satisfação mostra-lhe que estava fazendo certo, então o cacheado afunda um pouco mais e começa a chupá-lo com dedicação.  

  Harry suga o falo como se fosse o fruto divino, fechando os olhinhos ao afundar-se com devoção no membro grosso e entregando-se por completo ao mais velho, que tem a mão firme em seu cabelo para guiar seus movimentos, embora precise controlar seus instintos profundos de estocar na boca do anjo, pois não queria machucá-lo. Os lábios rosados e cheinhos ficavam ainda mais lindos envoltos em seu pau e ele queria beijá-los para sempre, tendo certeza desse sentimento quando o anjo abre os olhos para fitá-lo.  

  O verde esmeralda de sua íris estava ainda mais extraordinário, por mais que a pupila dilatada escurecesse seu olhar com luxúria e desejo, mas ainda assim era o poderoso olhar celestial de um anjo. Um anjo que estava caindo em pecado e gemia apenas com o prazer de ter o pau do demônio contra sua língua.  

  Sua imagem torna-se mais obscena quando se afasta apenas alguns centímetros do pau, ficando com um maldito fio de saliva interligando sua boca à ereção de Louis por alguns instantes antes que ele seja rudemente puxado para um beijo urgente de paixão, pois o demônio não acredita que sobreviveria mais um segundo sem os lábios rosados junto aos seus. O gosto de seu pré-gozo na língua do cacheado é demasiado para o controle de sua sanidade já muito abalada, então ele inverte as posições numa última vez e fica por cima, entre as pernas do querubim, enquanto ainda desfruta de seu beijo, embora não demore muito a partir o beijo para dar-lhe a devida atenção.  

  Ele ergue o quadril do cacheado para ter acesso a sua intimidade, ficando com as pernas esbeltas em seus ombros e sentindo-as estremecer quando toca o ponto com a língua pela primeira vez – ele precisa conter um sorriso com isso, pois o garoto estava tão entregue e aquilo era tão lindo. Assim ele beija e lambe sua entrada, umedecendo-a bastante para só então penetrar um dedo com calma e cuidado de não ferir seu anjo enquanto aproveita a posição para lamber e chupar seu membro.  

  Um dedo deixa de ser suficiente pouco tempo depois e os gemidos manhosos que o anjo começa a emitir denunciam isso, então um segundo é penetrado após ser lubrificado com ainda mais saliva e o seu interior é tesourado enquanto ele aproveita a sensação nova. Era quase demais para ele, mas ao mesmo tempo não era o suficiente, pois ele queria tudo que pudesse ser oferecido pelo demônio que o dedava e chupava com tanta maestria.  

  Seus corpos já estavam escapando da toalha quando o mais velho determina estar bem preparado para o seguinte passo, tirando seus dedos do interior apertadinho e recebendo como resposta um resmungo baixinho de insatisfação: 

  - Serafim, você precisa avisar se isso machucar, certo?! – Louis continua no meio de suas pernas quando confirma que estava tudo bem com aquela próxima parte.  

  - Certo – há firmeza em seus olhos quando ele confirma.  

  Louis assente com a cabeça, prestando atenção nas reações claras do anjo quando posiciona a ereção pulsante em sua entrada, lubrificando-a como pode usando seu próprio pré-gozo e um pouco de saliva. Os olhos verdes permanecem presos ao mais velho enquanto a glande é penetrada com lentidão em seu interior ainda apertado, mas ele não hesita momento algum quando é invadido e, de certa forma, ele gosta daquela ardência fraca. 

  Seu cenho franzido é a exposição do desconforto sentido, mas seus ofegos mostravam que ele gostava, então foi firme em impulsionar seu quadril contra a virilha do demônio para pedir por mais. Louis faz o possível para não perder o controle, mas aquela linda criatura celestial estava tão sedenta por ser fodida e torna-se impossível conter os instintos quando ele arqueia a coluna para gemer abertamente: 

  - Loueh! – seu nome parece o mais lindo som quando produzido pelo cacheado em êxtase de desejo que praticamente contorcia-se na grama, pois eles não estavam mais na coberta abarrotada. – Mais, meu demônio, por favor. 

  O seu pedido é atendido quando ele tem a cintura agarrada com firmeza, pois dessa forma o mais velho tem maior apitão nas estocadas que começam a ser produzidas e que são retribuídas pelos sons manhosos que o cacheado deixa escapar. Harry sentia a grama pinicar em sua coluna e tinha as asas bastante abertas, mas nada daquilo importava enquanto se afundava naquele prazer carnal que causava os mais diversos arrepios por seu corpo imaculado. Ele deixara de ser virgem para um demônio e não acreditava que seus superiores gostariam disso, mas não se arrependia e queria mais que os anjos esquecessem de que ele já existira, pois ele finalmente começara a viver. 

  Sua próstata é atingida nos movimentos e surrada quando ele implora por mais atenção naquele ponto, causando uma explosão de sensações e de gemidos roucos que parecem ecoar pelos campos limpos. Era como arte ao ver do demônio, que desfrutava dos gemidos e do gosto de sua pele enquanto deixava as mesmas marcas de amor em seu pescoço alvo. 

  Harry estava tão extasiado quando jamais estivera enquanto era fodido com rapidez e habilidade, com a impressão de que havia algo sendo formado em seu ventre quando puxa o mais velho para um beijo com gosto de paixão. O demônio no meio de suas pernas diminui o ritmo das estocadas para que possa beijá-lo propriamente, definindo uma intensidade em que ia fundo e com firmeza, embora mais lento que antes, ainda assim o cacheado aprecia muito e produz alguns gemidos contra os lábios finos e calorosos que ele beijava tão necessitado no momento, como se aquele fosse o oxigênio que precisava para viver. 

  Aquele contato é partido, entretanto, quando as sensações gostosas no ventre do cacheado ficam ao ponto de arrepiá-lo por inteiro. Assim o mais velho retorna a atenção ao seu pescoço, erguendo a mão ao rosto do querubim para acariciar e tocando os seus lábios rosados enquanto ele geme com os olhinhos fechados e a cabeça jogada suavemente pra trás. 

  Louis ao menos percebe quando seu rabo que se estendia a partir do final de sua coluna enrola-se na perna suavemente dobrada do anjo, como se quisesse garantir cada pedaço dele. 

  As sensações estranhas e borboletas no ventre do cacheado intensificam-se até que ele não consiga mais suportar, soltando um gemido alto e rouco quando se desmancha em prazer ao gozar entre os corpos tão juntos quando é possível. O aperto de suas paredes internas ao redor da ereção do mais velho quando ele atinge o orgasmo faz com que se torne difícil também para ele segurar, então goza em seu interior ainda apertado e enfia o rosto na curva de seu pescoço enquanto geme abertamente naquele ponto, continuando a estocar até o momento em que as coxas do cacheado estremecem e ele não aguenta mais o prazer que se torna quase dolorido pelos estímulos prolongados. 

  Suas respirações ofegantes misturam-se e o demônio hesita antes de sair do interior do cacheado, mas ainda assim o faz e sorri ao ouvir um gemido manhoso do anjo, que estava perfeitamente satisfeito com a sensação da porra escorrendo para fora.  

  Um sorriso genuíno surge no rosto do querubim por conta disso e ele abraça o demônio, recebendo um beijo apaixonado e lento que reflete seus sentimentos fortes. Os dois eram perfeitos juntos e decidiram naquele momento que estavam bem daquela forma, pois eles tinham o amor um do outro e não deveriam precisar de mais nada além daquilo – o anjo realmente não acreditava que poderia voltar ao céu depois daquela noite, pois os corpos juntos eram melhores que qualquer coisa que poderia encontrar no paraíso e ele sentia-se verdadeiramente vivo naquele momento, sentindo os dedos do mais velho traçarem um caminho aleatório por sua coluna: 

  - Louis? – ele chama, com a voz enfraquecida pelos gemidos e ainda assim parecendo a melodia divina para o demônio, que emite um breve grunhido para indicar que o estava ouvindo com atenção. – Eu estou realmente apaixonado por você.  

  - Serafim, eu me apaixonei por você desde o primeiro instante em que te vi – ele fita o querubim quando confessa, notando quando o receio vai embora de seus olhos verdes e apenas amor puro permanece, então inclina-se para beijar sua face com carinho antes de finalmente beijar seus lábios com vigor.  

  Eles tinham seu próprio lar nos braços um do outro, descobrindo o amor entre dois seres completamente diferentes enquanto permanecem puros e nus, com os corpos unidos e em sintonia entre o céu e o inferno.  


Notas Finais


Esse capítulo foi entregue no automático, pois a autora encontra-se destruída após os tiros disparados pelo nosso querido anjo Harry Styles, que matou o fandom inteirinho com o novo clipe e a nova música.

Mas sério, acreditam que eu tirei um cochilo de uma hora e me acordei no desespero cinco minutos antes de lançar o tal clipe?! Então eu vi o vídeo uma vez e tive um colapso enorme que apenas me deixou dormir 3h30min da manhã, e ainda estou em surto interno. STREAM LIGHTS UP!

Esse foi o fim da história e eu só consigo falar da música do Harry, mas enfim, eu espero que tenham gostado desse pequeno trabalho que produzi em algumas semanas. Eu espero que sintam vontade de comentar, pois eu amo ler os comentários das minhas fanfics (tem mais no meu perfil) e interagir com meus estimados leitores.

Inclusive, queria mandar um abraço especial para a minha carioca preferida @Liih_Stylinson

Beijinhos de sorvete e all the love always. B.

SHINE!

stream lights up & kill my mind


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