História Between Heaven and Hell - Capítulo 2


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Categorias B.A.P, Monsta X
Personagens Bang Yongguk, Daehyun, Himchan, Hyung Won, I'M, Jongup, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho, Youngjae, Zelo
Tags 2won, Anjos, Banghim, Bap, Daejae, Daelo, Demonios, Drama, Kpop, Lucifer, Monsta X, Romance
Visualizações 96
Palavras 1.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui está finalmente o primeiro capítulo de Between Heaven and Hell <3
Os capítulos não serão longos, e esse na verdade tinha mais que o dobro do tamanho e eu cortei ao meio.
Fiz isso pois como o assunto é sério, eu preferi fazer capítulos menores com mais riqueza de detalhes, para não deixar nada passar.
Espero que gostem.

Capítulo 2 - 1- O Daehyun humano, parte 1


1- O Daehyun humano, parte 1

Dias atuais

— Maldito despertador!

O objeto foi arremessado sem dó na parede com uma força descomunal, se partindo antes de chegar ao chão, o que finalmente fez com que o silêncio prevalecesse no quarto.

O rapaz voltou a se deitar, cobrindo-se até a cabeça, mas, antes que pudesse dormir novamente, escutou batidas incessantes em sua porta, sem precisar abrí-la para saber de quem se tratava:

— Daehyun! Minhyuk está aqui embaixo esperando, você está atrasado! — ele ouviu os passos de Sun Hee se distanciarem assim que ela terminou de falar, mas ainda gritou, em alto e bom som, sabendo que ela escutaria:

— Me chame de Dae, ommonie*!

Daehyun odiava seu nome, por algum motivo que desconhecia, e acreditava que sua mãe poderia ter lhe dado um nome diferente. Não era culpa de Sun Hee, pois Dae era adotado, e quando chegou à sua casa atual, ele já tinha esse nome e seus pais resolveram não trocar.

Kim Jaemin e Sun Hee se amavam muito, e não podiam ter filhos, por isso Daehyun sentia certa pena deles por terem adotado um jovem, quase maior de idade. Apesar disso, às vezes costumava pensar que ambos tiveram sorte por adotá-lo, já que ele não se lembrava da vida que levou até agora, não fazia perguntas e nem tinha curiosidade sobre seu passado.

Embora ele não se preocupasse com isso, não se podia dizer o mesmo de seus pais, pois sua amnésia era algo que os preocupava, já que nenhum médico sabia dizer se era permanente, e eles tinham medo que Dae tivesse algum trauma tão grande que, ao se lembrar, decidisse tirar a própria vida. 

Mesmo que ele nunca tenha acreditado que isso era possível.

O jovem se levantou a contragosto e coçou a nuca, indo ao banheiro lentamente para tomar uma ducha rápida e, ao se despir, olhou novamente no espelho para checar, como fazia todos os dias, as cicatrizes que compunham o físico de suas costas.

Era algo parecido com um V invertido, separado por apenas cinco centímetros na extremidade em que deviam se encontrar. Era grotesca e saltava de sua pele, como se, de propósito, a cicatrização não tivesse ocorrido bem.

Ele tinha certa curiosidade em seu íntimo de saber onde havia feito aquilo, mas acreditava ter sorte de não se lembrar de sua vida antes de ser adotado, pois se aquela cicatriz foi feita por alguém, Daehyun preferia não se lembrar o que fizera ou não para merecer aquele castigo.

No banho, ele sempre procurava tocar com máximo cuidado em suas costas pois, as vezes, em contato com a água quente, as cicatrizes ardiam de forma descomunal, e Daehyun sentia uma dor que, pesquisando por noites e noites na internet, descobriu ser comparada com a dor do membro fantasma, que as pessoas sentem quando amputam alguma parte sua. Ele não queria preocupar os pais, portanto nunca os disse nada.

Membro fantasma... o que poderia ser mais ridículo que um braço nas costas?

Se vestiu de maneira desleixada, como sempre fazia, deixando os cabelos sem pentear, rebeldes, e pegou o celular na mesa de cabeceira, enfiando no bolso da calça enquanto pegava o trabalho de química em uma das prateleiras gigantes de livros.

Como todos os dias, encontrou Lee Minhyuk jogado no braço do sofá quando desceu as escadas, com sua mãe ao seu lado, dando risinhos agudos a cada palavra que ele falava. Sun Hee achava o loiro muito atraente e tentava a todo custo fazer com que ele concordasse em sair com uma sobrinha distante, mas Daehyun sabia que seu melhor amigo era gay, o que chegava a ser cômico, pois sua mãe parecia sequer notar. Mesmo que fosse bem visível.

Depois de engolir o café e dar um rápido beijo na bochecha de sua mãe, o rapaz jogou a mochila nas costas e saiu pela porta com o outro, em direção ao carro, enquanto colocava os fones no ouvido, no volume mínimo, mais por costume do que por vontade de ouvir alguma música.

— Você está com uma cara péssima, Dae. — Minhyuk disse, dando partida e observando o movimento da rua antes de aumentar a velocidade perigosamente, sem se importar com o limite — Teve outro sonho estranho?

Um aceno afirmativo com a cabeça foi a resposta que o rapaz recebeu, e Daehyun fechou os olhos, jogado de qualquer jeito no banco do carona.

— Dessa vez sonhei que estava conversando com Lúcifer, acredita? — ele suspirou e deu uma risada amarga, sem humor algum — E adivinhe a melhor parte... ele era meu pai!

O rapaz de cabelos castanhos direcionou o olhar ao seu melhor amigo, o observando a espera de uma piada ou risada, mas a expressão séria e concentrada que ele encontrou no rosto do outro foi seguida pelo silêncio pelo resto do caminho até a escola.

Minhyuk não era cristão e nem assumia ser pagão, mas sempre acreditou que sonhos não são meros frutos de nossa imaginação.

— Eu não sou religioso, mas se não quiser se benzer acho bom procurar um ritual para acabar com isso. — ele disse, procurando uma vaga assim que entrou no estacionamento da escola — Primeiro Anjos, Leviatã... E agora Lúcifer!

Ele balançou a cabeça, visivelmente abalado. Era incrível como o rosto claro e os cabelos loiros podiam deixá-lo tão maduro às vezes

— Isso sem contar aquele rapaz que apareceu em seu sonho...

— Um mestiço... — Daehyun o interrompeu, guardando os fones, já sem vontade de ouvir música alguma — Choi Junhong, esse era seu nome.

E ele se calou, pensativo. O primeiro horário dos dois era Literatura, ficariam na mesma sala onde teriam química no outro período, e  provavelmente deveriam escrever sobre um filme idiota de algum autor que eles realmente não se importavam.

Dae era um leitor nato, mas o professor fazia sua aula favorita ser tão chata e monótona que nos últimos meses ele tem dormido em sua maioria, e mesmo assim sempre tirou notas impecáveis na matéria.

Desde quando, exatamente, era sempre?

O rapaz balançou a cabeça, tentando se lembrar de suas notas no semestre passado, sem sucesso.

Sabia que deviam ser ótimas, já que seus país nunca reclamaram, mas sua memória o pregava peças e ele não conseguia saber ao certo quando começara a ter aulas com essa turma. Daehyun apenas balançou a cabeça novamente, dessa vez para afastar os pensamentos, e mexeu em sua mochila, tirando uma cartela de remédios e engoliu a seco um comprimido para dor de cabeça, andando lado a lado com Minhyuk.

Assim que entrou na sala, ele se sentou na primeira fileira e observou o lugar vago ao seu lado, em seu balcão. Min devia se sentar ali, mas, por uma questão de princípios e regras pessoais, havia decidido no começo do ano que colocaria em prática seu plano de ser convidado para o baile por Kim Tae que, apesar de belo, tinha o cérebro menor do que uma uva, e que tinha um leve histórico de bissexualidade não assumida. O que deixava tudo mais instigante para o amigo de Dae.

O professor de Literatura, Kang Heo-ssi, não tirava os olhos do livro em suas mãos, aguardando pacientemente enquanto os alunos entravam na sala de aula em grupos e aos berros, e Daehyun apenas jogou a mochila no balcão, se deitando sobre a mesma e virando o rosto para as janelas, fechando os olhos em seguida para poder cochilar e sanar a dor de cabeça agonizante. Parecia que algo estava muito errado em sua cabeça, como um sino que tocava indicando que um incêndio havia começado.

O barulho dos alunos foi diminuindo gradativamente a medida que o sono ia dominando o jovem e, quando só se ouvia o som do relógio, o sinal tocou, assustando-o e o fazendo despertar de seu quase sono. Ainda com dor de cabeça

— Espero que se lembrem do filme sobre um importante autor para a Literatura Estrangeira que eu passaria hoje, e acredito que prestarão atenção já que a nota de vocês dependerá muito da redação que escreverão sobre ele. — Kang Heo disse, finalmente se levantando e começando a fechar as persianas nas janelas — Façam seu melhor e me surpreendam, pois hoje receberemos um universitário que acompanhará nossas aulas para sua tese.

Algo bateu no fundo da mente de Daehyun, como se o alertasse de que tinha uma peça fora do lugar, e o sino em sua cabeça deu uma pontada. Ninguém, fosse o curso que fosse, iria usar aquelas aulas em sua tese, e ele sabia pois já havia ajudado a irmã de Minhyuk, que fazia psicologia, e seus amigos universitários:

— A partir de hoje, o estudante formado pela Universidade de Seul, Choi Junhong, será meu assistente em classe.

Só podia ser brincadeira.

Era ele.

 


Notas Finais


*Ommonie- Mãe em coreano, de forma carinhosa.

E então gente, o que estão achando??
Nesse capítulo não houve anjos nem lutas épicas, pois, como se lembrar, Daehyun caiu do céu no Prólogo.
Até o próximo.


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