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História Between Love And Hate 2 (ABO) - Capítulo 5


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Notas do Autor


Olá meus lobinhosss
Demorei mais cheguei amados...
Como ninguém ler as notas, fui!
Boa leitura!

Capítulo 5 - Five


Fanfic / Fanfiction Between Love And Hate 2 (ABO) - Capítulo 5 - Five

POV’s Alice

Eu tinha um probleminha com hospitais, eu não conseguia sair de dentro de um.

Isso porquê eu gosto da sensação de hospitais, não o espírito de gente morta, mas tranquilidade. Cada um com seus gostos...

Por mais que eu insistisse para meu pai me explicasse o resto da história, ele não abria a boca. Era irritante saber que eu teria que esperar meu outro pai, que por sinal está trabalhando eu não sei aonde, voltar e me contar o resto.

Separei do meu pai para ir me trocar e colocar o uniforme. Nada mais básico do que uma calça e camisa de cor verde clara, enquanto médicos usavam uma tonalidade mais escura. Eu olhei para o espelho para ver se tudo estava ok e percebi que precisava cortar o cabelo urgente. Eu sou uma mulher prática, quase não tenho tempo para cuidar de mim, imagina cuidar de um cabelo no tamanho das costas?

O meu celular começa a vibrar em meu bolso e o pego para ver quem seria. Era meu pai e eu tinha certeza que ele provavelmente queria saber onde eu estava e porque estaria demorando muito.

Abro a porta para ir me encontrar com ele e me deparo com o mesmo na minha frente, com o celular no ouvido e olhando para mim...

- Ahn...Oi?

- Vamos.

Guarda o celular no bolso e segue corredor, comigo atrás.

{...}

- Pronto, é aqui – Meu pai olha para a porta – Quarto 1803.

- E aqui... – Eu vou na direção do balcão das enfermeiras e uma delas me entrega uma prancheta – A ficha do paciente.

- Obrigado – Ele pega da minha mão e dá uma análise rápida – Aqui.

Ele me entrega a ficha e eu sou uma olhada. Mesmo antes de eu cursar medicina, papai me trazia ao hospital algumas vezes quando eu era menor e me deixava ajudar, mesmo eu não entendendo muita coisas. Mas eu ficava curiosa para entender aquelas letras todas que ele me ensinou aos poucos.

- Então?

- Chloe, dezessete anos e deu entrada no hospital precisando de um transplante de coração.

- Esperamos um doador compatível e que as taxas dela normalizem, só que sempre alguma fica irregular.

- Ela é nível de risco?

- Infelizmente, sim.

- Não tentaram mudar o tratamento? Estudei para um seminário que algumas drogas podem ser utilizadas nesse tipo de tratamento, para tentar manter as taxas estáveis e sem danificar o coração.

- Eu tentei essa opção, mas o conselho negou.

- Tia Any também trabalha nesse caso?

- Sim, mas ela só vem trabalhar amanhã por causa da chegada da Izzie.

- E por isso a minha pessoa entra?

- Você é uma boa filha – Ele olha para mim antes de bater a porta – Com licença, podemos entrar?

- Ah! – Uma senhora abre a porta e sorrir ao ver meu pai – Doutor, entre.

Pisei os pés naquele quarto e logo senti um cheiro de rosas. Era uma fragrância muito gostosa de se cheirar e vi que em uma das mesas, um jarro cheias delas estava em cima. No final do quarto, uma menina sorrir ao ver meu pai e guarda ao lado o livro que deveria está lendo.

Chloe tinha uma aparência frágil e delicada, como uma boneca de porcelana. Ela usava um pijama azul marinho com estampa de estrelas e o enorme cabelo preto estava preso em duas tranças, do início da raiz ao fim. Os óculos de armação redonda combinavam com o rosto dela e ressalva os olhos cor de mel que a deixava com uma aparência mais madura.

- Bom dia Chloe.

- Bom dia Doutor – Ela direcionou o olhar para mim – Quem é essa?

- Desculpa não apresentar antes, essa é Alice. Ela é quem vai me ajudar a cuidar de você durante um tempinho.

- Ah! Onde está minha educação – Chloe fica nervosa, mas recompõe a postura – Eu sou Chloe e aquela é minha avó.

- Não, tudo bem! Eu deveria ter me apresentado antes. – Direciono-me a senhora ao lado da neta – Muito prazer, eu sou Alice e ajudarei cuidar de vocês duas.

- Mas que menina educada – A avó sorrir para mim, falando ao meu pai – Doutor, alguma novidade?

- Infelizmente, ainda não temos um doador compatível para sua neta...

- E eu continuo na eterna lista...

- Mas mesmo se tivéssemos, precisaríamos regular suas taxas. Não sabendo o que está fazendo elas modificarem tanto nesse período e vamos precisar modificar nos seus remédios.

- Bem... continua no mesmo – Ela sorrir. Nem parecia que tinha recebido notícias ruins – Mas alguma coisa que preciso fazer?

- Por enquanto, seguir minhas instruções e tomar os remédios.

- Mas, eu poderia ir lá fora por alguns minutos? Faz tanto tempo...

- Sinto muito Chloe, mas temos medo de isso piorar sua situação. Qualquer emoção forte pode fazer...

- Meu coração parar, eu sei disso.

- Querida...

- Eu sei vovó, não se preucupe – A ômega olha para mim – Bem, acho que vamos passar um tempinho juntas.

- A senhora teria um minuto? – Meu pai olha para a avó dela – Gostaria de informar algumas coisas.

- Ahn... Claro – E beijou a testa da neta – Eu já volto querida.

Depois que os dois saíram do quarto, um silêncio retornou ao local. Eu olhava para a ômega, tentando achar um assunto, já que eu iria passar um bom tempo lá, mas nada surgia na cabeça. Até pensei em perguntar como ela estava, mais acho que boa não...

- Então...

- Não precisa ser formal comigo, mas sinceramente eu estou perdida. Não sei como iniciar uma conversa com você.

- Nem eu – Ri seco. Aquilo estava ficando estranho demais e torcia para meu pai chegar logo – Faz muito tempo que está internada?

- Acho que essa não seria uma boa pergunta para início de conversa – Rir, o que me faz corar de vergonha. Aquilo estava sendo mais difícil que as provas do segundo ano...

- Desculpa, eu...

- Só conheço você pelo o que seu pai fala, mas não pessoalmente.

- Meu pai fala de mim?!

- Sim, várias coisas...

- Tipo?

- Não conto.

- Que?

- Não quero falar – Eu sentia que aquele era o lado malvado dela. Já não bastava o meu pai, agora ela.

- Isso não é legal, eu fico horrível quando curiosa.

- Sei disso, por isso é divertido atiçar a curiosidade dos outros.

- Bem, se for assim, eu não te falo o que meu pai falou sobre você.

- Ele não falou nada.

- E como você sabe?

- Minha vida foi trocar de hospital a cada três anos desde que nasci, praticamente nasci em um – Ela olha para o equipamento ao lado dela – Essas máquinas são o que me deixam viva.

- Você é bastante...

- Negativa? Já ouvi isso diversas vezes.

O que tinha aquela garota?

- Alice? – Meu pai havia retornado – Chloe, passarei aqui novamente amanhã de manhã para agendar seu exame e dar uma olhada em você.

- Prometo está aqui.

- Engraçadinha... – Meu pai tinha entrado na brincadeira, mesmo percebendo a real intenção – Vamos? – Olhou para mim e apenas acabei em confirmação.

Aquela garota ia me fazer odiar hospitais...

POV’s Adam

- Está melhor mesmo assim? Não é melhor ir para casa?

- Eu estou bem.

Tyler havia me pego na entrada da faculdade para irmos almoçar. Ele acabou passando a viagem toda perguntando se eu estava bem e se não era melhor me deixar em casa, provavelmente ele ainda achava que eu estava de ressaca da noite passada. Mas eu tinha tomado um remédio e estava melhor, o alfa que não acreditava em minhas palavras.

- Então, vamos comer em qual lugar dessa vez?

- Abriu uma lanchonete nova aqui perto que eu queria te levar faz um tempinho. O pessoal diz que ela é muito boa...

- Ok.

- Tá tudo bem? Estou te achando meio calado...

- Só impressão, estou cansado desse dia.

- Então você está normal.

- Vai demorar para chegar?

- Não... já chegamos – Fala ao olhar para o local no outro lado da rua.

Tyler estacionou o carro e nós dois descemos. Realmente, eu havia passado pela aquela parte da cidade várias vezes e não tinha percebido a construção nova. O alfa estava na porta me esperando parar de olhar o local, mas minha atenção foi voltada a pessoa que tinha passado ao meu lado.

- Keith?

- Adam? O que faz aqui?

Meu primo havia notado quem era e chegou perto de nós dois, cumprimentando o alfa mais velho.

- Hey Tio Keith!

- Sem tio por favor – Riu – Sinto-me com mais idade do que já tenho.

- Dramático, nem dos trinta você passou – Tyler entrou na brincadeira.

- Mas voltando o assunto, o que faz aqui? Pensava que a base era perto do cais.

- E é. Eu tenho trabalho nessa parte da cidade. Seu pai me mandou aqui para conversar com um dos nossos fornecedores de armas para aumentar a entrega.

- O que aconteceu?

- Eu fui proibido de falar para vocês pelos seus pais, mas vocês ficam alertas. Achamos que estamos entrando numa guerra com o grupo ao oeste – Nunca vi Keith tão sério em toda minha vida – Vocês dois devem tomar cuidado, podem ser usados como moeda de troca, já que você pequeno é o príncipe da cidade.

- Lá vai essa história de príncipe denovo...

- Adminta priminho, seu pai é quem manda na cidade, o que o torna um rei. Vai ter que se acostumar com a popularidade, alteza.

- Chama-me de alteza mais uma vez que...

- Vamos com calma, ok? – Tyler se afasta de mim – Eu vou entrando e pedindo nossa comida. Vai querer ficar com a gente Keith?

- Outro dia, tenho coisas para resolver.

- Ok.

O alfa se despede dos dois e entra no estabelecimento.

- Está tudo bem? Estou te sentindo estranho hoje.

- Como assim?

- Eu não sei, mas algo está diferente... Trocou o perfume?

- Que?!

- É difícil dizer, mas algo mudou.

- Você é a segunda pessoa que diz isso hoje.

- Então você sabe que é. Saiu da faculdade agora?

- Sim, Tyler estava me devendo um almoço por me fazer acordar cedo e ir para a faculdade de mal humor.

- Seu humor sempre melhora quando você come – O moreno se aproximou de mim e apertou me nariz – Quando eu estiver com tempo, eu te pago um sorvete.

- Cuidado que eu cobro.

- Melhor ainda, assim eu não esqueço – Por um momento senti que Keith queria falar mais algo, só que preferiu ficar calado – Bem, vá pra casa depois daqui e nada de beber.

- Quem te falou?

- Acha mesmo que o Tae ia esconder isso de mim? Foi até engraçado o jeito como Bryen ficou.

- Engraçadinho, pelo menos você se divertiu com meu sofrimento.

- Eu sei como é isso, acha mesmo que só vocês escutam seu pai reclamar? Tinham que ver o sermão que ele deu no meu pai e Stephan quando eles perderam o Tae bêbado um dia antes do casamento dele.

- Que?!

- Eu até te falaria mais, mas eu tenho que ir.

- Keith!

- Até mais pirralho!

{...}

- Então?

- Ele foi resolver as coisas da Wolf Shadow.

- Só isso? Mas mesmo assim é estranho.

- O que?

- O que seria de tão sério para fazer o segundo na linha de sucessão da Wolf Shadow andar sozinho, no início da tarde, pela cidade por causa da trabalho? Eu achava que quem resolvia esse tipo de coisas era o Tio Stephan.

- Eu queria saber mais também, mas mesmo meu pai sendo o chefe dele, ele não poderia expor muitas coisas.

- Tanta coisa que está me deixando confuso... Eu pedi seu prato. Eles têm menu de vegetarianos aqui e acabei pedindo isso aqui para você – Ele me mostra o menu com o prato – Então?

- Parece comestível, então por mim tudo bem. – Jogo a minha bolsa no meu lado e sento – Então, alguma novidade com o Noah?

- Por que quer saber?

- Bem, eu sei que ele é a única pessoa que não sai da sua cabeça. Só quero saber o que descobriu.

- Mike me deu um papel contendo um endereço nele, só que eu não faço a mínima ideia do que tem lá. Ele disse que pode está relacionado...

- Então vamos lá mais tarde.

- Que? Não.

- Por que? Você não disse que estava curioso para ver o que tinha nesse endereço. Usamos o seu GPS e pronto.

- Eu não sei...

- Posso olhar o papel?

O alfa não resitou em pegar no seu bolso um papelzinho amassado e entregar para mim.

Realmente, nele só havia um endereço, que eu também não conhecia, e um desenho de uma logo. Era a caricatura de duas rosas, uma pequena em cima de uma maior, fazendo-me lembras das flores que abriam no início da primavera.

Eu já havia visto aquele símbolo em algum lugar...

- Você tem algo para fazer em casa por acaso?

- Não.

- Então vamos, iremos dar uma olhada.

- Seu pai de colocou de castigo... Ele vai te matar se você chegar tarde.

- Ele nem vai notar, afinal ele trabalha até tarde hoje.

- Adam, você está brincando com fogo...

- Então que seja.

- Tá, mas se tio Bryen vier para meu lado, eu jogo a culpa em você.

Era tão fácil convencer meu primo fazer as coisas, ficava até divertido. Bem, eu pelo menos ia avisar a minha irmã para me ajudar dessa vez e fazer de tudo para meu pai não inventar de sentir minha falta.

Você

Alice, vou demorar para chegar pois vou a um lugar com Tyler. Pode distrair o papai enquanto isso? Não vou demorar. PS; Você tá me devendo.

Alice

Ok, só usem camisinha.

Você

Já te disse que te odeio?

Alice

Todos os dias.

As vezes eu não sabia se odiava ou amava minha irmã? Mas aleatória que ela era impossível.

Eu ia guarda meu celular na bolsa e acabei que notei que algo estava faltando nela... algo bastante importante.

- Merda...

- O que foi?

- Meu chaveiro.

- O que você ganhou da Alice?

- Sim – Meu desespero estava tomando forma – Droga... Eu devia ter notado o sumiço dele...

- Deve está por aqui – Ele se levantou – Você entrou com ele.

Ignorei essa parte e comecei a refazer meus passos. Primeiro, olhei no local em si perguntando aos clientes se eles haviam achado um chaveiro de anime, mas ninguém fazia nem ideia do que seria “anime”. Tyler havia ido procurar no estacionamento fazia uns minutos e quando ele voltou, sua expressão era de fracasso.

- Sinto muito Adam, não pode comprar outro?

- Não dá. Era uma edição limitada...

- Tem como pedir outro a Alice?

- Não...

Eu me joguei na mesa onde estávamos antes e me enterrei na mesa. Aquele dia tinha amanhecido estranho e só eu tinha ignorado...

Eu ia entrar em depressão...

- Meu chaveiro...

- Desculpa, mas vocês estão procurando isso?

Olhei para a voz que estava atrás de mim e acabei corando. O rapaz estava sorrindo para mim e segurando o meu chaveiro.

Eu acabei não me contendo e corri para pegar o chaveiro das suas mãos, já com lágrimas nos olhos.

- Muito obrigado! Onde o achou?

- Você esbarrou em mim mais cedo quando entrou nesse lugar e esse pequeno caiu. Eu ia lhe devolver, mas ia esperar você terminar de conversar com seu amigo. Não queria atrapalhar, mas você notou a falta dele. – Ele mexe no cabelo, com vergonha – Desculpa, é um bonequinho bastante poderoso.

- Conhece?!

- É meu anime favorito, mas acho que merecia um final melhor.

- Eu não acredito, eu também acho isso – Ele tinha chamado minha atenção – Eu sou Adam.

- Nathan... É um prazer lhe conhecer.


Notas Finais


Então... Nathan é amigo ou inimigo?
Se vocês não sabem, imaginem eu kkkkk
Até o capítulo 6
PS: Desculpa se encontrarem erros, tava com pressa.


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