História Between Love And The Crown - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Conto, Coroa, Fantasia, Romance
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Palavras 1.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - What Happened?


Fanfic / Fanfiction Between Love And The Crown - Capítulo 2 - What Happened?

~ 9 Years Later ~


Acabo por despertar instintivamente, após ouvir um estrondo do lado de fora da minha tenda.

'Um trovão, foi apenas um trovão'

Repito a frase mentalmente repetitivas vezes, tentando me acalmar. A chuva até que não estava muito forte, porém os estrondos que podiam ser ouvidos facilmente, era de  assustar qualquer pessoa. 

Após me tranquilizar um pouco, começo a relembrar o que eu tinha sonhado antes de ser acordada pelo trovão. A minha chegada ao Palácio. Quase sempre eu sonhava com aquele momento, naquela época tudo parecia tão 'mágico e fácil'. Agora quase tudo mudou. Os soberanos, já não se importam mais com seus súditos, isso me referindo ao rei e a rainha, porque Eric continuava o mesmo de criança, gentil, educado e as vezes até mesmo engraçado, mas não vou negar que suas brincadeiras me tiram do sério de vez em quando. Porém apesar disso, acho que ele está entre as poucas pessoas em que posso confiar naquele ninho de cobras. Ele e Sua tia Betânia, ela é como uma mãe para mim, a mesma fez questão de tomar conta de mim Quando criança, embora seu ventre não tenha conseguido gerar um filho, ela sabe que com certeza é muito querida por todos, incluindo eu. E meu pai, ainda que seja o conselheiro real, o rei nem se dá mais o trabalho de ao menos ouvir suas sugestões. Mesmo ficando um tanto desanimado, meu pai ainda insiste em ficar ao lado deles. Sinceramente as vezes me pergunto: quando ele vai perceber no que o rei se tornou?


- Senhorita! - Lila 'invade' minha tenda subitamente fazendo-me pular da cama. A garota estava encharcada pela chuva, seu cabelo liso grudado em seu rosto, assim como seu vestido marrom.

- O que foi Lila? - Perguntei a ela num tom um tanto preocupado - aconteceu alguma coisa com Porã?

Ela negou com a cabeça, afastando seu cabelo molhado do rosto. Suspirei aliviada, após ela negar.

- Não é isso senhorita...- ela continua - É que já são 1 hora da manhã.

Arregalo os olhos, lançando um olhar para o relógio. Ela estava certa. Eu teria que voltar para o Palácio o mais rápido possível. Fiquei tanto tempo perdida em meus pensamentos, que me esqueci de que estava na tribo de Apoema. Eu os conheci quando era criança, e tive permissão para brincar além das muralhas do Palácio. Eu me perdi, porém eles me encontraram e me ajudaram a voltar, mas mesmo depois de tantos anos, nunca contei para ninguém sobre isso, nem mesmo para Eric. O Rei e a Rainha odeiam as tribos, o porque eu nunca soube. Sei que Eric não me deduraria, entretanto prefiro continuar mantendo isso em segredo.

- Obrigada por me avisar Lila. - Agradeço a Índia com um sorriso no rosto. A mesma acenou com a cabeça antes que eu saísse.

Por sorte eu havia trago junto comigo uma capa azul turquesa, não me impediria de voltar para o Palácio encharcada, mas pelo menos barraria o frio por um tempo.

Antes de ir embora resolvi dar uma rápida olhada na tenda de Porã. Queria saber se o mesmo havia melhorado ao menos um pouco, com os medicamentos que Eu trouxe da enfermaria real. E sim, eu tinha permissão para pega-los, mas ninguém específicou "para quem" eu poderia levar.

- Como ele está Anahí? - Me dirijo a esposa de Porã que limpava sua ferida, que se encontrava em seu tórax. A mesma parecia menos grave do que no dia anterior. Pelo o que entendi, o dano teria sido causado pela espada de um soldado.

- A febre abaixou um pouco. - Ela sorriu fraco respirando fundo em seguida - e a ferida não está mais sangrando, se ele repousar um pouco mais, logo poderá voltar a ativa novamente. 

Assenti em confirmação, deixando por fim uma caixinha de bandagens ao lado da cama dos dois.

- Use isso quando terminar de desinfetar.

Ela assenti sem parar de limpar a ferida do garoto desacordado. Agora eu já poderia voltar para o Palácio mais tranquila.

- Luice...- ela me chama antes que eu passasse pela abertura da tenda - Obrigada.

Sorri novamente.

- Eu que devo muito a vocês todos .- respondo antes de sair.


Philips estava no mesmo lugar em que o deixei ( meu cavalo ), por sorte ele ficou no pequeno estábulo que eles construíram aqui. Assim o mesmo não passou frio durante o dia. Acaricio a clina branca dele, antes de me segurar em sua cela e subir. Por sorte eu não estava de vestido hoje, não que eu fosse incapaz de cavalgar com eles, mas trajando uma calça era muito mais prático. 


Consegui chegar ao palácio ,depois de uns 40 minutos, ou seja eu teria que ir para o meu quarto o mais rápido possível. Pois não queria que ninguém me visse perambulando Por aí a essa hora. Por minha sorte, não encontrei ninguém do Palácio que não fossem os guardas, após deixar Philips no estaleiro. 

Finalmente chego ao meu quarto, embora o mesmo não se encontrasse tão longe, para mim me pareceu o percurso mais longo que eu já haveria percorrido. Acho que pelo fato da ansiedade.

- Ora, ora ora...

Eu reconheceria aquela voz suave em qualquer lugar .Eric. O mesmo estava sentado na beira da minha cama. No mesmo instante sinto meu coração palpitar de nervoso, virando-me para trás aos poucos, já forçando meu cérebro a inventar uma boa desculpa.

- Pode me explicar? - Ele pergunta me fitando de cima a baixo. Seus braços estavam cruzados, juntamente a suas sobrancelhas arqueadas em desconfiança.

Respiro fundo indo diretamente para o meu banheiro. Abro a torneira na água quente, provavelmente a banheira não demoraria tanto para se encher. Observo meu reflexo no espelho, meu rosto estava um tanto pálido por conta do frio, já meu cabelo aparentava um pano avermelhado encharcado. Torço os fios de cabelo deis de as pontas até o fim, fazendo com que a água escorresse para dentro da pia a baixo do espelho. 

- Luice eu te fiz uma pergunta! - Eric Insite sem entrar no banheiro.

- Fui cuidar de Philips, ele não estava se sentindo bem! - menti tirando cada peça molhada de roupa, as deixando sobre um pequeno banco ao lado da banheira. 

Solto um grunhido baixo ao adentrar a banheira com água quente. O primeiro contato com a mesma, aparenta um beliscão na ponta dos pés, mas logo me acostumo com a sensação prazerosa de sentir cada pedacinho do meu corpo se aquecer. 

- Pode entrar agora! - Digo após puxar a grande cortina ao lado da banheira.

Ouço os pacíficos passos de Eric se aproximarem cada vez mais do banheiro. Até ter a certeza de que ele já estaria ali. 

- Você ficou o dia todo cuidando dele, e só se deu conta do horário agora? - Eric Balbucia. Seu tom de voz me pareceu um tanto irônico.

- Eu acabei adormecendo no estaleiro, me senti bem com a companhia de Philips - o respondo esfregando meus braços com sabonete de lírios.

Eric solta por um instante uma risada cômica. É, ele com certeza não caiu nessa.

- Luice, ou você me conta a verdade, ou eu vou puxar essa cortina, e presenciar a cena de como você veio ao mundo! - ele ameaça já com uma das mãos sobre o tecido fino da cortina. 

- Mas é verdade! - insisto infelizmente não conseguindo disfarçar o pânico em minha voz.

- 1...2...

- Tudo bem! Eu conto! - O impesso antes que sua mão ousasse puxar a cortina.- só espere eu me secar pelo menos.

Consigo ouvir o breve suspiro que o mesmo deixará escapar, antes que seus passos diminuíssem conforme ele saia do banheiro.

Respiro fundo antes de sair da banheira e me secar. Pego Qualquer camisola que encontro em meu guarda roupas, a vestindo. Uso uma fita branca para amarrar meu cabelo, deixando o resto solto.

Ao sair do banheiro, Eric ainda estava ali, sentado de braços cruzados e uma expressão séria. Geralmente ele era bastante sorridente e alegre, mas quando estava bravo ou preocupado era difícil o fazer sorrir.

- Bom...- começo tentando organizar as palavras corretamente em minha mente - eu saí sim ontem. E levei Philips comigo, fui visitar um amigo que estava doente, apenas queria ajudá-lo.

Agora Eric parece relaxar seus ombros como se estivesse aliviado, porém seu sorriso ainda não aparece.

- Que amigo? - Ele pergunta me fitando novamente.

Dessa vez eu teria que mentir, ao menos um pouco.

- Você não o conhece, ele é da aldeia. - Menti desviando meu olhar para o teto do quarto, que era decorado como um papel de parede, cujo a declaração eram nuvens e anjos.

- Quem é ele Luice? - Insiste fazendo-me olhar para ele segurando meu queixo.

Não consigo deixar que uma breve risadinha escapasse, não conseguindo Fitar Eric diretamente nos olhos.

- está com ciúmes? - Pergunto ainda sorrindo.

Ele bufa se levantando na cama. Embora ele tentasse demonstrar o maior grau de raiva possível, não estava conseguindo.

- Eu não sou ciumento! - ele revira os olhos ameaçando sair do quarto - Eu apenas estava preocupado com você, e você estava por aí com um 'amigo', sem nem ao menos se importar em pensar que alguém estaria se perguntando se você está bem...

Franzi minha sobrancelha direita,tentando processar tudo o que ele havia acabado de dizer.

Me levanto por impulso da cama, indo em direção a porta, onde Eric se encontrava parado, apenas ameaçando mover a maçaneta.

Levo minha mão direita ao rosto de Eric, acariciando levemente sua bochecha com o polegar. O mesmo pareceu um tanto surpreso com o afeto.

- Me desculpe. - digo agora finalmente olhando nos olhos dele - não foi minha intenção te preocupar, não vai acontecer novamente.

- Você sempre diz a mesma coisa. - ele balança o rosto como uma forma de se livrar da minha mão. Foi tão rápido que nem ao menos pude impedir que ele saísse porta fora.

- Eric! - O repreendi porém ele apenas adentrou seu quarto, fazendo com que a porta soltasse um estrondo ao bater. Sem ouvir nenhuma palavra minha.

Respiro fundo, fechando a porta do meu quarto lentamente. Eu não queria que nossa conversa acabasse assim, Eric é meu amigo, e não gosto de vê-lo zangado comigo.

Volto para a cama, me enrolando entre os cobertores, tentando pensar em alguma solução para que ele me ouvisse.

Sei que deveria ter contado a verdade a ele, talvez ele não ficaria tão irritado, quanto ficou com a desculpa que dei. Mas eu não entendo, algo dentro de mim me pede para não contar. Já outra parte de mim pede para que eu conte tudo a ele.

As vezes me sinto um tanto confusa em relação aos meus sentimentos, para com o Eric. As vezes ele consegue me irritar com suas brincadeiras idiotas. Me faz sentir vontade de agredi-lo quando o mesmo sorri, fazendo com que seus olhos diminuam. Ele sabe que isso me derrete.

Mas embora eu esteja quase sempre assim, quando nós brigamos. Uma briga séria como a de agora, eu me sinto muito mal. Acho que sei que foi sério, pelo olhar de Eric, mesmo quando brigavamos por algum motivo bobo, não demoravam 5 minutos para ele voltar a sorrir. O que não aconteceu hoje nenhuma vez.












































Notas Finais


Continua...


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