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História Between Notes and Stars- Tsukkiyama - Capítulo 9


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Notas do Autor


Hey tô aqui com mais ummm
Cap curtinho né? Sorry, mas ele é como um novo trilho pro trem passar haha amo metáforas
Bem, qualquer coisa estarei esclarecendo nas notas finais e comentários.
Hoje não vou ficar falando muito aqui, então espero que gostem, boa leitura! ;3

No capítulo anterior: {Tadashi} -Apaixonado?!

Capítulo 9 - Nova sensação


P.V. Tsukki 

Eu não sei o que me levou a fazer aquilo, mas hora que vi, já estava muito próximo de Yamaguchi. Vê-lo lá, encostado na bancada, a poucos centímetros, era tentador... Eu peguei em sua mão, e antes que fizesse algo que pudesse acabar com nossa amizade, a levei até o copo de água. Me virei imediatamente, para esconder a vergonha que sentia. 

Depois que ele foi embora, fui para meu quarto. Queria ler algo, mas não tinha concentração pra isso. Tadashi permanecia em minha mente. O que estava rolando? Ele era apenas meu amigo, só isso né? Mas por que eu me sentia necessitado da sua presença? Ele me dava emoções de prender a respiração, o coração acelerar, o resto do mundo parar e estar apenas, ele aquele lindo sorriso e eu. Era tão bom ficar com ele, cada vez melhor, quanto mais próximo melhor... 

Mas o que diabos eu tô pensando? Me perguntei. Nesse momento, me lembrei das várias vezes que vi suas mensagens chegarem há anos atrás, e sorri para elas, mas fui covarde, e não respondi nenhuma. Até que elas pararam de chegar, e eu vi tudo ficar vazio, um total preto e branco, sem graça. Eu me sentia totalmente sozinho, sentia saudades. Saudades dele. Mas nunca admitiria isso. Aquele Kei achava que não precisava de ninguém, que ser sozinho era o melhor caminho. Não sabia dar valor no que tinha, no amigo que tinha. Mas, aquele eu não entendia o significado de amizade verdadeira, e nunca se imaginaria apaixonado. 

Fugi daquela imensidão de lembranças ao ouvir Akiteru chegar. Então, eu desci as escadas, surpreso por ele estar de volta naquele horário, era cedo. 

-Tsukki?! Precisamos conversar. -Akiteru disse entrando. O que será que é? Não... não pode ser! 

Havia pequenas câmeras nos corredores da casa, e uma delas pegava uma parte da cozinha. Meu irmão tinha acesso a todas elas. Ele teria visto meu lance com o Tadashi? 

-Ei, Kei?! Tá vivo, meu filho? -ele falou abanando a mão em frente aos meus olhos, acho que viajei um pouco. 

-O que você quer conversar? -perguntei receoso. 

-Encontramos o rapaz que tentou te matar... -respirei aliviado ouvindo aquilo, mas ainda tenso com tal afirmação, então o interrompi. 

-Akiteru, já te disse pra deixar isso. Eu tô vivo, e ele pode ser perigoso. Pode... 

- Kei deixa eu falar! Sim, ele foi violento, mas tem mais coisa envolvida. -ele disse bravo e depois foi suavizando as palavras. -Ele é um garoto transtornado. Não consegue controlar suas emoções e fica impulsivo, agressivo. -fiquei apreensivo após ele completar.  

-Quantos anos ele tem? -foi a primeira coisa que me veio à mente. Queria saber daquilo. 

-16. Ele teve uma briga com o pai na noite que te feriu, saiu com raiva e perdeu totalmente o controle. -meu irmão me dizia e eu só imaginava o quão ruim era para aquele jovem. Eu, da sua idade estava apenas com um dedo detonado em uma partida de vôlei, e me encontrava no ápice do auto controle. 

-Como sabe de tudo isso?  

-Um amigo meu que trabalha com a polícia. -ele disse, e se aproximou de mim. -Kei, ele tá arrependido. Uma coisa que faz parte da doença. -completou, pairando sua mão em meu ombro.  

-O que quer dizer com isso? 

-Ele quer falar contigo. -quando Akiteru pronunciou aquela frase, meu coração acelerou, uma onda de tremor passou pelo meu corpo. Eu entendia toda a situação do rapaz, mas vê-lo, era mais complicado.  

-Eu não sei... eu tenho medo... -eu disse, soltando um suspiro, e fragmentos daquela noite se fizeram presente em minha mente. Medo não era algo comum, mas perante as circunstâncias, me parecia normal sentir. 

-Eu sei Kei, eu estarei lá. A mãe dele. Quando se sentir bem para isso, podemos terminar essa conversa, mas nenhum de vocês merece carregar esse peso. -Akiteru disse solidário.  

Eu o agradeci por aquilo e fomos almoçar. Do nada, ele nem parecia mais aquele irmão bonzinho. Trouxe à tona o assunto; Tadashi. 

-Então como foi o café com seu querido? 

-Akiteru! Ele não é meu querido. Somos amigos. -eu disse enquanto ele solta uma gargalha. Ah, ele é insuportável. -Mas foi bom. Fomos a padaria do Daichi. Você nunca me falou que meu antigo colega tinha uma ótima padaria.  

-Ah Kei, você nunca perguntou sobre antigos colegas. -ele me respondeu, e fazia sentido. Ele colocou uma garfada de comida na boca. -A não ser o Anjo, que assim que saiu do hospital já foi logo querendo saber tudo da vida dele. -ele disse com ainda um pouco de alimento na boca, e me olhou. Ah, aquele olhar sacana. 

-Nem vem. Não era nada demais. -ele continuava rindo enquanto eu dizia. -Você não trabalha mais não? -eu falei brincando.  

-Vim ficar com meu irmãozinho. Convencer ele a conversar com o garoto. -Akiteru retrucou. 

-Hum... -eu não sabia o que dizer, mas confesso que estava curioso. -Qual o nome dele? 

-Ko... -ele começou, mas parou. Ótimo, meu irmão queria conversar sobre alguém que nem sabia seu nome. -Kotaru Ichiro. Isso! 

Nós conversamos um pouco sobre Kotaru, mas Akiteru não sabia muita coisa. Ele sabia que o adolescente tinha Transtorno Explosivo Intermitente (TEI). Não entendíamos nada sobre, mas nas pesquisas, vimos que causava uma mudança de comportamento, que levava a violência por parte do paciente. 

Eu queria saber mais sobre aquilo. Sobre o que teria causado aquele garoto a fazer tal ato; seria apenas a doença, ou algo a mais o atordoava? Desejava compreender como ele se sentia agora, depois de tentar matar alguém. Eu sentia dó e medo, ao mesmo tempo que sentia... sentia vontade de ajudar aquele jovem, fazê-lo não se culpar.  

Naquele momento, eu me sentia solidário, o que era uma boa sensação, praticamente nova, já que o Tsukki de um tempo só se importava consigo. Mas eu gostaria de achar uma forma para fazer com que ele não se sentisse tão errado. Ora, eu estava bem, mas ele podia não estar. Ah, eu estava muito bem, às vezes até sentindo-me voar em pensamentos e sentimentos... 

-Akiteru... 

-Oi?! -ele respondeu me olhando, enquanto ainda estávamos à mesa. 

-Eu quero falar com ele... com o Kotaru.  


Notas Finais


Ui ui
Esclarecimentos:
Kotaru Ichiro pode soar familiar, mas ele é um Personagem Original, de minha criação. Porém, para escolher o nome, tive a ajuda da minha amiga otaku haha então os nomes estão presentes no mundo de mangás e animes.
E sobre a TEI, eu não sou uma 'expért' do assunto e nem quero atingir ninguém. Super respeito e achei interessante, então estudei bastante pra escrever um pouco sobre. Espero não ter me precipitado em nada, qualquer coisa podem me dizer, estou aberta à sugestões, críticas construtivas e aprender mais! Hehe E o tema será mais tratado no próximo cap

É isso, espero que tenha gostado, até maiss ^3^


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