História Between Paradise - Capítulo 1


Escrita por:

Visualizações 9
Palavras 2.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, serei seu autor favorito se tudo der certo, então vamos começar:

Fazia muito tempo que eu tinha a ideia sobre essa fanfic na cabeça, eu ficava martelando, martelando e nada de sair da cabeça, numa noite oportuna eu pensei, ah não quero mais saber disso me atormentando, abri o bloquinho e comecei a anotar tudo que vinha na cabeça. Até que cheguei nesse estado em que está. Eu pensei, todos amam Stranger Things, todos amam Dark, então por que não juntamos esses dois e fazemos uma história incrível. Quero dizer que é a primeira vez que me aventuro nesses universos, mas estou tentando fazer tudo da melhor forma possível. Se chegou até aqui, boa leitura... ❤

Capítulo 1 - Tons de Realidade


[...] em meio a tantos devaneios e inquietações, olhei para o sorriso largo e sincero daquele garotinho à minha frente. Sorri com o que vi, mas não podia acreditar em tudo que eu havia passado, muito menos em tudo que aquele garotinho passaria em breve. Entorpecido de tantas lembranças, meus olhos não mais respondiam por mim. Afundei em lágrimas, lágrimas de garotinho; lágrimas de um mesmo garotinho. [...]

***

Hawkins, Indiana – 1982

POV Dustin

— Mãeee, pode fechar essas persianas! – disse com o travesseiro na cara.

Tinha acabado de acordar; não por que eu estava animado nem nada, com certeza era tarde e minha mãe tinha acabado de abrir as persianas. Eu até resmunguei da cama, mas ela já havia ido embora. Fui até as persianas com os olhos bem estreitos e fechei-as novamente, era luz demais para um “caça-fantasmas”. Mas ela tinha razão, era tarde, tinha visto no relógio que a vovó tinha me dado de presente, no natal.

Eu queria voltar a dormir, mas como não tinha mais jeito, suspirei como apenas eu sabia fazer – com a gengiva, sabe - aliás, nesse momento fui correndo para o banheiro, olhei para o espelho e sorri quando vi que tinha mais um começando a sair, um “sobrevivente”, como eu costumava chamar esses meus novos dentes do siso. Antes de descer e ver o que a mamãe tinha feito pra comer, ouvi um barulho vindo do aquário, era o Tarugo, ele não parava de cabecear o vidro.

— Calma, garoto. Eu já volto com alface pra você. – disse alisando a cabeça dele com a ponta do dedo.

Saí do quarto, ainda de pijama mesmo. O cheiro que vinha da cozinha não podia ser outra coisa a não ser o que eu estava pensando: Waffles. Sentei à mesa sem nem pensar duas vezes, tinha até esquecido do café da manhã do Tarugo, mas ele podia esperar era um cágado bem resistente. Abocanhei um waffle assim que cheguei, mergulhei no xarope e em instantes eu estava lambuzado das mãos à cabeça. A mamãe ria com a bagunça que eu estava fazendo, mas antes disso dava pra perceber uma certa insegurança no olhar e no jeito que ela estava.

­— Mãe, você não vai comer? – ela mexia o waffle com a ponta do garfo, sem vontade ou coragem.

— Vou sim, filho. - disse mudando repentinamente a expressão do rosto, forçando um sorriso.

Comi o último pedaço que restava no prato e fiquei parado na cadeira, um pouco escorado na verdade, é que eu estava com a barriga um pouco cheia. Fiquei olhando para ela e imaginando porque ela estava daquele jeito. Eu realmente não entendo os adultos, por que sofrem tanto por bobagens? Ela sempre esteve assim desde a separação do papai, segundo ela.

— Estava incrível, mãe. Agora eu vou escovar os dentes, eu sei é estranho, não é? Agora eu tenho dentes. Mas antes vou levar umas folhas dessas. São para o Tarugo. – disse arrancando algumas folhas de alface.

— Escove com cuidado! – Ela parecia realmente preocupada com meus dentes.

— Tá, mãe! – disse do quarto.

— Aqui, garoto, trouxe café da manhã. – disse ligando a luminária e olhando atentamente como ele comia.

Era fim de semana e não tinha muito o que fazer, pelo menos não depois que havíamos resolvido o lance com os “Demogorgons” e tudo mais. Na verdade, eu e o pessoal tínhamos combinado de passar no parquinho, e eu já estava atrasado. Depois do baile eu tinha entendido que não tinha chance com a Max, mas eu não ia desistir. Terminei de escovar os dentes e troquei meu pijama pelas minhas roupas de sempre - não é que eu fosse sujo, mas é que eu amo aquela camisa e jaqueta – e claro não podia esquecer do meu boné preferido.

— Mãeee! Vou sair com o pessoal! – disse gritando da porta.

— Tudo bem, mas volte logo para não perder o almoço!

— Tudo bem! – disse em voz alta, mas na minha cabeça se a mãe do Mike fizesse macarronada eu não voltaria.

Ajeitei minha mochila nas costas e peguei minha bicicleta na varanda. É verdade, eu esqueci de dizer que estava de mochila, mas é que eu não saio sem ela, tinha sempre o necessário - bússola, lanterna, livros de sobrevivência, o mapa de Hawkins - e é claro não podia sair de casa sem comida. Olhei para o relógio e tive um susto quando olhei para aqueles números, tinha que pedalar mais rápido. O bom é que naquela manhã o sol não estava tão forte em Indiana. O parquinho estava perto, só precisava pedalar mais um pouco.

Já podia ver o trailer e os carros velhos. Tinha chegado e o pessoal estava lá, de longe já podia reconhecer, Mike, Lucas e Will, mas elas também estavam, Onze e Max.

— Hey, pessoal. Acabei atrasando um pouco. – disse sorrindo e deixando a bicicleta encostada no trailer.

— É, percebe-se... – Max disse afrontosa como sempre.

— Nos já estávamos pensando em ir te buscar. – Mike era sempre o mais exagerado e preocupado.

— Não, não íamos, Dustin. Mike que é pirado da cabeça. – Não preciso nem dizer que esse era o Lucas.

— Vocês dois parem de implicar com ele. – Onze era a mais legal.

— E então, o que vocês estavam fazendo? – disse pegando e comendo um caramelo.

— Estávamos apenas conversando, sabe, sobre tudo que passamos juntos. – Mike estava sentado sob os caixotes, de mãos dadas com a Onze.

— Nós percebemos que depois de tudo que passamos, muito por minha causa, perdemos muito tempo sem fazer o que fazíamos antes, antes de tudo aquilo. – Will parecia um pouco abatido.

— Não foi culpa sua, cara. – Tentei reconforta-lo.

— É mano, Dustin tem razão. – Lucas prosseguiu saindo do lado da Max e indo para perto do Will. Mike e Onze continuaram onde estavam.

— As vezes eu penso que se eu não existisse, vocês talvez não tivessem que passar por tudo aquilo, nem perder o tempo de vocês, procurando por mim. – Will continuava abatido, dessa vez olhando para o desfiladeiro mais adiante.

Todos permaneceram em silêncio por alguns segundos, mas Max resolveu quebrantar o clima, que estava um pouco tenso.

— Aí, por que a gente aproveita que o sol não está tão quente e tenta brincar de alguma coisa, quem sabe um pique-esconde.

— O que é um pique-esconde? – Onze ainda não tinha se familiarizado com todas as coisas do mundo real.

— Pique-esconde é uma brincadeira. As pessoas que brincam disso vão se esconderem, mas uma pessoa vai contar até 10 ou 30 ou até mesmo 100 e quando acabar vai ter que encontrar alguém que se escondeu. Quando achar tem que correr e encostar nessa pessoa. Agora essa pessoa tem que correr e achar mais alguém. – Mike tentou explicar da melhor forma possível.

— Ah, acho que entendi. Parece divertido, quero brincar de pique...

— Esconde. – Completei já que ela não parecia lembrar.

— Isso. – disse entusiasmada.

— Vamos decidir quem vai contar até 100. – Lucas continuou pegando alguns gravetos na mão.

— Quem pegar o menor graveto vai contar.

Todos pegaram um, primeiro Onze, depois Mike, eu, Will e Max. Quando todos compararam, o de Max havia sido o menor. Naquele momento Lucas havia feito uma cara de que não podia fazer nada para ela e no fundo eu apenas fiquei um pouco triste, já que seria uma oportunidade perfeita para conversar com ela. Logo todos nós fomos nos afastando e se aproximando dos pinheiros.

— Tudo bem, vou começar a contar. Um, dois, três, quatro... – Max havia começado a contar.

Ela continuava linda mesmo contando encostada naquele carro velho e enferrujado. Mike e Onze correram juntos para uma direção, Lucas havia ido um pouco sozinho e Will ainda estava parado com o graveto em mãos.

— Vamos Will! Ela vai nos pegar! – disse puxando-o e ele veio nesse instante.

Continuamos correndo por alguns segundos e com certeza estava perto de ela parar de contar. Will me seguia, mas ele continuava cabisbaixo. Algo estava acontecendo e ele não queria dizer, então apenas tentei puxar alguma conversa, já estávamos um pouco longe, afinal.

— Will, eu conheço um esconderijo ótimo por esse lado. – disse com o passo mais ameno e com a bússola em mãos.

— Então você é mesmo o garoto da bússola. – disse tentando me zoar.

— Até você, Will! Aliás, quer caramelo? – disse um pouco irritado, não gostava daquele apelido, mas me redimi oferecendo caramelo.

— Não, valeu. Eu estou sem fome, é como se eu me sentisse cheio. – Ele estava meio estranho, disse com a mão na barriga.

— Aí cara, você não acha que devíamos encontrar alguém? Quer dizer, o Mike tem a Onze, o Lucas... Tem a Max. – disse um pouco arrastado até que saísse o nome dela.

— É que as vezes eu me sinto tão sozinho. – disse com meus pensamentos longe, pensando no baile e em tudo que havia passado.

— E então, o que você acha? Já temos 14 anos e sabe... – disse olhando para frende enquanto abocanhei mais um pedaço de caramelo.

— Will! Will! O que deu em você? – disse olhando para trás.

Olhando para frente e distante nos meus pensamentos, não havia percebido, Will estava parado a alguns metros antes. Ele estava imóvel e naquele instante não tinha como não lembrar de quando ele estava parado no pátio da escola. Tentei acorda-lo chacoalhando seu corpo, mas não acontecia nada, nada além de alguns passos que tinha percebido por perto. Olhei para os lados procurando pela fonte, mas não via ninguém além de um vulto preto passando por detrás de algumas árvores. Peguei um pedaço de madeira do chão me aproximei.

— Quem está aí? – parecia corajoso, mas eu estava morrendo de medo por dentro.

Cheguei um pouco mais próximo, fechei meus olhos e meu coração estava tão acelerado que suspirei quando vi que não havia ninguém. Virei para trás ainda de olhos fechados e tive um susto quando senti um toque no meu pulso, era forte e com certeza não era da Max. Abri os olhos logo em seguida, mas tudo havia ocorrido tão rápido, quando menos esperei tudo estava tão escuro e frio, olhei para frente e realmente havia uma pessoa, um homem pela estatura, não dava pra ver quem era, mas usava um boné idêntico ao meu.

— Quem é você? – disse com muito pânico na voz.

— Calma Dustin, calma. Não podemos demorar muito, te explico tudo em breve.

Eu podia não ter reconhecido a estatura daquele indivíduo, mas assim que disse a primeira palavra, não tinha como não ser ele, não tinha como não ser o Steve. Fiquei boquiaberto tentando entender tudo o que estava acontecendo. Will continuava parado e seu olhos estavam completamente brancos dessa vez. O ar havia mudado, o solo escurecido, mas nada tirava da minha cabeça a imensa interrogação que latejava na minha cabeça, tentando encontrar algum motivo para o Steve estar ali, justo naquele local e momento.

— Pera aí Steve, o que está fazendo aqui? E por que tudo ficou tão sombrio, do nada?

— Estamos no Mundo Invertido. – disse com um olhar nítido e espectral.

— Agora temos que ir, não podemos demorar muito. Eles vão chegar em breve. – disse olhando para todas as direções.

Naquele instante apenas segui-o floresta a dentro, olhei para trás e Will continuava paralisado. No percurso olhei para ele, para o Steve e vi que ele também tinha uma bolsa, mas não me intrigava o fato de ele ter uma bolsa, o que me intrigava é que era idêntica à minha, até mesmo os chaveiros, pensei manuseando o dino na minha mão esquerda – dino era o nome que eu havia dado para o meu chaveiro de tiranossauro rex - mas isso não vinha ao caso. Em instantes paramos, havia uma caverna há alguns metros e senti calafrios antes mesmo de entrar.

— Vamos, eles já estão aqui. - disse largando minha mão e esperando que eu o seguisse.

Paralisei assim como o Will e não consegui me mexer. Não porque eu estava possuído ou inerte, mas eu estava congelado de medo, medo do som que ecoava vindo daquela caverna. Em segundos não estava mais parado, Steve havia me colocado no ombro e me carregava para dentro do local que àquele momento, sem dúvidas, era meu maior medo da vida.

— Me larga! Me larga! – disse batendo nas costas dele.

— Precisamos fazer isso, Dustin, juntos. – disse me colocando no chão e falando com calma de frente para mim.

Não aceitei completamente o que ele estava falando, eu continuava repleto de dúvidas, mas era melhor seguir em frente do que voltar, porque naquele instante o som que há pouco de fora ecoava, estava mais alto, e vinha de trás. Nesse instante apenas corri e segui o Steve sem nem se importar para onde estávamos indo.

— Para onde estamos indo? E o que é isso se aproximando? – disse em pânico e um pouco ofegante.

Aos poucos desaceleramos o passo, parece que havíamos chegado. Olhei para frente e fiquei mais intrigado ainda com aquela pequena porta de ferro à nossa frente. Haviam algumas escrituras cravadas nela, mas eu não conseguia ler, com certeza era algum tipo de hieróglifo ou uma daquelas línguas estranhas que tinha vista na aula tediosa de história com o Sr. Clarke. Era meio obvio que íamos entrar, ainda mais com o som mais próximo que há pouco ecoava atrás de nós.

— Entra, Dustin! – Steve tentava transparecer calma, mas sua expressão no rosto dizia o contrário.

Passei a mão tentando encontrar uma maçaneta, mas era escuro, tateei as bordas e encontrei uma saliência, empurrei e entrei sem nem pensar duas vezes. Era escuro e apertado, peguei minha lanterna no bolso da frente e continuei rastejando por aquele caminho. Steve vinha logo atrás, batemos a cabeça juntos no teto assim que havíamos nos assustado, algo havia batido na porta e com uma força um tanto quanto exagerada.

— Steve, tem duas passagens! Qual devemos seguir? – disse assustado, mas impressionado com o brilho que emanava das duas entradas.

— Dessa vez, vamos na esquerda. – disse ofegante logo atrás.

— Como assim, dessa vez? Tá bem, então vamos lá. Seja lá onde isso vai dar, não pode ser pior do que esse lugar.

Segui pela esquerda como Steve havia indicado, andei um trecho ainda me arrastando por aquele túnel, mas assim que chequei à entrada o brilho que vinha de antes era ofuscante e em instantes eu não conseguia enxergar mais nada além de um imenso e profundo clarão. Aos poucos minha visão havia voltado, olhei para as minhas mãos, para o verde em volta e sentia que aquele lugar parecia familiar. Andei mais a frente e reconheci aquele desfiladeiro, não haviam carros, nem trailers, nem pneus, nem caixotes, mas estávamos no parquinho.


Notas Finais


Espero que tenha curtido a premissa, eu realmente estou muito empolgado com esse mini universo que eu acabei criando. Na verdade é uma fusão de dois IMENSOS universos, mas amo tanto que já considero meu... ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...