História Between Seas - Capítulo 7


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Categorias Fifth Harmony, Halsey, Piratas do Caribe
Personagens Halsey, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Halren, Halsey, Laurenjauregui, Lausey, Pirates
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Palavras 2.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Hentai, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - VII


Fanfic / Fanfiction Between Seas - Capítulo 7 - VII

—Vadia! -Retruco automaticamente

—Sua -Ela mesma se corta ao mesmo tempo em que intercepta sua mão no ar

Ela iria me bofetear? Não, ela não seria insana a este ponto

—Escuta aqui -Digo enquanto me agachava em frente a sua cadeira

—Meu barco explodiu, mas minha patente, não -Cuspo contra ela

Halsey agarra meus ombros, empurrando meu casaco para baixo e jogando-o ao chão, tentando desatar minha camisa quase que ao mesmo tempo. A empurro, e ela quase se desequilibra

—Eu estou pouco me fodendo -Responde enquanto tentava recobrar sua pose

—Então arrume alguém que faça melhor -Retruco me advertindo mentalmente para não acerta-lhe a cara

Acertar aquelas bochechas de forma a deixar até mesmo sua sardas vermelhas seria uma ótima opção para ela calar aquele diabo de boca. Ela se levanta e caminha até um canto um tanto escuro, abrindo o que parecia um armário e retirando de lá de dentro uma mochila de couro bem cheia

—Tome -A joga para mim e por pouco não acerta-me o rosto

—Não precisa me agradecer quando isto evitar que morra por hipertermia -Completa voltando a mesa

Abro a mochila encontrando um amontoado de tecidos

—Não se preocupe elas não foram usadas por mim, apenas pela tripulação inteira -Diz enquanto media algo no mapa com um compasso

Enfim algo que me era familiar

—Imbecil -Respondo enquanto a doente sorria para mim

Puxo alguns tecidos de dentro da mochila, percebendo que se tratavam de camisas finas e calças mais largas, havia também um casaco e um corpete sem armação

—Ah, isto nunca foi usado. Acho que cairia bem você -Ela comenta me assustando com a fala repentina depois de um longo tempo de silêncio

A mulher continuava ali, concentrada a suas rotas marítimas, e nem se quer havia desviado seu olhar para mim. O que me fez questionar o quão observadora Halsey era.

Apanhei uma ou duas peças e direciono-me a penumbra da cabine. Ali, desato os nós que prendiam minha camisa e a puxo para cima vestindo então a substituta que era realmente mais leve e fresca. Mas ao mesmo tempo, transparente, se não fosse pela tira de couro em meu busto era certo que agora estaria com o seios praticamente expostos. Me livro das botas desconfortáveis que havia pegado de alguém em Punta della Guardia me advertindo mentalmente que minha primeira tarefa assim que atracássemos seria adquirir um par novo de sapatos, a calça vestiu perfeitamente em mim e recaiu sobre o par de botas em questão, escondendo um pouco de sua extensão. Observo o céu que parecia bem claro lá fora enquanto juntava meu cabelo e o prendia com o elástico marítimo presente em meu pulso. Uma das poucos coisas que haviam me restado de Esmeralda

—Capitã, o almoço está -Verônica corta a frase assim que nota minha presença no local

—Atrapalho? -Pergunta ainda encostada no batente

—Não, pode entrar. Aliás, deveria ter surgido segundos antes para acompanhar um strip tease -Ela responde enquanto a mais nova fechava a porta atrás de si

Eu demorei um tempo para raciocinar aquelas palavras

—Uma pena, mas não perderei o próximo -Ela responde

—Cobra -Digo entre dentes enquanto me aproximava de sua mesa

Vero parecia me encarar com um olhar reprendedor, como se estivesse me alertando que aquela não era a forma de se tratar um capitão. Nas o fato era que Halsey não era uma capitã para mim

—Não se preocupe, tenho coisas melhores a fazer do que ficar observando uma tira amarrada ao seu corpo -Suas palavras se contrariavam do início ao fim

Mas antes de abrir a boca para responder, me lembrei que aquele objeto em questão estava realmente aparente pela finura do tecido. E então, calei a boca

...

—Já pensou em colocar sal nessa comida Jax? -Um dos marujos diz fazendo o cozinheiro rir

—Vai se ferrar -O homem musculoso retruca divertido enquanto me entregava minha tigela

Em meio a toda confusão de vozes era possível ouvir ainda o barulho do vento contra as velas que balançavam fervorosamente, neste ritmo chegaríamos mas cedo do que o previsto em nosso primeiro destino. As ondas quebravam contra o casco do Sarpe Negru e o barulho produzido pelo ato era completamente diferente do comum

—Você está escutando esse barulho? -Pergunto a Camila que estava entretida com seu almoço

—Que barulho? -Ela pergunta com o indicador em frente aos lábios por ainda estar mastigando

—Parecem rugidos -Digo

—São apenas as ondas no casco -Ela responde fazendo um sinal de descaso com a mão

Não era este barulho ao qual eu estava me referindo, eu sabia bem, aquele barulho era daquilo

—O que há lá embaixo? -Pergunto e ela apenas levanta uma das sobrancelhas em completa dúvida

Você as vezes é tão explicativa Lauren

—Na jaula, no penúltimo convés -Completo a minha frase

Ela assente, indicando que agora sim pude ser compreendida

—Não há nada lá capitã Jaguar -Ela responde voltando a comer

—Estás louca? É claro que há, eu vi algo -Retruco nervosa

—Preste atenção Jaguar -Ela diz novamente parando sua refeição e virando-se para mim

—Há algo lá, mas por enquanto, pra você. Não há nada lá -Explica me fazendo sentir o sangue correr mais rápido por minhas veias

Qual a porra do problema de me contar? Eu iria dizer o tão amado segredo para quem? O vento?

—Certo -Digo não fazendo a mínima questão de disfarçar meu descontentamento

Me direciono ao convés inferior, deixando meu recipiente na cozinha improvisada e aproveitando para enrolar algumas cordas em seus devidos carretéis. Era impressionante como em questão de segundos toda a embarcação poderia virar uma verdadeira bagunça, era por conta disto que eu prezava sempre a boa organização.

Respiro fundo enquanto termino o último dos carretéis, a tempo de me segurar quando o Sarpe Negru dá um forte tranco, provavelmente chocando-se com uma onda maior, os gritos acima de mim logo trataram de confirmar minha hipótese. Halsey não estava nada feliz com seu piso molhado

—Não creio que veio aqui para me ajudar -O homem diz passando por mim

Carregava diversas tigelas em mãos e ia de encontro ao barril com água ali presente. Jax logo começou a mergulhar tudo na água salgada, lavando os utensílios

—Não me importaria em ajudar -Digo pegando os recipientes colocados ao seu lado no chão, já lavados, e guardando-os em seu devido lugar

Jax era um ser intimidador, seu porte físico grande poderia amedrontar grande parte da população, suas cicatrizes nas costas nuas denunciavam toda uma vida de lutas, mas apesar disto ele parecia ter uma boa alma

—Sente-se melhor? -Ele me pergunta assim que terminamos

—Sim -Respondo enquanto o homem retira a boina de sua cabeça

Revelando seus cabelos raspados ao máximo, o que o deixava ainda mais atraente. Mas não para mim. Seu sotaque era semelhante ao da capitã, o que me fez questionar-me sobre quantos romenos estavam neste navio.

O barulho no último convés continuava, e daqui era ainda mais auditivo, pensei em perguntar-lhe sobre. Mas resolvi não fazer, estava mais do que claro que ninguém ali me responderia, provavelmente a mando da capitã azulada.

Que aliás, estava com seus cabelos mais e mais claros a cada dia. Me perguntava como isto era possível, o sol desbotava-lhe os fios de uma forma que nunca havia visto antes. Talvez ela estivesse doente?

...

—HOMEM AO MAR -O grito estridente faz com que todos pausem suas atividades em estado de alerta

Me levanto do local onde estava, próximo as velas, correndo para a borda da proa onde um aglomerado começa a se formar. Um dos marujos grita novamente quando a capitã levanta sua mão em um pedido autoritário de silêncio. Ninguém ousou desobedecer

—Mulher, mulher ao mar -Corrige alto o suficiente para que todos ouvissem

A esta altura toda a tripulação se encontrava ali, mas foi preciso apenas um gesto com as mãos para que Halsey dispersasse metade deles.

Olhei para os lados procurando pela intermediária, sem sucesso algum, um desespero me abateu quando não a encontrei, nem ao menos Verônica. Quase que ao mesmo tempo uma mão tocou meu ombro, ali estava Vero, sã e salva. Mas Camila continuava desaparecida, como Halsey havia permitido isto?

Me aproximei a borda do navio ao seu lado, juntamente de Verônica, enquanto a capitã mexia apressada em um punhado de cordas

—Ande, me ajude com isto. Ela vai se afogar -Diz para mim que prontamente começo a desemaranhar os nós junto a ela

Foi quando a vi em meio ao mar, nadando de forma apressada até um ponto que se mexia desesperadamente, e entendi a situação. Camila havia pulado, por vontade própria, para salvar quem se afogava em meio a imensidão azul

—Como permitiu uma loucura dessas -Pergunto um tom mais alto que o habitual por conta da confusão barulhenta

—Você acha mesmo que permiti? Camz é um espírito livre, não obedece regras -Ela diz enquanto fazia uma espécie de arco em uma das pontas da corda

Para logo em seguida a jogar no mar, próximo a intermediária que já havia agarrado quem se afogava. Observei bem a cena, percebendo que os gritos não foram por conta de Camila no mar e sim por conta da vítima que estava se afogando, era uma garota

—Venha logo porra -Halsey grita em meio a confusão

A mesmo tempo que Camila se agarrava a corda, trazendo consigo o corpo quase desacordado

—Ei -Ela diz me chamando a atenção

—Me ajude a puxa-las -Pede e assim o faço

Segurando forte a extremidade da corda junto a capitã e lutando contra o límpido azul para trazer-las de volta enquanto me questionava de onde aquela garota havia surgido, nunca a vi pelo barco. Puxamos cada vez mais sendo auxiliadas por alguns dos marujos que mesmo sob olhares severos da capitã resolveram ajudar na tarefa.

Com muito esforço os corpos foram se aproximando da embarcação e quando, por fim, caíram sobre o piso molhado do convés pude respirar aliviada, mesmo que sentisse meus braços queimando pelo esforço recém exercido. Verônica abriu espaço por entre os marinheiros que novamente haviam se aglomerado, Halsey apenas retirou a adaga da bainha e todos retornaram as atividades normais, temendo a loucura de sua capitã

—Ela estava se afogando -Camila diz a Verônica enquanto a mulher segurava pulso da menina agora desacordada

Olhando-a de perto ela parecia um tanto mais velha do que havia imaginado, provavelmente três ou cinco anos a menos que a maioria das mulheres a seu redor

—E por isso você resolveu tentar arruinar nossa jornada? -A capitã pergunta nervosa

Ao mesmo tempo que se inclinava sobre a garota desconhecida e afastava seus cabelos do rosto, contrariando totalmente suas palavras

—Ela ia morrer -A intermediária observa de forma dura

Não se intimidando nem um pouco com a repreensão de sua superior

—É por isto que gosto de você Camila Cabello -Halsey lhe diz com um sorriso no rosto

Camila sorri de volta enquanto aceitava a mão da mulher de cabelos azuis que a puxava para cima, a levantando

—Ei, oi -As palavras de Vero retornam nossa atenção para o corpo desacordado no convés

A menina parecia estar recobrando sua consciência

—Tudo bem com você? Sente algo? -A curadoura pergunta com leveza

Ela, ainda torpe, balança a cabeça em sinal de negação enquanto tentava se colocar de pé. A ajudo junto a Vero que faz com ela as mesmas coisas que havia feito comigo. Ela realmente achava que colocar a mão na testa de alguém iria adiantar de alguma coisa? Ou então lhe apertar o pulso? Eu nada dizia, mas também não acreditava

—De onde raios você surgiu? -Ashley era um poço de delicadeza

...

—Tome mais um pouco de água -Verônica incentiva a garota lhe oferecendo novamente o copo

—Acho que ela já tomou bastante água -Uma voz diz de forma caçoada atrás de mim

Respiro fundo guardando a ignorância do marinheiro em meus pensamentos e focando em ajudar Camila com o timão. Mas Halsey parecia não ter a mesma paciência, principalmente quando ao ser advertido silenciosamente o rapaz apenas deu de ombros como se justificasse sua piada de mal gosto nada engraçada, no minuto seguinte ele estava despendurado na borda do convés sendo empurrado contra ela

—Você trocou sua prancha por gim capitã -Disse contra a cara do puro perigo

—Eu não preciso dela -Foram as últimas palavras desferidas pela mulher antes de solta-lo contra o mar

A correnteza vinha forte e ele logo começou a se debater, alguém gritou mais uma vez a famosa frase, mas ao perceberem que a capitã pouco se importava deram-se conta da situação. E provavelmente ninguém entre eles gostaria de ser o próximo

—Camila, me recorde da próxima vez que garotos não servem para navegar. Certifique-se que eu contrate apenas homens -Diz um tom mais forte que o habitual, com a voz rasgando pelo vento

A intermediária ri e diz algo sobre ser muito melhor em escolhas do que a superior que lhe joga o chapéu brincando para que então ela continuasse a dirigir o barco. Camila coloca o adorno acima de sua cabeça lhe devolvendo seu próprio chapéu a amiga que faz o mesmo, okay, essa foi provavelmente a cena mais estranha que já presenciei em alto mar. Não combinava com toda essa violência deste mundo

—Sente-se melhor? -A mulher pergunta a garota de cabelos loiros beirando o castanho

Seus fios, agora praticamente secos, balançavam com o vento e ela aos poucos parecia se acostumar com a situação, suas roupas ainda encharcadas pingavam contra o chão mas por algum tipo de milagre divino a dona do Sarpe Negru não havia ainda lhe arrancado a cabeça fora por isto

—Qual seu nome? -Pergunta a mais nova que nos analisava com olhos curiosos

—Eu sou



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