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História Between the bars - Capítulo 13


Escrita por: Jamie_Lyn

Notas do Autor


Olá, como estão? Faz um tempo desde a última atualização, mas finalmente o novo capítulo está pronto!!!!

Confesso que foi difícil esperar até sexta para postar, mas aqui estamos nós.

Como o título entrega, chegamos a parte da história onde as coisas começam a dar errado para nossos vilões (até que enfim né?)

Muito obrigada a todos que estão acompanhando a história até agora! Até as notas finais.

Capítulo 13 - Início da queda


Shouto podia escutar a voz de Momo gritando em sua mente. A voz feminina ecoava como um mantra de desespero, um fantasma pedindo socorro mesmo após a morte. Um choro estridente de bebê preenchia o silêncio quando os berros se silenciavam. Era como um ciclo infinito, que arrastava Shouto para as beiradas do precipício entre a sanidade e loucura.

— Todoroki? Todoroki — distante era o som dos colegas o chamando. Clamando pelo retorno de alguém que tudo perdeu, sendo deixado sozinho num mundo sem pena dos mais fracos.

Aos poucos, pequenos pontos escuros tomaram sua visão, Shouto pode sentir a cabeça mais leve e uma dormência nas pernas. No momento em que seus olhos se fecharam em um breve segundo, não se abriram mais. Desmaiou.

Denki tremia tanto quanto um animal aterrorizado, suas pernas eram incapazes de o manter em pé e por isso estava sentado no chão do quarto, sem conseguir parar de chorar. Desejou que fosse apenas mais um de seus pesadelos ou uma pegadinha de mal gosto, mesmo que no fundo ainda pudesse sentir a pele fria daquela mulher sob suas mãos, conseguia sentir o cheiro de seu sangue e os gritos de agonia antes de ser silenciada para sempre.

Nunca imaginou que Kirishima fosse capaz de acabar com uma vida. Apesar de conseguir ligar os pontos com o assassinato de Ashido, Denki ainda acreditava na inocência do melhor amigo. Bom, não acreditava mais, agora que viu o que é capaz de fazer.

— Ei cara, você tá bem? — por falar no diabo, Kirishima abriu a porta do quarto e encontrou Denki encolhido no chão. Seu tom de voz demonstrava preocupação, mas o loiro decidiu não cair mais uma vez naquela encenação.

Kirishima se aproximou a Passo a lentos, calculando cada movimento e tentando não o assustar ainda mais. — Shiiu, está tudo bem. O que você fez hoje foi incrível, como está se sentindo? Não se machucou, né?

— Como…como…

— Shiii, não precisa falar nada. Vou cuidar de você, assim como fiz nos últimos anos.

Denki respirou fundo e mordeu a língua com força, tentando afastar os pensamentos indesejados. Tinha alguém realmente cuidando dele durante todo esse tempo? A resposta parecia mais perto de um não. Esteve sempre sozinho, sendo o único que se importava consigo mesmo. Juntado o que lhe sobrou das forças, murmurou com fraqueza.

— Preciso dos meus remédios.

— Ah, seus remédios. Claro - Kirishima levantou sem pressa e andou em direção ao lugar em que sabia que Denki guardava a medicação receitada por seus médicos. Sem procurar muito, pegou duas caixinhas brancas quase vazias e as jogou no chão, aos pés de Denki — Pode tomar, mas não sei se vai adiantar muito.

— Como…assim?

— Desde quando viemos morar juntos eu troco seus remédios — deu os ombros — Comecei apenas misturando alguns placebos junto com os de verdade. Agora só está usando placebos e algumas pastilhas que misturei. Sabia que é muito fácil subornar um farmacêutico?

— Você trocou meus remédios? Por quê?

— Porque você passou a depender de mim.

Com mais da metade da equipe desolada, Katsuki foi escolhido por Aizawa para comandar as investigações do assassinato de Uraraka. Segundo o capitão, era o único com frieza o suficiente para conseguir atuar no momento. O que era uma justificativa estúpida, já que Katsuki sentia tanta angústia quanto os colegas.

Mesmo assim, aceitou a responsabilidade. Precisa prestar apoio com aqueles que contavam com ele e, assim como havia prometido, precisava fazer aquilo pela amiga.

— Vou pegar o responsável por fazer isso com você, cara de lua. — disse enquanto olhava o corpo de Uraraka, esticado naquela mesa fria do necroterio — Quando disse que devia um favor, não pensei que seria esse.

Precisava encontrar também o corpo de Momo, ou o que sobrou dele. Como alguém conseguia fazer tamanha crueldade com uma mulher grávida. Ou melhor, como conseguia machucar qualquer um. Seja lá quem essa pessoa fosse, Katsuki estava mais determinado do que nunca para o por atrás das grades.

Foi distraído somente quando telefone tocou e, o nome da pessoa que mais queria ver naquele momento, apareceu na tela do celular.

Ei, amor. Vi no noticiário, como você está? — Eijirou não perdeu tempo, no momento em que a ligação foi aceita a voz do ruivo preencheu os ouvidos de Katsuki — Sinto muito, sei como elas eram importantes para você.

— Oi meu bem. Está…está sendo difícil. Aizawa pediu para que eu assumisse temporariamente as investigações enquanto os outros estão indisponíveis.

Oh, Katsuki, lamento ouvir isso. Seu capitão deveria saber melhor do que o deixar responsável, precisa vivenciar o luto antes de qualquer coisa.

— Não há tempo para isso. Eu…eu tenho medo de te perder também.

Eijirou permaneceu em silêncio por alguns segundos, como se estivesse pensando no que responder.

Não precisa se preocupar comigo, amor. Estou seguro, aquele assassino nunca vai conseguir me pegar.

Katsuki sorriu com a tentativa de conforto oferecida pelo namorado. Porém não conseguia afastar aquele peso que sentia em suas costas.

— Sabia que te amo?

Hum? É mesmo?

— Sim, não sei o que faria sem você em tempos como esses. Obrigado, Eiji.

De nada meu amor. Escuta, preciso ir agora, ok? Estou morrendo de saudades de você e do Aki. Te amo.

— Também…te amo — Katsuki franziu o cenho, pois Eijirou desligou antes que pudesse responder. Só então que o policial se lembro.

Não havia sinal nenhum que indicasse que Aki estivesse vivo.

Mirio estava irritado. De todas as coisas que Kirishima havia o mandado fazer, ficar de babá de um cachorro foi a pior de todas. Parte do motivo era a alergia que tinha aos pelos do animal e a outra, bom, Mirio não gostava de cães, principalmente por ter sido mordido por um quando ainda era criança.

Cuidar de Aki estava sendo mais perturbador do que que desovar um corpo humano e mais sufocante do que ficar exposto a um ar contaminado.

— Para de chorar, animal estúpido — jogou uma pedra na direção do cachorro, que encolheu-se ainda mais — Não sei porque não recebi ordens diretas para acabar com você.

Aki não respondeu, claro, o animal não tinha capacidades para se comunicar como um ser humano, mas a forma em que escondeu o rosto com as patas demonstrou que foi capaz de entender de sua própria forma, a ameaça que recebia.

— Sarnento — cuspiu na direção de Aki. Era uma questão de tempo até receber um telefonema de Kirishima e poder dar um fim no cão.

E, não demorou muito para tal ligação ser feita. Com instruções detalhadas, Kirishima deu permissão a Mirio para fazer o que bem entendesse com Aki.

— Parece que sua hora chegou, amigão — aproximou-se com passos lentos, puxando do bolso um canivete afiado. Aki recuou, antes de rosnar na direção do detetive. — Vamos lá, quanto mais demorado, pior vai ser.

Aki roubou novamente e, assim que Mirio chegou perto o suficiente, o mordeu com força no braço esquerdo — da mesma forma que havia aprendido quando ainda era filhote.

A mordida foi profunda o suficiente para deixar marcas e tirar sangue, o que irritou Mirio profundamente. Com o braço bom, ele agarrou o cachorro pelo pescoço e jogou em direção a uma árvore, em seguida, marchou em sua direção segurando uma pesada pedra que encontrará quando caiu no chão após o ataque.

Aki tentou levantar, mas não consegui. A última coisa que seus olhos viram foi a figura de um homem levantar os braços. Depois disso tudo ficou escuro.


Notas Finais


Hehe

Espero que tenham entendido a cena final.

Até a próxima, 💕


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