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História Between The Earth and The Stars (Romance Gay) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oi galera.

Boa leitura a todos :)

Capítulo 2 - Alf: O ETeimoso


James Collins

Abro os olhos tentando me situar no local, noto que estou em meu quarto deitado no chão em volta de um monte de cobertores, de primeira fiquei confuso, mas logo lembrei que tinha uma espécie de alien deitado em minha cama. Ainda desconfio que tudo aquilo que aconteceu na noite passada foi um sonho, a nave, o ser estranho, os homens medonhos com roupas formais, tudo aquilo não passou apenas de um delírio da minha mente.

Ergo a cabeça para ter a confirmação de que havia um corpo desacordado e esguio repousado na minha cama, respiro fundo e me endireitei na cama improvisada que fiz, levanto do chão e me sento na beira da cama tendo total visão do rosto do “menino” que dormia tranquilamente. Passo a ponta dos meus dedos em seu rosto, passando pela sua testa, nariz e maçãs do rosto, antes de passar os dedos pelo seus lábios o ser, finalmente, acordou abrindo olhos, suas orbes tinha uma coloração violeta e parecia cintilar sob a luz do sol, fico hipnotizado fitando seus lindos olhos, logo seu olhar foca em meu rosto, seus olhos roxos eram intensos e não conseguia desviar a atenção de suas orbes.

Fui pego de surpresa quando sou jogado para o outro lado do quarto ficando suspenso na parede, o garoto se levanta da cama e caminha até mim, seus olhos faiscavam em um roxo vívido e seu rosto tinha um semblante irado. Arfo surpreso, não esperava tal ação do ser, nem imaginava que ele possuía toda essa força ao julgar pelo seu corpo esguio e, a primeira vista, frágil.

- Quem é você? E o que estou fazendo aqui? - sinto ser pressionado contra a parede, comecei a sentir uma leve falta de ar, abro a boca tentando pronunciar qualquer coisa, mas a falta de ar me impede - responda!

- Nave… você… ferido… - o ser piscou surpreso e alivia o aperto que ele desferiu em mim, caio no chão tentando puxar o máximo de oxigênio que podia, depois de uns instantes consigo me recompor, dirijo meu olhar para o garoto de pé a minha frente - sua nave…? Caiu no campo da fazenda dos meus pais… você pediu ajuda e apagou em seguida, resolvi te trazer para meu quarto.

O menino de cabelos ondulados me encara, parecia caçar algum resquício de mentira em minha fala, seus olhos violetas me intimidavam me fazendo estremecer dos pés a cabeça, o ser se afasta de mim e vai para a janela do quarto.

- Hera… onde ela está? - olho para o pequeno ser na janela, balanço a cabeça em negação mesmo sabendo que ele não pudesse me ver.

- Quando cheguei pra te socorrer ela… ela já estava morta - o garoto magro se vira para mim, seus olhos estavam em um tom mais escuro de roxo e seus lábios entreabertos, parecia estar digerindo a informação - desculpe.

O garoto se senta na cama, seu peito subia e descia de uma forma acelerada e suas mãos são levadas até seus cachos, seus olhos se fecham e ele solta um suspiro carregado de tristeza. Cautelosamente me sento ao seu lado na cama e coloco minha mão em seu ombro, seu rosto se vira para mim e ficamos nos encarando por algum tempo. 

Seus olhos eram levemente puxados e pequenos, seu nariz era fino e arrebitado, sobrancelhas grossas e levemente falhadas, os cabelos escuros e ondulados, lábios finos, rosto magro e pele branquíssima. Todos esses traços lhe davam uma aparência mais infantil e delicada, qualquer um ficaria encantado com o ser sentado à minha frente. 

- Cadê a minha nave? Eu preciso dela, eu tenho que voltar para casa - o menino se levanta da cama falando afobado enquanto andava de um lado para o outro, me levanto colocando as mãos em seus ombros o forçando a parar.

- Hey, se acalma cara! - seus olhos roxos se focam em meu rosto, sua expressão era de pura confusão e desespero - depois que eu te tirei da nave, um pessoal estranho veio recolher os destroços. Sua nave deve estar a quilômetros daqui, a única coisa que podemos fazer agora é arrumar algumas roupas pra você.

Dou as costas para o garoto e me dirijo ao meu guarda roupa pegando algumas peças de roupa, entreguei-as para o ser que me olhou sem entender, retribui na mesma intensidade. O garoto pega as roupas e as olha em confusão, dou um suspiro e começo a vesti-lo calmamente, as roupas ficaram um pouco largas em seu corpo esguio, não freei o pensamento de que o ser havia adquirido uma aura ainda mais delicada e frágil.

Sentei-me na cama sendo imitado pelo garoto, esfregava as mãos em sinal de ansiedade, precisava saber, entender da onde aquele garoto viera.

- Então… você realmente veio do espaço?... tipo o Alf: O ETeimoso? - o ser franze o cenho em confusão, seus olhos estavam em um roxo mais claro, quase lilás, diferente do tom escuro e ameaçador que suas orbes possuíam a momentos atrás.

- ETeimoso…? - sua fala é lenta e confusa, o ser mira seus olhos nos meus tentando entender o que eu queria dizer, balancei minha cabeça. 

- Sim, um alienígena que caiu aqui na terra e que quer voltar para casa tipo… tipo aquele filme do bicho que fala 'et amigo' - o garoto me olha ainda mais confuso e eu respiro fundo, preciso de uma nova abordagem - você é um alien mesmo? Você veio do espaço… de verdade?

O garoto de cabelos enrolados balança a cabeça em concordância e eu abro a boca em surpresa, suas mãos vão até seus cabelos e depois até a barra de de sua camisa segurando-a com as pontas dos dedos. Seu olhar desce até suas mãos e se prendem ali por alguns segundos antes de se voltarem para meus olhos.

- Eu vim de um planeta bastante longe daqui, Hereas, ele não é tão diferente daqui da Terra - ouvia tudo atentamente sem o interromper em nenhum momento, suas mãos estavam presas na barra de sua camisa e suas pernas estavam cruzadas balançando minimamente - Hera e eu estávamos indo em direção a nossa casa quando a nave deu uma pane, algo no campo magnético do planeta fez todos os controles da nave desativarem e nós acabamos caindo aqui.

Fico em silêncio absorvendo toda a informação que me foi despejada, nunca imaginei que teria a experiência de me comunicar com um ser de outro planeta, pensei que isso seria irreal. Me sinto ainda mais confuso em relação ao ser a minha frente, ainda tenho muitas perguntas para lhe fazer tipo como é o seu planeta? Como você conseguiu me lançar para o outro lado do quarto? Você tem mais alguns outros truques como aquele?

- Qual… qual é o seu nome? - foi tudo que perguntei, na verdade, essa era dúvida que gritava mais alto dentro de mim.

- Ezra - espero o garoto completar a resposta mas o mesmo apenas me encara, depois dá um leve suspiro - apenas… Ezra.

- Ezra… como sabe falar nossa língua tão bem se você é um alienígena? - o garoto apenas dá de ombros, parecia não estar afim de perguntas, o ser se encolhe na blusa que eu lhe dera a momentos atrás e solta o ar em um sopro - por que você mudou de forma quando eu te encontrei n…

- Okay, chega de perguntas - Ezra diz se levantando da cama se voltando para a janela olhando para fora - eu preciso arrumar um jeito de sair daqui, tem algo aqui… na Terra que me deixa desconfortável, algo no campo gravitacional ou magnético… eu não sei explicar o que, mas…

O menino de cabelos ondulados se vira para mim deixando a frase em aberto, ele sai do quarto e eu o sigo vendo-o analisar todo o ambiente. Ainda tinha muitas dúvidas a serem esclarecidas, mas guardei-as para mim, posso cuidar disso mais tarde.

Eu preciso cuidar desse alien antes de meus pais voltarem para a fazenda, se eles encontrarem o garoto aqui, se descobrirem a verdade eles irão surtar. E a desculpa do namorado não irá funcionar com eles, seria ainda mais difícil de explicar…

Bom, de qualquer forma, tenho mais três dias para arranjar uma desculpa decente.   



Notas Finais


Eu realmente não consigo parar de postar fanfic, acho que preciso de ajuda.

Se cuidem, lavem bem as mãos e, se possível, fiquem em casa.

Espero que tenham gostado e até a próxima!!!

Alt Er LoveS2S2S2


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