História Between The Lines - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias Detroit: Become Human
Personagens Connor, Kara, Markus, Personagens Originais
Tags Connor, Connor X Oc, Detroit: Become Human, Kara, Markus, Markus X North, North
Visualizações 313
Palavras 2.368
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Hentai, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Queria ter atualizado antes, mas não consegui =/

Porém, fiquem tranquilos, porque eu não me esqueço de vocês não.

Boa leitura ^^

OBS: A foto da capa desse capítulo é uma das ruas Detroit na época do natal.

Capítulo 8 - Gift: be together, laugh together


Fanfic / Fanfiction Between The Lines - Capítulo 8 - Gift: be together, laugh together

Fitinhas coloridas, luzes e vários enfeites espalhados pela sala. A casa de Markus estava um caos, cheio de coisas espalhadas pelo chão e androides empolgados andando de um lado para o outro, principalmente, Kara e Alice que estavam mais do que animadas para celebrar a época natalina.

Em meio a tanta alegria e descontração, o líder da revolução que mudou toda a história de sua raça, mantinha-se preocupado com os recentes acontecimentos. Por isso, que em um canto mais tranquilo, encontrava-se sentado em sua poltrona, conversando com Simon e Ralph sobre seus planos.

— Podemos fazer grupos e nos dividir em turnos. Esses grupos circulariam pela cidade de maneira discreta, tentando captar qualquer ação suspeita. Precisamos de pistas, de uma direção e não podemos ficar esperando só a ação da polícia, temos que nos mexer. É dos nossos irmãos e irmãs que estamos falando. – Disse seriamente batucando os dedos de maneira inquieta no braço da poltrona.

— Pode ser uma boa ideia, mas temos que tomar cuidado, porque se estão raptando androides, algum de nós pode acabar sendo pego. – Ralph comentou. Sua mão estava entrelaçada com a de Simon, que apertava seus dedos com firmeza, lhe passando segurança.

— Sim, mas vamos iniciar aos poucos. Pensei em começar com apenas dois grupos, um atuando pela manhã e outro a noite. Ficamos alguns dias desse jeito e depois vamos expandindo cada vez mais, porém, de maneira silenciosa. Basicamente, vamos seguir com as nossas vidas normais, mas em estado total de observação. Qualquer um é suspeito até que se prove o contrário. – A feição séria, logo se suavizou assim que seus olhos fitaram a árvore agora toda iluminada. Todos sorriam empolgados e Markus sentiu que naquele instante, por mais curto que fosse, valia a pena esquecer do mundo e apreciar o que estava acontecendo. – Certo. Vamos combinar essas coisas depois do natal, ok? Acho que todos nós merecemos aproveitar isso sem maiores preocupações.

— Só lamento que o Josh não possa estar com a gente. – Simon abaixou seu olhar, estava profundamente sentido, pois o amigo fazia falta.

— Eu e North vamos visita-lo antes do natal. Venha com a gente. Vai ser bom para ele ver um rosto amigo. – Markus se levantou e afagou levemente os ombros do loiro, sorrindo para ele antes de seguir em direção a árvore de natal para colocar um dos diversos enfeites que estava em uma caixa ao lado de Alice, que andava de um lado para o outro completamente eufórica.

— Eu só quero que as coisas se resolvam e tudo fique bem. – Suspirou Simon.

— Hey... – Ralph segurou seu rosto de maneira carinhosa. – Tudo vai se ajustar, ok? Logo essa situação vai ser resolvida. Sempre haverá obstáculos que teremos que superar e nós somos mais fortes juntos.

— Tem razão. – Afagou as mãos de Ralph que estavam acariciando seu rosto. – Eu apenas tenho medo.

— Eu também. Mas nós temos que ser fortes e aguentar o que vier. Eu acredito que podemos passar por isso. Eu prometo que eu vou ficar com você e não vou nunca soltar sua mão.

— Você promete? – Simon sorriu, observando Ralph olhar fundo em seus olhos.

— Prometo.

Os lábios doces de Ralph tocaram os seus, se movimentando de maneira lenta e cuidadosa. Ele sempre agia como se Simon estivesse prestes a quebrar. Desde que começaram a andar juntos, o laço que formaram foi algo grandioso demais para ser colocado em palavras. De alguma forma, um sempre era puxado para o outro e sentiam uma necessidade inexplicável de sempre estarem juntos. Era mais seguro andar ao lado um do outro, estar um com o outro. Se tornaram o lar um do outro. Onde Simon fazia morada no coração de Ralph e este fazia morada no coração de Simon.

Eles descobriram, aos poucos, em cada tarde passada nos bancos de madeira da faculdade estudando, que o que sentiam era semelhante ao que os grandes autores românticos de séculos antigos escreviam. As aulas de análise literária os faziam cada vez mais compreender sobre o amor, sendo que o foco nem era esse. E quando criaram coragem para sair juntos e ir para o cinema, as coisas aconteceram naturalmente, sem gaguejo, sem calafrio, sem medo... foi um beijo silencioso, como tudo ao redor pareceu ficar também no instante em que os lábios se chocaram e se conheceram. Só após o ósculo que o mundo pareceu explodir, o coração acelerou e as bochechas atingiram tons de vermelho tão intensos que pareciam de mentira.

Assim que saíram do sofá, ainda de mãos entrelaçadas, sorriram cúmplices, encarando a árvore iluminada. Tudo estava certo e mentalmente só guardavam aquele momento na esperança de que ele se repetisse no ano seguinte.

 

○ ○ ○

 

— Ah Hank... Vamos lá! Vai ser legal! – Dana insistia, puxando-o levemente pelo braço.

— Por favor, tenente. Vai ser bom fazer algo fora da rotina! – Connor a ajudou nos pedidos, enquanto juntava as mãos, implorando para que Anderson topasse.

Hank não sabia bem o que fez para merecer aquilo, mas estava prestes a ceder. Ele não gostava de natal, era feliz demais e para ele a data tinha se tornado triste no instante em que Cole morreu. Entretanto, em um ano a sua vida monótona e chata tinha se transformado com a chegada de Connor. As coisas eram diferentes e o androide lhe trouxe a alegria de viver.

Os semblantes manhosos dos dois detetives, o fez prender o riso. Connor e Dana estavam parecendo duas crianças enquanto seus olhos repletos de expectativa e seus corpos inquietos, circundavam a sua mesa. Era um daqueles momentos feitos para se guardar para sempre na memória.

— Tudo bem, crianças. Eu vou!

— Isso! – Celebraram Dana e Connor com um high-five.

— Mas se vocês me fizerem passar vergonha no meio da rua...

Tarde demais.

Hank sabia que estava mais do que enrascado, quando ao sair do departamento foram em dois carros, no de Connor e no dele. Segundo a Standall, um carro levaria a árvore de natal e o outro carro todo o resto. Quando Anderson sugeriu uma árvore pequena, ambos torceram o nariz, era pra ser um “natal de verdade” e isso requer uma árvore grande e cheia de enfeites.

Depois de comprarem a árvore e enfiá-la no carro de Connor, chegou a hora de comprar o resto das coisas e a comida. Hank suspirou só de pensar na dor que sentiria nas pernas e na lombar depois de caminhar por diversas lojas.

— Experimenta isso tenente! – Dana veio animada, colocando uma touca de renas em seus cabelos grisalhos.

— Isso é cafona! – Resmungou.

— É lógico que é cafona. É natal! Quer data mais cafona que essa? – Dana riu, observando a touca na cabeça do mais velho.

— O que acha da gente levar isso para o Sumo? – Connor apareceu segurando uma touca canina que era um chapéu de Papai Noel.

— Ele vai ficar uma graça! – Dana bateu palmas empolgada e colocou o objeto no carrinho.

— Não, não! O meu cachorro não! – Protestou Hank.

— Deixa de ser rabugento. – Zombou Dana. – Além disso, ninguém, vai te levar a sério com essa touca de rena na cabeça.

Connor e Dana começaram a gargalhar, cumplices, enquanto Hank revirou os olhos, dando-se por vencido e rindo da situação também.

— Vai me ajudar a cozinhar a ceia, né? – Pediu a garota para o androide, se apoiando no carrinho.

Os mais jovens estavam na fila do caixa naquele momento e esperavam o tenente voltar, pois foi buscar um pacote de bala de caramelo, que era algo que até então, nenhum deles sabia que ele gostava.

— Hum... eu vou pensar no seu caso. – Brincou Connor, colocando a mão no queixo e fazendo uma cara pensativa.

— Pensar nada, vai fazer, se não te mando de volta para a Cyberlife.

— Isso é uma ameaça, senhorita Standall? Saiba que eu tenho leis que me defendem agora. Além disso, isso é desacato a autoridade.

— Gostaria de dizer ao senhor autoridade, que ele está no momento fora da função exercida, logo, não estou desacatando o detetive Connor, estou ameaçando o androide Connor. – O encarou desafiadora, se aproximando dele sem perceber.

— Touché. – Ambos riram. – Mas ainda assim é uma ameaça.

— Mas ainda assim você vai cozinhar. Você ama cozinhar! Devia largar a carreira e participar do MasterChef. Imagina que incrível, Connor, le plus renommé, Chef.

— Desde quando você fala francês? – Indagou.

— Eu não falo. Aliás, não faço ideia do que eu falei. – Riu.

Connor estava se sentindo leve ao ver a garota assim, sorridente, empolgada e feliz. Com ela, o androide esquecia dos problemas, da investigação, do perigo que seu povo estava correndo. Com ela não havia dúvidas e angustias. Era até estranho, pois ele não se lembrava de como havia chego até o caixa com ela, era tudo automático, seu corpo apenas ia enquanto seu olhar mapeava cada passo dela. Mesmo assim, ele se sentia inseguro de se aproximar, não queria assustá-la e lhe afastar de si.

Depois que Hank voltou, eles foram até o carro do tenente deixar as compras e rumaram a pé para a última loja do dia. Já tinham comprado a árvore, comida, os enfeites para a árvore, mas ainda faltava algumas coisas para a casa.

A loja que entraram era uma mistura vintage e retrô. Tinha muitos acessórios bonitos e delicados. Enquanto Dana se perdia entre as coisas, procurando o que comprar, os olhos de Connor se fixaram através do vidro frontal do recinto em um casal que havia acabado de sair da loja. O rapaz tirou da sacola de compras um item, dando de presente para a amada que lhe beijou os lábios. Subitamente, Connor se lembrou que antes das festividades deveria comprar um presente para o tenente e para Dana também. Começou a olhar por toda a loja, até encontrar um quadro feito de madeira, que tinha todo um cenário dentro, também feito de madeira e o local remetia a uma cafeteria, o que o fez se lembrar da chegada de Dana e de quando tiveram as suas primeiras conversas mais profundas. Era algo muito especial para ele aquele momento e o quadro ficaria ótimo no apartamento dela, já que a madeira era envernizada e parecia brilhar de tão bonita.

— O que faz aí? – Hank surgiu subitamente, o que fez o androide pular de susto.

— N-nada. – Gaguejou.

— Está procurando um presente para ela, não é?

— Não, eu só to...

— Você não me engana, Connor. Eu te conheço. – Apoiou a mão em seu ombro.

O androide suspirou e fitou os olhos de Anderson em seguida. Ele era como um pai e sabia que podia se abrir para ele.

— É. Eu gosto. E-e-eu que-queria dar um presente pra e-e-la, mas... ah, eu não sei! – Suspirou de novo, dando-se por derrotado.

— Hey. – Hank disse de modo suave, achando graça do fato de Connor estar nervoso por isso. – Se você quer presenteá-la, faça isso.

— Mas é um quadro, é muito simples, não é grande coisa. – Lamentou.

— Antes você estava só sorrisos para esse quadro. Além disso, os melhores presentes são aqueles que tem significado. Se é algo que remete a uma lembrança boa, ela vai gostar.

— Você acha? – Questionou enquanto segurava o quadro com certa firmeza nas mãos.

— Eu tenho certeza. – Sorriu doce. Um sentimento paternal havia o invadido. Connor estava na crise do primeiro amor. Sempre prensava em como lidaria com isso quando Cole fosse grande, então, estar ali aconselhando o androide o fazia se sentir velho, mas de um jeito estranhamente bom.

— Hank? Connor? – Ouviram a voz de Dana se aproximando e Connor rapidamente escondeu o pequeno quadro atrás de outro objeto.

— Estamos aqui. – Falou Hank e se voltou para o androide sussurrando. – É o seguinte, na hora de ir embora, quando estivermos indo para o carro, eu vou fingir que quero algo e daí você compra esse algo e o seu presente, como a sacola é grande, ela não vai saber o que tem dentro.

— Oi meninos. – Dana apareceu no exato instante em que o tenente terminou de passar seu plano para Connor. – Que cara é essa?

— Estou cansado. – Anderson reclamou. – Vamos embora.

— Tudo bem. Eu já acabei por aqui. – Dana concordou.

Quando estavam retornando para os veículos, que estavam parados um atrás do outro, Hank deu início ao plano e mesmo com a desconfiança de Dana sobre o interesse súbito de Hank em um conjunto de louça de porcelana, não fez questionamentos sobre o assunto e ficou aguardando o retorno de Connor, já que ele tinha sido designado pelo mais velho para ir buscar.

Ao deixar a loja, o androide mal conseguia conter o sorriso que estava querendo rasgar em seu rosto. Seu coração estava tão disparado que sabia que teria que tomar um pouco de Thirium quando chegasse em casa.

O plano tinha dado certo e antes de chegar no carro, abriu a sacola para fitar a embalagem vermelha que continha alguns detalhes dourados. Ele realmente tinha feito aquilo? Ele havia comprado um presente para Dana? Seu estado de espírito era de pura euforia.

— Connor voltou super animado. É o poder da louça de porcelana. Incrível! – Dana sustentou um sorriso irônico e ao mesmo tempo cômico no rosto, enquanto se desencostava do carro do tenente.

— Louça de porcelana é show! Me amarro numa louça de porcelana! – Hank ergueu seus dois polegares para a detetive, fazendo um “joinha” e em seguida entrou em seu carro.

Dana sorriu diante da cena e se dirigiu para o veículo de Connor, ainda estava se acostumando com esse lado solto de Anderson.

— Assim que chegar em casa, dá uma garrafa de cerveja para ele. – Comentou, já acomodada no banco do passageiro e colocando o cinto. Connor riu de si e ela lhe deu um leve tapa no braço. – Não ria! É sério! Ele precisa de álcool. Louça de porcelana é show? Me amarro numa louça de porcelana?

Connor gargalhou, ligando o motor e dando partida no carro.

— Aposentar! Ele precisa se aposentar. A idade vai chegando e...

Connor não conseguia falar, ria tanto que nada mais parecia funcionar direito.

— Quer parar de rir? Eu to falando sério.

— Eu... não... consigo! – O ar parecia faltar e lágrimas saíam dos olhos de Connor. Ao observar seu estado, Dana gargalhou também.

— Olha... as coisas são estranhas em Detroit. – Suspirou Standall, após se recompor. — Pensando bem, acho que quem precisa de álcool sou eu.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado!

Mais uma vez agradeço por cada mensagem de incentivo, elogio e carinho de vocês. Significa muito pra mim tudo isso, eu amo escrever essa história e fico feliz em saber que está agradando a tanta gente, ainda mais se tratando de um jogo que ainda está em crescimento em termos de público, já que foi lançado em maio desse ano.

Então, sério, muito obrigada de coração!

E aproveitem os momentos felizes, porque essa história é uma montanha russa de emoções e vem drama por aí!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...