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História Between truths and lies of eternal love - Capítulo 7


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Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 7 - Me resgate.


Jared

Alguns dias depois 



- Filho, você precisa sair dessa redoma de tristeza? - pediu a minha mãe a adentrar o estúdio. 

Eu dedilhei algumas notas no violão, a me ajeitar no sofá. - Eu não sei o que fazer, mãe. Eu já liguei mais de mil vezes para ela. E ela não atende. - revelei a olhar para meu celular, que estava ao meu lado. - E eu não faço ideia onde ela está. - contei, a lembra que após notarmos que ela não estava no tribunal eu fui a procura dela, mas na sua casa ela não estava.

- O Shannon e a Emma me disseram agora a pouco, que também tem tentado contato, mas até então não sabe onde ela está. - falou, sentando- se ao meu lado. - Você não ligou para o amigo dela? - indagou, pensativa. 

- O Will esta realizando uma campanha em uma ilha na Itália. Eu liguei várias vezes, mas caiu na caixa. - expliquei, a soltar o violão, guardando o celular no bolso da calça e repousando, a minha cabeça no colo da mama. - Por quê ela não contou, porque mãe? - indaguei a me encolher no sofá. 

- Vergonha, culpa, dor, tristeza, uma tempestade de sentimentos que nós nunca saberemos como é, meu anjo. Uma mulher que passa por tais experiências se torna ou uma pessoa amargurada que cai em uma depressão profunda e não consegue mais viver ou se ergue e se torna uma muralha cheia de rachaduras, porém nunca se deixa cair. A Amber e assim, Jared. Ela resolveu lutar e nunca desistir mesmo a viver com essas rachaduras. - explicou calmamente, de forma sabia. 

- Antes eu tinha pesadelos do que aconteceu com aquele homem, o sangue eu tentando salvá -lo a polícia chegando em meio ao gritos da Amber em um momento que tivemos antes da audiência. Agora eu não consigo dormir a relembrar as palavras do juiz a contar tudo aquilo. - confessei a lamentar.  

- Você não deve se culpar, meu amor. - ela falou, passando a acariciar meus cabelos. - Você não sabia. E talvez ela não tenha te contado simplesmente para te proteger. 

- É... talvez esse último detalhe seja verdade. - falei desanimado, a sentir o celular vibrar no bolsa da calça. 

- E o Will. - falei a me erguer, me sentando ao lado da mama. vendo o nome do modelo na tela do iPhone. - Oi, Tarlakian, graças a Deus que você retornou as ligações. - falei animado, a ouvir a risada dele do outro lado da linha. 

- Oi, Leto. - saudou. - Primeiramente, parabéns pela inocência diante da justiça, se bem que era óbvio que você era inocente e enfim, - falou. - muito obrigado por ter matado, mesmo que sem querer aquele desgraçado.  

- Obrigado. - agradeci, não sabendo o que dizer no seu último comentário. - Você sabe aonde está a Amber? - perguntei, impaciente a me por em pé. 

- Ela me ligou depois que saiu do Distrito. - contou com um tom de seriedade na voz. - Ela foi para casa pegou o Thanos é foi para... - revelou, fazendo uma pausa. 

- Tarlakian? 

- Ela foi para casa, Jared. - revelou enfim, me fazendo olhar para mamãe. 

- Casa?! - indaguei a confirmar. 

- Sim, quando eu não estou por aí e ela tem alguma crise, mesmo com o Thanos a apoiar ela vai para casa. - explicou calmamente. 

- O Thanos e um Esan? - indaguei a me dar de conta. 

- Sim, o Michael queria que fosse um cachorro de porte grande e treinado pelas forças especiais, mas a Amber não quis, ela ama gatos. - explicou, parecendo saudosista. - Você não tem ideia da raiva que o Michael sentia, por aquele homem. O Erick nós engounou de uma forma tão cega, que nós não víamos o que ele fazia com a Amber. - revelou com a voz embargada. - Eu tenho certeza que se o Michael... estivesse vivo ele seria eternamente grato pelo o que você fez. 

- Eu sinto muito, pelo Michael... Eu sei que eu fui um completo idiota e o Michael nunca foi com a minha cara... 

- O Michael gostava de você, Leto. - revelou a me calar. - E que você era tudo aquilo que ele gostaria de ser. - contou me deixando chocado, parecendo estar chorando. - Você sempre fui decidido, mesmo em meio a algumas decisões errôneas, você se tornou um homem incrível, Jared. Olha tudo que você construí, tudo que você conquistou. Você era um exemplo para ele. Imagina ser homossexual e vir de uma família de militares. Não foi fácil ele sair do armário e enfrentar o senhor McGrovell e seguir uma carreira, em um universo hetero e preconceituoso. 

- Nossa! - falei, abalado com aquela revelação. 

- Ok... - falou, parecendo estar limpando a face. - Agora você sai desse momento de incertezas é vai atrás a Amber. E por favor, não faz merda, Leto. - falou, por fim a debochar.

- Está certo, Tarlakian. Muito obrigado. 

...


Bossier City 

Luisiana 


Vinte oito horas depois


[Me resgate
Dos demônios da minha mente
Me resgate
Dos amantes da minha vida]


Quando eu cheguei a Bossier City o dia estava a amanhecer.
Minha terra natal... Era estranho retornar, principalmente após tantos anos, eu nunca consegui me apegar aquele lugar, talvez por ter um espírito livre e ser criado por uma mãe hippie.
A cidade havia se desenvolvido bem, porém ainda havia aquele ar de cidade do interior.
Percorri as ruas sem pressa, primeiro por que era muito cedo, segundo por que havia uma pessoa que eu teria que enfrentar antes de conversar com a Amber. O senhor McGrovell, ou melhor Coronel Dwaine McGrovell, o pai da Amber. 


Eram 07h40 da manhã, quando eu estacionei a Mercedes em frente a casa da Amber.
Tudo parecia como antes... cerca branca, gramado aparado e verdinho e uma bandeira americana a tremular em frente a janela da sala de jantar.
Desliguei o celular e coloquei no porta luvas, não queria que nada viesse a me atrapalhar naquele momento. Pequei a caixinha de veludo azul celeste da Bvlgari e coloquei no bolso da calça jeans.
Fiquei a tamborilar os dedos no volante até que o relógio no meu pulso marcasse 8 horas.

Quando parei em frente a porta da casa, permaneci por alguns segundos a tomar coragem para apertar a campainha.

Apertei a ouvir passos firmes pela casa vindo em direção a porta. Não demorou muito para que a porta fosse aberta e o senhor McGrovell, surgisse.

Ele se mantinha o mesmo homem de feições duras. Os cabelos ainda vastos estavam grisalhos, um pouco curvado, mais ainda forte e seus olhos cor de violeta se mantinham atentos e críticos.

- Bom dia, rapaz. - saldou a me olhar intensamente. - Fico feliz que você enfim, tenha vindo. - falou, a se afastar me dando liberdade para entrar na casa. - A Amber ainda deve estar dormindo - disse, calmamente a passar por mim indo em direção a cozinha. - Venha, vamos tomar um café da manhã e conversarmos. 

Eu fiquei sem reação e sem o que dizer inicialmente, pois imaginava que ele não fosse me tratar daquela forma.

- Jared, venha? - chamou, já sentado a mesa, a servir uma xícara de chá. - Eu andei pesquisando e comprei alguns produtos vegano, então... 

- Por quê o senhor está me tratando... 

- Por quê eu não tenho motivo para te tratar, mal Jared. - respondeu calmamente, me fazendo calar e se sentar à sua frente. - Com o tempo, você vai aprender que não se deve ficar relembrando certas coisas. As pessoas mudam. Umas para melhor e outras não. - explicou a me olhar. - Você pode ter feito muitas coisas erradas no passado, entretanto, mesmo tendo rejeitado a minha pequena, você soube ser mais que um amigo quando nós perdemos a Hellena. - revelou comovido. - Chá? 

- Obrigado. - agradeci, a vê-lo depositar o líquido quente em uma xícara de porcelana. - Eu confesso que não esperava que o senhor fosse agir assim. - desabafei, a olhar para xícara. 

- Quando você tiver a minha idade e tiver filhos, você vai compreender certas coisas, Jared. - respondeu com sorriso. - Mas até lá, guarde essas palavras. 

Por alguns minutos houve um silêncio sepulcral entre nós. Eu bebi alguns goles do chá que estava maravilhoso.

- O meu Michael  gostava muito de você, mesmo que não parecesse, e ele sempre te achou um homem muito bonito. - disse a quebrar o silêncio. - E de fato, pessoalmente você se tornou um homem incrivelmente bonito. - elogiou com naturalidade, a afastar a xícara aos lábios. - Ele via em você algo que muitos não viam. Perseverança. Você é um exemplo de que nada e impossível, basta você ter coragem e correr atrás.

- Obrigado. Nós tivemos alguns desentendimento por ele me ver com outras garotas. Mas eu nunca pensei que eu fosse seu ídolo. - respondi, com tristeza. - Falando nisso... Eu lhe devo desculpas por ter deixado a Amber... 

- Você não deve se culpar, por nada, rapaz. Eu perdi a única mulher que eu amarei até o fim da vida, perdi um filho que eu amava e tive que aprender a aceita- lo em meio a tanto preconceito, ganhei um outro filho que amava o meu Michael. E vi a minha pequena em coma por causa de um homem sem caráter. - falou com expressivida, a me olhar profundamente. - E agora, após anos você retorna... para continuar da onde parou. Esqueça o passado! A única coisa que você deve fazer, apartir de agora é ir até o quarto do Michael e conversar com a Amber. - disse, por fim fazendo um aceno com a cabeça em direção a escada.


- Pode entra. - ela falou, num fio de voz. Permitindo que eu abrisse a porta pesada.

O quarto se mantinha como a tempos atrás... O Thanos estava deitado aos pés da cama e a Amber estava encolhida em uma cadeira a olhar para janela.

- Oi, Amber. - saudei a me aproximar. Vendo o Thanos levantar o olhar para mim e soltar um miado longo como se estivesse dando oi. 

Ela se virou lentamente. Seus olhos estavam tristes, rodeados por olheiras profundas. Os cabelos antes lisos estavam cacheados emoldurado por uma fisionomia delicada e frágil.

- Você não precisava ter vindo, Jared. - falou, com a voz embargada a desviar o olhar. - Eu não quero ouvir discursos de piedade e falsas... 

- Eu te amo, Amber. - revelei, vendo o seu semblante mudar. - Eu sempre te amei. E eu vim por que... Era isso que eu deveria ter feito a muito tempo. - falei, a me sentar na cama, ficando a sua frente. - Eu não tenho pena de você, é muito menos te vejo como uma mulher fraca ou qualquer coisa do tipo. - disse, a ver seus olhos marejados presos aos meus. - Você sempre foi forte e eu amo isso. Independente de tudo que você vivenciou com aquele homem, eu não vou te forças a nada. Nunca! Nós vamos vencer isso juntos, pois eu não quero que você tenha medo de mim, Amber. Acima de qualquer coisa eu sempre irei te respeitar. 

- Jay... - ela sussurrou, aos prantos cobrindo a face com as mãos. - Eu não te mereço assim... Eu estou quebrada. 

- Não. -  discordei, a tocar em seu suas mãos, fazendo ela descobrir a face. - Você não está quebrada. Não diga isso. 

As lágrimas deslizavam, sem que seus grandes olhos piscassem. - Eu te amo tanto. - declarei, a pegar seu rosto entre as mãos. - Minha doce Amber.

-  Jay. - chamou, a tocar em meu rosto. - Foi isso que você respondeu para o Will? - perguntou, tímida a deslizar a ponta dos dedos em minha face. 

- Sim. Eu não consegui te tirar do pensamento. Você sempre esteve comigo, mesmo distante. 

Ela encostou a fronte na minha a fechar os olhos.

- Quando o Erick me machucou... Eu acordei do coma e pensei em desistir... desistir de tudo. - revelou, a abrir as orbes. - Mas, quando eu estava prestes a cortar... A lembrança daquele dia...  os teus olhos presos aos meus e a tua voz me dizendo que sempre estaria comigo foi  que me fizeram prosseguir. - revelou, num fio de voz embargada. 

Não havia palavras para descrever tal revelação.

- Eu te amo, Jared. - declarou a sorrir, pousando as mãos em meus peito. 

- Apartir de hoje eu quero viver cada milésimo de segundo ao teu lado. - declarei com carinho. 

- Isso é um pedido? - perguntou, a afastar a fronte. Me olhando com intensidade. 

- Digamos que sim. - respondi, a levar a mão direita ao bolso. Retirando a caixinha de veludo. 

- Você!!! - exclamou, se afastando para me ver se ajoelhar a sua frente. 

- Amber Elisabeth McGrovell, você aceita se casar com esse ser errante que tem melhorado com o tempo. E que te ama mais que a si mesmo e não vai conseguir passar um segundo longe de ti. -  declarei, enquanto abria a caixinha. Revelando um solitário delicado de diamante cor de violeta. 

- Sim... sim... Eu aceito. - respondeu eufórica e me abraçar. 

... 


-  Se vocês pegarem a estrada agora, chegaram na madrugada de sábado à Los Angeles. - o senhor McGrovell, falou a abraçar a filha. - Eu te amo, minha pequena. 

- Está bem. Eu também te amo, papai. - disse, a sorrir.

Após um turbilhão de emoções e declarações, passamos o dia na companhia do senhor McGrovell e do Thanos. Fizemos um pic nik em um parque no interior da cidade.
Conversamos muito e reembramos momentos felizes.
Aos poucos a Amber foi deixando para trás, o semblante triste e pensativo e foi revelando aquele olhar, que eu não via a anos e que estava preso a minha memória.

- Então vamo, meu amor. - falei, a guardar a sua mala no carro. - Você não vai levar o Thanos? - indaguei curioso, a ver o gato parado aos pés do senhor McGrovell.

- Eu vou deixar o Thanos com o papai. Eu preciso vencer certas coisas e será melhor assim. - respondeu a sorrir. - Até mais, meu amorzinho, cuida do vovô e se comporta, viu. - falou, a acariciar o animalzinho com a voz embargada.  - Quando nós chegarmos em LA eu te aviso. - falou, por fim a ir em direção ao meu carro.

- Foi um prazer, senhor McGrovell. - falei, e levantar a minha mão. 

- O prazer foi todo meu. - respondeu, a apertar fortemente a minha mão. - Não preciso dizer que você deve cuidar da minha pequena com a própria vida, pois... Você já se fez provar, ser mais que honrado em ser o meu genro. - declarou de um jeito despachado.

-  Você comprou esse anel a pouco tempo, Jay? - indagou, após algumas horas de viagem, a me olhar atentamente. 

- Você quer saber se eu tomei essa decisão a caminho de Bossier City, e isso? - rebati, a olha-la por alguns segundos, voltando a atenção para estrada. 

- Digamos que sim. - respondeu sorridente. 

- Não. Eu comprei esse anel em meio a produção do álbum Love, Lust, Faith and  Dreams. - revelei, a pegar a sua mão. 

- Isso foi em... 2011, 2012? - indagou pensativa. 

- Sim, minha vida. Eu quase morri naquele ano. - revelei a sentir, seus dedos apertarem a minha mão. - Mas, eu não quero falar disso agora, está bem? 

- Sem problemas. - respondeu compreensiva, a sorrir. - Te amo, Jay. 

- Eu também te amo, minha vida.



Notas Finais


[ ] Trecho da canção Rescue me (Me Resgate) da banda 30 seconds to mars.


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