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História Between Two Lovers - 3a Temporada - Capítulo 7


Escrita por: e tropecei


Notas do Autor


Pois é, amores, eu e @Romiione estamos de volta!

Foram três longos anos em que não conseguimos dar seguimento na história e foi bem complicado retornar, mas cá estamos...

Esperamos que nos perdoem pela demora e que voltem a acompanhar, a história precisa ter um fim e vocês merecem!

Mas o final está longe ainda...

Capítulo 7 - 05. I discovered


Fanfic / Fanfiction Between Two Lovers - 3a Temporada - Capítulo 7 - 05. I discovered

– Amor, acorde! – Rose abriu os olhos lentamente ao ouvir a voz de Scorpius, e piscou algumas vezes até se acostumar com a luz da manhã que entrava pela janela do quarto dos dois. 

– Aconteceu algo? –  Seu corpo estava cansado, suado e pesado, mas fez o possível para se levantar ao sentir o tom de urgência na voz do marido.

Ele, com uma expressão de puro choque, sentou-se ao lado dela e mostrou-lhe a carta que havia acabado de receber à mesa do café da manhã trazida por uma das corujas mais rápidas e eficientes do Ministério da Magia. A garota leu e releu, estava boquiaberta com o conteúdo da carta, sentiu um aperto no peito e muita tristeza. Dino Thomas havia sido encontrado morto nesta manhã no Quartel General dos Aurores, contudo depois de analisarem o cadáver, concluíram que ele havia sido assassinado na noite anterior. A ruiva lembrou-se de quando o fez voltar a vida quando o homem fora atacado pelo lobisomem anos antes e sentiu-se impotente por não estar lá para ajudá-lo desta vez, mesmo sendo contra usar seus próprios poderes, o seu chefe era como um amigo próximo.

– Mas como é que isso aconteceu? – Seus olhos encheram-se de lágrimas, Dino não era só seu chefe, mas também um amigo e que tinha lhe ensinado muitas coisas. As lágrimas começaram a rolar sem controle pelo seu rosto. – Meu pai e minha mãe ficarão arrasados, Dino estudou em Hogwarts com eles. Eu estou chocada... como? Quem fez algo assim?

– Ninguém sabe, Rose. Mas não havia sinais de duelo ou qualquer outro tipo de resistência dele. – Scorpius passou um dos braços pelo ombro da esposa e apertou forte o corpo dela contra o dele. – Acredito que quem o matou foi rápido e o pegou desprevenido.

– Foi morto por um Avada, talvez? – Ela fungou, tentando imaginar como havia sido.

– Não sei, amor. Não há como descobrir ainda. Mas temos que ir para o Ministério agora, todos os Aurores foram convocados para lá, é uma reunião de emergência – ele parecia preocupado, além de estar tão chateado quanto sua esposa.

Scorpius ainda ficou um tempo abraçando Rose até que ela se acalmasse, afinal embora seja uma garota muito forte, seu lado emocional, o valor que dava aos amigos e sua bondade, sempre foram suas melhores qualidades. E a morte de conhecidos próximos sempre a abalava. O loiro imaginava que ela absorvia toda a culpa para si, afinal se estivesse presente no momento exato, poderia ter salvado o homem novamente e, quem sabe, descobriria a identidade do assassino. Logo após a reunião dos Aurores seria feito o velório e homenagem a Dino, que não tinha esposa ou filhos, porém aqueles que o admiravam e o conheciam eram muitos, então quando Rose e Scorpius usaram sua lareira com o Pó de Flu para chegarem ao Ministério da Magia, já estavam com roupas de luto.

[...]

O Ministério da Magia facilmente se passaria por um local deserto devido ao tamanho do silêncio instaurado ali, se não houvesse alguém parado no meio do Saguão Principal de olhos fechados, rodeado por mais outras pessoas. A morte de um funcionário era sempre um momento muito triste e de muita revolta para todos, até mesmo para aqueles que não conheciam Dino. Normalmente quando um funcionário era assassinado significava que uma guerra estava por vir e que aquele período de calmaria sem qualquer tipo de revolta das Trevas estava chegando ao fim. Foi um tanto difícil para os Aurores convocados conseguirem chegar ao Quartel General, devido a tantas pessoas paradas em frente a porta de entrada aguardando por respostas, notícias ou até mesmo quaisquer que fossem as pistas de quem e porquê havia assassinado o Chefe dos Aurores. Quando Rose conseguiu entrar, foi correndo abraçar seus pais e o tio Harry, que haviam estudado com Dino na época em que estavam em Hogwarts. O Trio de Ouro, como eram conhecidos, tinham a mesma expressão, com narizes vermelhos e olhos inchados, um misto de sentimentos na verdade, de dor, tristeza, raiva, saudade e indignação.

– Ah, pai! Eu sinto muito, sei que eram amigos havia muito tempo – Rony voltou a chorar discretamente quando sua filha o abraçou e disse aquelas palavras reconfortantes. Já Hermione assoava o nariz delicadamente em um lencinho, quando em seguida também foi abraçada pela filha. 

– Meus sentimentos, Harry, Rony e Hermione... imagino a dor que vocês estão sentindo por perder um amigo assim. Sinto o mesmo, embora não o conheça a tanto tempo quanto vocês. – Scorpius olhou para seus sogros, compadecidamente, e para Harry que estava sendo abraçado por Rose. 

Hugo, que chegou em seguida, foi correndo em direção aos pais, seus olhos estavam marejados, embora tentasse esconder a dor. A presença de tantos Aurores ali juntos era o que provava que Dino era muito querido por todos, além do trabalho, entretanto também estavam ali por outro motivo, a reunião de emergência definiriam como agir em busca do assassino de Dino. Será que era um incidente isolado? Como ele havia morrido, já que o corpo não tem marca alguma? Seria um indicativo de que as forças das Trevas estavam voltando? Não saberiam se continuassem chorando, era preciso ação, atitude e trabalho em equipe, tais características são marcantes nos Aurores.

– Quem quer que tenha mexido conosco, vai se arrepender, não podemos ficar parados enquanto outros podem estar a beira da morte – Harry Potter se levantou da mesa que era de Dino e agora se tornava dele, o novo chefe dos Aurores que estava com sede de justiça. – Os MediBruxos estão avaliando o corpo de Dino, em breve teremos informações. Nossa sala foi minuciosamente analisada e não foram encontradas pistas, quem fez isso é bem astuto e poderoso.

– E o que podemos fazer agora, Harry? – Rony questionou ao amigo, que agora se tornava seu superior. – Para onde vamos, se não temos pista alguma?

– Hoje é dia de luto, não conseguiremos nada saindo por aquela porta com sede de vingança – Harry continuou a falar, desta vez com a cabeça baixa e os olhos fechados. – Depois do velório, vão para suas casas e descansem, eu aguardarei informações do St. Mungus sobre Dino e avisarei todos amanhã cedo a respeito das medidas que serão todas, assim como as missões de cada um.

Ninguém protestou contra a decisão do novo Chefe dos Aurores, afinal ele estava certo e não teriam nada a fazer naquele dia trágico. Todos se encaminharam para onde o corpo de Dino Thomas, que ainda não havia deixado o St. Mungus, seria velado, menos Harry Potter, pois assim que enterrasse o cadáver do velho amigo, significava que os MediBruxos estavam trazendo a análise completa sobre o que descobriram a respeito da morte do homem. Portanto, seu primeiro dia com o cargo da mais alta patente dos Aurores foi triste e ao mesmo tempo sem fim, pois já era madrugada, quando uma mulher chamada Judith Lemos adentrou o quartel general e entregou o relatório nas mãos do homem com a cicatriz na testa. O velório, àquela altura, já tinha acabado há muito tempo e os Aurores deveriam estar em suas casas, como Harry orientou, entretanto a descoberta do que causara a morte de Dino não poderia esperar até a manhã seguinte.

Rony Weasley e seu filho, Hugo, acordaram num sobressalto quando ouviram batidas insistentes na porta de entrada da casa onde moram. Como Aurores treinados, era bem óbvio que naquele horário seria indispensável a varinha em mãos ao abrir a porta, portanto os dois ruivos estavam preparados a hora que viram quem era o estranho que batia. E suspiraram aliviados ao verem Harry Potter, sacudindo uma pasta lotada de pergaminhos amassados na frente do rosto deles. O homem de óculos e cabelos quase grisalhos parecia bem desesperado quando entrou na casa sem nem dizer nada.

– Tio Harry, o senhor está bem? – Era engraçado ver um garoto de 23 anos de idade ainda chamando Harry de tio, porém a situação em questão não tinha graça alguma.

– Harry, está bem tarde e eu estou bem cansado... – Rony bocejava, a adrenalina que corria pelo seu sangue alguns segundo atrás, quando pensou que fosse algum louco querendo arrombar a porta, sumiu por completo e seu sono voltava a bater nele como uma bola de demolição trouxa.

– Eu descobri... – o moreno de óculos estava ofegante e suava. – Descobri o que aconteceu com Dino.

Os outros dois se entreolharam, assustados, era fato que descobririam a causa da morte do ex-chefe dos Aurores mais cedo ou mais tarde, contudo não imaginavam que tal revelação afetaria tanto Harry, ao ponto de deixá-lo desesperado e sentindo urgência em contar aoa outros. Rony e Hugo não tiveram nem tempo de pedir para que ele relaxasse, senão com certeza teria uma síncope nervosa.

– Está conectado... ao roubo do livro que estava em Gringotes – o ruivo mais novo o observou dizer aquilo como se quisesse dizer "ok, eu sei do roubo, sou um Auror e foi a minha missão investiga-lo", entretanto permitiu que o tio continuasse, pois nem em sonho se atreveria a interrompe-lo naquele momento. – O corpo de Dino, depois que passaram-se algumas horas, começou a demonstrar umas certas mudanças. Os MediBruxos observaram que, algumas marcas apareceram na pele dele e o Departamento de Mistérios concluiu que tais marcas eram pertencentes ao livro egípcio que perdemos. Dino foi morto pelo Livro da Vida.



Notas Finais


E então, sentiram falta dos nossos personagens queridos?

✓ capítulo escrito e revisado por @tropecei

Beijinhos :*


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