História Between Us - Aysha - Capítulo 21


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance Trans Lésbico
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Palavras 1.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, LGBT, Orange, Romance e Novela, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoas. Primeiro gostaria de implorar o perdão pela demora, mas realmente fiquei sem tempo e com um enorme bloqueio pra continuar escrevendo essa história, porém, retomei na esperança de conseguir o desfecho merecido. Agradeço por continuarem acompanhando, um beijo no coração de cada um! ❤️

Capítulo 21 - Matt está na cidade.


Fanfic / Fanfiction Between Us - Aysha - Capítulo 21 - Matt está na cidade.

— Na raiva somos estúpidos. Dizemos e fazemos coisas das quais nos arrependemos no segundo seguinte. As palavras são vivas, elas tomam forma, impacto e efeito. Chegam até os ouvidos e o coração na rapidez de uma bala, e se instalam ali, envenenando todo o resto. Eu sei que disse coisas horríveis para ela, coisas que não eram necessárias. Mas eu agi pela estupidez, pela insegurança e por uma raiva contida por muito, muito tempo. Não raiva de Ayla, ela jamais me causou nenhum sentimento ruim. A raiva era direcionada a Matt, que para meu desespero havia voltado a cidade, trazendo à tona fantasmas esquecidos e sentimentos enterrados. Bom, talvez nem tão enterrados assim… 


Piramyd Club, uma semana antes. 


O burburinho ecoava pelos corredores e camarins do clube. O gerente antecessor de Sasha, Matthew, e também seu ex caso, havia voltado a cidade. Grande amigo do dono do Piramyd, James Hoffman, o homem dissera à princípio estar apenas de passagem. 


Sasha entretanto, permanecera alheia a novidade, já que tirara uma semana de férias e retornava ao clube depois de seu recesso. Ayla, por sua vez, também estivera de folga todo esse tempo, um mimo concedido após faturar dezenas de dólares para o clube, quebrando recordes. Ambas passaram o tempo juntas, viajando pela cidade e conhecendo a ilha de Manhattan como nunca antes em suas vidas. Devidamente descansadas e com ótimas histórias para contar, as duas garotas se dirigiram ao clube separadamente, numa quinta feira de dezembro, prontas para retomar o trabalho. 


A cidade estava congelada, a neve insistente caía sem dar trégua há dias, enfeitando as calçadas e vitrines de lojas, pintando as esquinas de branco, convidando todos para o espírito natalino. 


Sasha vestia um sobretudo de couro e luvas longas, os cabelos soltos exibindo o corte novo, despontado e volumoso, realçando seu rosto de maneira exuberante. Dirigindo pela cidade, ela ouvia sua rádio favorita, a canção tocada naquele princípio de noite era Stay the night, de Benjamin Orr, a mais velha cantarolava despreocupadamente, sem poder prever o caos que estava prestes a surgir. 


Estacionando no pátio dos fundos como de costume, Sasha guiou as enormes e charmosas pernas para fora do carro, seus saltos agulha nas botas cano longo, saltando do veículo majestosamente, a maior fechou a porta, virando-se em direção a porta. 

Já dentro do clube, ela caminhou pelos corredores, cumprimentando à todos que via com beijos, abraços e sorrisos calorosos. Finalmente dirigindo-se para seu escritório após um breve encontro com James, ela entrou de cabeça baixa enquanto lia alguns dos papéis dados por ele. E distraída do mundo exterior, a maior fechou a porta atrás de si, erguendo finalmente os olhos, ela deu de cara com a figura sentada em sua cadeira, de braços cruzados e um largo sorriso no rosto. Era o próprio Matt, parado ali, em seu território, anos depois de tê-la ferido mais que à qualquer um. O coração de Sasha congelou uma batida, sua respiração ficou paralisada entre expirar e inspirar, rapidamente ela sentiu os músculos estremecerem deixando-a completamente zonza. A sensação de secura nos lábios a desconcertou. Ela mal podia acreditar no que via, seria um sonho? Um pesadelo? Afinal, o que diabos ele poderia estar fazendo ali? E por que? Sua mente a bombardeou com perguntas infinitas na eternidade que durou aqueles poucos segundos de inércia. 



— Parece que viu um fantasma, boneca. — disse Matt, quebrando o silêncio, sua voz grave guiou um arrepio até a pele de Sasha que percebera que aquilo era real. 


— O que está fazendo aqui? — perguntou sem rodeios, a voz carregada de desconfiança. 

— Bom te ver também, querida. — ironizou Matt, ficando de pé. Instintivamente Sasha recuou um passo, afastando-se o quanto podia. Matt sorriu, o belo sorriso malicioso ainda era o mesmo, a veterena engoliu em seco. 

— Falo sério Matt, o que faz aqui? — indagou mais uma vez, movendo-se na direção oposta do homem, pousando os papéis sobre sua bancada. De costas para ele, Sasha se deu conta de sua vulnerabilidade, mal conseguia olhá-lo diretamente, após tantos anos, ele ainda a dominava em certos pontos, e isso a aterrorizava. 

— Bom, senti saudades de tudo. Quis rever os amigos. Não está feliz em me ver? — respondeu Matt, caminhando em sua direção. Sasha virou-se para ele, cruzando os braços e mirando seus olhos aos dele. 

— Não somos amigos, Matt. Por favor, saia. — pediu, trazendo a tona o ressentimento que guardara por tanto tempo. Matt baixou os olhos, rindo. 

— Boneca, não seja tão rancorosa. Vamos, me dê ao menos um abraço. — disse Matt, abrindo os braços em convite. Sasha o encarou dos pés a cabeça, mantendo-se imóvel. 

— Saia. Agora! — mandou, caminhando até a porta, abrindo-a. Matt baixou a cabeça, passando uma mão pelos cabelos baixos. Encarando-a uma última vez, ele assentiu com a cabeça, finalmente saindo. Sasha bateu a porta em seguida, respirando para o ar, sentindo um misto de sentimentos tomando seu coração e mente. Havia mágoa, havia raiva, e muita dor ainda ali, pulsando tão verdadeiramente quanto as batidas de seu coração. E por um instante, Sasha sentiu-se dominada por um homem que havia jurado jamais pensar outra vez. 



Do lado de fora, nos corredores e camarins coletivos, a fofoca estava na boca de todos, Ayla havia chegado à alguns minutos, aprontando-se junto de Cindy e Raven, a jovem latina ainda não havia se contaminado com às más línguas, mas Cindy tratou de fazer as honras. 


Ayla delineava os olhos quando a jovem loira e aguada Cindy sentou-se ao seu lado, esticando-se para passar o gloss em seus lábios. 

— Então, já soube? — indagou de maneira provocativa. Ayla a encarou pelo reflexo. 

— Soube do que? — perguntou Ayla, agora procurando o rímel em sua bolsa. Raven, atrás delas lançou seu olhar repreensivo à Cindy, que pareceu ignorá-la. 

— O ex de sua amada Sasha está de volta e ele está ainda mais gostoso! — disparou Cindy com uma risada amarga. Ayla sentiu o coração saltar, uma pontada estranha o picou, como um alfinete. 

— Quem é ele? — Perguntou Ayla, ligeiramente preocupada. Raven aproximou-se dela, tocando seu ombro. 

— Não ligue para Cindy, ela só quer causar com você. — disse. Cindy virou-se na cadeira para encarar a jovem latina de frente. 

— Ela nunca te falou dele, querida? Meu Deus, ela lambia o chão que Matt pisava quando estavam juntos. — acrescentou. Ayla sentiu todos os músculos adormecerem por alguns segundos. Vários questionamentos tomaram sua mente. De fato, já estavam juntas havia meses, e Sasha jamais mencionara um ex por quem havia sido perdidamente apaixonada. E isso, consequentemente gerava uma enorme insegurança na mente quase sempre inabalável da menor. Afinal ela já compartilhara toda a sua vida com Sasha, abrindo-se e dividindo toda a sua história, o mínimo que esperava era a mesma cortesia. Não queria viver no escuro, cercada de fantasmas desconhecidos. Se Cindy queria afetá-la havia conseguido com cem por cento de sucesso. Naquele instante, Ayla desejava sumir, presa numa angústia que tomou seu coração inteiramente. 

— Oh Deus, não brigue comigo por falar a verdade, hãn? — concluiu Cindy, retomando o que fazia como se nada houvesse acontecido. Ayla permaneceu quieta, encarando o reflexo do espelho enquanto absorvia tudo aquilo. Sem conseguir se conter, a jovem latina levantou-se, caminhando à passos apressados em direção ao escritório de Sasha, disposta a conseguir algumas respostas. 


Ayla entrou como um furacão, sem sequer bater à porta antes, pegando Sasha de surpresa que virou-se imediatamente para ela ao ouvir a porta se fechar com brutalidade atrás delas. 


— Meu Deus, o que é isso? — perguntou a maior, levando uma mão até a cintura, encarando o rosto visivelmente perturbado de Ayla. 

— Quando iria me contar? — disse a menor, cruzando os braços. 

— Contar o que? Do que está falando? — perguntou Sasha, confusa e irritada. 

— Do seu ex. O cara que todos andam dizendo que você era completamente apaixonada. — respondeu, lutando contra a força esmagadora daquela emoção que a fazia querer chorar. Sasha suspirou para o ar, revirando os olhos de maneira impaciente. Rever Matt havia sugado suas energias positivas, e se ver em meio à um conflito com Ayla por causa disso era o ápice. 

— Ayla, nós não temos que saber exatamente tudo uma da outra. Eu não tenho que te dizer tudo sobre mim, não sou obrigada à isso. — disparou Sasha, seu tom firme e frio acertou o coração de Ayla mais uma vez. 

— Não quero que se sinta obrigada, Sash. Quero que sinta vontade de me contar, por que estamos juntas e eu mereço honestidade. — desabafou a menor, seus olhos começando a marejar. Sasha deu de ombros. 

— Isso não tem haver com honestidade, tem haver com sua curiosidade. E se eu não quiser falar sobre algo, estou sendo desonesta por isso? Matt é um capítulo ruim, que quero esquecer, e não relembrar. — respondeu Sasha, dando as costas para Ayla. 

— Você quer esquecer? Você ainda não o esqueceu? — perguntou a menor, a segunda frase saindo num soluço, sem conseguir conter mais a emoção. Sasha virou-se para ela, muda. Tornando ainda mais torturante o silêncio do que a resposta. 

— Ah meu Deus, você ainda o ama! — exclamou Ayla, verbalizando seu maior medo, sentindo o coração ser dilacerado enquanto ainda batia. Sasha avançou passos até ela, vendo-a recuar imediatamente. 

— Não diga besteiras, Ayla. Eu amo você. — disse. Ayla a olhou profundamente, os olhos castanhos escuros dolorosamente marejados. 

— Acho que nem você acredita nisso. — disse a menor, virando-se para sair. 

— Ayla! — exclamou Sasha, sendo ignorada pela menor que bateu a porta, deixando-a igualmente perdida e de coração partido. 

Ali, sozinha com seus pensamentos e sentimentos, Sasha tinha toda a certeza de que não amava Matt, que seu coração pertencia completamente à Ayla, porém era difícil ter de encarar o passado outra vez, e tão de perto. Havia muito a ser dito à Matt, muito a ser removido de seu coração em relação à ele. Havia mágoa, raiva e dor, que não seriam tão facilmente dissipadas assim. Mas a jovem Ayla, talvez pela intensidade de seu ser, talvez pela imaturidade, não achava ser possível existir dualidade. As coisas entre elas poderiam ir para dois caminhos, e no momento, o caminho seguido era o pior deles. 








Notas Finais


Não me odeiem ainda. rs o desfecho será lindo, prometo.


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