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História Between Us - Capítulo 20


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Capítulo 20 - Civilization


Namjoon, Suho e Jimin andavam pelas ruas de Incheon distraidamente, sem nem imaginarem o que estava acontecendo no refúgio. Os três usavam máscaras que haviam comprado em uma farmácia assim que chegaram e foram alertados por um senhor que não era muito seguro andar sem elas. Suho olhava em volta contente com a paisagem diferente da do refúgio, mesmo que estivesse um pouco preocupado com o vírus que o senhor havia mencionado. Namjoon mantinha-se atento a tudo a sua volta para garantir que não havia ninguém os seguindo. Jimin era o mais relaxado entre os dois, mesmo que estivesse um pouco preocupado com a reação dos outros por eles terem saído sem permissão.

Após um tempo apenas andando pelas ruas e conversando sobre o que fazer quando voltarem ao refúgio, Namjoon passou em frente a uma banca e sentiu-se atraído por uma notícia específica nos jornais. Aparentemente, os EUA haviam descoberto um projeto chinês que criava armas de diferentes tipos, em parceria com a Coréia do Norte. Aquilo aumentou a tensão entre os países que agora viviam trocando ameaças.

Era realmente por isso que estavam nos caçando... Pensou, automaticamente parando em frente a banca. Nós somos as armas. 

—Hyung! – Jimin chamou, parando um pouco a frente. – O que foi? 

—Acho que sei porque estavam atrás da gente. – Apontou para o jornal e o mais novo se aproximou junto com Suho. – Aqui diz que os Estados Unidos fizeram alguns prisioneiros, mas não deixa claro se estes prisioneiros são as armas. 

—Então eles podem ter pego outros de nós, mas para que? – Perguntou Jimin. 

—Para usarem a favor deles. – Uma voz feminina soou atrás dos três, que se viraram assustados. A dona da voz era uma jovem de cabelos castanhos escuros e olhos ligeiramente grandes. Estava usando uma máscara preta o que a tornava um tanto difícil de reconhecer. – Já tem um tempo que estou procurando vocês.

Namjoon franziu o cenho. 

—Lisa? 

—É bom te ver, Namjoon. — A garota sorriu, puxando a máscara de maneira que seu rosto ficasse a mostra. – Agora precisamos sair daqui. Estão se expondo demais saindo por aí quando seus rostos estão em todo lugar. 

—O que quer dizer? – Suho perguntou, apressando os passos para alcançar a garota que já havia começado a andar.

—Se vocês não sabem, então imagino que não estiveram por aqui ultimamente. 

—Estávamos em um outro lugar. – Disse Jimin. 

—Entendi. – Puxou a máscara para cima novamente. – Estou procurando vocês têm algum tempo, mas não sou a única. Os americanos estão prendendo vários de nós e os chineses nos querem de volta para garantir que não sejam incriminados. Há quase um mês atrás vários anúncios e cartazes com os rostos de vocês se espalharam, eles já tinham vários de nós, mas queriam as pessoas dos experimentos principais. Por sorte, todos vocês pareceram virar fumaça. 

Os quatro seguiram por um beco pouco movimentado, para ter certeza de que não havia ninguém os seguindo. Lisa os guiou até os fundos de um prédio, onde entraram e subiram as escadas até o que parecia ser um pequeno apartamento. 

—Moro aqui com algumas amigas temporariamente. Vamos estar seguros para ao menos termos uma conversa. – Explicou, fechando a porta quando todos já estavam na sala. – Mina? Moonbyul?

Uma porta pareceu se abrir no final do corredor e uma outra garota de cabelos claros saiu de lá. Suho franziu o cenho, ela lembrava alguém que ele conhecia. 

—Mina saiu. – Disse ela, antes de dar uma breve olhada nos recém chegados. – Como achou eles?

—Eles não estavam se escondendo. – Respondeu Lisa, dando de ombros. – Na verdade, estavam literalmente no meio da praça.

Moonbyul riu fraco, balançando a cabeça negativamente. 

—Que discreto. 

Lisa se virou para Namjoon como se estivesse prestes a perguntar alguma coisa, mas se interrompeu quando a porta do apartamento foi praticamente arrombada. Todos ficaram em posição de ataque no momento em que outra garota adentrou o apartamento, carregando um rapaz desacordado. 

—O que aconteceu? – Moonbyul perguntou, se apressando para ajudar a recém chegada a colocar o rapaz no sofá. 

—Minho? – Namjoon ouviu Suho sussurrar ao seu lado.

—É alguém que você conhece? – Perguntou após virar o rosto do amigo para si. De repente ele parecia bastante atordoado.

Foi Jimin quem respondeu, alto o suficiente para chamar a atenção de todos na sala.

—Ele era um dos médicos.

—O que? – Lisa franziu o cenho. – Claro que não, ele é como nós. 

—Ele não era. – Suho finalmente desviou o olhar do garoto para poder encará-la. – Devem ter usado ele no experimento depois que fugimos. – Se dirigiu a Namjoon e Jimin. – Foram Minho e outro médico que nos deram brecha para fugir.

[...]

Havia mais de meia hora que Minho estava apagado enquanto Suho o monitorava de uma das poltronas. Namjoon e Jimin se reuniram com as três garotas para comerem alguma coisa enquanto eram atualizados sobre tudo de bom e ruim que estava acontecendo fora das barreiras protetoras do refúgio. 

Lisa contou que teve que largar a faculdade de Medicina depois que voltaram a caçá-los e Mina explicou como sempre esbarrava em alguém como eles, mas no mesmo estado de Minho. Desde que começaram a caçar os experimentos, as coisas ficaram mais difíceis. Quase todo dia alguém era preso, até mesmo pessoas normais que depois eram liberadas após passarem nos testes. 

—Onde vocês estavam? – Moonbyul perguntou. 

Namjoon e Jimin trocaram olhares rápidos antes de darem de ombros. Não havia problema contar a elas sobre o refúgio, não é? Afinal, elas mesmas poderiam precisar ir para lá em algum momento. 

—Nowhere. – As três franziram o cenho e Namjoon sorriu fraco antes de prosseguir. — Um refúgio para gente como nós. Suho e eu encontramos o lugar por acidente e levamos os outros para lá.

—Achei que Nowhere fosse uma lenda entre gente como nós. – Comentou Mina. 

—Não é. Podemos levar vocês até lá se quiserem. – Sugeriu Jimin. – você pode se juntar aos rastreadores para procurar sinais de gente como nós precisando de ajuda. 

As três trocaram olhares como se precisassem somente daquele gesto para se comunicarem. Ficou combinado que esperariam Minho acordar para seguirem até o refúgio e, se não gostassem do lugar, Jimin as traria de volta. 

Na sala, Suho tentava manter sua concentração no livro que havia pego emprestado de Moonbyul, mas a cada parágrafo sua mente se desviava mais para o passado. Minho era um dos poucos médicos que ele não guardava rancor. Era um amigo próximo dele e Yixing e a pessoa que os mantinha vivos nos dias sombrios que passaram no Inferno. Se lembrava claramente de terem pego Minho no dia da fuga, tinha quase certeza de que haviam o matado. Nunca esteve tão feliz por estar errado. 

Uma movimentação no sofá chamou sua atenção e quando desviou o olhar do livro percebeu que Minho estava acordado e olhando para ele. 

—Quem é vivo sempre aparece... – Murmurou com a voz rouca. 

—É bom te ver também. – Suho sorriu fraco, observando o amigo se sentar com certa dificuldade.



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