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História Between Us - Capítulo 20


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Notas do Autor


Olá, pessoal. Espero que gostem deste capítulo e comentem. Beijos.

Capítulo 20 - Uma longa noite


Fanfic / Fanfiction Between Us - Capítulo 20 - Uma longa noite

 

Nathaly e Shawn

 

Nathaly entrou no quarto do hospital para o qual seu pai tinha sido transferido, e notou satisfeita que ele estava acordado. A aparência dele estava bem melhor do que nos dias anteriores, a palidez excessiva tinha diminuído, e uma coloração rosada tomava conta de seu rosto, dando-lhe um ar mais saudável.

Marcos Rodrigues ainda era um homem atraente, e Nathaly não compreendia porque ele nunca se casara de novo. Poderia ter tido uma vida mais feliz, mas ao invés disso, ele preferira dedicar-se a sua profissão e a filha órfã de mãe. Nathaly não teria se importado se seu pai tivesse encontrado outra mulher para preencher seus dias de solidão. Ela sentira muita falta de ter uma figura feminina em sua vida, principalmente na adolescência quando precisara de respostas para certos assuntos que o pai não sabia como responder. Nathaly não podia culpá-lo, o pai fizera o melhor que pudera, pois tivera que se dividir entre seus muitos trabalhos jornalísticos e a criação da única filha, e se pecara por algum motivo, fora por excesso de amor.

Uma nova esposa talvez tivesse aliviado aquele fardo, e dividir as responsabilidades com outro alguém teria com certeza tornado seu pai uma pessoa mais suave, mas Nathaly desconfiava que ele nunca tivera outra esposa, porque sempre amara e ainda amava a memória de sua mãe. Uma vez, Nathaly lhe perguntara porque ele não quisera se casar de novo, e ele lhe respondera, que para ele o amor somente acontecia uma vez na vida para cada pessoa, e a chance dele fora embora quando sua mãe morrera, e nenhuma outra mulher o faria feliz como ele tinha sido com ela.

As palavras do pai a fizeram pensar em si mesma, e na sua atual situação.  Não podia dizer que a teoria dele provara ser verdadeira, pois ali estava ela totalmente rendida a um homem, depois de ter amado outro durante boa parte de sua vida. Talvez houvesse mais de um amor para cada pessoa nesse mundo que aconteceria em diferentes etapas da vida, e era importante se ter a mente aberta para aproveitar as oportunidades que a vida oferecia.

Nathaly não acreditava que o pai mudaria seu modo de pensar, embora ele ainda fosse jovem o bastante para tentar. Mas, ela desejava que ele pudesse encontrar alguém que amenizasse sua solidão e que lhe fizesse companhia quando ele chegasse à noite em casa. Era muito triste vê-lo desperdiçando sua vida sem se dar uma chance de ter uma existência mais produtiva e feliz. Ela tentara por muitas vezes fazê-lo entender isso, mas a única coisa que conseguira fora ouvi-lo dizer que ele e a solidão eram grandes amigos e que não se incomodava nem um pouco de continuar assim.

Neste ponto, ela se questionava se não era muito parecida com o pai. Quando adolescente não tivera muitos amigos, porque estavam sempre viajando, não fixando residência por muito tempo nos lugares por onde passavam, e o único companheiro fiel que tivera fora Michael, pois ele também fora condenado a viver como um nômade, já que seu pai tinha a mesma profissão que o dela.

Assim, Nathaly não tivera a chance de cultivar amizades verdadeiras, e por isso se tornara seletiva e solitária demais. Mas, naquela época, não pensava muito sobre isso. Achava excitante estar sempre em lugares diferentes, conhecer sua cultura, seu povo, sua gastronomia, tirar fotos e imortalizá-las  em um álbum, aprender a  língua falada e poder se comunicar onde quer que fosse. Fora dessa maneira que Nathaly vivera sua vida por anos, e quando fora para a faculdade as coisas não mudaram muito, ainda viajava, mas claro com menos frequência, tendo apenas Michael como seu parceiro de aventuras, e somente quando   ele morrera fora que ela compreendera o verdadeiro significado da palavra solidão.

Dessa forma, morar com Violet fora uma tentativa de preencher a sua vida com uma nova companhia, distanciando-se assim do modelo de mulher autossuficiente e fria que criara para si, e embora algumas coisas Nathaly não conseguisse mudar em sua personalidade, ela não se arrependia da decisão que tomara. Ela gostava da companhia de Violet e de suas maluquices, se sentia grata por ter alguém com quem desabafar quando as coisas ficavam ruins demais para superá-las sozinhas, e se sentia mais grata ainda por Violet ser do tipo de pessoa em quem podia confiar e que sempre respeitava seu espaço, sem nunca se intrometer demais. Ela era mais que uma amiga de Nathaly, Violet era sua família, e por isso queria conservá-la com ela para sempre.

E quanto a solidão de seu coração o que faria? Quando perdera Michael seu coração se despedaçara de tal maneira que pensara que não suportaria continuar respirando, e por esta razão, para continuar a sobreviver, ela começara a colecionar casos de amor sem importância, por que dessa maneira acreditava que acabaria com o vazio que sua alma sentia. Mas, nesse processo somente partilhara seu corpo e o alívio físico não podia ser usado da mesma maneira por seu coração.

 Porém, Isso acontecera até o dia em que topara com olhos castanhos que pareciam chocolate derretido, e ela nunca mais fora a mesma.  Shawn mudara todas as suas convicções de vida, lhe mostrara como era amar um homem livremente sem se preocupar com estereótipos, e ele a fizera se entregar a um paixão que nunca sentira nem mesmo com seu noivo.

Embora, ainda sentisse certo receio de até onde os seus sentimentos por ele poderiam levá la, Nathaly sabia que enquanto estivesse nos braços dele, não haveria nenhum outro lugar onde desejaria estar.

- Olá, minha querida. Por que está parada aí na porta, venha até aqui para dar um abraço em seu velho pai. - Marcos Rodrigues disse, interrompendo os pensamentos da filha.

- Como se sente, papai? - ela perguntou assim que se aproximou dele e beijou-o no rosto.

-Melhor, agora que está aqui. - seu pai disse sorrindo.

- O médico disse que você poderá ir para casa logo

- Graças a Deus.  Estou cansado de ficar trancado neste quarto.

- Papai, estive pensando. Talvez o senhor devesse tirar férias por uns tempos. Tem trabalhado tanto nos últimos anos, não acha que seria melhor desacelerar? - Nathaly disse esperando pela resposta do pai.

- Está me chamando de velho, Nathaly? - seu pai perguntou sério, e ela sabia que ele odiava ser lembrado de quantos anos tinha. Não admitia envelhecer, não por causa das rugas que inevitavelmente tomariam conta de seu rosto, mas sim por causa das limitações que a idade impunha no caso dele.

- O Sr. Sabe que não foi isso o que eu disse. - Nathaly respondeu com um meio sorriso.

- Eu sei, querida, eu estava brincando. - ele sorriu, e Nathaly percebeu o quanto ele parecia mais jovem quando   sorria. - Acho que chegou a hora de me aposentar. - Nathaly olhou para ele espantada e perguntou:

- Tem certeza, papai? Você sempre me disse que   nunca se aposentaria.

- Eu sei, mas chega uma hora em que temos que admitir para nós mesmos que não somos mais jovens, e que temos que mudar o nosso foco de vida.

- Nunca pensei que te ouviria falar assim.-  Nathaly disse ainda surpresa pelas palavras do pai.

- Estou pensando em viajar e depois escrever um livro.  – ele disse se endireitando na cama e focando toda a sua atenção em Nathaly.

- Acho uma ótima ideia, papai. O senhor sempre foi um excelente escritor. - ela falou com entusiasmo e pegou na mão do pai com carinho.

- Obrigado, minha querida.  Mas, chega de falar de mim. Quero saber de você. – o pai disse apertando a mão que segurava com afeição.

- Não tem muita coisa conta além do trabalho para contar. – Nathaly passou as mãos pelos cabelos disfarçando suas reações.  Não sabia se conseguiria falar sobre Shawn com o pai.

- Não acredito que uma moça jovem e bonita como você leve uma vida celibatária. Não existe nenhum rapaz interessante em sua vida? Já faz anos, Nathaly já está na hora de começar a viver de novo, e não quero morrer de ter conhecido meu netinho – Nathaly corou um pouco. Nunca pensara em seu relacionamento com Shawn naquele nível. Namorar com ele era uma coisa, mas tê-lo como marido era algo bem mais sério e complicado.

- Existe uma pessoa, mas não posso dizer que realmente temos um relacionamento. - Nathaly falou um pouco constrangida. Não estava acostumada a falar com seu pai sobre seus casos de amor.

- E por que não?

- É complicado   papai.  Shawn é um cantor mundialmente conhecido, e nunca fica muito tempo em nenhum lugar. Eu tenho minha carreira e uma vida estruturada. Não consigo me ver namorando alguém que vive metade do tempo dentro de um avião, indo de um continente a outro. Que tipo de relação teríamos?

- Querida, você sabe que isso não é empecilho nenhum para duas pessoas ficarem juntas. É apenas uma questão de adaptação e conversa. Você sabe quais são os sentimentos dele por você? - o pai perguntou realmente interessado em sua vida amorosa.

- Ele disse que me ama.

- E você?

- Eu o amo de todo o meu coração. – Nathaly disse um pouco tímida. Era a primeira vez que admitia aquilo para alguém em voz alta.

- Então, não vejo qual é o problema entre vocês.

- O problema, papai sou eu. O senhor sabe o quanto sou complicada, principalmente depois de tudo. - ela evitou tocar no nome de Michael, mas ambos sabiam a que ela se referia.

- Minha querida, eu, mais do que ninguém sei o quanto você sofreu nestes três anos, mas chegou a hora de se libertar e voltar a viver. Se ama realmente este rapaz, vá atrás dele e lhe diga o que sente, seja sincera. - o pai lhe aconselhou.

- Eu não sei, papai. Ele está zangado comigo e acho que no momento ele não confia muito em mim. – Nathaly contou com os olhos baixos e tristes.

- Então, faça com que ele confie.  Não deixe que sua felicidade vá embora assim, minha filha. Não faça como seu pai. Você merece ser feliz. Vá atrás desse homem e o conquiste de vez.

Nathaly recordava aquela conversa enquanto estava no aeroporto dois dias depois, e esperava pelo avião que a levaria até a Itália onde o próximo show de Shawn aconteceria. Ela ficara no Brasil por quase uma semana, e somente decidiu voltar ao trabalho quando teve certeza se que o pai estava bem, e seria bem assistido em sua ausência.

Ela tentara falar com Shawn, mas não conseguira, por isso, ligou para Andrew e avisou que estava voltando. Ele lhe perguntou sobre o pai e se ela estava realmente pronta para voltar ao trabalho, e quando ela dissera que sim, ele lhe disse que lhe enviaria a passagem para sua viagem de volta.

Assim, ali estava ela esperando para embarcar e ansiosa como nunca estivera para ver Shawn. Seu pai tinha razão, precisava falar com ele, não poderiam mais ficar naquele jogo de medir forças e ver quem cedia primeiro. Ela nunca pensara que se apaixonaria por ele daquele jeito, mas a verdade era que o amava e se tivesse que ser ela a dar o primeiro passo par garantir que aquele relacionamento desse certo, ela o faria, pois estava disposta a fazer o que fosse possível para ter Shawn de volta a sua vida por inteiro.

A conversa com seu pai tinha sido boa em todos os aspectos e lhe abrira os olhos para o que estava perdendo, e tudo o que queria agora era ver aquele sorriso dourado que era capaz de iluminar até mesmo um dia inteiro de chuva.

Nathaly desembarcou no aeroporto de Roma de manhã bem cedo. Uma garoa fina molhava a cidade, e Nathaly teve que apertar seu corpo dentro do enorme casaco de lã para se proteger do frio cortante que varria as ruas, atingindo as pessoas que iam e vinham por ali em cheio. Por sorte, Andrew mandou um dos seguranças de Shawn buscá-la no aeroporto, e por isso, chegou no hotel onde toda a equipe estava hospedada sem demora.

Nathaly subiu até o quarto que lhe fira destinado e deixou sua bagagem no chão do quarto. Ainda era cedo, e ela estava exausta, mas mesmo assim, foi procurar Shawn, pois precisava falar com ele com urgência. Deixaria o descanso para depois.

Ela caminhou até o quarto dele e bateu na porta, imaginando que àquela hora ele estaria no quarto. Como ninguém atendeu, ela resolveu bater de novo, mas para a sua surpresa a porta estava aberta, e não havia nem sinal de Shawn. Nathaly resolveu esperar por ele, e como estava cansada, ela se deitou na cama dele, colocando a cabeça no travesseiro de Shawn, sentindo o perfume dele entrar por duas narinas, e adormecendo em seguida.

Uma hora depois, Shawn entrou em seu quarto e encontrou Nathaly dormindo profundamente. Seu coração disparou ao vê-la ali parecendo tão vulnerável em seu sono, e ainda mais linda do que a imagem que tinha dela em sua mente.

Shawn se sentou ao lado da cama, e ficou observando Nathaly, não quis acordá-la imediatamente, por que queria matar a saudades daquele rosto que vinha assombrando seus sonhos desde que ela fora para o Brasil ver o pai que estava doente.

Ele ainda tinha nos lábios o gosto da pele dela e estava louco para beijá-la de novo, mas sabia que não devia. Prometera a si mesmo que resistiria aos encantos dela, sem se deixar trair pelo amor que sentia. Mas, naquele momento Shawn decidiu que não causaria nenhum mal se cedesse um pouco e se aproximasse dela apenas para se certificar que Nathaly estava realmente bem.

Assim, Shawn se deitou do lado de Nathaly , e deslizou as mãos pelos cabelos dela, ele ouviu-a suspirar, mas não acordou imediatamente. Em seguida, ele tocou o rosto dela suavemente, chegou mais perto e beijou-a na ponta do nariz, fazendo Nathaly abrir os olhos, e fitar-lhe o rosto, entre as brumas do sono que deixava suas pálpebras pesadas, e sorrir-lhe com ternura, que fez Shawn quase desistir de sua decisão de se manter afastado dela.

- Oi, não sabia que estaria de volta hoje. - Shawn disse com carinho.

- Eu tentei te avisar, mas não consegui falar com você, então conversei com o Andrew e aqui estou eu.  – a voz dela estava um pouco rouca por causa do sono, e seus olhos amendoados brilhavam contrastando com a beleza de seu rosto delicado. Como queria beijá-la! Estava louco para sentir os labios dela contra os seus enquanto suas mãos agarrariam a cintura dela e puxariam o corpo de Nathaly para perto do seu. Porém, ele resistiu bravamente ao seu desejo, e por isso achou melhor se levantar da cama e colocar uma distância segura entre os dois.

- Como está o seu pai? - ele perguntou indo até o frigobar do seu quarto, pegando uma maçã e começar a comê-la imediatamente.

- Ele está bem melhor, obrigada por perguntar. - Nathaly respondeu magoada com a atitude fria dele, mas não disse nada.

- Que bom ouvir isso.  Espero que ele realmente se recupere totalmente. - Shawn disse se sentando em uma poltrona confortável que havia no quarto de maneira displicente.

Nathaly o observava atentamente, seus olhos não perdendo um só movimento ou gesto. Ela era fascinada por aquele homem que fora perfeitamente esculpidos pela natureza.

Shawn estava lindo demais com a regata que costumava se exercitar, deixando o braço musculoso e tatuado a mostra. Os cabelos estavam umidos de suor, por causa de sua corrida matinal, e o seu rosto exibia uma masculinidade explícita que ela somente conseguira em toda a sua vida encontrar em poucos homens. Ela notou que ele a estava evitando, e achou isso normal apesar das circunstâncias. Não ia ser fácil reconquistar a confiança dele, mas era algo que estava disposta a tentar.

- Obrigada por se preocupar com meu pai, Shawn. - ele meneou a cabeça, concordando com ela, e assim Nathaly continuou-   Como voltei somente agora, e faz dias que não conversamos, achei que podíamos sair hoje a noite é jantar juntos. O que acha? - ela esperou que ele respondesse, e logo Shawn frustrou seus planos dizendo:

- Sinto muito, Nathaly, mas já tenho planos para hoje a noite.

- É mesmo? - ela tentou parecer casual, mas seu coração já começava a choramingar de dor.

- Sim, eu vou sair com uma amiga minha que se chama Alessia. - ele respondeu, não entendendo porque estava dando tantas informações sobre sua noite a Nathaly. Não tinham nada de concreto, então, não tinham que se importar com o que um o outro fazia quando não estavam juntos.

- Uma amiga? - a voz dela parecia magoada e Shawn pensou com raiva que ela não tinha esse direito.  Ela fizera sua escolha e não podia culpá-lo por seguir em frente sem ela.

- Sim. Isso te incomoda? - ele perguntou esperando que ela fosse sincera pelo menos daquela vez, mas como sempre ela escondeu o que estava sentindo quando disse:

- Está bem. Fica para outro dia então. Vou para meu quarto descansar um pouco, a viagem foi longa. - Bom passeio, Shawn. - Nathaly deu-lhe as costas e foi para o próprio quarto arrasada.

Ela se atirou na cama e ficou olhando para o teto sem acreditar que fracassara em sua primeira tentativa. Ficou lutando com sua frustração por alguns momentos, até que adormeceu exausta com tantos pensamentos rondando sua cabeça.

Acordou horas mais tarde, e como não tinha comido nada no café da manhã, pediu o almoço pelo telefone que foi servido em seu quarto. Após a refeição, ela trabalhou um pouco no site sobre Shawn e depois percebeu que não tinha nada para fazer. Como não queria ficar no hotel sozinha, onde tinha certeza que enlouqueceria imaginando Shawn no seu encontro com a tal Alessia, resolveu que sairia aquela noite também.

 Por isso, se lembrou de seu amigo Lucas, que trabalhara em um jornal com ela anos atrás, e que agora morava em Roma. Ele tinha uma namorada lindíssima que se chamava Marjorie, e que era modelo de alta costura.  Os dois se conheceram quando Lucas ainda estava no início de carreira e se apaixonaram perdidamente.

Sempre que estavam nas mesmas cidades, Nathaly e Lucas se encontravam para colocar o papo em dia. Marjorie conhecia Nathaly, e sabia da amizade antiga dela e Lucas e por isso não se importava que os dois se encontrassem e conversassem sobre os velhos tempos.

Nathaly ligou para ele, e marcaram de se encontrar em um restaurante bastante conceituado em Roma. Ela se arrumou, pegou um táxi e no horário marcado chegou ao restaurante onde Lucas já a esperava. Eles então conversaram sobre o que tinham feito nos últimos anos, e que rumo suas carreiras tinham tomado.

Quando estava rindo de uma história engraçada que Lucas lhe contava e que tinha acontecido com ele recentemente, Nathaly deu de cara com um par de olhos castanhos que olhavam para ela intensamente.  Seu estômago se contraiu e ela sentiu um calafrio na espinha ao ver Shawn sentado em uma mesa em frente à dela, e não parecia estar nada satisfeito por vê-la ali.

Por que entre tantos restaurantes em Roma, Shawn tivera que escolher justo aquele para trazer a garota morena e bonita que o acompanhava aquela noite? Parecia que o universo conspirava contra ela sempre. Ela disse para Lucas em uma tentativa de tirar Shaw de seu campo de visão

:- Vamos dançar?

- Claro. - Lucas concordou, e enquanto se encaminhavam para a pista de dança, Nathaly sentiu o olhar de Shawn seguindo-os a   cada passo de dança que davam, queimando-a com sua intensidade.

O ciúme de Shaw o consumia enquanto via Nathaly dançar nos braços de outro. Como ela descobrira que ele estaria ali? E para se vingar por ele ter recusado o seu convite para sair, ela trouxera aquele cara para provocá-lo, e o pior era que estava conseguindo.

Ele quase não prestava atenção no que Alessia lhe dizia, pois não conseguia tirar olhos de Nathaly e seu acompanhante. Quando ela saiu do restaurante, Shawn também resolveu ir embora. Deixou Alessia no apartamento dela, declinando seu convite para entrar e ignorando completamente o olhar decepcionado que ela lhe lançou. Tudo o que ele conseguia pensar era em Nathaly e naquele sentimento feroz que o fazia tremer de raiva, e que o queimava por dentro como se alguém tivesse ateado fogo em sua alma.

Ele chegou no hotel e bateu na porta do quarto dela, desejando que ela já tivesse chegado, e que não tivesse decidido passar a noite fora e acompanhada, o que deixaria Shawn ainda mais furioso.

Felizmente, ela atendeu a porta e ficou surpresa por vê-lo ali. Ele notou que ela vestia apenas uma camisola curta que deixava suas pernas bem feitas a mostra. Santo Deus! Aquela mulher ainda ia enlouquecê-lo. Ela estava provocante demais naquela camisola quase transparente que deixava muito pouco para a imaginação dele, embora ele conhecesse de cor cada curva dela.

- Posso saber por que foi ao restaurante onde eu estava com Alessia? - ele perguntou com a voz dura, tentando não olhar para o corpo tentador dela a um metro do seu.

- O restaurante é público, Shawn, e eu não fui lá por sua causa. Foi uma simples coincidência, eu fiquei tão surpresa quanto você. -   Ela respondeu tão calmamente que Shawn teve vontade de gritar pelo cinismo dela.

- Quer me convencer de que não sabia que eu estava lá?

- Claro que não sabia. O mundo não gira em torno de você, Sr. Mendes. - ela respondeu com ironia.

Shawn se aproximou mais, seus corpos quase se tocando.  Ele esticou a mãos e tocou o rosto dela e disse:

- Então me conte. Como se sente quando te toco assim? - Ele se aproximou mais, e seus lábios estava próximos ao ouvido dela. - Será que esse cara com que saiu essa noite faz sua pele arrepiar como eu quando eu faço isso? - ele colocou a ponta da língua no lóbulo da orelha dela, e Nathaly sentiu uma grande descarga elétrica passar por todo seu corpo.

- Será que ele te faz tremer quando minha boca faz isso? - ele desceu os lábios pelo pescoço dela e Nathaly arfou em busca de ar.- ou isso? – Ele continuou a tortura, e Nathaly jogou a cabeça para trás, quando Shawn afastou a alça da camisola e abocanhou seu seio direito. Ela queimava e se agarrava a ele como se não confiasse em si mesma para se manter em pé. Sensações poderosas tomavam conta de seu corpo que agia sozinho, sem esperar pelo comando dela.

Shawn levantou a cabeça e tomou os lábios de Nathaly sob os seus. Explorou cada extensão daquela boca deliciosa que devorava a sua com o mesmo ardor dele. Não conseguindo mais resistir, Nathaly enlaçou o pescoço dele e deixou que Shawn tocasse seu corpo como quisesse.

Ele a levou para cama e deitou seu corpo sobre o dela, beijando-a tão loucamente que fez Nathaly gemer sem parar. Com um movimento rápido Shawn a deixou nua, seus lábios deixando um rastro de fogo por toda a pele dela. Excitada demais para pedir que Shawn parasse, Nathaly abriu a camisa dele, seus dedos descendo por suas costas e arranhando-o de leve, fazendo o corpo de Shawn reagir ao seu toque. Ela então, levou as mãos ao cinto dele, retirando-o com habilidade, mas quando abriu o zíper da calça, foi impedida por Shawn de continuar o ato. Com dificuldade, ele parou de tocá-la, pois se continuassem daquele ponto eles iriam até o final, e não era o que ele desejava naquela noite. Viera até ali apenas para saber por que ela o tinha seguido até o restaurante, e o que se passava na cabeça dela, mas devia saber, que Nathaly era um perigo para a sua sanidade mental, e tudo que ele queria agora era mergulhar naquele corpo feminino e provocá-la até que ela não conseguisse mais se controlar e fosse completamente dele. Porém, ele sabia que ela não estaria sozinha nesse prazer, pois ele acabaria se entregando ao momento como ela.

E ele precisava resistir ou acabaria naquela cama com ela, e despertaria de manhã ouvindo Nathaly negando o que sentia por ele mais novamente, por esta razão, ele não jogaria o jogo dela, não faria o que ela queria daquela vez.

Shawn abotoou a camisa, recolocou o cinto, fechou o zíper da calça e disse:

- Boa noite, Nathaly e saiu pela mesma porta que entrara sem olhar para trás.

Abalada, Nathaly continuou deitada como Shawn a deixara, não conseguindo entender o que dissera ou fizera de errado. Ele parecia tão excitado quanto ela, e de repente se tornou tão frio e quase cruel. Por que? Sem encontrar as respostas que precisava para o comportamento de Shawn, ela se levantou da cama frustrada e foi tomar um banho frio para aplacar o fogo que ele acendera em seu corpo, e não fora saciado. Mas a água fria não teve o efeito que esperava, então, ela se sentou na cama sentindo todo seu corpo ainda faminto pelo toque de Shawn, precisava tanto dele que chegava doer a falta que sentia de tê-lo em sua cama, e nem sequer tivera tempo de dizer que o amava. Por que ele parecia tão zangado?  Nathaly deitou-se na cama e virou de um lado para outro sem conseguir dormir, e percebeu naquele instante que àquela seria uma longa noite.

 

 

 

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Notas Finais


Boa leitura.


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