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História Between us. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá! Eu aqui depois de muitos anos sem postar nada.
Me desculpem, falhei com quem lia minhas outras fanfics mas agora consigo até escrever de forma livre e bonita. Então espero que gostem.
A história de Between us é baseada em um dorama, se alguém souber qual é, me conta ai.
Aproveitem a leitura.

Capítulo 1 - 1. First time


Fanfic / Fanfiction Between us. - Capítulo 1 - 1. First time

1998. Takashima Kouyou.

- VOCE É GAY? Você não tem cara de gay, o último gay que conheci... Ele trabalbava como garoto de programa em alguma rua de Tokyo -Disse Ryo, terminando de limpar a arma quase enferrujada que o governo tinha disponibilizado para os novatos. Me perguntei por um longo momento se ele havia feito algo com o garoto de programa mas resolvi poupar minha mente -

- Ei... Cale a boca, ninguém pode saber além de você, as pessoas dariam um tiro em minha cabeça... Ouvi dizer que estupro é um modo de correção por aqui também  -Parei um tempo, analisando os movimentos de cima para baixo do outro com o pano no cano da arma, sorrindo de canto - Isso parece muito sugestivo, quer me dizer alguma coisa?

Vi o loiro jogar o pano em meu rosto, acabando por rir de seu rosto vermelho com a piada de mal gosto. Reita era a única pessoa que eu podia contar quando entrei no quartel assim que a guerra foi anunciada, outras pessoas ali me matariam somente para comer meu fígado cru.

E também... Eu não era um homem de se jogar fora. Pode imaginar?

Takashima Kouyou, 25 anos, agora os  meus fios de cabelo eram tingidos por um loiro mel muito discreto. Havia escutado do primeiro e último homem que havia beijado de que eu era o mais bonito da escola, meu professor podia ter 42 anos quando eu tinha 16 mas ele era muito gentil.

Ouvi dizer que depois de alguns meses no quartel, os homens ali - ate mesmo os que queriam bater em caras como eu- conseguiam sentir desejo por outros homens.

- EI URUHA... Mas você já beijou um cara? Como é? Espera, você por um acaso já beijou uma mulher? - Reita perguntou com um pouco mais de animação que o normal, ele parecia tão interessado. 

- Foi meio nojento, era uma garota que tirava boas notas na escola, precisava fazer algum texto e ela fez pra mim, o pagamento era um beijo.

Ri um pouco mais baixo, ouvindo as portas do galpão se abrirem com certa ignorância. O sargento que entrava, disparava um olhar como se fosse matar alguém naquele galpão velho, com apenas uma janela para iluminar alguma coisa ali.

Logo eu e Reita seguimos para a frente do oficial, em posição de sentido, o encarando nos olhos em sinal de respeito.

- Takashima Kouyou e Suzuki... Espera, seu nome não é Ryo? - Revirou os olhos como se aquilo não importasse no momento, voltando a dirigir a palavra a mim - Vocês tem um plantão hoje, as ordens é que fiquem na área desmiritalizada, alguns japoneses do lado de oeste, estão tentando invadir nosso lado pois temos muito mais suprimentos. Se necessário, a morte é muito bem vinda, não pensem muito em disparar.

Os olhos puxados mas agora com pequenas rugas do sargento Kobe pairavam sobre mim especialmente, talvez se perguntando o motivo de porque estava sorrindo ali com outro soldado. Logo o mesmo saiu, desmanchando a pose sobre mim e Reita, fazendo os dois rirem como idiotas, estávamos em uma mistura de êxtase e medo, nunca havíamos feito trabalhos sem um supervisor.

O dia logo terminava, coloquei a roupa térmica e em seguida o uniforme militar, as armas posicionadas nas coxas e cintura, junto com as facas e a pequena lanterna.

Seguimos para a zona, dois homens sem experiência alguma com qualquer tipo de ataque. Se algum japonês do outro lado resolvesse se juntar ao nosso lado, isso resultaria em morte e obviamente não seria a deles, e sim a minha.

Reita subiu para a torre, eu ficaria em campana em solo e talvez seria o primeiro a morrer, uma morte dign...

-Ei... Soldado... Está próximo demais da faixa de separação, mais dois passos e eu posso atirar. -

A voz surgiu do meio das árvores, fazendo meu corpo estremecer, a arma que estava em minha cintura agora estava em punho, as mãos tremiam, uma fina camada de suor deixava os fios de meu cabelo colados no rosto. Puxei a lanterna, vendo o homem esconder o rosto com a luz que o cegava.

O vi caminhar para trás, tropeçando em alguma pedra em meio a floresta escura, o vento estava tão gelado que eu podia jurar ver alguns flocos de neve cairem no feixe de luz da lanterna. 

- Merda, tire essa luz do meu rosto, você vai me fazer ficar cego... Idiota. - O homem falou baixo, também usando a lanterna para iluminar meu rosto, por alguns segundos o vi paralisado ao encontrar meus olhos. Somente cercas elétricas e alguns arames nos distanciavam. Estavam começando a construir uma espécie de parede por ali também com placas de metal fundido.

- Você... Quase me matou do coração, mantenha distância... Eu posso atirar se achar necessário - Coloquei as mãos nos lábios, tentando segurar um grito abafado ao me assustar com algum barulho vindo da floresta, quase cambaleando também -

O homem com cabelos pretos ainda olhava para meus olhos, parecia extasiado mas não podia julga-lo, me sentia da mesma maneira. Podia jurar tambem que ele levantou em câmera lenta e que o sorriso em meio a uma feição brava, chateada ou até mesmo em um misto de dor por ter acabado de cair em uma pedra, chegava a ser charmoso.

- Pode se apresentar, soldado? -ele soltou ao limpar a calça, indicando com a cabeça que eu podia abaixar a arma. -

- Você deve se apresentar primeiro e os dois devemos sair dessa área para não termos contato, você cuida do seu lado e eu do meu... Não olhe em meus olhos.

Ele abriu um sorriso sacana, guardando a arma e apontando a lanterna para as medalhas junto ao nome.

-Sargento Shiroyama Yuu... Sabia que deve um respeito maior com sargentos ou a qualquer superior mesmo sendo ele seu inimigo? Você não tem nem postura para soldado, nao dura... Não dura um ano por aqui. Apresente-se.

Engoli seco, não havia mais uma respiração correta em meu corpo, meus pulmões haviam parado? Minhas pernas estavam praticamente amortecidas. Arrumei a postura, levando a mão a cabeça por respeito.

- Takashima Kouyou, senhor.

- Você é bonito, Takashima. Tem lábios bonitos, fica extremamente atraente com essa roupa - Sorriu descaradamente, levando um kiseru* aos lábios.

Maldito. Ele estava sendo tão atraente. Por que eu não podia tirar meus olhos dele?

-Você parece um gay falando, vá falar isso para sua esposa, você deve ter filhos e ser casado. Você é meu inimigo e pobre. 

A fumaça que ele soltava e o jeito que ainda me olhava, estremecia meu corpo de um modo quase absurdo, mantive a pose, ainda com a arma em punho. Ele se levantou, encostando na cerca, não esboçando reação nenhuma com os choques que tomou, apenas caminhou em minha direção.

- Se afaste, não quero matar você. Se der mais um passo, atiro em sua cabeça - Falei firme, apontando a arma para o homem de cabelos pretos, pensando em qualquer coisa que Reita pudesse estar fazendo. Eu o mataria depois -

Shiroyama continuou se aproximando, passando para meu lado, me fazendo andar para trás até bater em alguma árvore maldita. A arma encostou no peito do moreno que jogou a fumaça do kiseru em meu rosto, passando um dos dedos sob meu pescoço em uma cicatriz antiga, deslizando o dedo até o cano de minha própria arma, a abaixando e fazendo meu rosto esquentar.

- Você não consegue. Sou muito mais forte que você. Precisa ser treinado, espero te encontrar aqui mais vezes, como é? Takashima Koyou?

Ele voltou para o lado oposto, fazendo ainda meus lábios se abrirem em estado de choque por não conseguir reagir. Vi o homem sumir para o lado oposto da floresta, usando um pequeno rádio para comunicar a outras pessoas que estava tudo bem no local.

Porque não reagi? Por que senti meu corpo estremecer? Por que agora meu corpo estava tão quente que o vento frio podia me matar?

Por que ele era tão atraente? Foi a primeira vez que me senti completamente vulnerável. 


Notas Finais


*Kiseru: cachimbo tradicional japonês

Espero que tenham gostado.
Tenho tantas ideias e se gostarem de coisas assim, posso continuar escrevendo.


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