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História Between Us - Capítulo 1


Escrita por: GoMiNamcriss

Notas do Autor


Reescrevi essa história novamente....dessa vez ela anda, antes não tinha gostado muito do começo, mas agora acho que ficou mais satisfatório. Retirei diversas ideias de vários livros, novelas e filmes de época para inspirar essa história.

Os primeiros capítulos serão mais introdutórios, somente para conhecer os personagens e seus relacionamentos. Postei os primeiros seis capítulos terminados e os próximos, virão na outra segunda.

fiquei satisfeita em tirar essa história da minha cabeça e finalmente deixá-la mais concreta.

Capítulo 1 - O telhado, o gato e você...


Fanfic / Fanfiction Between Us - Capítulo 1 - O telhado, o gato e você...

Nem sempre meus sentimentos foram suficientemente claros, mas no fundo, eles continuaram pulsando dentro de mim, mostrando aonde eu deveria ir. Eu fiquei muito angustiada com as minhas dúvidas. No fim não importou mais as desculpas que dei ou as restrições que fizeram com que me afastasse, no fim só importa os sentimentos, só importa os sentimentos que senti somente por você.

A realidade é que a vida real a maioria das vezes não é como nos sonhos ou nos livros. O amor muitas vezes não é aquele que imaginamos. Principalmente os complicados como esse.
Deixo meus sentimentos nestas últimas palavras porque para mim é impossível dizer adeus a esse amor que invadiu minha alma.


Apesar de não ser correspondida, gosto de amar você.

De: MIRANDA LANCASTER

Para: LYSANDRE HAWLEY

NUNCA ENVIADA.....

 

...........

ALGUNS ANOS ANTES...

Miranda sempre fora uma pessoa que pensava muito antes de tomar uma decisão, as vezes levava meses para finalmente se decidir, então sempre que finalmente chegava a uma conclusão, ela agia direto, antes que pudesse mudar de ideia, por conta disso a maioria das pessoas a achava impulsiva, mas ela não era, ela realmente pensava nas consequências do seus atos...só que por ser muito indecisa, não gostava de deixar escapar uma decisão quando finalmente a tomava, mesmo que o que tivesse decido parecesse uma boa ideia num momento e depois num outro não.

Fora este o motivo pela qual se encontrava naquele maldito telhado, e ainda por cima com uma dor terrível no tornozelo depois de ter realizado a artimanha de saltar da arvore para salvar a vida daquele animal infame.

Porque tentara salvar o maldito gato...afinal gatos são exímios acrobatas em quatro patas, e ainda por cima costumam ter todas aquelas sete vidas...enquanto ela só tinha uma vida e mal sabia dar cambalhotas. Mas ela não podia culpar esse infortúnio somente a sua suposta “impulsividade”...era o universo de novo....desde que Miranda se conhecia por gente, ela sabia que travava uma batalha silenciosa com o cosmos....aparentemente ele não a suportava...só podia ser isso, não haveria de ter outra explicação para alguém ter tanto azar....Certa vez ela quebrara o dedinho do pé enquanto caminhava em um chão liso....como foi possível?.

Miranda começara a calcular qual seriam suas chances de Pular do telhado para arvore novamente...só que dessa vez um pouco lesionada, quando....

De repente avistou um cavalo negro, cujo montador parecia vestir uma casaca verde musgo, do outro lado da estrada...era sua chance...talvez o universo, resolvera pegar leve com ela hoje.

Miranda- senhor!!!...aqui...por favor!!!

o cavalo e o cavalheiro se resetam, parecendo procurar o destino daqueles gritos...finalmente ele parece lhe notar, e seu cavalo começa a se aproximar....Miranda começa a sentir um alívio, mas conforme o cavalheiro se aproximava.....ela percebe que o homem não lhe é nem um pouco familiar....ela não sabia ao certo quem esperava que a encontrasse, mas esperava ao menos que fosse alguém que ela tivesse visto alguma vez na vida mesmo que de longe....afinal, um desconhecido numa estrada deserta....era um pouco assustador....mesmo que ela ainda não fosse uma “mulher”, como a irmã costuma lhe lembrar...afinal só tinha completado seus 13 anos, ainda assim era filha de um conde e uma garota indefesa afinal....quando o homem finalmente se aproximou...seu coração apertou...ele se aproximou, retirou o chapéu e levantou o rosto para encara-la.....e então...riu...ele riu!!

Miranda não tinha muita experiência com a risada masculina e não ser dos homens de sua família e Castiel, ou alguns meninos que caçoavam dela...mas essas risadas não eram lá muito gentis. Mas os olhos daquele homem – de tons diferentes um tanto peculiares – pareciam estar achando graça enquanto ele limpava uma mancha de lama localizada de forma bastante embaraçosa em seu rosto, para depois dizer:

-Minha nossa!...essa é uma cena um tanto...espalhafatosa..não?!...*risos

Miranda -senhor!...o senhor está debocha de mim!?

- me perdoe, não foi minha intenção...mas, admita que não é um situação comum do dia a dia....como a senhorita foi parar aí afinal?

Miranda -..um gato.

-ah!

Miranda -bom ele estava chorando, e eu quis ajuda-lo...mas quando peguei a escada e subi...ele saltou em cima dela e desceu, derrubando a escada e me abandonando aqui..

-a mocinha não sabe que gatos são basicamente acrobatas em quatro pernas?!...sempre caem de pé!!

-já me disseram... o senhor vai me ajudar?...ou prefere continuar zombando de mim?

-é claro, eu fui um tanto indelicado

- eu o perdoo, devido ao choque da cena que presenciou

Ele a olhou novamente, e deu um leve sorriso...enquanto pegava a escada caída no chão e a posicionava, na parede da casa....quando finalmente terminou de subir ele estendeu a mão para ela...Miranda congelou

- a mocinha não vem?

-o senhor vai me segurar?

-não se preocupe, não irei deixa-la cair...pode confiar

-eu não quis dizer isso...eu só....é que não nos conhecemos....devemos fazer as devidas apresentações antes

- em cima de um telhado?!

-bom...sim!!

Miranda sabia que estava sendo obtusa, mas começou a escutar aquela voz insistente e acusadora da irmã em seus ouvidos...dizendo que toda aquela situação iria contra as boas maneiras...por este motivo pensou que se pelo menos soubesse o nome do cavalheiro poderia considera-lo um tipo de conhecido...e a situação não pareceria tão imprópria.

Parecendo entender seus pensamentos...ele lhe oferta um leve sorriso e finalmente diz:

-me chamo Lysandre Hawley senhorita...e a senhorita é...?

Miranda - Mi...Miranda Lancaster...senhor

Miranda ficara constrangida com o rapaz....nunca falara com um rapaz desconhecido sem companhia...e também não era nada boa com formalidades.

Lysandre -muito bem, senhorita Lancaster...me permite segura-la?.... para que possamos enfim descer desse telhado?

Miranda -sim senhor!

Quando Miranda finalmente tocou o chão seu alívio não durou muito tempo, já que a dor do seu tornozelo gritou mais alto...lysandre rapidamente se abaixou para examina-la.....no mesmo instante que ele a tocou sentiu seu tornozelo queimar mas, não sabia ao certo se era a dor ou uma coisa esquisita que não soube identificar.

Lysandre -bom,... não parece quebrado...me parece um entorse.... a senhorita veio a pé?

- não...o meu cavalo....quando a escada caiu, acho que ele se assustou e fugiu, mas por sorte deve ter voltado para nosso estábulo...ele é muito esperto a pesar de ser um traidor covarde.

Ele começara a rir de novamente

Lysandre -senhorita Lancaster.... é uma mocinha muito divertida, sabia?!!...Então dada situação devo leva-la até sua casa...venha, eu a ajudarei a subir no cavalo...então a senhorita mora perto?

Miranda - um pouco..mais longe...eu me afastei mais do que devia....fica á umas duas fazendas daqui...perto dos Belbroke

Lysandre -bem...eu não conheço muita coisa por aqui, a senhorita terá que me guiar

Por fim ele subiu no cavalo atrás dela, envolvendo os braços ao seu redor para pegar as rédeas e os dois começaram a cavalgar devagar...

Miranda -então se o senhor não é daqui, de onde veio?

Lysandre - vim visitar meu tio junto com meus pais... e resolvi tomar um ar fresco, e acabei esbarrando na senhorita!

Miranda -sorte a minha!...dessa vez o universo pegou leve

Lysandre - não compreendi?

Miranda -ah... nada....mas quantos anos o senhor tem?

Lysandre -a senhorita faz muitas perguntas, não?

Miranda -bem eu gosto de saber das coisas...e também ainda falta um bom pedaço até minha casa, e eu sempre acho que o silêncio deve ser preenchido de alguma maneira....não gosto de silêncios constrangedores

Lysandre -...sendo assim, quantos anos a senhorita tem?

Miranda -senhor!...eu perguntei primeiro, não?

Lysandre -está certa.....dezessete então

Ele disse bem humorado.

Miranda -que coisa estranha...

Lysandre -estranha?...porque?...minha velhice é tão evidente?!... *risos

Miranda -na verdade sim

Lysandre -a senhorita é bem direta não?

Miranda -bem..eu não quis dizer sobre aparência física...é que o senhor não age de acordo com a idade

Lysandre -outro elogio?

Miranda -bem sim...afinal todos os meninos que eu conheço dessa idade, são uns nojentos brutamontes...a não ser o Paul é claro

Lysandre -bem a comparação com esse senhor me pareceu um elogio...então fico grato

Miranda -é claro que é..afinal ele é um perfeito cavalheiro..e amor da minha vida é claro

Escuto ele soltar uma bufada..e uma risadinha abafada

Miranda - o senhor está caçoando de mim outra vez?

Lysandre -me perdoe mais uma vez....mas, a senhorita me parece bastante jovem para já ter um “amor da vida”!

Miranda - bem o senhor nunca escutou, que nunca é cedo demais para amar

Lysandre -na verdade... não

Miranda -bem, eu sim...li em...em um livro...e também eu não sou tão jovem..tenho treze e meio...logo farei quatorze

Lysandre -me parece uma idade apropriada então

Disse ele em tom zombeteiro

Miranda - o senhor não me leva a sério...mas saiba que as mulheres amadurecem mais cedo que os homens...é cientifíco

Lysandre - eu não sei se fico mais chocado pela a senhorita ter subido em um telhado para salvar um gato ou que tenha achado um livro que diga algo assim

Miranda -mas, eu tenho certeza que li em algum lugar...eu vou procurar o livro e irei lhe mostrar, então o senhor vai ver o que é bom

Lysandre -Quem diria...acho que nunca me diverti tanto sendo ameaçado por alguém

Miranda - o senhor ri de mais para o meu gosto

Lysandre -bem acho que é somente o efeito da sua presença...não costumo rir tanto

Por algum motivo aquelas palavras, fizeram seu coração bater de forma descompassada

Miranda -bem...hã...já não estamos longe da minha casa

Lysandre -verdade?...então vou apressar o passo para que....

Miranda -não!

Miranda não entendia direito, mas por algum motivo não queria que o tempo com aquele senhor acabasse tão depressa

Lysandre -não?

Miranda -não é...hã..meu pé!...meu pé dói quando balança muito

Lysandre -entendo... é claro..vamos com calma então

Miranda ficara admirada com aquele rapas tão jovem e que conseguia ao mesmo tempo que zombar dela sem deixar de ser educado...ela riu com aqueles pensamentos absurdos....encantada por ser zombada por alguém...tinha perdido á mente naquele telhado...

Miranda -..sabe, vai haver um festa hoje...aniversário de 21 anos do meu irmão...sabe, desde que ele começou a faculdade ele não passa tanto tempo aqui..então meu pais capricharam...se o senhor quiser vir..então é meu convidado...tenho certeza que meus pais irão concordar, afinal o senhor salvou minha vida..e sempre se deve retribuir favores.. então....

Ele ficou quieto por alguns instantes

Lysandre -bem...é gentileza sua me convidar, mas nunca gostei tanto de eventos socias com muitas pessoas...não me sinto confortável, ainda mais em um ambiente onde não conheço ninguém

Miranda -bem, o senhor me conhece!!

Lysandre -é verdade...mas ainda devo retornar para casa do meu tio...eu e meus pais partiremos logo cedo pela manhã

Miranda -o senhor já vai embora?

Lysandre -sim...eles nunca aguentam...quer dizer nós nunca ficamos tanto tempo visitando

Miranda -bem... e se nos tornassemos amigos?

Lysandre -como ?

Miranda -na verdade eu gostei do senhor...me parece uma boa pessoa para se ter como amigo....meu pai sempre diz que nós nunca devemos deixar escapar boas pessoas...não existem muitas... ele diz

Lysandre -..bem ele tem razão.....e acho que seria um desperdício, dado a sua predisposição para se meter em situações divertidas eu acabar as perdendo

Miranda - e o senhor mais uma vez caçoa de mim...mas tudo bem, já que pelo contexto entendi que aceitou minha proposta...então deve me dar seu endereço

Lysandre -meu endereço?

Miranda -para trocarmos cartas...o senhor disse que não mora por aqui...como seremos amigos se não nos falarmos?

Lysandre- a senhorita gosta de tudo ás pressas, não?

Miranda -bem, quando eu tomo uma decisão...eu costumo agir logo

Lysandre -como a decisão de subir no telhado?

Miranda -nem tudo sai como esperado as vezes...mas dessa vez até que foi bom

Miranda falou quase sussurrando a última frase...tendo certeza de que ele não a escutara...e no fim eles seguiram  o caminho que faltava para sua casa.

Lysandre parou no estabulo da casa de Miranda felizmente não havia ninguém...o que ele pensou ser melhor...assim não haveria tantas perguntas

Lysandre -escute porque não diz que acabou caindo do cavalo e por isso demorou...assim não precisa dar grandes explicações....talvez as coisas se complicassem se soubessem que ficou tanto tempo desacompanhada com uma cavalheiro que não conhecem.

Miranda-...acho que tem razão...é melhor então....foi divertido apesar do meu pé

Lysandre -eu também achei divertido...é melhor eu ir...até senhorita Lancaster

-Miranda!...pode me chamar de...Miranda

Ele a encarou por alguns instantes...nem sério...nem rindo..somente a encarou

Miranda -eu sei que é muito íntimo, mas o senhor disse que poderíamos ser amigos e também como ainda não debutei não devo precisar seguir tão arrisca essas regras enfadonhas

Lysandre ri novamente, mas dessa vez de uma forma mais serena

Lysandre -Deus me livre!..eu é que não quero ser enfadonho, devo esperar até ter pelo menos 20 anos para isso....então até mais... Miranda

Lysandre sobe no cavalo, mas antes de ir, ele se vira para olha-la e dizer:

Lysandre -pode me chamar de Lysandre também, mas só até que debute....depois infelizmente teremos que seguir essas regras tão enfadonhas.

E finalmente vai embora.

Miranda sabia que tudo que ele tinha feito, desde ajuda-la a descer daquele telhado....até o fato de aceitar ser seu amigo...foram porque ele era um cavalheiro e uma pessoa gentil....ainda assim ela quis se aproveitar daquela gentileza, sabendo que ele não a recusaria....mas o que não podia entender era porque tinha feito tudo aquilo...

O que era uma pena na verdade, será que se tivesse percebido, o que tudo aquilo significou, teria mudado o que aconteceu depois?....mas também, como uma menina de treze anos poderia saber...

ALGUMAS HORAS ANTES....

 

Miranda mal podia esperar pela festa do irmão.....Paul estaria lá...e essa seria sua chance, sabia que já tinha passado alguns momentos constrangedores tentando chamar a atenção do garoto...mas Miranda não possuía grande beleza como a irmã, na verdade ela era pequena e magricela...e tinha os cabelos negros, tudo graças ao pai...porque não puxara os lindos cabelos cor de mel da mãe e da irmã ou ao menos aqueles olhos verdes....os seus  possuíam uma cor cinza estranha de defunto...e se para piorar tinha o fator da idade, Miranda tinha somente 13 anos, enquanto Paul tinha 16...ela precisava se esforçar o dobro para não parecer uma pirralha diante dele.

Clarice -Miranda!....eu já não disse para você começar a se arrumar?

Miranda lia um livro no sofá, quando a irmã a atingiu com uma almofadada

Miranda -ora!!.... mas a festa é só á noite!... não tem o menor sentido me arrumar agora...e também quero terminar esse capítulo

Clarice -ahh minha nossa lendo essas baboseiras românticas outra vez, ler tanto não vai fazer bem para sua cabeça. Vai acabar ficando mais tonta do que já é

Castiel- a mim parece que você fica mais irritante a cada vez que a vejo, já nem me impressiono mais

Miranda – Castiel!

Clarice- o que faz aqui?...porque você nunca é anunciado, essa é a casa de um duque você não tem respeito?....e Miranda quantas vezes eu vou ter que falar sobre não usar os primeiros nomes...você não aprende?

Miranda- que besteira Clarice, ele é nosso amigo é praticamente da família

Clarice- eu não lembro de ter feito uma amizade tão sem sentido assim....e também ele é mais velho que você..... será que ninguém consegue te aguentar Belbroke?..a não ser as crianças?

Castiel- bom e o que eu posso fazer se as únicas companhias agradáveis dessa casa são seu irmão e Miranda

 Clarice -você é uma peste!

Miranda- Clarice!...não seja assim...e também o Castiel é só três anos mais velho que eu...ele tem a sua idade tonta....

Castiel- não se preocupe tanto Miranda, faz tempo que a opinião da sua irmã não significa nada para mim...bom agora se me dão licença, eu vou subindo para falar com o Alexandre

Clarice- e quem lhe deu permissão?!...invadindo assim...

Do alto da escada surgiu um menino alto, com cabelos escuros e um sorriso maroto

Alexandre- ah você está aí, que demora...o que está fazendo?!...incomodando Clarice novamente?...Vocês se amam...

Castiel- não me ofenda por favor...

Clarice- ei!

Clarice lhe atira uma almofada que ele desvia

Alexandre- já chega!...suba logo!

Castiel- bom é a minha deixa, até a festa Miranda...e hã...espero não vê-la na festa ICE

Castiel sobe as escadas rindo atrás de Alexandre

Clarice-eu disse para não me chamar assim!...esse garoto, me dá nos nervos

Miranda- isso é amor!

Clarice- o que?!!

Miranda -bom eu li que o amor pode ser facilmente confundido com aversão, você sabia?!

Clarice- do que está falando...nunca escutei tamanha besteira, já chega de ler...isso deixa seus pensamentos confusos...suba logo para se arrumar

Miranda- agora não...eu vou cavalgar um pouco antes...

Clarice-Miranda não!...a mamãe me deixou encarregada de te ajudar a se arrumar

Miranda- vai ser só alguns minutinhos, deixe de ser chata.!

(...)

Quando Miranda cavalgava, geralmente só o fazia ao redor da propriedade, mas a irmã despertava algo nela que a fazia sempre querer desafia-la, então naquele dia resolveu cavalgar até um pocou depois da propriedade dos Belbroke, que ficava umas duas fazendas depois da sua.

Clarice nem sempre fora tão chata e mandona, antigamente....ela era um espirito livre, as duas adoravam cavalgar juntas e brincar com os meninos, mas depois que a irmã e a mãe começaram os trâmites para o seu debute na sociedade ,Clarice se transformara e, a partir daí só pensava em vestidos, laços e aquelas pernas falsas e esquisitas de montaria, aquilo tirava toda graça de cavalgar, quem quer cavalgar usando aquilo.

Passado algum tempo Miranda começou a perceber que o sol começava a cair no horizonte, queria irritar a irmã, mas não queria chegar tarde demais e não poder se arrumar antes de ver Paul. Enquanto Miranda voltava passou por uma pequena casa abandonada, ao lado da estrada, e começou a escutar um miado choroso, então resolveu se aproximar.

No alto do telhado havia um gato.



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