História Bewitched Hearts - Capítulo 6


Escrita por:

Visualizações 53
Palavras 1.458
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ouviram o nome, agora verão quem é: na capa, apresento a vocês o George kkkk

Capítulo 6 - What Have We Done?


Fanfic / Fanfiction Bewitched Hearts - Capítulo 6 - What Have We Done?

Um rico bruxo dava uma animada festa em seu castelo no norte da Inglaterra. Samantha estava lá, mas não estava se divertindo. Seu coração estava partido com a dupla traição que sofrera. Se não podia confiar na própria mãe, em quem poderia, então?

De repente alguém cobriu seus olhos.

— Adivinha quem é? — Ela reconheceu a voz.

— George.

— Como vai a minha feiticeira favorita?

— Como você acha que eu vou?

— Bem, eu lhe disse que não deveria confiar nos mortais. Todos nós lhe dissemos.

— Eu não deveria confiar em ninguém. Se minha própria mãe me traiu…

— Ah, mas James deve tê-la seduzido. Ele é o vilão da história. Eu não sei como pode tê-lo preferido ao invés de mim. Eu nunca te trocaria pela sua mãe. Sem ofensas à sua adorada mãezinha, é claro.

— Aquela bruxa velha… — Ele deu um sorriso maldoso.

— Ainda acredita nas coisas que ela te disse sobre mim? Você sabe que sua mãe não é exatamente confiável.

— Bem, um conselho dela eu deveria ter ouvido: James não era bom pra mim.

— Você não vê que ela te disse isso esses anos todos porque o queria para ela?

— George! É claro! Como eu não pensei nisso antes?

— Como você descofiaria de sua própria mãe? Afinal, é sua mãe.

— Estou tão decepcionada, George. Não sei se um dia me recuperarei. As duas pessoas que eu mais amava no mundo, em quem eu pensava que podia confiar de olhos fechados... Ainda não posso acreditar que seja verdade. Parece que é tudo um pesadelo, e que logo vou acordar, e lá estará o meu James. E mamãe o transformando em bode, ao invés de se atirar em seus braços.

— Eu posso imaginar o quanto dói. Mas você sabe que só se esquece um amor com outro, não sabe, Samantha? — Ele se aproximou dela um pouco mais. — Por que não me dá uma chance? Eu te amo há séculos. — Ele tentou dar-lhe um beijo, mas ela sumiu e ressurgiu atrás dele.

— Devagar, George. Me dê um tempo.

— É claro. — Ele disse, segurando a mão da loira gentilmente. — Por que ter pressa? Temos milênios pela frente. Quer jantar comigo amanhã?

— Por que não?

***

As primeiras semana de Endora em sua vida de mortal foram instáveis e conturbadas. Um período de adaptação pouquíssimo confortável. A instabilidade emocional estava presente, e era forte. Ela chorou muito. De tristeza, de raiva, de medo, de frustração. Mas logo secava a cara e empinava o nariz novamente. “Quem é que está chorando aqui? Eu? Eu, não.

Toda vez que tentava fazer algo, e não conseguia, ela fazia algum objeto "voar", do jeito que os humanos fazem. Quebrou copos e pratos, manchou a parede de preto, quando, após tentar 15 vezes fazer o delineado de sua maquiagem, o traço ainda saía torto, e ela não pôde resistir ao impulso de jogar o delineador longe. Atirou a escova no espelho quando passou uma hora fazendo e refazendo o mesmo penteado, e teve vontade de quebrar mais alguma coisa quando cortou o dedo juntando os cacos do espelho. Mas, para evitar o prejuízo, descarregou sua raiva num grito. James ouviu muitos desses gritos durante aquelas semanas.

Mas a resiliente capricorniana adaptou-se. Desistiu dos penteados que não conseguia fazer, e passou a usar um que, apesar de bonito, exigia menos tempo, prática e paciência. Finalmente conseguiu fazer o delineado perfeito, e aprendeu a se controlar, parando de quebrar as coisas.

Descobriu que os serviços de casa eram mais fáceis do que ela pensava. Cozinhar, por exemplo, não era nenhum bicho de sete cabeças. Bastava ter um livro de receitas. Ela só não sabia conciliar o preparo de um prato que envolvesse mais de uma panela. Sempre queimava alguma coisa. Mas era questão de prática, logo logo ela conseguiria cozinhar com quatro panelas ao mesmo tempo. Ou pelo menos, assim ela esperava.

Mas a preguiça a dominava. E ela não se interessava nem um pouco em tentar vencê-la. Não se levantava antes das 11h da manhã. E não fazia duas coisas no mesmo dia. Ou limpava a casa ou cozinhava, os dois eram muita coisa.

James ainda não tinha decidido apresentá-la a seus amigos e família como sua companheira. Ela pensava que ele nunca ia, mas não se importava muito com isso. Ela não gostava nem um pouco de ficar escondida quando visitas apareciam, mas não pretendia criar caso por isso.

Endora agora já tinha uma quantidade razoável de roupas e sapatos. Acessórios lhe faltavam, mas ela pretendia sair para comprar uns colares em breve.

A preguiçosa se levantou e foi para o chuveiro. Quando desceu, já bem desperta, usando um vestido longo, estampado com tons de rosa, roxo e azul, surpreendeu-se ao encontrar James na sala, e parou no meio da escada.

— Bom dia, meu amor. Fiz o seu café da manhã. Bem farto, do jeito que você gosta. E tem suco de melancia.

— Ora… obrigada. — Ela recolheu um pouco a saia para não tropeçar enquanto descia os últimos degraus. O homem a recebeu com um beijo caloroso quando ela terminou de descer, pegou sua mão e a conduziu gentilmente até a cozinha.

Ela ficou maravilhada com aquilo. Era o melhor café da manhã de tivera desde que se tornou mortal. Havia bolo de amendoim e de chocolate, pão doce e pão salgado, presunto, queijo, requeijão e manteiga. Além de um prato de ovos com bacon recém preparados, ainda soltando fumaça. E havia café, leite, e suco de melancia.

— James! — Ela disse, contente com a surpresa. — Por que isso?

— Porque… porque sim.

— Ah, essa é uma boa resposta. — Ela se sentou, e ele também. — Tem tanta coisa… Não vou conseguir comer de tudo.

— Não tem problema.

— Você fez os bolos?

— Fiz. Ainda estão morninhos. — Ela sorriu e começou a comer. Ele pegou uma fatia de bolo, deu uma mordida e ficou admirando a ruiva.

— Ora, o que foi?

— Ah, você é tão linda…

— A noite que tivemos ontem te deixou mesmo inspirado, não foi?

— Devíamos ter noites como aquela todas as noites.

— Assim não vou conseguir me levantar antes das 2h da tarde. — Eles riram. — Por que não foi trabalhar? É feriado?

— Não, eu irei daqui a pouco. Liguei para Larry inventando uma desculpa qualquer. Eu só queria passar um pouco mais de tempo com você. — Ela sorriu. — Querida, teremos visitas hoje à noite.

— Droga. Que inferno, James. Quase todo dia vem gente aqui. Qualquer dia desses eu vou perder a paciência e mostrar a minha cara para seja lá quem for.

— Calma, meu bem. Não vão se demorar, eu prometo. Quero que aproveite o tempo que estiver lá em cima para se arrumar. Compre um vestido novo hoje à tarde, se achar que deve. Vamos sair para jantar.

— Ah, é mesmo, James?

— É mesmo.

— Você é uma gracinha. — Ela disse, apertando-lhe a bochecha, e eles riram.

Depois do café, enquanto ela lavava a louça, ele a abraçou por trás e lhe deu um beijo no rosto. Ela deu um sorriso triste.

— O que foi?

— Nada, é que… eu estava pensando, onde Samantha deve estar agora? O que estará fazendo? Eu me preocupo, porque… George não tem um bom caráter.

— George?

— Não se lembra dele? Ele veio assombrar vocês no primeiro ano do casamento. Com o meu apoio, e hoje eu me envergonho disso. Ele é inescrupuloso e desonesto, não quero minha filha nas mãos de um feiticeiro assim. Mas acho que a joguei para ele.

— Como assim?

— Ele… gosta de Samantha. E eu apoiava que ficassem juntos, até que ele trapaceou. Ele enfeitiçou Samantha, para que se apaixonasse por ele. E não era isso o que eu queria para ela. Queria que estivesse com alguém que amasse de verdade, e não que estivesse presa por um feitiço. E passei a alertá-la contra ele. E ela me ouvia, mas não me ouviria agora. Tenho 99% de certeza que ela me odeia. E agora, que ela se sente triste, carente, solitária… — Seus olhos transbordaram, ela se virou para James e o abraçou. — James, ela vai cair nas mãos dele. E eu não posso fazer nada para impedir.

— Não pode tentar falar com Maurice?

— Eu não me atreveria. Do jeito que se sente a meu respeito, ele me mandaria para a Lua, na melhor das hipóteses. Além do mais, George e ele são amigos de longa data. Ele não me acreditaria. James, o que foi que eu fiz com a minha filha? O que nós fizemos? — Ele acariciou seus cabelos ruivos e secou seu rosto.

— Tente se acalmar, querida. Não se culpe. — Ele a beijou e a levou para a sala. — Eu termino de lavar a louça para você. — Deu-lhe mais um beijinho e voltou para a cozinha.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...