História Beyond My Power - Supercorp - Capítulo 20


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Maggie Sawyer, Samantha Arias (Reign), Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Alex Danvers, Fanfic, Kara Danvers, Lena Luthor, Lgbt, Sanvers, Supercorp, Supergirl
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Palavras 2.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo com muito dedo no cu e gritaria pra vocês.

Capítulo 20 - O confronto


Se precisa de alguém para substituir Winn, fale com Sam, ela é a melhor programadora que eu tenho. Não conte para ninguém que está mantendo contato comigo, mantenha tudo em segredo, por favor. Tentarei me comunicar em breve.
Com amor, Lena L.

Kara leu a mensagem de Lena sentada na cadeira que Winn costumava sentar. Perguntava-se o que Lena estava tramando, não tinha dúvidas de que era algo grandioso e inteligente.

Fechou a mensagem de Lena e procurou pelo contato de Clark, ligando para ele logo em seguida.

— Kara — cumprimentou o kryptoniano. —, no que posso ajudar?

— Tá na hora de você enfrentar Lex de novo. O homem-bomba de National City foi coisa dele, creio eu que você viu alguma coisa.

— Sim, eu vi — houve uma pausa. — Já estou a caminho.

Kara deixou o celular na bancada e se encaminhou para a sacada, voando logo em seguida sem explicar nada para ninguém. Não sabia o andar da L-Corp que Samantha trabalhava, decidiu entrar pela portaria normalmente.

— S-s-upergirl? — o porteiro gaguejou com a presença de Supergirl ali.

— Boa noite — cumprimentou Supergirl. —, preciso saber se Samantha, da programação, ainda está aqui.

— Sim, sim — respondeu o rapaz. — Samantha é sempre a última a ir embora da empresa, ela está no terceiro andar.

Supergirl acenou com a cabeça e seguiu para os elevadores. Estava impaciente, o elevador subia devagar demais para ela.

O elevador parou no terceiro andar e Supergirl desembarcou; podia enxergar a mesa onde Samantha estava trabalhando, era a única bem iluminada. Se aproximou e pigarreou, mesmo que Samantha não pudesse ouvir, por conta dos fones de ouvido. Quando Samantha foi perceber sua presença, já fazia quase dois minutos que estava ali.

— Supergirl?! — espantou-se Samantha, tirando os fones de ouvido. — O que está fazendo aqui?

— Você é Samantha Arias? — perguntou Supergirl, cruzando os braços, recebendo um aceno de cabeça de Samantha em seguida. — Lena Luthor me pediu pra te procurar, preciso da sua ajuda. 

— No que eu posso ajudar?

— Preciso que venha comigo. Já voou antes?

— De avião…

— Pois bem, vai voar de verdade agora.

Supergirl esperou Samantha desligar o computador e juntar suas coisas; a pegou no colo e saiu voando por uma das janelas do terceiro andar. Podia perceber o pavor que exalava de Samantha, mesmo que ela tentasse ao máximo não demonstrar, estava aterrorizada.

Quanto entrou no DOE com Samantha nos braços, todos os olhares se voltaram para elas.

— Essa é Samantha Arias. Ela é a melhor programadora da L-Corp e vai ficar no lugar de Winn, pelo menos por agora — anunciou Supergirl.

Samantha estava encantada, observava todo o DOE com os olhos brilhando e com a boca entreaberta.

— Senhorita Arias, eu sou J’onn J’onnz — J’onn se apresentou, apertando a mão de Samantha. — O que você sabe fazer?

— Bastante coisa — Samantha franziu o cenho. — Pode chamar-me de Samantha. Vocês se importam se eu ligar pra minha filha? Preciso avisar que vou demorar a chegar em casa.

— Fique a vontade — disse J’onn.

— Algum sinal do Superman? Ou do Flash e do Arqueiro? — perguntou Supergirl.

— Nada ainda — respondeu Alex.

— Você chamou Maggie?

— Não, não acho que será necessário a presença da polícia.

— Esses elevadores daqui demoram muito — o Flash anunciou sua chegada, reclamando de velocidade. — Oi galera!

— Flash! — exclamou Supergirl, percebendo o estranhamento do velocista escarlate. Fez um sinal de silêncio com o dedo, sussurrando perto dele logo em seguida. — O Winn nos traiu, precisei ir atrás de alguém que entendesse de computadores e essas coisas. Ela não sabe da minha identidade verdadeira, se ela permanecer conosco pode ser que eu conte.

Supergirl apontou com a cabeça para Samantha, que estava mais afastada, conversando no celular.

— Felicity está vindo — afirmou Flash.

— Melhor ainda. Quanto mais gente tiver pra nos ajudar, melhor será — Supergirl tomou alguns passos e se afastou um pouco. — Onde está o resto?

— Estão vindo com o Ol… Arqueiro Verde — Flash coçou a cabeça. — Você sabe, eu sou rápido, então vim primeiro. Eles não devem demorar a chegar.

Samantha voltou e se prontificou no meio do lugar, esperando alguma ordem do que fosse para fazer.

— Samantha — Alex se aproximou, colocando uma mão no ombro de Samantha. —, você consegue rastrear algum sinal de Lex Luthor? Entrar em contato com ele?

— Eu acho que sim.

— Então aquela cadeira é toda sua — Alex apontou a antiga cadeira de Winn. — Faça bom proveito.

Superman entrou voando, aterrissando perto de Supergirl e Flash.

— Olá — cumprimentou, sendo recebido por um abraço caloroso de Supergirl e um aperto de mãos do Flash.

Não demorou muito para que os que vinham das outras cidades chegassem. Lá estavam o Arqueiro Verde, com sua aljava e flechas de tudo que é tipo; a Canário Negro, Vibro, Nevasca, Kid Flash e Felicity Smoak. Todos devidamente uniformizados.

— Boa noite — cumprimentou Supergirl. — Solicitei a presença de todos aqui hoje porque, como acho que sabem, Lex Luthor fugiu da cadeia e passou a me perseguir. Ele comprou briga comigo, é muito forte e não posso derrotá-lo sozinha.

— Temos um plano? — perguntou o Arqueiro Verde.

— Vou fazê-lo nos encontrar no terraço da L-Corp, porém ele não vai saber que vocês vão estar comigo. Ele vem muito mais forte dessa vez, precisamos estar preparados — respondeu Supergirl. — Samantha, você conseguiu um meio de contatar o Luthor?

— Sim, Supergirl.

— Pois bem, quero que você grave uma mensagem só minha e mande pra ele.

— Certo.

***

Lena fazia os últimos ajustes da armadura de Lex enquanto o mesmo conversava com Winn, que tinha sido descoberto. A dúvida que caía sob os dois era de como Kara tinha descoberto aquilo. Lena estava em silêncio, torcendo para que não desconfiassem dela.

— Lex — Lilian apareceu na oficina —, Supergirl mandou uma mensagem pra você.

Winn acessou o vídeo pelo tablet que tinha em mãos.

— Lex Luthor, solicito um novo encontro com você. Mereço uma revanche e garanto que dessa vez será diferente — Supergirl tinha os punhos cerrados e a expressão fechada. — Amanhã, no terraço da L-Corp, às 21h.

O vídeo terminou. Lena tinha parado de mexer na armadura para ouvir.

— Avise ela que aceito — anunciou Lex.

— Ela não estará sozinha — alertou Winn.

— Eu sei que não. Nós também não estaremos — Lex deu um sorriso amarelo para Winn. — Lena, como está aí?

— Quase tudo pronto — Lena respondeu, conectando alguns fios.

Lex não sabia a surpresa que teria com esse traje.

Sofia entrou no recinto com um sorriso sedutor nos lábios, olhando para Lex, de braços abertos.

— Cruzianini! — exclamou Lex, com um forte sotaque italiano.

— Cruzianini? — indagou Lena, deixando de mexer nos fios para prestar atenção no seu irmão e na sua secretária.

Ex-secretária, na verdade. Lena teria que procurar outra depois que isso acabasse. Porém uma coisa era certa: ela tinha acertado nas suspeitas contra Sofia.

— O que ela está fazendo aqui? — perguntou Sofia para Lex. Ela não tinha mais o forte sotaque espanhol que sempre carregou.

— Lena concordou em trabalhar conosco, não é maravilhoso? — Lex abriu um largo sorriso.

— E ela é confiável? — Sofia tinha uma sobrancelha levantada e um tom de deboche na voz. — Quem nos garante que ela não tá compactuando com a outra turma?

— Porque eu confio na minha irmã, Sofia. — Lex fechou a expressão para Sofia, ficando sombrio. — Mas já que insiste: Lena, me dê seu celular.

Lena engoliu em seco. Era óbvio que tinha apagado todas as mensagens do celular, entretanto ele era o único meio de entrar em contato com Kara e avisá-la sobre o que estava acontecendo. Não hesitou mais um segundo e entregou seu celular ao irmão, que o derrubou no chão e pisou logo em seguida.

Lena olhava para seu celular em pedaços no chão agora.

— Qualquer outra desconfiança, Sofia? — Lex chutou o que restou do celular de Lena para perto da moça. — Ela está me ajudando com minha armadura, veja! — Lex apontou para Lena e sua armadura com a mão. — Ela merece nossa confiança.

Sofia revirou os olhos e suspirou.

— Meu nome é Sofia, mas meu sobrenome não é Rodríguez — explicou Sofia para uma Lena curiosa. — É Cruzianini, faço parte da máfia italiana nos Estados Unidos e trabalho especificamente para Lex, que para deixar bem claro, é muito melhor de cama que você.

Lena arregalou os olhos e o primeiro pensamento que teve foi “Kara Danvers iria certamente discordar de você.” Porém, o que Lena sentiu, na verdade, foi pena. Sofia estava se envolvendo com o maior narcisista sociopata que Lena conhecia. Lex não amava ninguém, nem mesmo Lena, ele não sabia amar; se estava se envolvendo com Sofia era para tomar proveito de alguma situação, como o fato dela ser da máfia, para depois descartá-la como se ela não fosse nada.

Supergirl, sua equipe e o restante dos super-heróis passaram toda a noite montando estratégias para o confronto que teriam na próxima noite.

— Você acha que isso vai dar certo? — perguntou Flash.

— Com a ideia que Sam deu e o desenvolvimento do Vibro — respondeu o Superman. —, nós temos grande chances.

— Se vocês me dão licença — Samantha apareceu, vindo do laboratório. —, eu gostaria de ir pra casa.

— Claro, Sam — respondeu Supergirl, caminhando em sua direção. —. Vá pra casa e descanse. Se puder, precisaremos de você aqui no DOE no horário do confronto.

— Claro, eu estarei aqui — Samantha se despediu de todos com um aceno e foi embora.

O tempo parecia demorar a passar. Entre o momento que Samantha foi embora e voltou pareceu durar uma eternidade.

— Sam e Felicity, vocês ficam aqui. Estaremos na escuta — falou Supergirl e as duas concordaram.

— Aqui está — Vibro apareceu com duas placas em forma de S, o S dos uniformes de Supergirl e Superman. — Isso deve protegê-los contra kryptonita.

— Você é um gênio, cara — soltou Superman.

— Ah, eu sei — riu Vibro, enquanto pregava a placa em seus devidos uniformes.

Já estava muito perto das nove. Tirando Superman, Supergirl, Flash e Kid Flash, que foram correndo e voando, o restante foi para o terraço da L-Corp por uma fenda que Vibro abriu.

Lex já os esperava lá, com seu sorriso de canto de sempre. Ele estava acompanhado de Winn, Lena, Sofia, Lilian e Mon-El.

— Clark, você resolveu aparecer! — Lex parecia feliz.

— Apareci pra te colocar de volta no lugar da onde você nunca deveria ter saído — vociferou o Superman.

Lex vestia uma espécie de armadura, ele só tinha a cabeça do lado de fora dela, todo o seu corpo estava envolvido em metal cor de chumbo.

— Vejo que vocês estão em muitos — Lex comprimiu os lábios e balançou a cabeça.

Atrás de todos os super-heróis, haviam dezenas de agentes do DOE, com suas armas em punho.

— Eu também estou em muitos — Lex abriu um sorriso completo. — Lena, por favor.

Lena não tirava os olhos de Supergirl, não fez isso nem enquanto apertava um botão no controle em suas mãos.

De princípio, nada aconteceu, todavia não demorou muito para que milhares de robôs aparecessem voando pelo céu de National City, rumo à L-Corp.

— Winn me foi de grande ajuda — Lex olhou para Winn de relance. — Todos me foram de grande ajuda. Só não sabíamos que teríamos matar tantos super-heróis.

— O que Lena está fazendo ali? — perguntou Alex ao pé do ouvido de Kara.

— Não faço ideia — respondeu.

Kara já suspeitava que Lena estava com Lex pelas mensagens que havia mandado. Lena estava fingindo ser uma infiltrada, assim como Winn fez, e só Kara sabia disso.

Os robôs voadores se posicionaram acima de Lex e sua equipe, com garras feitas de kryptonita à mostra. Diferente do que esperava Lex, Kara e Clark não demonstraram reação alguma.

— Como? — perguntou o homem careca.

— Eu também tenho ajuda, Lex — respondeu Kara, olhando de relance para Vibro.

Lex não esperava que heróis de cidades vizinhas também fossem aparecer, ele tinha se preparado unicamente e exclusivamente para Superman e Supergirl. As armas de seu traje eram feitas de kryptonita, assim como as armas dos robôs e as balas das armas de Sofia. Eles estavam em desvantagem.

Uma flecha verde atravessou o espaço entre as duas equipes, parecia estar em câmera lenta; bateu na armadura escura do traje de Lex e caiu no chão.

Lex riu, fechou o capacete transparente sob sua cabeça e ativou os propulsores do traje.

Todos os robôs estavam voltados para Superman e Supergirl, parecia que os outros heróis não existiam. Enquanto Canário Negro e Alex entravam em combate corporal com Sofia, Superman lutava com Mon-El, Supergirl tentava desbancar Lex com seu traje e o restante dos heróis destruía os robôs; ao fundo, Lena estava aflita, ao lado de Winn e Lilian.

Tudo que Supergirl tentava contra Lex não dava certo, sua armadura parecia ser à prova de qualquer tipo de poder kryptoniano.

Depois de muito tempo de batalha, todos os robôs já se encontravam destruídos. Foi a parte mais fácil, já que eles estavam voltados apenas para duas pessoas e seus poderes não estavam funcionando contra elas, foram derrubados com facilidade. Sofia já estava imobilizada por Alex, presa com algemas; Mon-El tinha sido derrubado por Superman e encontrava-se desacordado. O único que sobrava era Lex, sem tirar o sorriso do rosto.

Num último gesto de esperança, Lex ativou o propulsor e atingiu Supergirl no peito, fazendo com que a placa em formato de S entrasse em curto-circuito e parasse de funcionar.

Kara imediatamente sucumbiu e foi ao chão.

— Então é isso? — riu Lex, se preparando para atingir Superman no mesmo lugar.

Antes que isso pudesse acontecer, a armadura de Lex começou a desmontar, a se desfazer, enquanto todos assistiam. Ela não funcionava mais, nenhum comando que Lex ativasse funcionava; as placas começaram a se descolar e a cair no chão.

— O quê? — esbravejou Lex, sem entender nada.

Lena caminhou até ele com um controle, que continha um botão vermelho, na mão. Chutou a armadura de Lex no pé e ela caiu por inteiro, deixando que o homem de terno aparecesse.

— Você realmente achou que eu ia trabalhar pra você? — Lena riu. — Sem que fizesse nada? Você realmente tem muita fé em mim.

— Lena… — Lex tinha a pura imagem de ser traído no rosto.

Todos assistiam a essa cena perplexos.

— Você tem que pagar pelo o que você fez, e espero que seja no inferno, junto com ela — Lena apontou para Lilian, que a essa altura já tinha sido amarrada, junto com Winn, por Alex.

Os agentes do DOE correram para algemar Lex Luthor, que parecia desolado com a traição da irmã.

— Daqui nós vamos levá-lo para Lian Yu — afirmou o Arqueiro Verde.

A última imagem que Lex viu antes de ser levado embora foi a da sua irmã abraçando a Supergirl. Três agentes do DOE, Vibro e Arqueiro Verde escoltaram Lex para o DOE através de uma fenda.

Kara e Lena se abraçavam com força, com os olhos fechados.

— Você é tão inteligente — suspirou Kara, plantando um beijo no pescoço de Lena antes de olhá-la. — Eu te amo tanto, você não faz ideia. Obrigada.

Lena abriu um sorriso e plantou um beijo na testa de Kara.

— Você quer namorar comigo? — perguntou Lena. — Eu sei, eu deveria perguntar isso numa situação mais apropriada, mais romântica, ter te levado pra jantar...

Kara percebeu que Lena estava começando a ficar nervosa porque estava falando rápido demais.

— Lena — chamou a loira, porém a outra pareceu não ouvir.

— Eu não queria mais esperar, porque isso aconteceu, sabe, e eu não queria mais esperar porque eu quero muito te chamar de minha namorada, entende?

— Lena?

— Oi?

— Eu quero ser a sua namorada — Kara sorriu, segurou o rosto de Lena com as duas mãos e a beijou.


Notas Finais


Beijão.


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