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História Beyond The Dimensions 2 - SpiderVerse - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


OOI VIDAS ❤️

este é oficialmente o primeiro capítulo dessa fanfic e eu espero muitíssimo que vcs gostem e se empolguem com o que virá <3

vamo lê né, já que todo mundo tá de quarentena (se cuidem muito, muito, muito combinado ?) ❤️

Capítulo 2 - Colisão


Era pra ser apenas mais um dia normal, mas o destino quis brincar de entrelaçar caminhos. Da forma mais absurda possível, ele iria reunir pessoas e mostrar pra elas que realmente nenhuma pessoa surge em vão na vida de outra, que elas sempre tem algo para ensiná-las. O ensinamento muitas vezes é visto como um ato de amor e em muitos casos ele é, mas isso não significa que pessoas não serão magoadas, que não serão contrariadas, que não irão odiar, que não irão abrir mão ou desistir e simplesmente aceitar e deixar o destino fazer o trabalho dele. Finalmente iria acontecer o acerto de contas, o fim de um ciclo.

Ele começou a fazer isso quando fez duas pessoas se encontrarem no meio da noite chuvosa daquele dia. 

Harry havia acabado de chegar da casa de um amigo e estava parado com seu carro na frente da sua casa, quando notou uma movimentação estranha do lado de fora do carro. 

— Ué ? - Tinha uma mulher no meio da rua. O que era estranho já que estava chovendo e ninguém que morava por alí, costumava andar naquela rua em um horário tão tarde quanto aquele. Ela tentava enxergar, mas os pingos de chuva que caíam no parabrisa, forçaram ele a descer o vidro da janela do carro — Oi, está precisando de alguma ajuda ? - Ela o ouviu e ele pôde ver o rosto dela. Ela parecia com medo e querendo sim alguma ajuda — Meu Deus ! - Harry saiu do carro e caminhou até ela, que permanecia parada no mesmo lugar. Ela estava abraçada a ela mesma e tremendo de frio, Harry se compadeceu ao ver a cena — Você está perdida ? Quer alguma ajuda ? 

— Sim, eu preciso da sua ajuda - Sua voz  tremilicava devido ao frio, o seu rosto demostrou que ela parecia implorar por aquilo. 

— Tudo bem onde você mora ? Eu posso te levar pra casa ou ligar pra alguém que você conhece e só me falar o número e.. 

— Não.. - Ela segurou na mão de Harry impedindo dele pegar o seu celular — Eu não tenho casa e muito menos pra quem ligar - Harry obviamente estranhou. 

— Então de que lugar você veio ? - Em vez de responder, ela permaneceu seus olhos nele, olhos tristes e sofridos, parecia que ela não confiava nele para responder essa pergunta. O que ela fez foi puxar uma das mangas que cobriam seu braços inteiro, revelando a Harry várias furos e marcações no seu braço. A reação de Harry foi de espanto e olhou abismado para aquelas marcas — Você fugiu de algum centro de reabilitação ou algo do tipo ? - A sua resposta veio com ela confirmando com a cabeça. Era Gwen que estava alí, torcendo para que ele acreditasse na sua história — O que aconteceu ? 

— Você deve estar pensando que eu sou alguma drogada ou uma louca fugitiva. Eu só fui parar lá porque eu ingeria muitos calmantes, eu sou uma pessoa muito ansiosa e eu não sei lidar com os meus próprios problemas - Ela inventou a melhor história que podia. 

— Por que fugiu de lá ? 

— Lá era um inferno ! - Ela mostrou novamente as marcas no seus braços — Várias vezes durante o dia eu era furada com agulhas, era uma tortura. Por isso eu fugi, entende ? 

— Acho que sim. Mas, como eu posso te ajudar então ? 

— Preciso de um lugar pra ficar. E-eu sei que é pedir demais, mas eu não tenho onde ficar. Por favor me ajuda ! - Gwen voltou a segurar a mão de Harry e olhar nos olhos dele, esperando que ele se comovesse e ajudasse ela. Harry não sabia o que dizer, ele queria ajudá-la, mas ele não a conhece e não sabe se ela está falando a verdade, ela podia ser diversas coisas. 

— De um lugar pra ficar ? Eu sinto muito mas.. - No instante que ela percebeu que ele iria negar, ela o abraçou. Harry ficou sem reação. 

— Por favor, eu não sou nenhuma louca, ladra ou seja lá o que for que você deve estar pensando que eu seja  - Ela o soltou e olhou nos olhos dele — Eu só não tenho pra onde ir - Isso é loucura. Harry estava mesmo cogitando levar ela pra dentro da sua casa, mas o seu bom senso dizia para sair dali o mais rápido possível. Mas é se ela estiver mesmo dizendo a verdade ?

— Tudo bem, eu vou te levar pra dentro. 

— Jura ? - Perguntou sem acreditar — Obrigada, obrigada, obrigada. Você não faz idéia de como me ajudou. 

— Tem que me prometer que não vai fazer nada de errado, ok ? Eu estou te ajudando - Harry a avisou que ela iria ficar apenas aquela noite e ela concordou. Depois ela pediu que ela entrasse no carro e ele finalmente entrou pra dentro da sua casa. 

Disse a ela, que ela ficaria em um dos quartos reservados para as empregadas domésticas, que era separado do restante da casa e até um pouco distante dela, assim caso ela fosse alguma ladra, ela não entraria na casa e não levaria nada de valor. Gwen sabe que ele está correto na sua postura, afinal, ele acabou de conhecê-la e seria muito irresponsabilidade colocar ela dentro da sua casa sem saber o que realmente ela era. 

— Como é final de semana as domésticas não estão em casa e você pode ficar aqui e ninguém vai ver você - Ele a acompanhou até os dormitórios e entrou com ela — Tem banheiro, tem toalhas dentro dos armários e um roupão pra você usar enquanto suas roupas secam. 

— Está perfeito, é muito mais do que o suficiente, obrigada - Gwen o agradeceu e deu um beijo na bochecha dele. Harry foi surpreendido mas ainda sim não disse nada ou contrariou ela, ela estava apenas grata. 

— Está com fome ?  

— Ah, não precisa se incomodar, sério. 

— Tem certeza ? Eu só vou passar aqui amanhã e você vai passar a noite inteira sem comer nada. Eu não sei cozinhar mas tem algumas frutas e uns pedaços de bolo que eu posso trazer pra você, é o que já está pronto - Gwen estava sim com fome, havia passado o dia inteiro sem comer nada. 

— Eu vou aceitar, você é muito gentil - Gwen deu um sorriso em retribuição a gentileza dele.

— Toma um banho, troca de roupa e daqui a pouco eu trago comida pra você, tá ? - Gwen assentiu com a cabeça e viu ele sair do quarto. Ele realmente é um homem muito gentil e prestativo. Ela lembra apenas de uma pessoa que a tratou tão bem quanto ele. 

Depois que Harry saiu, ela tomou um banho e agradeceu ao universo por ter água quente no chuveiro. Foi o melhor banho que ela teve em anos, sem a pressão de ter alguém do lado de fora a esperando para levá-la de volta ao quarto que passou durante esses três anos. 

Havia um espelho a sua frente, ela  se pôs  diante dele e analisou a si própria por alguns instantes. Ela estava diferente e se sentia diferente, não somente no físico mas internamente também, ela ainda era a mesma pessoa, porém diferente. Houve mudanças de pensamentos que ela ainda não sabe se foram mudanças boas ou ruins. Agora que está livre, ela sente que é capaz de fazer qualquer coisa, e ela não sabe até onde isso vai. 

— Toc, toc ! - Harry anunciou sua volta ao quarto. Gwen vestiu o roupão e saiu do banheiro. 

— Oi de novo, olha o que achei na perdido geladeira - Era um pote de iogurte — Você teve sorte porque eu sempre devoro todos e não se preocupe, eu achei perdido mas não está estragado.  

— Eu tenho certeza que não, valeu ! - Gwen pegou o prato que estava nas mãos de Harry. Ele se permitiu olhar pra ela, ela era muito bonita. Os olhos azuis dela era hipnotizantes, mas eles pareciam já terem sofrido muito. O que será que aconteceu com ela ? Harry queria saber o que a fez sofrer tanto, não podia ser apenas por causa do centro de reabilitação. 

— Sabe o que eu notei ? - Gwen o olhou — Que eu ainda não sei o seu nome. 

— Helen - Respondeu prontamente. Esse era o nome da mãe de Gwen. Ela não queria dizer o seu nome, ela provavelmente está sendo procurada e quanto menos pessoas souberem quem ela é, melhor..

— Helen ? Tá legal, Helen. Meu nome é Harry - Ele estendeu a mão pra ela pra que ela apertasse, e assim ela fez. 

— É um nome muito lindo - Gwen confessou mordendo o pedaço de bolo.

— Espero que não só o meu nome seja lindo - Brincou, conseguindo fazer Gwen sorrir. 

— Você pode ficar tranquilo em relação a isso, não é só o seu nome - Harry poderia entender isso de qualquer jeito, ela não se importa, nisso ela não havia mentido.

— Acredito que esteja muito cansada pra conversar agora. Já está tarde e eu vou deixar com que descanse. 

— Mais uma vez, obrigada. Vejo você amanhã. 

— Te vejo amanhã - Ele saiu do quarto e Gwen o acompanhou para fechar a porta. Gwen observou ele caminhar de volta pra sua casa, e antes de adentrá-la, ele olhou pra trás e deu um sorriso tímido por ver que ela ainda estava lá, o qual ela gentilmente retribuiu. Harry terminou a noite estranhamente muito bem e era óbvio que isso se deve a mulher que ele encontrou mais cedo. Ela tinha uma energia que o fazia muito bem, o que era ridiculamente contraditório se for levado em consideração que ela era uma estranha. Mas sinceramente, Harry não liga pra isso, ele só quer que o dia amanheça pra que ele possa descobrir mais sobre ela. 

.

.

— Amor, eu não acredito que você quer passar o dia inteiro nessa cama - Peter foi atingindo por um travesseiro na tentativa desesperada da sua namorada de acordá-lo. Havia algumas horas que o sol tinha raiado e ele ainda sim permanecia na sua cama. Peter agora estava morando em Massachusetts por conta da universidade e morando em um apartamento alugado, nada luxuoso mas é mais do que ele sonhou conseguir em tão pouco tempo. 

— Me deixa dormir, esse é um dos poucos momentos que eu não tenho que acordar cedo pra estudar, ir ao estágio ou fazer algum trabalho da faculdade - Ele resmungou sem abrir os olhos. 

— Peter, eu e você temos passado tão pouco tempo juntos. Você prometeu que iria mudar isso. 

— Eu sei linda, mas eu já expliquei pra você que..

— Que você é super atarefado? Eu sei disso, só que no meio de todos os seus deveres, eu queria que sobrasse pelo menos um espaço pra mim, que sou sua namorada, lembra ? - Peter suspirou em frustração ao notar que ela ficou calada, o que significa que ela havia ficado chateada com ele. 

— Felícia ? - Peter a chamou ainda com os olhos fechados. Ela não o respondeu e ele sabia o que viria agora. Ele desistiu do seu sono e se sentou sobre a cama, observando ela emburrada do seu lado. Peter e Felícia namoravam a seis meses, ele se conheceram através de Harry que constantemente leva Peter nos lugares que frequenta. Houve um em especial, em que Harry levou Peter para um evento beneficente que angariava fundos para famílias carentes, o qual era promovido por ela, Felícia Hardy e quando ele a  ficou encantado, tanto que pediu que Harry os apresentasse. Eles conversaram e Peter pediu o número dela, desde então eles sempre estiveram juntos. No início Peter ficava sem jeito por não ter dinheiro o suficiente para levá-la nos restaurantes chiques que ela costumava ir, já que ela era da alta sociedade, mas Felícia dizia constantemente que não se importava com isso, estar com ele era infinitamente melhor — Felícia ? - Ela ainda continuava sem dizer nenhuma palavra. Peter se aproximou colocou a cabeça no ombro dela, e entrelaçou o seus dedos com os dela — Desculpa ! Eu sei que ando distante. Eu realmente tenho deixado a gente de lado eu admito, mas agora com o estágio tem sido cada vez mais difícil conciliar tudo. Só que eu vou encontrar um jeito pra mudar isso, tá bom ? Por você. 

— Eu entendo você Peter, de verdade. Eu não quero ser incompreensível, quero que você saiba como eu sinto. Eu não faço tudo o que faz, mesmo assim eu tenho o meu trabalho como modelo, e a minha ONG que você sabe que exige muito de mim. Mesmo assim eu me esforço pra ficar com você, pra não acabar com o nosso relacionamento, Peter. 

— Eu também me esforço pra passar mais tempo com você. Ontem eu fui na sua casa, trouxe você pra cá comigo, a gente passou a noite juntos e estamos juntos agora. Todo o tempo livre que eu tenho eu dedico a você, mas parece que isso não é o suficiente. 

— Um relacionamento não é sustentado apenas com sexo. É só que a gente tem feito ultimamente, eu e você não conversamos, não saímos, nós não nós divertimos. Nosso namoro está vazio, Peter. Não se dá conta disso ? - Ele sabia que ela tinha razão e a culpa era toda sua. Com esse namoro, Peter aprendeu que para um relacionamento dar certo, alguém tem que ceder e é ele que vem sempre fazendo isso. Existem momentos que Peter fica bastante chateado com ela, por não entender que o tempo dele não é inteiramente dela e que ele tem outras prioridades, mas nesses momentos ele também põe na balança o fato dela não saber que ele é o aranha. Acontece que nos momentos em que ele está fazendo o trabalho dele, é quando Felícia quer estar com ele, e por ela não saber disso é que existe essa cobrança da parte dela, então Peter releva e mesmo que as vezes ele fique chateado ele entende. A falta de tempo de Peter vem sendo a pauta das discussões deles e eles já tiverem brigas bem sérias a respeito disso onde várias vezes estiveram a ponto de terminar, só não o fizeram porque Peter sempre recuava e dava razão a ela e pedia desculpas. Bem, as brigas se resolveriam caso ele contasse pra ela quem ele é, não é mesmo ? Várias vezes ele considerou essa possibilidade, muitas mesmo. Acontece que Felícia age muito mais pela emoção do que pela razão. Não dava para contar no início do namoro porque, Peter ainda estava conhecendo ela e quando eles estavam começando a ter confiança um no outro, Peter notou o gênio forte dela e agora contar a essa altura de seis meses de namoro, seria como se ele jogasse na cara dela que ela não era uma pessoa confiável. Ele queria que o dia tivesse mais do que vinte e quatro horas pra poder estar com ela e fazer ela parar de pensar que ele não gostava dela, porque isso não era verdade, Peter se apaixonou por ela, foi a primeira mulher por quem ele teve esse sentimento depois de Gwen. Ele não quer perdê-la e fará de tudo para o relacionamento deles não acabar. 

— Eu não quero brigar com você, não mais. Você é muito importante pra mim, não divide disso, a minha falta de tempo nos atrapalha, eu sei. Mas agora por diante eu vou usar esse tempo muito bem, te fazendo muito feliz. 

— Você jura ? - Felícia abraçou Peter que ainda estava com a cabeça deitada no ombro dela. 

— Eu juro ! - Ela sorriu ao ouvir sua promessa e o beijou. 

.

.

Gwen acordou assustada ao notar que não estava mais no quarto que ela tinha passado o seus últimos três anos. Ela estava acostumada a sempre acordar e dar de cara com as mesmas paredes e as mesmas coisas. Mas nessa manhã, Gwen não estava lá e isso era motivo suficiente para fazê-la por um sorriso no rosto. 

— Olha só, você ainda está aqui ? - Era Harry na porta. 

— Já era pra ter ido embora ? - Gwen questionou. 

— N-não ! - Ele notou que sua pergunta teve um tom muito seco — É que eu pensava que você iria embora durante a madrugada ou de manhã cedo. Eu não esperava vê você aqui de verdade.  

— Eu não tenho motivos pra ir, confesso. Mas você tem o suficiente pra me mandar embora quando quiser, então sinta-se a vontade pra dizer a hora que devo ir. 

— Eu estive pensando no que você me disse, sobre não ter pra onde ir - Harry entrou no quarto e fechou a porta atrás de si — Eu não quero ser invasivo nem nada mas, eu acho que você tem pra onde ir, só quer não quer voltar pra lá. 

— Eu queria muito que o seu pensamento estivesse correto, mas não, eu não tenho um casa ou parentes que esperam. 

— Tem certeza ? Nesse mundo ninguém é sozinho. 

— Eu sou ! - Harry estava cada vez mais interessado na história dela e por mais que ela responda as suas perguntas, ela obviamente esconde mais. Mesmo que ela não tenha obrigação nenhuma de contar a ele sobre a sua vida, Harry gostaria de saber. 

— Eu quero te ajudar, de verdade, mas tem me ajudar a fazer isso. Eu não gostaria que depois de você saísse daqui, você acabasse ficando na rua. 

— Não precisa se importar tanto comigo, Harry. O que você poderia fazer, você já fez. 

— Acontece que eu já me envolvi demais na sua história e eu vou levar isso até o fim. Eu quero te ajudar - Harry reforçou a última frase para que ela pudesse perceber que ele falava sério.  

— Por que você faria isso ? Você não me conhece - Lembrou a ele. 

— Eu vejo nos seus olhos que você não é uma pessoa ruim. Pode me chamar de bobo, mas eu acredito no destino e que esse nosso encontro não é em vão, é por isso que não quero que vá embora assim. 

O plano de Gwen não era esse, ela deveria passar apenas uma noite. Mas quando não se tem onde dormir, só passa a repensar. Harry queria saber sobre a sua vida, mas ela não quer contar sobre, se ela ficar, ela terá que mentir mais uma vez e isso não é nenhum problema pra ela, mas Gwen não quer envolver Harry, porque ele a conhecerá como alguém que ela não é e ainda por cima estará envolto de muitas mentiras que irá criar. Quando ela fugiu, ela só pensava em estar do lado de fora, e não como seria. Ela sabe que Harry quer ajudá-la, mas verdadeiramente não há como. 


Notas Finais


vejo vcs na próxima atualização e estejam vcs todos bem.. o mundo está louco mas dá pra se cuidar, beijão ❤️

!!! COMENTEM E FAVORITEM !!!


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