História Beyond The Fire - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Alexandra Daddario, Justin Bieber
Personagens Alexandra Daddario, Justin Bieber
Tags Justin Bieber
Visualizações 120
Palavras 1.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Atenção para as notas finais!

Capítulo 28 - You're crying like a child!


Fanfic / Fanfiction Beyond The Fire - Capítulo 28 - You're crying like a child!

As lágrimas não paravam de descer pelo meu rosto, deixando minha vista embaçada. O trânsito estava péssimo, e justo na hora que eu precisava chegar ao hospital o mais rápido possível. Droga. Praguejei quando vi o semáforo a frente mudar de amarelo para vermelho. Apoiei a testa no volante, sentindo o cansaço tomar conta de meu corpo.

 

Ainda conseguia ouvir o choro de Chaz no telefone, e claro, suas palavras. Contei mentalmente os segundos que faltavam para o semáforo voltar à cor verde e engatei a primeira. Eu precisava me concentrar, ou não chegaria viva ao hospital. Acelerei, passando por alguns carros que estavam na minha frente.

 

Vamos.

 

Por favor, vamos.

 

Segundos depois, uma das ruas pela qual eu costumava passar, tinha uma árvore caída bem no meio, fazendo o trânsito se complicar ainda mais.

 

Só pode ser brincadeira!

 

Os carros a frente estavam dando a volta, mas alguns eram mais lentos que outros, o que resultou em altas buzinadas, quase que em coro. Minhas mãos suavam e meus cabelos estavam desgrenhados. Por alguma razão, eu não conseguia parar de chorar! Dei a volta, subindo um pouco na calçada, e voltei para o centro, mentalizando outro caminho mais fácil de chegar ao hospital.

 

Deus, por favor!

 

Tudo estava conspirando contra mim naquele dia! Podia ser tarde demais... Eu tinha que chegar a tempo! Meu coração estava demasiado acelerado, e quase saltou pela boca quando parei de qualquer jeito em uma vaga já no estacionamento do hospital. Não peguei minha bolsa e mal consegui trancar direito a porta da caminhonete.

 

A única coisa que consegui fazer foi sair do estacionamento e ir correndo em direção a entrada principal. O vento frio batia fortemente em meu rosto enquanto eu corria, secando minhas lágrimas. Ao adentrar pela recepção, a moça que ficava atrás do balcão deu um pulo da cadeira, se assustando.

 

— Dona Olivia! — disse ela.

— Onde ele está?! — gritei, sentindo o medo dominar todos os meus sentidos.

— Bom, no mesmo lugar de sempre.

 

Antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, corri até o elevador. Apertei o botão várias vezes, mas como tudo estava conspirando contra mim, o mesmo continuou com as portas fechadas. Impaciente e com muito medo de ser tarde demais, fui para as escadas de emergência.

 

Quase setenta degraus.

 

Setenta filhos da puta degraus.

 

Respirei fundo, canalizando todas as minhas forças.

 

Vamos lá.

 

Comecei a correr, subindo de dois em dois. Alguns enfermeiros se afastavam pra que eu pudesse passar, e se eu não estivesse com tanta pressa, eles provavelmente me fariam parar para poder começar com as cantadas. Sim, mesmo sabendo de toda a minha história com Justin, eles ainda sim tentavam me convencer de desistir dele e “investir” em uma nova pessoa.

 

Parecia que eu iria desmaiar a qualquer momento. Fui obrigada a parar e trabalhar em minha respiração. Inspirando e expirando. Inspirando e expirando. Minhas pernas queimavam, e houve momentos em que quase caí de vez. Voltei a correr, subindo os degraus dois a dois.

 

Avistei a saída de emergência do 4º andar, e assim que cheguei no ultimo degrau, empurrei a porta, fazendo-a bater na parede com muita força. Tanto que todos que estavam lá ficaram olhando diretamente para mim. Meu coração apertou quando olhei para o fim do corredor e vi Ryan junto de Chris, parados ao lado da porta do quarto dele.

 

Voltei a chorar de forma desesperada, temendo pelo pior. Ao me verem, ambos ficaram rígidos. Pude ver que seus olhos estavam inchados. Minhas mãos estavam frias, e minhas pernas ficaram mais fracas quando vi Eileen e Catharine também saírem do quarto dele. Ambas também estavam chorando, pois seus olhos estavam vermelhos.

 

Deus, por favor...

 

Naquele instante, eu podia jurar que o corredor tinha se tornado mais denso e fundo. Parecia simplesmente não ter fim. Levei as mãos ao rosto, caminhando na direção deles, que agora me olhavam de uma forma indecifrável. A enfermeira que nos observou durante um ano inteiro, estava agora saindo da sala, com uma das mãos apoiada ao peito.

 

Apertei os passos, com o peso do olhar deles sobre mim. Parada em frente ao quarto dele, pude ver de relance um dos médicos que cuidou dele parado no pé da cama. Ele era alto e gordo, tapando por completo minha visão. Dentro do quarto, pude avistar Chaz sentado na cadeira que eu estive sentada durante todo aquele ano, ao lado dele. Chaz estava aos prantos, mas tentava disfarçar com as mãos entrelaçadas na frente do rosto.

 

Foi então que escutei o som que esperei durante um ano inteiro para escutar.

 

Você está chorando feito criança! — e riu.

 

Sua risada invadiu meus ouvidos, fazendo-me voltar a realidade que eu ainda não sabia que estava vivendo. A risada do médico se misturou à dele, e Chaz também começou a rir. Eu ainda estava parada à porta, sem conseguir me mexer, quando Chaz olhou para mim e depois para o médico, que se virou e deu alguns passos para trás.

 

A visão dele foi revelada a mim como uma miragem. Ele estava sentado, recostado nos travesseiros, com uma das pernas dobradas sobre a cama. Uma de suas mãos estava engrenhada em seu cabelo, como se ele estivesse incomodado com aquilo, enquanto a outra mantinha-se apoiada em seu joelho. Minha boca ficou seca, e eu estava com medo de estar sonhando.

 

Um sonho que a qualquer momento poderia ser desfeito quando eu acordasse.

 

Fechei os olhos, desejando que, se aquilo fosse um sonho, que acabasse agora mesmo, pois não era justo. Não era justo aquilo ser feito comigo. Eu não suportaria abrir os olhos novamente e vê-lo na mesma posição de um ano atrás.

 

Mas não aconteceu.

 

Ao abrir os olhos, ele se manteve concentrado no que estava fazendo em seu cabelo, mas agora estava olhando diretamente para mim.

 

— Oi, querida. — disse sorrindo, e as borboletas adormecidas no meu estômago voltaram a ativa. — Eu não queria que você me visse com esse cabelo horrível, mas o barbeiro ainda não chegou para dar um jeito nisso.

 

Eu não conseguia dizer nada, tampouco desviar o olhar. Involuntariamente, o vi morder o lábio inferior e abrir os braços. Seus olhos brilharam, fazendo-me chorar ainda mais. Corri em sua direção e o abracei. Senti seus braços envolverem rapidamente minha cintura, colocando-me sentada em seu colo.

 

Meus soluços eram altos, e as vezes eu ria, completamente extasiada com tudo aquilo. Seus dedos estavam espalhados pelo meu cabelo, e ele apertava-me contra seu corpo, como se quisesse nos tornar um só. Ouvi o médico resmungar alguma coisa sobre não fazer movimentos bruscos, mas Chaz o interrompeu, pedindo que nos deixassem a sós.

 

— Eu ouvi você. — ele disse afobado em meu ouvido. — Eu ouvi você durante todo esse tempo. Eu estava aqui, te ouvindo. Mas eu não consegui responder, não conseguia abrir os olhos, não conseguia mexer as mãos!

 

Ele segurou meu rosto, enxugando minhas lágrimas que não cessavam. Ele também chorava, como se estivesse desesperado. Ambos estávamos.

 

— Não faça mais isso. — eu disse, com os olhos fechados, sentindo o toque dele mais uma vez em minha pele. — Não me deixe assim.

— Não vou, nunca mais!

— Prometa que não vai me deixar de novo.

 

Seus olhos estavam fixos nos meus, e a conexão que criamos naquele instante foi mágica. Eu o amava antes, e agora simplesmente o amava mais ainda. Ele puxou meu rosto, encostando sua testa na minha.

 

— Prometo.

 

Respirei fundo, afundando meu rosto em seu pescoço. Olhei para o lado oposto, tendo a visão da janela do quarto. Ele estava acariciando minhas costas enquanto eu alisava seu cabelo bagunçado. Acreditando ser fruto de um delírio, pude ver duas silhuetas se formarem próximo à janela. Sim, duas silhuetas. E elas reluziam, de forma que talvez só eu estivesse vendo.

 

“ — Eu acho melhor você ir descansar e, depois conversamos — disse Olivia, se sentando ao lado dele; as pernas debaixo do corpo, o queixo apoiado em uma das mãos.

— Sim, mas antes eu preciso contar uma coisa — esfregou as mãos na calça de moletom, encarando-a.

— O que foi? — Olivia notou a inquietude de Justin.

— Promete que não vai achar que estou louco?

— Como assim? Que história é essa? — riu.

— Eu só vou contar se você me prometer que não vai achar que eu estou enlouquecendo — juntou as mãos, olhando para ela. Pela seriedade do olhar dele, Olivia soube que ele não estava brincando.

— Tudo bem — disse por fim. — Prometo.

— Certo — respirou fundo. — Olivia, você viu como estava o tempo, certo? A verdade é que, não tinha como encontrarmos Caitlin ainda hoje. Já estava escuro e chovia muito, quero dizer, pelo que tenho de experiência até então e pelo que vejo na televisão, não teria como a gente encontrar ela. Não tínhamos cães farejadores, tampouco alguma pista para onde ela teria ido — Olivia o fitava, concentrada, tentando não reparar nas costas dele marcada pela camisa branca que vestia.

— E o que isso tem a ver, Justin? — era ela quem já estava ficando impaciente.

— Eu vi uma coisa — mordeu o lábio inferior. — Você prometeu que não ia achar que eu estava enlouquecendo, Olivia.

— Sim — se aproximou dele, vendo que ele estava ficando nervoso.

— Eu vi minha mãe — de cabeça baixa, Justin encarava as próprias mãos. — Eu a vi, Olivia. Ela quem me guiou até Caitlin, se não fosse por ela... — Olivia o encarava, tentando assimilar o que acabara de ouvir. Justin a encarou, com os olhos lacrimejados.

— Justin...

— Você acha que estou louco, não é? — riu pelo nariz, balançando a cabeça. — E também não diga que é porque estou cansado, mesmo que eu esteja, eu sei o que eu vi — ele tinha elevado a voz, fazendo-a inevitavelmente acreditar nele.

— Como ela era? — com uma mão, ela o empurrou lentamente para se recostar no sofá.

— Eu não sei muito bem, só me lembro de uma silhueta reluzente e... Eu apenas a segui — parecia que ele falava mais consigo mesmo do que com ela. — Não tinha como a gente chegar até onde Caitlin estava com aquele tempo, Olivia. Não tinha como. Eu tive que passar pelo meio de tantas árvores, caí diversas vezes, tinham tantos buracos e barro e...

— Eu acredito em você — disse com admiração, olhando para ele. Justin apenas olhou na direção dela, aliviado por ela ter acreditado, mesmo com um pouco de relutância.”

 

Esfreguei os olhos, lembrando-me do diálogo com ele naquele dia do resgate de Caitlin Walsh. E lá estavam eles, ambos olhando para mim. Pude ver quando a mulher sorriu e levou as mãos ao coração, enquanto o homem a abraçava. Eram eles, eram os pais dele. Emocionada, respirei fundo. Ambos se aproximaram da janela, deixando-me um pouco assustada. Até que a mulher moveu sua mão até o vidro, tocando-o. Pude ver que ela chorava, assim como ele. Aquilo estava mesmo acontecendo?

 

Então, eis que a vejo proferir alguma coisa. Leio seus lábios quase que em câmera lenta.

 

Obrigada.

 

Não consegui fazer outra coisa se não chorar, vendo-os desaparecer bem diante dos meus olhos, com uma sensação imensa de dever cumprido.

 

 

To be continued...


Notas Finais


Eu não to preparada pro fim desses dois ):
Chorei demais escrevendo esse capítulo e já to chorando pra escrever o próximo, que por sinal é o ÚLTIMO! Socorro, de verdade.
Queria agradecer desde já a todas vocês que acompanharam a história desde o começo, e dizer que sou demasiada grata pelos comentários ♥


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