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História Beyond the shadows, bokuaka, haikyuu - Capítulo 3


Escrita por: Amlia_

Capítulo 3 - Três


oioioi

então (não me matem), mas eu sou uma procrastinadora nata e tô me enrolando HORRORES para escrever kk, tá frio e eu fico com preguiça ok! é a maldição de quem mora no sul

enfim, esse é o capitulo, amo vcs 

beijos de luz <3

 

Kuroo também não estava bem, Akaashi notou. Tinha sangue escorrendo de seu nariz e seus punhos estavam com irritações, provavelmente dos socos de teve que dar. Respirava fundo e ofegante, observando o estado de Bokuto.

Kuroo se afastou de Kaashi, e o moreno relaxou um pouco. Deus, vai saber o que Kuroo faria com ele se Bokuto não tivesse impedido. Os olhos negros de Kuroo foram para Akaashi:

— Desculpe, eu não sabia. — disse e o olhou de cima a baixo. — O que temos que fazer agora?

Akaashi olhou para Bokuto: — Temos que tirar ele daqui. Parei o sangramento, mas Bokuto precisa descansar e ir ao hospital para fechar o ferimento.

Kuroo acenou. Respirou fundo, tentando se concentrar.

— Beleza. — disse por fim. Olhou para a saída, onde por sorte estavam os gêmeos, procurando por Akaashi. — Vamos dar o fora. Pode ajudar a carregar ele, Akaashi?

— Posso. Aqueles dois da porta estão comigo.

— O Atsumu e o irmão? Bom.

Bokuto cutucou Kuroo: — Cadê Kenma?

— Foi embora antes desse lugar virar o Inferno. Sortudo do caralho.

Com ajuda de Akaashi, Kuroo levantou Bokuto e foram rapidamente até a saída. Os gêmeos se entreolharam confusos e ajudaram também, sem dizer muito.

O carro de Kuroo não estava longe, e eles colocaram Koutarou no banco passageiro. Bokuto quase dormia de novo.

Os barulhos de dentro da festa já não eram mais ouvidos e Akaashi se permitiu respirar fundo o ar gelado daquela noite. Atsumu e Osamu não falaram nada, apenas olhavam para as mãos sujas de Akaashi com o sangue de Bokuto.

Kuroo apertou o cinto de Bokuto.

— Escute, Kuroo, — Akaashi o chamou, rapidamente. Kuroo se virou, e seu olhar ainda assustava Akaashi, que sem querer se encolheu. — leve Bokuto para o hospital mais perto. E não deixe Bokuto dormir enquanto isso, certo? Mantenha ele falando.

— Certo. Obrigado, Akaashi. — ele dizia enquanto corria até o banco motorista. — Vou lembrar dessa dívida no futuro.

Akaashi não soube direito o que responder, então apenas se manteve de pé enquanto via o carro correndo para longe. Desceu o olhar para as mãos. O sangue de Bokuto nelas fazia ele sentir as pontas dos dedos mais frias que o normal. Ele havia salvado uma vida hoje. Akaashi conseguira.

Sentiu a mão de Osamu no seu ombro: — Vem, Akaashi. Vamos embora antes que essa confusão venha para rua.

Atsumu ficou em silêncio até eles estarem na outra rua. Todos, na verdade, estavam em silêncio. Quer dizer, que merda foi essa? Do nada?

Akaashi respirou fundo. Ele nunca mais iria em festas que o Atsumu convida.

— Akaashi, você sabe o que acabou de fazer? — Atsumu murmurou, ainda meio atônico. — Sabe quem eram aqueles dois que acabamos de ajudar?

— Tsumu, — Osamu o repreendeu. — agora não.

— Não, eu quero saber. — Keiji murmurou e tirou o olhar das mãos sujas. Ele estava ansioso para chegar na sua casa e se limpar. Atsumu o encarou pelo retrovisor, pálido.

— Kuroo Tetsurou e Bokuto Koutarou. — falou, como se fosse o suficiente para Keiji. O loiro revirou os olhos: — Porra, em que caverna você vive?

— Atsumu, pare de ser besta. — Samu disse e se virou para trás, olhando para Akaashi nos olhos. — Aqueles dois são os líderes de um dos maiores grupos de traficantes e delinquentes da região. Você acabou de salvar a vida de um criminoso em ascensão.

Kaashi piscou algumas vezes. Bem que ele percebeu que havia algo estranho.

— Tipo a máfia?

Atsumu riu, ansioso:

— Por Deus, não. Não mesmo. A máfia é muito maior para se meter em festas desse nível. — falou explicando. — Mas pode considerar eles como subordinados da máfia. Bichinhos de estimação ou algo assim.

Osamu revirou os olhos: — Isso te torna o que, Tsumu? A mosca que voa em cima da merda da máfia?

O Miya loiro encolheu os ombros e murmurou a resposta, baixa e honestamente: — Sim. Tipo isso. — olhou para Akaashi de novo, que parecia calmo demais para a situação. — Mas a máfia não tem nada a ver com isso, então relaxe. Contudo foi o que Kuroo disse, eles estão em dívida com você agora. O quão incrível é essa oportunidade?

— Incrível? — Akaashi murmurou. — Eu não quero ter nenhuma relação com essas coisas, Atsumu. Vou só fingir que nada disso jamais aconteceu e fim.

Atsumu baixou seus ombros, como se o que Akaashi estivesse fazendo é uma perda de tempo. Akaashi estava falando sério, no entanto, amanhã quando acordar, ele fingiria que tudo que aconteceu foi um sonho maluco e continuaria vivendo sua vida.
 

E ele sonhou com os olhos de Bokuto e com sangue naquela noite.
 

— Eu vou matar quem fez isso! Eu vou! — Kuroo gritou de raiva quando Bokuto acordou. Depois que o rapaz chamado Akaashi o salvou, Kuroo levara Kou até um amigo que podia cuidar dos ferimentos e, agora, na tarde do dia seguinte, Bokuto finalmente abrira os olhos.

Kenma estava deitado no sofá do quarto de Bokuto, jogando algum jogo e ignorava os berros de Kuroo. Bokuto sorriu, a cor de volta no rosto.

— Já descobriram quem nos atacou ontem? — Bokuto perguntou e se sentou. Sentiu dor, mas fingiu que não. Kenma levantou os olhos do celular.

— Quem você acha? — perguntou. A voz não tinha um sentimento específico.

Kuroo deu mais voltas ao redor da cama de Bokuto, os braços cruzados e o rosto bravo: — Eu vou acabar com Oikawa. Essa intriga com ele tá começando a ficar perigosa demais.

— Kuroo. Nossa intriga com Oikawa sempre foi assim. — Bokuto comentou, olhando para o amigo. — Só que dessa vez eles quase me levaram.

Os dois ficaram em silêncio e o único som era do jogo de Kenma. Eles realmente odiavam tudo isso, como as coisas se tornaram. Era muito mais fácil antes, era mais simples. Porém o tempo não volta e o mundo não para.

Se os dois soubessem que seria assim, eles teriam continuado?

Kenma pausou o jogo e todo o som se calou.

— Bom, Bokuto está vivo. É o que importa agora. — Kenma murmurou, passando os dedos no videogame. Se levantou e ficou sentado no sofá, dando espaço para Kuroo sentar ao seu lado. As mãos estavam enfaixadas por causa de todos os socos que deu na noite anterior.

— Você se lembra de alguma coisa, Bokuto? — Tetsurou perguntou. — Antes de apagar, digo.

— Um pouco. Tudo tá meio confuso. — colocou a mão na cabeça, sentindo dores nas têmporas. — Lembro de um nome. Não sei o que significa. Akaashi.

Kuroo se escorou no sofá: — Foi o cara que parou o sangramento. Se não fosse por ele, estaria morto agora.

Bokuto olhou para Kuroo. — Ah. Acho que me lembro disso. — respirou fundo. — Provavelmente vou lembrar até o fim do dia.

Kozume o olhou de novo: — E você sabe quem foi que te atacou? Lembra de um rosto?

— Não faço ideia. Provavelmente foi um dos homens de Oikawa. — respondeu. — Quer saber? Eu só quero descansar e pensar em um contra-ataque.

Kuroo sorriu: — Esse é o Bokuto.

— Ah, e Kenma... — Bokuto o chamou. Kenma se virou para ele, abaixando o Nintendo Switch. — Você consegue encontrar Akaashi? Eu queria... não sei, agradecer, acho.

Kenma revirou os olhos, mas acenou: — Se eu não conseguisse rastrear uma pessoa, eu seria um péssimo hacker. Assim você me ofende, Bokuto.

— Desculpe.

— Me dê até o fim da tarde. — ele falou e se levantou, contente em não precisar mais se socializar, mesmo que fosse com os amigos.

Bokuto sempre gostou de Kenma, mesmo que ele fosse quieto a não falasse a maior parte do tempo. Bom, pelo menos ele sempre foi muito útil como parte da inteligência do grupo e como imediato de Kuroo, caso algo acontecesse com o moreno.

Se bem que Kozume sempre deixou bem claro que nunca queria ser mais importante. Para ele, poder trabalhar atrás dos panos como sempre era o melhor possível, então Kuroo não pedia que ele o acompanhasse muitas das vezes.

Kuroo sorriu amarelo quando viu Kenma sair sem se despedir.

—Ele é um doce. — ironizou, se deitando onde Kozume estava. — E você quer encontrar mesmo Akaashi?

— Ei, antes dele virar o cara que me salvou, ele era só o cara que eu estava conversando. — disse. — Fora que ele não sabia de nada sobre a gente, Oikawa, e essas coisas.

Kuroo se revirou no sofá, deitando de frente para Bokuto.

—Tanto faz. Descanse agora, Bo. Durma mais um pouco. — falou ele. — Eu vou para o meu quarto, me chame quando acordar.
 

uma semana depois

Akaashi Keiji estava muito bem. Acabara de saber sua nota na prova e percebeu que foi bem, ao contrário de suas paranoias.

E, exatamente como prometeu a si mesmo, fingiu que nada havia acontecido na festa. Praticamente o assunto estava esquecido, embora algumas vezes ele se pegava pensando em como ele lidou bem com a situação.

Ele escolhia alguma música para ouvir no caminho para casa, ponderando se devia escutar uma mais animada ou mais calma. Hoje ele iria a pé, embora quase sempre ia de carona com Osamu que ia de carona com Atsumu, na volta do trabalho do loiro. Keiji sempre quis saber se Atsumu fazia faculdade, mas veio a descobrir que não, enquanto Osamu estava num curso que Akaashi realmente não conseguia lembrar qual.

Apoiou a mochila preta no ombro e caminhou para fora do campus. Era o fim da tarde e ele sabia que chegaria em casa apenas quando anoiteceria, então queria se apressar.

— Faz sentido que você cursa medicina, na verdade. Mesmo assim, estou surpreso.

Keiji parou de caminhar e sentiu seu coração parar. Se virou para trás, torcendo com todas as forças para que aquela frase não foi para ele. E ali estava aquilo que ele fingia nunca ter acontecido: Bokuto Koutarou com suas tatuagens simétricas e olhar intimidador, que fazia as pessoas andando na rua desviarem dele.

Óbvio que desviariam, até Akaashi o faria normalmente, mas ele sabia que várias pessoas da universidade conheciam - e compravam as drogas de - Bokuto e Kuroo. Ele descobriu isso com Osamu, que sabia um pouco do que Atsumu o contava.

Akaashi sorriu amarelo e desejou sumir: — Bokuto, né? O que está fazendo por aqui?

Koutarou pôs as mãos nos bolsos e caminhou até mais perto de Akaashi, o acompanhando na caminhada. Akaashi precisou conter uma careta de desespero; se chegasse nos ouvidos de pessoas mais importantes que ele estava se envolvendo com traficante, ele... Akaashi tentou não pensar nisso e apenas ouviu a resposta:

— Bom, eu só queria, não sei, agradecer. Quero dizer, querendo ou não, você realmente salvou minha vida lá. — Bokuto disse e Keiji notou que ele tropeçava nas palavras, como se não soubesse muito bom o que dizer. Quase diria que Bokuto parecia envergonhado, mas a carranca e a postura de mau escondem muito bem. — Daí eu acabei vendo você aqui esses dias e decidi vir.

— Ah, legal. Fico feliz que está bem. — Akaashi murmurou, adiantando o passo. Bokuto o seguiu.

— E eu estava pensando, hã, em algo em troca. — Bokuto pressionou os lábios, vendo que falou errado. — Quero dizer, te dar algo em troca. Podíamos sair algum dia, estava pensando.

— Bokuto, eu não fiz aquilo em busca de uma recompensa.

— Eu sei, mas me deixe fazer isso. Sério. — ele falou e parou a caminhada, Akaashi parando uns passos na frente dele. — Passe uma tarde comigo, eu conheço vários lugares que tenho certeza que vai gostar.

Keiji suspirou. O moreno sabia que só se livraria de Bokuto se aceitasse.

— Pode ser. — ele murmurou então, derrotado. Bokuto sorriu.

— Amanhã depois da sua aula. — Koutarou disse. — Eu te busco aqui no campus.

Akaashi concordou e seguiu o caminho, deixando então Bokuto para trás. Foi difícil se segurar e não olhar por cima do ombro, na espera de trocar olhares ou checar se mais alguém estava observando Bokuto.

Keiji respirou fundo. Ele realmente queria fingir que aquilo nunca aconteceu, mas claramente o mundo não deixaria.

Osamu

Você não vai acreditar em quem eu encontrei aqui na faculdade

Osamu: quem?

Bokuto

Osamu: mas que buceta ele tava fazendo aí?

Ele disse que veio me agradecer

E mais

Me convidou para sair com ele amanhã

Osamu: ��

Osamu: e tu aceitou?

Se não aceitasse acho que ele ia me seguir até em casa

Osamu: eita

Osamu: bom, essas são as consequências né

Osamu: mas me manda mensagem para eu ter certeza que você estará bem???

Mando

Osamu: to falando serio, akaashi

Osamu: você pode ter salvado ele, e ele pode estar grato com isso

Osamu: mas bokuto não é uma boa pessoa, ninguém daquele ramo é

Bom, não adianta mais ficar pensando nisso

Já aceitei o convite

Akaashi guardou o telefone para conseguir destrancar a porta. Sua caminhada foi longa e ele estava cansado.

A noite já havia caído como ele previra e tudo que o moreno queria era um banho e se jogar na cama. Amanhã ele teria um não-encontro com Bokuto e só queria que chegasse logo e acabasse com isso.

Keiji realmente não queria se envolver com essas coisas.

 



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