História Beyond The Visions - Capítulo 2


Escrita por: e CakeMi

Postado
Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Kim Seung-min, Kim Woo-jin, Lee Felix, Lee Min-ho, Seo Chang-bin, Yang Jeong-in
Visualizações 34
Palavras 1.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oioioi
eu novamente
não tenho nada de legal pra dizer
mas queria falar que esse capitulo é um dos mais engraçados ( pra mim ) e acho que vocês vão gostar <3

Capítulo 2 - Aposta e Aproximação


      Enquanto a aula não começava, Changbin escutava música nos fones de ouvido desgastados. Tanto que um deles até parava de funcionar vez ou outra e o garoto tinha que encontrar uma posição que o fizesse ressuscitar.  

        Suspirou desistindo de tentar ignorar seus amigos, que pareciam fazer algum tipo de estratégia esquisita sentados em um círculo de onde era óbvio que não sairia coisa boa.  

      Além disso, de vez em quando encaravam o garoto novo na cara dura e Changbin percebia que o mesmo o encarava de volta, pois sentia seu olhar queimar em suas costas.  

      Levantou-se de seu lugar e seguiu para perto dos garotos que até mesmo sussurravam como se estivessem de fato planejando um massacre.  

 

 

— Galera - chamou a atenção deles -, se pretendem matar alguém, não me digam porque eu não quero temer a polícia quando tiver que dar meu depoimento.  

 

     Se encararam sem dizer nada por alguns segundos e o garoto das visões teve medo de que eles estivessem mesmo planejando matar alguém.  

 

— Que nada. - Jisung balançou uma das mãos - Estamos apostando para ver quem chega mais perto da personalidade do garoto novo. Quem dá mais? 

 

— E em que quantia está? - riu do ato infantil daqueles três. Era novidade o Kim estar compactuando com eles daquele jeito.  

 

— Três reais. - Changbin franziu o cenho - De jujubas.  

 

       Então Chan não segurou o riso e levou os outros a gargalhar também. Eles eram estudantes do ensino médio afinal, o que poderíamos esperar deles? 

 

— Quer se juntar a nós? 

 

O Seo levantou uma das sobrancelhas.  

 

— Não acham que é mais fácil ir até lá e falar com ele? - indagou com um meio sorriso brotando nos lábios.  

 

          Woojin passou a mão pela testa tirando uns fios loiros e fez uma expressão de quem acabava de ter uma grande ideia.  

         Ele até mesmo poderia gritar "eureka" agora, mas achou que seria muito constrangedor. Jisung fez isso por ele e riu da cara de desgosto dos amigos.  

 

 

— Podemos fazer com que o Binnie vá falar com ele. - o loiro explicou, com o olhar indo de Chan para Jisung.  

 

 

      O Seo fez uma sutil careta por conta do apelido pelo qual foi chamado. Bendita hora em que sua mãe resolveu mostrar um álbum de fotos antigo. A mulher tinha mania de escrever o nome das pessoas que se encontravam na foto no verso da mesma, mas isso nem vinha ao caso.  

 

— Por que eu iria falar com ele? - retrucou - Vocês que estão curiosos sobre ele e não eu. 

 

           Quase se sentiu um filho sendo repreendido pelo olhar que Woojin dirigiu a ele. Chan o encarou como se ele estivesse tirando uma com a cara deles.    

 

— Vai se fazer de santo? Você também quer saber sobre ele. 

  

     Changbin fingiu uma cara de ofendido que mais pareceu que algo entrara no seu olho e o Han não conteve uma gargalhada. 

 

— Relaxa que não é como se ele não te encarasse de volta. - acrescentou - Parece que ele gostou de você.  

 

— Seria mais fácil se você fosse e descobrisse algo. - Woojin encerrou.  

 

       Changbin pensou nos sonhos que tivera e no quanto ficou surpreso quando viu como o novato parecia com o garoto do sonho. Será que aquilo era uma coincidência? Será que se falasse com ele conseguiria descobrir mais alguma coisa? 

     Encarou os amigos que esperavam uma resposta dele. Bom, ele nem gostava tanto assim de jujubas, mas não podia se enganar. Estava curioso.  

 

— Eu acho que ele é apenas um garoto normal que se mudou com a família. - deduziu - Ele estava falando nossa língua e nem era tão ruim assim.  

 

— Isso faz sentido. - Chan tomou a palavra - Talvez não seja a primeira vez dele aqui.  

 

      Jisung pareceu cansado. 

 

— Eu só espero que ele seja do tipo que passe cola. Estou cansado de certos prodígios. - o Han alfinetou. 

 

— Não tenho culpa se alguém aqui não estuda. - Woojin sorriu convencido. 

 

      Ouviram alguém pigarrear e se afastaram um pouco. Não tinham notado, mas estavam quase como um tipo de futebol americano planejando as estratégias do jogo. 

 

— Não sei o que pode ser tão interessante - o professor de biologia, Senhor Park, arrumou os óculos no rosto e se afastou indo em direção a lousa -, mas pode ir desfazendo a patota. 

 

    Eles sorriram amarelo e voltaram aos seus lugares. Quando o professor ia começar a chamada, Jisung levantou a mão.  

 

 

— O que é patota? 

 

 

         A turma riu e nem mesmo o professor conseguiu ficar sério. Se tinha uma coisa que Han Jisung conseguia fazer perfeitamente, essa coisa era aliviar o clima. Quem ligava para seu três em física? Ele era uma figura.  

 

 

— Significa galera, turma, grupo de amigos.  

 

 

      Os olhares se voltaram para quem respondera à pergunta e o professor sorriu para Felix.  

     O autor da indagação pareceu gostar do significado da palavra e olhou para seus amigos decidindo que agora os chamaria de patota.  

 

— E você deve ser o aluno novo. 

 

— Lee Felix, senhor Park. - levantou-se e fez uma pequena reverência.  

 

      Changbin desviou o olhar quando o do outro encontrou o seu e tratou de focar na aula. Aquilo não podia ser real, começava a ter certeza que até mesmo as sardas eram idênticas as que via em seus sonhos.  

     Quando as aulas terminaram, Chan, Jisung e Woojin praticamente empurraram Changbin até a mesa de Felix e correram para fora. O Seo corou quando o outro sorriu, aquela situação estava estranha e ele podia entender errado.  

       Encarou o rosto de outro, mas por um momento esqueceu o que fazia ali. Um sentimento de nostalgia o invadiu mesmo que ele nunca tivesse estado com aquele garoto antes. 

      Ora, sejamos francos. Ele viera da Austrália e Changbin nunca tinha ido nem mesmo a Seul.  

    Mesmo assim, aquele sentimento aconchegante o tomava. Se Jisung soubesse daquilo tudo, provavelmente estaria cantarolando ao fundo "foi você o sonho bonito que eu sonhei" apenas para irritar o amigo. 

 

— Tudo bem, não precisa me responder. - a voz grossa do garoto o despertou de seus devaneios - Eu sei porque está aqui.  

    

      Parecia que ele já falava a algum tempo. Changbin franziu o cenho e agradeceu por ter voltado a si antes que abraçasse aquele desconhecido ou algo assim. Arrepiou-se levemente sem entender o porquê.  

  

— Você apostou com seus amigos e agora está aqui por três reais de jujubas. - riu ao ver o semblante do outro - Seu preço foi barato.  

  

— Como...?  

 

— Ah, eu escutei. - aproximou a boca do ouvido dele - Vocês não são nem um pouco discretos.  

 

      Riu novamente e o encarou. Seu olhar parecia ter uma espécie de carinho que Changbin também conseguia sentir, mas não entendia. 

 

— Eu sou Lee Felix. - estendeu a mão - Vim da Austrália com meus pais e meu objetivo é secreto. - a última parte ele não tinha dito quando se apresentou à sala.   

 

      O mais baixo - apenas por pouco - o encarou ao apertar sua mão de maneira meio desajeitada. Não tinha aquele costume. Felix pareceu perceber então fez uma pequena reverência, sendo respondido da mesma forma.  

     Changbin parecia desconfortável. Bem que suas visões poderiam agir agora. 

 

— Não fique tão tenso. - disse - Não pretendo comandar uma rebelião. Estava brincando. Vim apenas para estudar. - concluiu - Me diga seu nome. 

 

        O Seo olhou a redor e viu que já estavam sozinhos na sala e um flash passou tão rápido em sua mente que ele não conseguiu diferenciar se era memória ou visão, mas precisava passar no mercado se não quisesse uns puxões de orelha de sua mãe.  

 

— Eu me chamo Seo Changbin. Me desculpe pela brincadeira dos meus amigos, eles são assim mesmo - falou coçando a nuca - Eu preciso ir embora agora.   

 

      Felix sorriu e Changbin pôde ver claramente o mesmo sorriso de seu sonho. Era esquisito em um nível inexplicável.  

 

— Espero que possamos nos dar bem, Changbin.  

 

       E então o citado garoto saiu da sala, dando de cara com uns garotos de outra classe. 

 

     Seu rosto estava tão quente que parecia que todo seu sangue se concentrava em suas bochechas por isso puxou o capuz do casaco mesmo que não estivesse frio para tentar disfarçar quando encontrasse seus amigos. 

      Seo Changbin nunca caiu de amores por ninguém assim, nem mesmo quando aquela garota bonita na oitava série demonstrou interesse nele. Aquele dia estava tendo uma surpresa atrás da outra.  

       Ele quase se sentia como Aurora e aquilo só o constrangia mais. Precisava entender o que estava acontecendo antes que, como a princesa adormecida, encontrasse algo como uma roca de fiar. 


Notas Finais


eai eai, deu alguma risada?


Comentem, favoritem e comam biscoito


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