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História Beyond The Visions ; Changlix - Capítulo 4


Escrita por: e CakeMi


Capítulo 4 - Teorias e plano


  Changbin suava frio quando despertou de seu cochilo no primeiro intervalo entre as aulas.

Olhou ao redor e não tinha ninguém na sala além dele próprio, então relaxou os músculos tensos e levou as mãos às têmporas. Seu subconsciente o pegara desprevenido de novo. Ele ainda conseguia ouvir nitidamente um barulho de tiro ecoar pela sua cabeça.

No sonho, ele estava com Felix novamente. Eles pareciam ter por volta de seus 26 anos, era estranho ver a si próprio mais velho. Sentia que era seu passado, mas era como ver seu futuro ao mesmo tempo.

Os dois estavam felizes e sorriam do vento ao sair do que parecia ser uma joalheria. Felix falava sobre como os anéis eram o preço de seu rim num mercado negro e que deveriam improvisar com arame e Changbin ria.

Somente quando chegaram a uma padaria e compraram algo para comer, o Seo mostrou que na verdade comprara o par de alianças de que o companheiro mais havia gostado.

Os olhos do Lee brilharam ao marejarem e Changbin conseguiu enxergar um oceano neles. Ele realmente era como um oceano. Toda vez que achava que sabia tudo sobre ele, conseguia ir mais fundo. Changbin conseguia sentir que o amava mais do que a própria vida.

E poucos instantes depois isso realmente se comprovou.

Andando pelos becos estreitos da cidade de paralelepípedos, foram enquadrados por um cara armado que parecia ter interesse nas alianças recém compradas. Era inútil tentar reagir, mas Felix estava disposto a não dar nada para aquele cara e foi questão de segundos até que ele se irritasse e apontasse a arma para o outro.

Changbin sentiu o chão faltar embaixo de seus pés e se colocou na frente do noivo, pedindo com um tom sereno que o assaltante se acalmasse para que eles pudessem fazer o que o mesmo queria.

Porém, já era tarde. O homem deu um meio sorriso, disse algo com a voz carregada de desdém e puxou o gatilho logo depois.

O Seo sentiu o corpo arrepiar ao lembrar dessa cena de novo.

Ver a própria morte era tão arrepiante quanto ter a certeza que ela inevitavelmente vai chegar mais cedo ou mais tarde. Respirou fundo quando o sinal indicando que o intervalo acabara tocou e os colegas de classe começaram a voltar para a sala.

Jisung riu quando viu o estado do amigo, mas logo se ofereceu para buscar um copo de água com açúcar quando notou que ele realmente havia passado por poucas e boas por algum motivo.

Ao término das aulas um mau pressentimento não parava de rondar o coração de Changbin e ele se despediu rapidamente dos amigos e tomou um caminho diferente para casa.

Logo as silhuetas de quem procurava apareceram no seu campo de visão e ele pôde respirar com mais calma. Nem percebera que estava tão tenso novamente. Felix caminhava despreocupadamente ao lado de Hwang Hyunjin e Kim Seungmin. O último citado, Changbin não conhecia, mas já o tinha visto várias vezes com o Lee, então deduzira que era amigo dele também.

Um lampejo iluminou sua mente e fez seu coração acelerar tão rápido que ele pôde finalmente entender como os mecanismos fisiológicos do corpo humano eram eficientes e rápidos.

Viu que algo parecido com o que acontecera em seu sonho mais cedo aconteceria quando aqueles garotos virassem a próxima esquina. Sentiu um aperto tão grande no peito que cogitou um ataque cardíaco, mas não tinha tempo para infartos. Precisava correr.

Pediu a sua hipófise que controlasse as glândulas certas e mandasse para sua circulação um hormônio de luta ou fuga porque era exatamente do que ele precisaria agora. O porquê de estar se arriscando por eles era quase um mistério, mas no fundo Changbin sentia como se não pudesse perder Felix.

De novo.

E era impossível ter esse sentimento de "novamente" quando ele sequer o tivera alguma vez na vida. O que era aquilo?

Os garotos pararam de andar e olharam para trás ao ouvir passos pesados e apressados se aproximando deles. O garoto das visões estava tão eufórico que nem notou que passara deles, tendo que dar alguns passos para trás para falar com os mesmos.

Ãhn... Mas falar o que? Changbin não pensara nessa parte. Não podia simplesmente dizer que tivera uma visão como a Raven e que alguém os assaltaria na rua Três.

Lembrou que tivera uma visão muito apreciada por Jisung e Chan de que uma sorveteria ali perto estaria fazendo uma super promoção naquele dia e resolveu que essa seria a desculpa mais esfarrapada que teria para falar com eles, mas era a única que tinha e os olhares dos garotos confusos já pesavam sobre si.

— Sabe, eu sempre quis ser amigo de vocês. - inventou, respirando ofegante pela corrida - Por que não vamos tomar um sorvete para conversarmos? - riu amarelo.

Hyunjin e Seungmin se entreolharam discretamente sem entender uma palavra que saíra da boca daquele garoto. Já o tinham visto algumas vezes sim e Felix falava dele as vezes, mas aquilo era um tanto esquisito.

Já o citado Lee sorriu e reprimiu um risinho que sabia que se soltasse, irritaria Changbin.

Os garotos disseram que não podiam ir até a sorveteria, mas concordaram em mudar o caminho que fariam com uma ajudinha de Felix quando o repertório de loucuras de Changbin haviam acabado.

Bendito fosse Jisung. O Seo sentia que realmente precisava dele para viver.

Seu coração foi desacelerando o batimento enquanto caminhavam para longe da esquina da visão e, mesmo que o silêncio desconfortável fosse o que os rondava, ele via pelo canto do olho que um sorrisinho insistente não saía do canto dos lábios do novato em sua classe.

Aquilo o enchia de um sentimento caloroso que não compreendia e isso só fazia com que as palavras daquele cara estranho, Boo Seungkwan, ecoassem em sua mente.

Aliás, qual era a conexão dele com Felix?

O Seo pensava no porquê de tudo ser tão confuso quando os caminhos se desencontraram e os três garotos seguiram para uma via oposta à sua casa. Ficou parado em frente a faixa de pedestres esperando se aquele dom estranho daria às caras novamente, mas não aconteceu.

Cogitou gritar e pedir o número de Felix para ele lhe avisasse quando chegasse em casa em segurança, mas achou que aquilo soaria demasiado psicopata da parte dele.

Chegou em casa e se jogou no sofá, sorrindo para a mãe que veio lhe perguntar como havia sido o seu dia. Como explicaria para ela que um garoto dos seus sonhos havia ganhado vida e estava virando sua realidade de ponta cabeça?

E o pior.

Que ele estava gostando disso.

No outro dia, contou para seus amigos o que havia acontecido e Jisung começou a pirar na maionese em suas teorias.

— Eles só podem estar ligados por algum motivo! Ai! - bradou, se levantando do banco no refeitório e levou um tapa na nuca vindo de Chan, que colocou um indicador na boca logo depois.

Sentou-se novamente com um biquinho.

— Mas isso pode fazer muito sentido mesmo. - Woojin concordou, com os braços cruzados.

Então Chan disse algo que Changbin pensava, mas nunca dissera em voz alta por achar impossível demais. Não sabia se ficava feliz por aquilo ou sentia medo do rumo que as coisas estavam tomando.

— E se esses pesadelos forem visões de sua vida passada?

— Não brinca! - o Han histérico retornava - Agora ele pode ver o passado?! Isso está ficando demais! Será que se a gente estimular, ele desperta mais poderes, tipo o Zezé?

O Seo revirou os olhos. Não sabia mesmo como aturava aquela bela criatura há tantos anos.

— Eu sou o que para você? Um rato de laboratório? - perguntou.

Woojin riu.

— Tá mais para um gambá mesmo. - balançou as mãos na frente do rosto como se afastasse um mau cheiro.

Antes que Changbin pudesse retrucar ou atirar macarrão infectado na cara do amigo, Chan espalmou as mãos na mesa e logo depois as entrelaçou, como um legítimo chefe da máfia.

— Teremos que pôr um plano em prática e tratar de descobrir o que realmente está acontecendo aqui.

  Chan estava sério e quando o Bang ficava desse jeito, o mundo saía do eixo.


Notas Finais


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