História Beyond Time - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Paulo Guerra
Tags Paulicia
Visualizações 151
Palavras 2.447
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vocês acharam que não ia ter fanfic inspirada na novela hoje?

Capítulo 1 - 1999


Setembro - 1999

• EDUARDO GUSMAN ON

— A viagem está prevista para 06 ou 07 de Outubro, não ficaremos mais do que uma ou duas semanas. – garanti.

— Mas, Eduardo, você tem certeza que Clara é a melhor opção para assumir a empresa nessas semanas? Quer dizer, ela acabou de ter a Maria Joaquina, a bebê precisa de cuidados.

— Clara aceitou o cargo, Frederico. Maria Joaquina já tem 1 aninho, a babá cuidará dela, e serei breve lá em Miami. Alícia também é muito pequena. – afirmei.

— Bem, você é o dono, sabe o que faz. – ele afirmou com desdém.

— exatamente. – levantei da cadeira. — eu sou o dono. – sorri.

-

CLARA GUSMAN ON

você sabe que Frederico morre de inveja de você. – afirmei, mexendo o café com a colher. Marcos riu.

— Tenho pena de Frederico. Toda essa coisa ruim que ele sente por mim, só faz mal a ele mesmo que se corroe com isso.

— Não entendo, Eduardo. Você sabe que Frederico te odeia, por que insistiu em dar um emprego para ele na Gusman A.G?

— Frederico é nosso irmão, clara. – ele deu um gole no café. — Eu nunca o deixaria passar necessidade, ainda mais agora que Carmem fez dois aninhos.

— Licença, dona Clara... – Joana veio na sala com Maria Joaquina no colo. — ela não para de chorar, deve estar com fome.

— Me dê ela aqui, Joana. – pedi.

— Ela tem os olhos iguais aos seus. – Marcos disse. 

— Eu sei, ahaha, todo mundo diz isso. – coloco Maria Joaquina no colo para mamar.

— E a Alícia, Eduardo? Você sabe que por mim, ela pode ficar aqui em casa enquanto vocês viajam.

— Eu sei que você adora ela, clara. – ele sorri. — Mas eu não conseguiria ficar longe dela por tantos dias, Verônica muito menos, fora que ela ainda mama no peito.

— tudo bem, você venceu. – me dou por vencida e rio. — mas quero que você traga ela aqui assim que voltarem da viagem!

— está bem, está bem! Ahahah – ele levantou as mãos. — serei breve em Miami.

— Você tem certeza que esse avião é seguro? Ele está sendo lançado agora, eu não confio muito nisso...

— vai dar tudo certo, eu acompanhei todo o projeto desde a folha, acredite, eles vão revolucionar o mercado aéreo. 

-

FREDERICO ON

— EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO, INÊS! – gritei ao jogar tudo para o chão.

— Frederico, se acalma, por favor! A Carmem vai acordar!

— O Eduardo sempre conseguiu tudo o que quis! Sempre! Agora está lá, rico! Dono daquela empresa desgraçada que faz milhões por ano!

— Foi sorte, meu amor, um dia você também vai ter a sua! 

— COLOCAR A CLARA COMO PRESIDENTE NOS DIAS DA VIAGEM?! Só pode ter sido para me afrontar! 

— A Clara é outra que sempre se bandiou para o lado dele! – completei.

— Frederico... Isso que você sente pelo seu irmão não te faz bem, é por isso que nunca conseguimos subir na vida! – ela grita. — você tem que parar de ter tanta inveja dele!

— Eu não tenho inveja daquele lá, Inês! Eu tenho ódio, ódio de sempre ter sido tudo pra ele! O papai sempre amou a mãe dele, sempre foi tudo primeiro pra ele...

— isso não faz bem pra você, Frederico. – escuto choro de bebê. — e nem pra quem tá na sua volta.

-

06 de Outubro - 1999

Helena empurra o carrinho pelo corredor do avião.

— com licença, aceitam alguma coisa? – ela pergunta. 

— não, obrigado. – Eduardo diz.

— Alguma coisa para o bebê? – ela pergunta sorrindo para a criança.

— você parece tão nova para ser aeromoça. – Verônica diz curiosa.

— Ah – Helena sorri — acabei de terminar o colegial, arrumei esse emprego para começar a tentar pagar a faculdade. 

— Ah, é claro. – Verônica sorriu. — vai cursar o que?

— penso em pedagogia, ou qualquer uma que me dê profissionalização para lecionar. – ela diz. 

Alícia começa a se mexer no colo de Verônica, e morder a própria mão.

— Que gracinha, ahah. – Helena ri para o bebê. — qual o nome dela?

— Alícia. – Eduardo afirma com um sorriso.

— ou.. o senhor é Eduardo Gusman? – ela pergunta surpresa.

— é sim. – Verônica afirma.

— Minha mãe adorou o seu novo modelo de televisão! A imagem é maravilhosa! 

— obrigado. – Eduardo sorri. — é sempre bom saber que as pessoas gostam do meu trabalho.

— minha nossa, eu pensei que fosse mentira quando me disseram que meu primeiro voo internacional ia ser no voo de empresários tão importantes. – ela confessa.

Helena tira um pirulito de dentro do bolso do uniforme de aeromoça, e entrega para Alícia.

— não sei se seus pais vão gostar, mas você é uma graça. – ela diz para a bebê.

— ela até pode gostar por ser doce, mas não vai conseguir morder, não tem ainda os dentinhos. – Verônica disse.

— awn, quantos aninhos ela tem?

— vai fazer 1 em fevereiro do ano que vem. – Eduardo afirmou.

— Atenção, aqui é o piloto. Dentro de uma hora estaremos saindo oficialmente da América do sul e entrando na América central.

— Pedimos a todos que permaneçam com cintos de segurança, obrigado.

com licença. – Helena sorri para eles e segue pelo corredor.

— Até agora o voô é normal como qualquer outro avião. – Verônica afirmou.

— mas o design é incrível! E ele é muito mais rápido que os outros aviões, saímos de São Paulo há 2 horas e já estamos chegando perto da América central. – Eduardo diz.

— hum, sei lá. – Verônica murmura. — pra mim todos são iguais.

Alícia começa a fazer sons enquanto tenta morder a mão.

— Eu pensei em não contratar salão pro aniversário de 1 aninho dela, podíamos fazer algo em casa mesmo. – Verônica disse.

— é uma boa ideia. – Eduardo confirma, brincando com uma das mãos de alicia.

— Ela fica fazendo esses sons, mas palavras mesmo, ela ainda não consegue formar. – Verônica afirma preocupada.

— deixa ela ter o tempo dela, daqui a pouco ela vai estar falando até pelos cotovelos. – Eduardo beija a mão da bebê.

— Quando voltarmos, vou começar a produção do "G-Fone A". – Eduardo diz empolgado.

— meu amor, você acha mesmo que essa idéia maluca de um celular sem botões vai funcionar? – Verônica arqueia a sobrancelha. — não que eu não confie no sei talento, mas... É meio impossível.

— tudo é possível, querida. E o "A" vai ser em homenagem a Alícia, né, meu amor? – ele diz, brincando com as mãos de alicia.

— assim como o nome da empresa que você mudou pra Gusman A.G ? – Verônica ri.

— Um dia a empresa será dela mesmo, nada mais justo que ter o nome dela. 

-

07 de Outubro - 1999 - 02h e 03 da manhã.

O avião começa a tremer, deixando os passageiros aflitos. 

— amor, o que é isso?! – Verônica pergunta com medo.

— deve ser só uma turbulência passageira, pelos meus cálculos, estamos entrando ou quase entrando na América do norte.

ATENÇÃO, AQUI É O PILOTO. – a voz começa — PRECISAMOS QUE TODOS FIQUEM CALMOS, E EM SEUS LUGARES.

— TEMOS FALTA DE GASOLINA NO TANQUE, E O VENTO NÃO ESTÁ A FAVOR.

— OS RÁDIOS DE COMUNICAÇÃO ESTAO PARANDO, ESTAMOS TENTANDO CONTATAR ALGUMA TORRE DE EMERGÊNCIA.

— POR FAVOR, FIQUEM CALMOS E SENTADOS COM O CINTO DE SEGURANÇA.

— Eduardo, pelo amor de Deus. – Verônica começa a ficar nervosa. — nós vamos morrer!

— calma, fica calma! – ele pede. — vai ficar tudo bem, eles vão conseguir falar com a torre.

Verônica coloca Alícia contra o peito, e a segura com força.

[...]

Helena entra na cabine do piloto. Tanto o piloto quanto o co-piloto estão nervosos tentando religar os rádios de comunicação.

— senhor... – Helena para ao ver que os rádios estão parados. O piloto a encara com um olhar pesado, e suspira.

— perdemos contato. – ele afirma. — não há o que fazer.

— mas...

— não conseguimos dar a localização pra torre. – o co-piloto diz e abaixa a cabeça.

— é questão de minutos até esse avião cair.

Helena engole em seco e solta o ar.

— O que podemos fazer? – ela pergunta.

— qualquer coisa será inútil. – o piloto afirma. — o máximo que podemos fazer, é rezar.

O piloto levanta do lugar e caminha até a porta. 

— AONDE O SENHOR VAI? – o co-piloto pergunta amedrontado.

— assuma aí. – o piloto pede. — eu devo dar a notícia aos passageiros.

Helena fica alguns segundos em choque, sem falar ou se mexer. Ela levanta os olhos na direção do co-piloto que havia assumido.

— onde estamos, exatamente? – ela pergunta.

— não sei dizer. – eles diz nervoso. — estamos na América do norte, ou muito próxima a ela, o vento está empurrando o avião pra algum lado, eu não sei dizer.

-

O aviao continua sacolejando. Alguns passageiros ficavam de olhos fechados, outros se abraçavam, e alguns permaneciam em choque.

— Senhores... – o piloto diz ao entrar no corredor — eu sinto muito.

— Tentamos contatar alguma torre, mas os rádios falharam. A turbulência não é só uma turbulência, mas o avião está quase sem gasolina.

— acredito que o método usado para voarmos mais rápido tenha sugado mais gasolina antes do tempo previsto de chegada.

— eu sinto muito, e...

O avião da uma caída, fazendo todos terem que se segurar.

— Ah, meu Deus... – Verônica diz começando a chorar.

— Nos vamos cair. – o piloto solta. — eu sinto muito. 

[...]

HELENA ON

As últimas coisa que me lembro, são os passageiros gritando. Alguns choraram, outros deram as mãos e começaram a rezar. O avião começou a dar falhas cada vez mais fortes, e aos poucos, ele foi descendo. Eu não conseguia pensar, a primeira coisa que pensei, foi em ir para lugar fechado que fizesse minha queda não ser tão impactante. 

Corri para o banheiro, com dificuldade em me segurar nos bancos, enquanto o avião soltava mais uma falha pesada, e me joguei dentro da cabine de banheiro. Tranquei a porta e comecei a rezar. 

O que seguiu depois... Eu não consigo descrever. O avião começou a pegar velocidade ao cair, todos parecíamos pipocas lá dentro, pulando e caindo por todos os lados. Eu me batia contra as paredes do banheiro, tentava me segurar na pia, mas não conseguia.

De repente, não vimos mais nada. Eu bati minha cabeça na pia quando o avião foi de impacto ao mar, é isso me deixou quase zonza. Havíamos caído em alguma parte do oceano. Os que não haviam tido um traumatismo craniano durante a queda, logo se afogaram ali. Os cintos dificultaram que eles conseguissem voltar a superfície antes de perderam o ar. O avião havia se despedaçado com o impacto no mar. 

Eu só posso acreditar que foi um milagre a cabine do banheiro ter ficado inteira quando o avião se despedaçou na água. Minha testa havia começado a sangrar por ter batido na pia durante a queda, meu corpo todo doia, e a água começou a entrar na cabine tão rapidamente. Tive alguns minutos de desespero por não conseguir destrancar a porta, e logo que consegui, comecei a nadar o mais rápido que podia de volta a superfície. 

As ondas eram fortes, era de noite, mal conseguia ver nada. As ondas me faziam mergulhar a todo momento, e a correnteza era forte. Nadei com dificuldade até conseguir chegar a um dos pedaços do avião. Me agarrei em um dos pedaços que julguei ter sido a Asa, e subi em cima. Fiquei lá, agarrada naquilo ainda sem acreditar que estava com vida. Pelo menos, por enquanto. Não havia nada em volta, apenas água para onde se olhasse.

Logo, alguns corpos começaram a emergir para a superfície. Era horrível. Algumas pessoas estavam sem algumas partes do corpo, outras afogadas. Cheguei a ouvir uma delas se afogando, mas não conseguia enxerga-la no escuro para ajudar. 

As ondas vinham com força, e faziam o pedaço da asa que eu estava em cima quase virar. Comecei a usar meus braços de remos e tentar chegar a algum lugar, mesmo que eu duvidasse que existisse algum pedaço de terra no meio daquele oceano.

Estava cansada, meu corpo todo doia muito, minha cabeça escorria algumas gotas de sangue, mas eu não poderia desistir agora. Eu era uma sobrevivente. E julgava ser a única.

Meus braços começaram a doer tanto, que eu apenas agarrei as pontas do destroços e fechei meus olhos, orando à Deus. Foi quando comecei a ouvir algo, um som semelhante ao de choro. Abri meus olhos e comecei a tentar olhar em volta, pra onde eu olhava: apenas água e destroços. A água era gelada, não a ponto de congelar, mas eu tremia. 

O choro não parava, comecei a remar novamente com os braços, até localizar. Em um pedaço grande de destroços, um homem estava com metade do corpo para cima e metade para baixo na água. Ele segurava algo contra o peito, e apoiado em cima do destroço. Remei o mais rápido que consegui para perto dele. Ele estava tossindo muito, tremendo, com o rosto machucado e segurando algo. Algo não, alguém. Era um bebê, que eu não sei como explicar ter sobrevivido na queda.

— p-por favor – ele disse com a voz falha e fraca — pega ela. – ele pediu.

— c-como...? – tentei perguntar sobre a neném.

— eu a segurei a-ate a que-a queda. – ele disse com dificuldade. — a-a min-min-minha... – ele tentava falar mas não conseguia.

— é, é sua-a filha? – perguntei e ele assentiu. 

— a m-mae dela, E-eu não – ele tossiu — não consegui sal-salvar. Eu t-tentei.

Pulei de cima do pedaço da asa e nadei com dificuldade até o destroços grande onde a bebê estava. Subi em cima com muito esforço, e respirei pesado.

O homem colocou a bebê nos meus braços, e se esforçou para conseguir dar um beijo na cabeça dela. Ele não aguentava mais, e aos poucos, foi afundando no meio d'água. Tentei estender a mão para ele, mas ele negou com a cabeça e sinalizou para a bebê, indicando que eu deveria salvar a bebê.

 Nao sei por quanto tempo fiquei boiando em cima daquele destroços, é muito menos, como aquele bebê conseguia aguentar tanto. A pressionei contra mim para tentar proteger da água que saltava em nós, e fui remando com um braço só por tempo. Eu mal conseguia aguentar meu próprio corpo de tanto cansaço.

(...)

Quando acordei, estava de dia. A bebê e eu havíamos boiando em cima daquele destroço a noite inteira. Meu corpo doía agora dez vezes mais, eu sentia um pouco de falta de ar, e não sentia mais o braço que usei para remar. A bebe não chorava mais, mas fazia alguns sons como se tentasse. De longe, avistei algo que se parecia com terra, meus olhos pareciam estar me enganando, mas de fato, era terra. 

Lembro de um barco. Um barco muito pequeno, feito de coisas estranhas, vindo para perto de nós. Lembro de ser retirada da água, e posta para dentro do barco.

É tudo que me lembro do acidente. Eu e uma bebê conseguimos sobreviver a uma queda de avião no meio do mar.



Notas Finais


No próximo capítulo ja tento mostrar o Paulo, esse primeiro precisava ser detalhado sobre o acidente


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