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História BFB - jaehyun (nct) - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Sensação


SeoYoons' P.O.V On


Terminava de fazer minha mini-mala, eu iria passar a noite na casa de minha amiga, já que ela insisti nisso desde o começo das férias de inverno. Como hoje era domingo, teria que levar minha mochila da escola junto, amanhã seria o único das aulas. E enfim conheceria o irmão de Jung Soojin.

Ela odiava falar sobre ele, pelo que minha amiga dizia, seu gêmeo era mais "privilegiado" pro ter nascido primeiro, então Soojin ficava em sua "sombra", e por conta disso, nunca soube quem é o rapaz. Vou até o térreo, com minha bagagem, onde espero Soojin, que não tardou a chegar com seu pai. Adentro o veículo, cumprimentando os dois que se encontravam no recinto, e logo fomos até a residência dos Jung.


— Lembre-se: não de muita moral para o meu irmão, se não ele vai te infernizar pelo resto da vida. - A Jung que me acompanhava me alertou mais uma vez.


— Pode deixar! Graças a Lee Taeyong eu sou graduada nesse curso. - Respondi com humor. A porta foi aberta, logo retiramos nossos sapatos, ficando apenas de meia; um costume que deixavam nossos pais bravos.

A televisão se encontrava ligada, assim como o console conectado nela, o Jung mais velho estava lá.


— Vocês chegaram! - O rapaz pausou o jogo, voltando a atenção para nós, e me surpreendi. O irmão da minha melhor amiga era o capitão do time de basquete, e o popularzinho da escola, além disso, era o representante de minha sala. Bem, o ano letivo ainda iria começar, mas já haviam divulgado as listas de chamada, e por ser o queridinho do ensino médio, Jaehyun teria o posto de representante de novo.


— É, é. Agora sai daí, vamos assistir algum filme. - Soojin disse um tanto irritada.


— Tá bom, só vou acabar essa partida. - Voltou a jogar, desviado a atenção de nós. - E por que não disse que a brasileira era a tal amiga?


— Você conhece ela?


— Impossível não conhecer alguém que o Taeyong vive implicando. - Riu fraco.


— Nem me lembre disso. - Digo um tanto irritada, o ruivo me estressava em um nível. Fomos rapidamente até o quarto de minha amiga, ela me contava sobre o cara que estava gostando, era Dong Sicheng, um dos amigos de seu irmão, ele era fofo, e diferente de muitos de seu grupo, não era um babaca. Ele era fofo na verdade, sempre que alguma menina se declarava pra ele, ele tentava ser bem gentil para rejeitá-las, sem contar que nunca as iludia - algo muito bom.


— Mas então, por que nunca me disse que o Taeyong tanto pegava no seu pé? - A menina a minha frente questionou.


— Ah, não queria que se preocupasse com coisas inúteis. Além do mais, eu posso me cuidar sozinha, então não vai acontecer nada grave.


— Ok. Mas se acontecer, me fala que eu mato ele! - Rimos com o comentário da outra, pelo menos consegui tranquilizar ela. Conversamos mais um pouco, e finalmente descemos para assistir o tal filme. Era um daqueles filmes com o gênero terror, que na verdade são suspense. Assim que acabou, fomos dormir, amanhã teríamos aula, infelizmente. Bem, no meu caso, tentar dormir. Às vezes sofria de insônia, e hoje foi o que aconteceu. 

Me levanto do colchão, posto ao lado da cama da dona do quarto, com calma para não acordar ninguém. Peguei meu celular que estava carregando, eram duas da manhã. Suspirei indo até a cozinha para tomar água, tentando fazer o mínimo de barulho ao abrir e fechar a porta, logo descendo as escadas com todo o cuidado do mundo, estava escuro, e eu já não enxergava bem nem no claro, imagine sem iluminação?

Assim que não senti nenhum degrau a mais, andei até a cozinha, não tinham muitos móveis no caminho, o que facilitou para mim. Acendi a luz da pia, que era mais fraca então não incomodaria meus olhos, abri o armário na finalidade de tirar um copo, mas eles estavam em uma parte mais alta. Por que tinha que ser tão baixa?

Me esforço mais um pouco para tentar pegar o objeto sem precisar de um banquinho, ou algo só tipo, mas falho miseravelmente. Então, uma mão retira de lá dois copos facilmente, só faltava eu ter acordado o irmão de Soojin.


— Obrigada. - Disse pegando o copo estendido para mim. Fui até a bancada enchendo o meu copo e o dele. - O que faz acordado? Não me diga que foi culpa minha.


— Não conseguia dormir, fiquei eufórico do nada; daí eu ouvi alguns passos, e decidi levantar, se fosse algum ladrão ou algo do tipo, pelo menos eu saberia. - Riu um pouco baixo. - E você? Por que está acordada?


— Às vezes tenho insônia.


— Ah sim. Mas então, como é ter que suportar os comentários do Taeyong, sem poder socar a cara ele?


— Difícil. - Rimos juntos. - Mas como são apenas palavras, é mais fácil de relevar e não ser expulsa por assassinar um aluno. - Dei um gole na bebida em minhas mãos.


— Mas, você tem alguma ideia do motivo disso? Além de você ser mestiça, claro.


— Bem, acho que por sempre comentarem que eu sou a "mais pura da escola" - Disse a última parte em um tom de deboche. - Ele queira provar o contrário, ou algo assim.


— E você realmente é a "mais pura da escola?"


— Bem, dependendo do ponto de vista, sim. - Olhei para o copo em minhas mãos, não gostava de falar muito sobre isso; afinal, de todos os segundos anos, eu era a única que não havia perdido o bendito "bv".


— Por que dependendo do ponto de vista? Não me diga que ainda é bv? - Senti seu olhar sobre mim, e eu apenas encolhi meus ombros, sabia que chegaríamos nesse assunto. Senti meu rosto esquentando, realmente odiava falar disso. - Puta merda. Agora faz todo o sentido.


— O que faz sentido?


— Tomo mundo sabe que Taeyong eu um mulherengo, e bem, a maioria das garotas da escola já estavam descabaçadas antes de o Taeyong chegar. - O Lee chegou no segundo semestre do ano passado, e mesmo assim, fez fama rápido. - Ele quer uma santinha.


— Longe de mim! - Disse com humor. - Nunca quis tanto perder a desgraça do BV. - Abaixei o tom de voz, falando para mim mesma. Não queria arriscar que ele ouvisse, pois se acontecesse, meu rosto ficaria pior do que já estava.


—Sei. Mas vem cá, como você ainda tem isso? - Droga, ele tinha ouvido.


— A maioria das pessoas que falavam que gostavam de mim eram estranhas, então nunca rolou nada. Mas agora, tenho um pouco de receio de como vai ser.


— Falando assim nem parece a garota que tava o foda-se pra tudo e para todos. - Riu de mim, a cada segundo meu rosto ficava mais quente, imagino a cor que deve estar.


— Yah, pare de rir. Nem todo mundo é bonito quanto você. - Sussurrei, não queria ser zombada por causa disso.


— Se quiser, posso resolver esse "problema". - Deixou o copo, agora vazio, dentro da pia.


— Como?


— Apenas feche os olhos, deixe sua cabeça desse jeito. - Segurou meu queixo levantando um pouco meu rosto. - E deixe seus instintos agirem. - Não entendi onde ele queria chegar, até sentir seus lábios macios contra os meus. Eu não fazia ideia do que estava fazendo, e muito menos se estava fazendo "certo"; mas x certeza a sensação era ótima.




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