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História (Bibidro) O Destino Nos Uniu - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Extensa parede de pedras..


Fanfic / Fanfiction (Bibidro) O Destino Nos Uniu - Capítulo 2 - Extensa parede de pedras..

Ao entrar em casa olhei em volta com um sorriso no rosto ao me lembrar de quando era pequena e ficava correndo por essa sala. Paço a mão sobre a parede onde estava manchada de canetinha.

Me lembrei da bronca que minha mãe me deu por causa disso e de eu ter fugido do castigo que ela me deu, para ir ao lago junto a Carol, a filha de uma das cozinheiras..

Deixei a bolsa em cima do sofá e a urna de minha mãe em uma das mesas encostada na parede. Sai da sala indo em direção a cozinha. Antônia estava lá, a reconheci quase que imediatamente, ela não mudou muito.

- Rumrum.. (Limpo a garganta chamando sua atenção)

- Carol, já disse para ir terminar a faxina nós quartos.. (Ele continua a cortar uma cenoura sem se virar para mim)

- Não sou a Carol..

- Ou meu Deus! (Ela se assuta e se vira para mim, me olhou por alguns segundos e Sorriu) Dona Bianca! (Ela se aproxima) É você mesmo? Caramba garota, como você cresceu.. Digo, como a senhora cresceu.. (Sorrio com seu ato) 

- Pode me chamar só de Bianca mesmo.. A senhora sempre cuidou de mim, enquanto morava aqui.. (Ela sorri envergonhada)

- Você se parece muito com sua mãe sabia?.. (Assinto sorrindo) E seu pai? Não vem?

- Não.. 

- Veio passar alguns dias?

- Vim pra ficar.. Não deveria ter ido embora.. (Ela sorri) E Carol, como está?

- Bem, deve estar arrumando os quartos, como pedi para que fizesse..

- Minha tia esteve aqui semana passada certo?

- Sim.. Ela não avisou que a senhora viria..

- Nem ela sabia.. Pedi para que Raphal trouxesse minhas malas, pessoa para ele levar a suíte principal por favor..

- A que era de seus pais?

- Sim.. Vou tomar um banho enquanto o almoço não fica pronto.. (Ela assente e eu saio da cozinha)

Caminhei devagar até o corredor dos quartos e antes de entrar me lembrei que precisava pagar uma roupa. Voltei a sala e abri a porta vendo Raphael subir as escadas reclamando enquanto carregava minhas malas.

- Essa garota não aguenta duas semanas nessa fazenda. Tinha que ver a cara de mimada que ela tem.. (Cruzo meus braços esperando ele olhar para mim)

- Ela é bonita?

- Bastante, mas não aguenta nada, o primeiro problema que ela precisar enfrentar ela foge, tem cara de ser.. (Ele para de falar ao me ver parada ali)

- Continue.. Adoraria saber o que pensa sobre mim.. (Continuo com os braços cruzados e arqueio a sobrancelha)

- ....

- Coloque as malas lá dentro! (Digo ao peão que o acompanhava)

- Sim senhora..

- Preciso que me leve as estufas de pimenta, em duas horas..

- Sim..

- Agora vá.. (Ele sai bufando)

Odiei o machismo desse cara, mas ele conhece a fazenda inteira, e eu fiquei muito tempo fora, é bom Tê-lo por perto, pelo menos por enquanto..

Entrei novamente e fui até meu quarto, minhas malas já estavam lá. Abri uma delas pegando uma blusa branca, um shot preto, um boné preto também e um tênis da Adidas.

Peguei tambem minha bolsinha de produtos pessoais, como shampoo, condicionador, cremes, perfume, maquiagem e etc.. 

Levei até o banheiro e deixei em cima da pia, abri o armário e vi algumas toalhas brancas, peguei uma e um roupão.

Tomei um banho, levei meus cabelos, me cubro com o roupão e enrrolei meus cabelos na toalha que peguei.

Me maquiei e soltei a toalha. Voltei ao quarto, penteie-os e peguei o secador em outra mala. Sequei todos meus tios de cabelo e coloquei minha roupa. 

Por um momento pensei em me jogar cama e ficar lá deitada, mas não podia, tinha que cumprir a promessa que fiz a minha mãe. Sai do quarto com meu celular nas mãos, fui até a cozinha e Antônia estava pondo a mesa.

Depois de almoçar me levantei e fui até o estábulo, caminhei devagar com a mão encostada na parede e escutei o relinchar de um dos cavalos, ele estava fora da colcheira mas preciso.

Passei minha mão de leve em sua crina e Sorri. Ao seu lado a porta estava aberta mas dava para ver uma placa "Rubens" aparentemente seu nome..

- Oi garotão.. O que acha de darmos uma volta? (Me senti completamente idiota por estar esperando que ele me respondesse, mas ele relinchou e eu interpretei aquilo como um sim)

O soltei e montei sem dificuldade, de começo ele ficou um pouco agitado mas eu me mantive firme, tentando passar a ele minha confiança.

- Ei, calma, tá tudo bem.. (Acaricio novamente sua crina e ele para de se balançar, comecei a cavalgar com ele para longe) 

Conhecia o caminho que estava fazendo, iria acabar na cerca que dividia a fazenda de algum lugar que eu não sei o que é, meus pais não gostavam quando eu ia para lá, nunca entendi o porquê. Mas já sou grandinha, e tenho muita curiosidade de saber o que tem do outro lado.

Enquanto cavalgava me sentia livre, meus cabelos voavam com o vento, o boné e o óculos de sol empedia que minha visão ficasse ruim. O dia estava quente mas não ao extremo, dava para aguentar de boa.

Cheguei ao local, mas não existia mais cerca, agora existe uma extensa parede de pedras. Ainda de cima do cavalo pode ver uma enorme casa, e que dois homens desciam de um carro preto.  Não consegui ver seus rostos, e não demorou muito para que eles entrassem na casa.

Escutei barulhos vindo atrás de mim e me virei. Era Raphal em um dos cavalos, ele me olhava enfurecido.

- O que a senhora faz aqui? Esse cavalo é o meu..

- É? Pagou por ele?

- Não, uma das éguas deu cria a ele, ele não é um cavalo fácil de domar, então apenas eu monto nele..

- Montava.. Apartir de hoje esse é o meu cavalo.. 

- Como a senhora quiser.. (Vi ele bufar e sorri)

- O que existe depois dessa parede? 

- É a fazenda Ramos, os donos estavam fora do país. Mas pelo o que fiquei sabendo o filho do casal vem para cuidar de tudo..

- Hum.. Sabe porque tiraram a cerca que ficava aqui?

- A cerca era antiga e o gado acabou destruindo, e invadindo a fazenda vizinha. Então dona Kátia pediu para que essa parede fosse construída..

- Entendi.. 

- Vai querer ir as estufas agora?..

- Uhum.. Vamos..

Fomos até lá, acompanhei de perto o que faziam, estavam colocando alguns venenos para espantar as pragas. Acabaram levando bronca por isso, porque o veneno que usavam eram muito forte e prejudicava grande parte do plantio. 

- Mas os agrotóxicos que a senhora quer custam muito.. (Desço do cavalo o prendendo perto de uma das caminhonetes)

- Quem está pagando sou eu.. Então quem decide o que será usado tambem sou eu.. Além de fazer mal as safras de pimenta, fazem mal ao consumidor.. Não quero isso, então mandem comparar do que eu pedi.. (Caminho para mais perto das árvores e arranco uma das goiabas mordendo-a logo em seguida)

Voltei até meu cavalo montando nele novamente, me separei de Raphael e fui até o lago, essa no meu ponto de vista era o melhor lugar da fazenda. 

Tirei meu tênis e me sentei em uma das pedras molhando apenas os pés, só não entrei porque não estava com roupa de banho.

Fiquei alguns minutos ali até escutar alguém se aproximar, olhei para trás assustada e a pessoa me olhou parecendo estar bravo..

- Podia ter me avisado que viria para cá, fiquei te procurando ontem o dia inteiro..

- Como me achou aqui? (Me levanto de onde estava me aproximando dele)

- Falei com um dos peões.. Pretendi me contar que veio morar no meio do nada?.. (Ele me segura pela cintura)

- Eu te falei, você só não acreditou, ou estava ocupado de mais para se lembrar.. (Me souto)

- Amor.. Por que está fugindo de mim?

- Não estou fugindo de ninguem.. Te falei que viria para cá, você sabia desde o começo que eu não pretendia morar na capital por muito tempo.. (Me sento para colocar meu tênis de volta)

- Conheci seu pai.. (Olho para ele)

- Caio..

- Não falei para ele que estamos juntos..

- Estávamos.. (Corrijo amarrando meu cadarço)

- Bianca..

- O que? Eu terminei com você esqueceu?

- Mas você disse que me perdoava..

- Sim.. Mas não disse que voltaria com você..

- Por favor meu amor.. Você sabe que eu te amo.. (Ele me prende contra seu peito novamente)

- Caio, me solta vai..

- Não, não enquanto você não disser que não me ama mais.. (Antes que eu pudesse falar alguma coisa ele me beijou)

Me deparei dele abaixando um pouco a cabeça e caminhei até Rubens que estava preso em uma das árvores.

- Vá embora.. 

- Por que? Vai me dizer que não sentiu nada com esse beijo..

- Não, não senti nada. Assim como não senti nos outros que trocamos. Nunca senti nada por você, sinto muito. É por isso que estou pedindo para que vá embora..

Montei no cavalo preto a minha frente e o direcionei para o lado onde ficava o estábulo..

[...]

Já tinha feito o que precisa fazer hoje, exceto uma coisa. Cumprir minha promessa, essa tarde eu dei uma explorada pela fazenda para ver tudo o que tinha mudado e conhecê-la novamente.

Estava deitada na cama, mas levantei decidida. Fui até a sala, olhei em meu celular e já eram seis e cinquenta. Lá fora já estava escuro, mas não me impediria de fazer o que vim fazer.

Cruzei a porta da sala senti do o vento ainda quente bater contra meu corpo, o jardim estava iluminado, o céu repleto de estrelas, e a lua brilhava de uma maneira que eu nunca tinha visto. Sorrime sentindo completa.

Camibhei de vagar enquanto descia as escadas, caminhei um pouco mais até chegar em uma das macieiras que ficava no jardim, passei a mão sobre o correção torto que tinha feito ali quando mais nova.

Dentro dele três letras.. L, B & C.. Lídia, Bianca e Carlos.. Fiz aquele coração quando pequena com ajuda de minha mãe, antes que ela e meu pai se separassem, devia ter uns sete anos..

Minha visão embassou devido as lágrimas e um sorriso sem vida se apossou de meus lábios. 

- Eu só queria que estivesse aqui.. (Me sento encostando a cabeça na árvore) Queria que tudo voltasse a ser como quando eu era pequena, quando brincávamos até tarde em baixo dessa árvore, Quando obrigavamos o papai a se vestir de princesa e participar da festa do chá.. Ai mãe! Eu só queria poder saber se você está bem, se está feliz onde está.. (Deixo minhas lágrimas escorrerem) Me perdoa por não ser mais sua princesinha e ter me transformando nessa pessoa que sou hoje.. Sabe o que é mais irônico? Descobriram um tratamento para seu câncer três meses depois que você se foi.. Eu queria que tudo tivesse sido diferente, que eu não tivesse me distanciado tanto do papai.. (Suspiro) Queria poder voltar a ser sua garotinha perfeita, a garota inocente que você criou.. (encolhi minhas pernas as colando em meu peito e passei um pouco no chão até chegar ao prote branco que estava ali) Sei que assim como eu, a senhora ama essa árvore, não encontrei melhor lugar para te deixar.. (Abri o pote sem dificuldade, me levantei e com o pé mesmo abri um buraco não muito fundo no chão, despejei suas cinzas ali e as misturei com a terra) Sei que amava essas terras e que vou ama-las e cuidar delas assim como a senhora.. 

Ouvi passos de aproximarem, mas onde estava estava escuro, pensei que a pessoa não me veria, só que me esqueci que estava de branco..

- Garota? Com licença poderia.. Tá tudo bem?.. (Era um rapaz alto, dos olhos castanhos e cabelos morenos)

- Sim, o que deseja? (Limpo minhas lágrimas e me levanto, deis leves batidas em minha bunda para que limpasse a terra que sabia que tinha ali)

- Desculpe atrapalhar.. Alguns de meus funcionários disseram que a dona da fazenda retornou.. Gostaria de falar com ela..

- Sou eu.. Quer entrar, está começando a esfriar.. (Caminho até às escadas e ele me segue)


Notas Finais


Gente esse capítulo era para ter sido postado de tarde, mas tive alguns problemas com minha internet.. Devido a esses problemas não terá capítulo na outra fic hoje, mas prometo tentar trazer amanhã 😁💞


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