História Bicicleta - Capítulo 2


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Categorias Strong Woman Do Bong-soon
Personagens An Min-Hyuk, Do Bong-Soon
Tags Bonghyuk, Destino, Droubble, Fluffy, Minsoon, Strong Woman Do Bongsoon
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Palavras 2.237
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - A vida sempre age


Desde aquele acontecimento estranho, Bong Soon estava diferente e todos ao seu redor notavam isso, passava a maior parte do tempo pesquisando sobre algo que mantinha em segredo e sonhava todos os dias com aquele rosto desconhecido, sua vida tinha se transformado de uma forma que ela não conseguia controlar.

Ela então decidiu ignorar esses ocorridos, não procurou um profissional mas começou a se exercitar junto com as vizinhas idosas, pareceu adiantar por um tempo. Mas nada na vida é cem por cento, por isso que em uma das caminhadas ela se perdeu no meio do caminho, era um trajeto novo e só tinha percorrido duas vezes.

— Tá vendo Bong Soon, você deveria ter aceitado o conselho da Dona Yoon... — resmungou para si mesma e deu um leve soco contra a têmpora fazendo um bico em seguida, nem ao menos relógio tinha, para piorar a rua estava vazia e era feriado. Parecia que o universo conspirava contra ela naquele momento, porque no momento em que sentou-se no chão para pensar em um plano, um carro passou e parou em frente a ela. Por que conspirava? O rapaz dentro do carro era o mesmo com quem ela sonhava todas as noites, e aquela cena foi exatamente o primeiro sonho que teve, o que a deixou completamente assustada.

— Quer uma carona ou prefere tentar a sorte com outra alma? — perguntou sem olhar para ela, estava óbvio que tinha a reconhecido, e como não iria? Ele se atrasou para a reunião e perdeu um contrato milionário, mas isso não o fez falir, na verdade apareceu uma proposta muito melhor na semana seguinte. Diferente dela ele não sonhou com a moça, mas sentiu que naquele dia deveria tomar um rumo diferente para chegar a empresa.

— Acho melhor ficar aqui mesmo. — respondeu fingindo se exercitar, ele suspirou e abriu a porta do passageiro.

— Entra logo, ao que parece ninguém vai vir por aqui. — ela olhou para os próprios pés, poderia aceitar e ir para casa, ou ficar lá e torcer que encontrasse o caminho de volta. — Mas seja rápida, eu tenho uma reunião. — preferiu entrar no carro e assim que o fez ele acelerou.

Nenhuma palavra foi dita, nem era preciso, chegaram na empresa e de lá ele pediu um táxi para ela, naquele momento ela descobriu quem ele era. Por ironia ele também descobriu, ela deixou cair o RG que sempre levava consigo por insistência da mãe, quando ele estava prestes a devolver ela já tinha partido.

— Do Bong Soon? — guardou no bolso da calça e seguiu para a sala de reuniões.

Mais tarde ele recebeu uma ligação da mãe, ela estava querendo casar o filho a todo custo e acreditava que ele já estava na idade de casar, como já tinha ignorado as outras chamadas decidiu aceitar dessa vez. O endereço foi enviado para a secretária e logo repassado a ele, felizmente não era muito longe, mas ele ainda queria devolver o RG para a moça. Despediu-se dos funcionários e foi até o carro, o documento em mão admirando aquela foto 3x4, perguntava-se como ela conseguiu sair tão bonita sendo que ele mesmo estava horrível na dele.

— Eu deveria ter sido mais gentil? — perguntou-se quando estacionou em frente a casa do endereço, era simples e aconchegante, lembrava a casa da avó que não visitava fazia anos. Assim que saiu do carro foi atendido por um rapaz que lhe parecia familiar, ele então curvou-se e ele fez o mesmo.

— Você deve ser o rapaz que a dona Ahn disse, Min Hyuk? — disse quando já estavam eretos, o mais velho sorriu assentindo com a cabeça. — Minha irmã deu uma saída mas logo volta, minha mãe está esperando-o lá dentro.

— Certo. — acompanhou ele até o interior da casa e cumprimentou as mulheres que estavam ali, as duas mães pareciam empolgadas e alegres com a ideia de unir seus filhos, era nítido pelo olhar e sorriso. Sentou-se ao lado do rapaz que descobriu se chamar Bong Ki, ele era bem simpático e parecia ter afinidade com números.

A conversa foi interrompida quando a porta foi aberta, Bong Ki correu até a mesma para ajudar a irmã com as sacolas, Min Hyuk apenas aguardou bebendo um pouco do chá que tinha sido servido. As senhoras voltaram a conversar, dessa vez mais empolgadas do que antes e pelo pouco que ele entendeu, as qualidades de cada filho, ele fingiu não ouvir e bebeu mais um gole só torcendo que aquilo tudo acabasse de uma vez.

— Mana, até que ele é bonito e simpático, a mamãe escolheu bem. — disse e a menor revirou os olhos, só aceitou o tal casamento arranjado para que a mãe a deixasse em paz, era isso ou trabalhar no interior e ela não queria ficar longe das lan house’s.

— Quer mesmo que sua irmã fique com um ser desses?

— Pensa pelo lado bom, a nossa divida será paga... A Dona Ahn fez um acordo com a mamãe, eu te expliquei.

— Ainda vejo como se estivéssemos naquelas novelas de época em que as famílias negociam as suas filhas... — suspirou abraçando o maior apertado.

— Mas eu realmente acho que ele não vai querer casar, sabe? Ele é uma pessoa que só pensa no trabalho.

— Então por que a Dona Ahn propôs isso? Nem o filho dela quer...

— Sabe como são as mulheres daqui, antiquadas. — ela assentiu e respirou fundo o soltando. — Pronta pra ir pra lá?

— Vamos fingir que sim.

Min Hyuk estava prestes a dar uma desculpa qualquer e sair, pretendia entregar logo o documento a polícia, mas paralisou quando notou que a tal moça era a mesma que tinha dado carona e que esbarrou tempos atrás. Os dois se entreolharam em um misto de surpresa e desconfiança, Bong Soon mordeu o inferior e sentou-se ao lado da mãe pensando em um plano de fuga, parecia para ela uma piada de mau gosto da  vida.

— Você.... É... Deixou cair. — disse sorrindo fraco e entregando o documento, ela pegou agradecendo e sentindo as bochechas queimando.

— Então já se conhecem? — perguntou a dona Do com um sorriso bobo olhando para a dona Ahn que apenas ria baixo.

— Esbarramos uma vez, e acabamos nos encontrando novamente hoje porque ela tinha aparentemente se perdido. — ela assentiu evitando o olhar do trio sobre si, o irmão não era de acreditar em destino ou coisas do gênero, mas no momento tinha certeza que aquilo tudo não aconteceu por acaso.

— Mas acredito que isso não significa nada, foi apenas... Coincidência. — disse Min Hyuk, ele mesmo não acreditava nisso, mas queria mostrar a mãe que não participaria daquela palhaçada.

— Mamãe, dona Ahn, acho melhor deixarmos eles a sós por enquanto. — disse Bong Ki e as senhoras assentiram saindo e acompanhando o mais novo, a irmã o olhou sem entender, mas quando ele gesticulou ela entendeu e suspirou.

— Olha, eu realmente sinto muito que esteja nessa situação e aquele acidente, mas eu não estaria me submetendo a isso atoa. — cruzou os braços esperando que ela continuasse. — A sua mãe fez um acordo com a minha, estamos endividados e para quitar tudo foi proposto esse... Essa coisa toda. — desviou o olhar, se odiava por estar naquela situação, mas no momento preferiu pensar que era pelo bem da família. — Com certeza a sua mãe tentou apresentá-lo para outras moças, não duvido. — voltou a olhá-lo e ele assentiu. — Mas se você não aceitar, eu vou ser mandada para o interior e do jeito que meus parentes são eu vou viver um inferno e continuaremos endividados.

— Certo, vamos fazer um acordo então? — concordou com a cabeça imaginando que ele iria pedir favores sexuais em troca, ou algo humilhante. — Eu caso contigo, suas dívidas estarão pagas mas continuaremos solteiros e livres para fazermos o que bem entendermos.

— Por mim tudo bem. — sorriu satisfeito.

— E pra elas não desconfiarem você vai morar na minha casa, tem muitos quartos então não precisaremos dividir a mesma cama.

— Muito obrigada. — ela então notou que ele tirou uma lista do bolso, o olhou intrigada e em seguida pegou a lista.

— Entrego isso a todos os meus empregados, eu odeio desorganizações e por isso peço que tenha o mínimo de higiene e organização. — ela assentiu, era a pessoa mais preguiçosa e desleixada do mundo, mas faria um esforcinho pelo bem dos Do.

— Mais alguma coisa? — negou com a cabeça. — Então tudo certo.

O trio voltou, as mães se alegraram em saber que os filhos iriam finalmente se casar, a dupla não disfarçou o leve desconforto e Bong Ki consolou a irmã da melhor forma que conseguiu.

A primeira semana após a notícia foi um tanto movimentada, as mães corriam de um lado para o outro organizando todos os preparativos, Bong Soon e Min Hyuk nem ao menos opinaram e preferiram não o fazer. Mesmo depois do ocorrido e o que sentiam quando estavam perto um do outro, não estavam confortáveis com a situação toda.

O dia então chegou e lá estava Bong Soon vestida de noiva, o buquê de rosas brancas nas mãos e o véu cobrindo o rosto, seu coração estava acelerado e sentia um frio na barriga, Min Hyuk não estava diferente e até mesmo dava alguns pulinhos no altar tentando aliviar a tensão. Iriam casar de verdade, por esse motivo estavam daquela forma. Cada passo dado era uma confirmação de que não podiam voltar atrás, que suas vidas iriam mudar. Quando finalmente estavam frente a frente os olhares se encontraram, aquele mesmo sentimento de quando se conheceram eles sentiram e dessa vez com um bônus, não conseguiam desfazer contato visual ou acalmarem seus corações. Ela engoliu em seco, mas logo foi desperta daquele momento ao ouvir o irmão a chamando. Papéis assinados o casal seguiu para o salão de festas junto com os convidados, e no momento em que começaram a dançar sentiram como se dançassem no universo, como se fossem um planeta rodeando uma estrela. Após aquela conversa que tiveram se mantiveram afastados, mas começaram a sentir algo, era como se fossem duas metades que ficavam incompletas quando longe uma da outra. Min Hyuk naquela dança já admitia a si mesmo que existia um sentimento pela Bong Soon, mas a mesma se recusava a todo custo por puro orgulho, mesmo que em seu rosto estivesse estampado um sorriso sincero.

— Quer saber? Eu não quero viver como solteiro, não quero dormir em outro quarto, eu quero estar contigo e viver ao seu lado. — confessou baixo o suficiente para que somente ela ouvisse, aquelas palavras a surpreenderam e fizeram seu coração praticamente saltar do peito. — Não sei o que fez comigo, mas desde que nos encontramos a primeira vez eu não consegui parar de pensar em você, e nunca imaginei que a vida iria me presentear dessa forma.

— Enquanto eu comecei a sonhar contigo todos os dias, e não importava onde eu pesquisasse sobre eu nunca conseguia entender o motivo e menos ainda quem era você... Como eu quis te socar Min Hyuk. — ele riu e a guiou para fora da pista de dança, longe dos olhares dos convidados. — O que pensa que... — ele a beijou, sabia que ela sentia o mesmo pela forma que o olhou naqueles momentos, mas sabia também que ela não iria admitir. No meio do beijo ela o empurrou e ameaçou socar a barriga dele.

— Primeiro me atropela e agora quer me socar? — cerrou os dentes, mas a verdade é que não conseguia por mais que quisesse bater nele, parecia um gatinho de tão fofo e bonito.

— Irei socar, atropelar e chutar se me... — e ele a beijou de novo, mas ela dessa vez cedeu e retribuiu o beijo segurando no rosto dele.

— É arisca até receber carinho. — ela resmungou e ele apenas riu.

Em poucos meses o casal mais intenso, no caso eles, já estava esperando sua primeira criança. Bong Soon era extremamente desleixada e só queria comer porcarias, enquanto Min Hyuk fazia as dietas mais saudáveis e fazia a esposa se exercitar devidamente para que o filho que esperavam nascesse saudável, tinha todo um cronograma detalhado.

— Ya, da forma que está agindo parece que você quem está grávido. — reclamou Bong Soon no meio do exercício.

— É como se fosse, você não fez esse bebê sozinha. — disse e ela revirou os olhos.

Logo o bebê nasceu e era uma linda menininha, era saudável e tinha os olhinhos do pai, a boquinha da mãe e o restante dos traços misturado. Min Hyuk estava tão bobo com a criança, que até mesmo esqueceu-se de Bong Soon, que ficou na sala de parto choramingando pela dor, maldita hora que ouviu o marido e fez parto normal. Mas assim que o marido apareceu, ele a consolou e encheu de mimos. Por mais que ela parecesse agressiva e arisca, ela era um doce e somente Min Hyuk sabia como acalmá-la, assim como só ela sabia acalmá-lo em seus momentos de stress por conta do trabalho. A menininha recebeu o nome de Angel, já que no dia anterior ao seu nascimento, o pai sonhou com a esposa segurando um anjo e foi a cena mais linda que já viu.

— Amor, eu quero Big Mac. — pediu ela enquanto tomava uma sopinha hospitalar.

— Você nunca me chamou de amor... — sorriu bobo e levantou-se segurando no rosto dela. — Fala de novo que eu compro.

— Amor! — riu pela reação dele ser a mais fofa.

— Aigoo!! — a encheu de beijinhos enquanto ela ria. — Compro até o mundo se você quiser.

— Mas eu só quero Big Mac.
 



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