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História Big Boy - Capítulo 1


Escrita por: e ddpparty


Notas do Autor


hmm, oi. oi gente.
em primeiro lugar, é muito bom estar de volta. depois de anos escrevendo oneshots de qualidade duvidosa, eu resolvi escrever uma shortfic de qualidade duvidosa. uhu.
big boy, não nego, é uma ideia já escrita mil vezes, de mil jeitos, e é por isso mesmo que tem clichê nas tags. é sobre um garoto gordo, numa cidade litorânea, cheio de problemas e defeitos. simples assim.
e como eu sou uma péssima escritora com uma mania terrível de criar personagens baseados em mim ou em pessoas reais, eu fiz isso de novo. irra. mas eu espero que pelo menos sirva pra fazer eles soarem reais.
e como todo mundo acaba plagiarizando outras pessoas ou a si mesmo em algum momento, depois de escrever metade de big boy, eventualmente notei a semelhança com antes do médio. normal. as duas são clichês colegiais, a diferença tá... no resto todo. é sério. as duas não são obras primas de escrita ou enredo, mas sinceramente, é melhor só postar e tentar fazer alguma coisa que ficar preso a perfeccionismo.
viajei
enfim. bom estar de volta. o hábito de postar de noite e sumir segue intacto.
não tá betado, não tem capa e eu sinceramente tô começando a repensar tudo isso, mas boa leitura e pá

Capítulo 1 - Grandes plantas


Era uma daquelas tardes de domingo insuportáveis em Busan. O sol ia aos poucos se escondendo na linha do horizonte, mas o clima abafado e o calor persistam. A maresia parecia colar na pele, trazida pela brisa sufocante que fazia um péssimo trabalho em refrescar os moradores da rua Magnólia, separados da orla por dois quarteirões de casas empertigadas, competindo passiva-agressivamente entre si pelo título de mais bela.

Park Jimin odiava tardes assim. Odiava porque era, essencial e concisamente, gordo. Tardes quentes implicam em roupas leves, em mostrar pele e sair para a praia. Três coisas que, se tivesse opção, sumiriam para sempre de sua vida. 

Era esquisito para os vizinhos, naquele bairro de aparências e opiniões venenosas, se ele fosse visto de jeans e moletom como num dia mais ameno. Esquisito, se Jimin fosse pensar, seria a palavra mais usada por eles para descrevê-lo.

No fundo de sua mente, ele fantasiava com um corpo malhado, um que não o enchesse de vergonha. Nesse corpo ele passaria tardes como essa na praia, jogando vôlei, surfando e nadando, com um grupo descoladíssimo de cinco ou seis outros garotos exatamente como ele.

Tão rápido quanto surgia, o corpo malhado sumia, deixando a realidade das calças vergonhosamente desgastadas entre as coxas no lugar dos calções de praia. 

Jimin pensa que só pode ser alguma piada do universo, porque pessoas gordas não foram feitas para praia – isso se ele desconsiderar o apelido infame de baleia que o acompanhou até a sexta série – e ele nasceu numa cidade envolta de mar. É azar, no seu estágio primário, e sentado na calçada fervente que dá para o caminho de pedras brancas no gramado até sua casa, Jimin puxa as mangas da camiseta preta (preto, sempre preto, porque emagrece) para baixo, os braços rechonchudos cruzados sobre a barriga, num movimento inconsciente para esconder as duas dobras de gordura que se formam abaixo da camiseta, a despeito do esforço constante e inefetivo do garoto de a puxar e a impedir de se colar na pele. A sensação de desconforto nunca acaba, nunca some, e a esse ponto é parte inerente dele.

Já passa das oito quando o sol desaparece por completo e as lâmpadas de rua se acendem, e como se perfeitamente cronometrado, surge uma silhueta na esquina da Magnólia com a Violeta.

Jimin se levanta da calçada como se tivesse sido eletrocutado, abrindo o portãozinho na cerca branca que dá para o gramado verde reluzente numa velocidade razoável, mas que não grita “estou fugindo de você” para o garoto moreno, agora na metade do quarteirão, a poucos metros da casa de Jimin e de sua própria casa. O garoto é Jeon Jungkook, e além de ser tudo que Jimin não é (em todos os aspectos possíveis além do físico), ele também é seu vizinho. Eles costumavam brincar juntos quando crianças, mas o Jimin de onze anos já tinha consciência o suficiente sobre seu papel social para entender que ele e Jungkook, sendo amigos durante o fundamental, era a mesma coisa que uma mistura homogênea composta por água e óleo: Impossível. No primeiro dia da sétima série Jimin o ignorou completamente, nos três primeiros meses fugiu e no final do ano escolar eles passaram de melhores amigos à conhecidos que apenas trocavam um cumprimento vez ou outra nos corredores. 

Mas era pelo bem dos dois, porque no ano seguinte Jungkook fez amigos parecidos com ele: Gente saída de revistas de moda, atléticos e extrovertidos, inteligentes e cheios de amigos. 

Jimin tem certeza que ninguém assim teria se aproximado dele consigo por perto, apesar dos apelidos terem sumido e ele não sofrer nenhum tipo de violência no corredor. Mas ele sabia que ainda falavam de si por trás, e não queria aquilo para Jungkook. Park Jimin era mau agouro na vida de qualquer um, e quatro anos depois, a única pessoa que aguentava sua onda de constante pessimismo e mau humor era Kim Taehyung, que não se deixava afastar do amigo por que quer fosse o agouro que ele dizia carregar. 

Engolindo em seco, Jimin deu um sorriso mais que estranho quando Jungkook parou a frente de sua cerca, apoiando o antebraço numa das estacas como que pronto para uma conversa. Ele nunca tinha parado para pensar no significado total de magnetismo, mas se tivesse, imediatamente o associaria a Jungkook. Ele era envolto de um carisma inexplicável, uma aura de confiança e certeza que fazia Jimin acreditar que ele faria coisas grandiosas que o fariam viver para sempre.

– Jimin, quanto tempo! – Ok. Se fosse ser sincero, ele realmente não esperava que Jungkook fosse começar assim. Ele riu desajeitado, um sorrisinho de embaraço surgindo no rosto bronzeado. Jimin franziu a testa em desconfiança, mas com um toque amigável que não colocava lá por muitas outras pessoas. Querendo ou não, não conseguia ser completamente frio com Jungkook. Nunca conseguiu. 

E por mais que fosse negar até a morte, ele mesmo sentia falta de ter Jungkook como amigo.

– E de que favor você precisa, mesmo? – Jimin cortou-o antes que ele continuasse, contendo um sorriso. Era insano como ainda havia traços do Jungkook que ele conheceu (Jungkook sempre foi péssimo mentiroso, não conseguia enganar nem a mais inocente das crianças) naquela versão musculosa, bronzeada e talvez cinco ou seis centímetros maior que ele, que pareciam muito mais, porque Jimin tinha uma postura terrível.

Ele abriu a boca em incredulidade, perdendo toda a pose de relaxado que por um segundo achou que funcionaria. Merda. Jimin sempre via através dele.

– Ok, porra – ele riu soprado, balançando-se nos calcanhares – Meus pais estão fora, né? Minha mãe queria pedir pra deixar as plantas dela com a sua, mas eu disse que cuidaria delas sem problemas, e-

– E você matou todas.

– Precisamente.

Jimin trouxe a mão para a testa, escondendo um riso incrédulo, porque deus, ele era tão previsível! 

– Sabe, eu não faço mágica. Se elas estão mesmo mortas não tem muito o que fazer. 

– Jimin, eles voltam semana que vem e as samambaias estão todas parecendo zumbis planta, eu preciso muito de ajuda – ele juntou as mãos, comicamente implorando. Jimin deu um falso suspiro pensativo, só para preocupá-lo (era óbvio que ajudaria).

– Não sei, não vejo vantagens 'pro meu lado – brincou.

– Eu te dou lugares de honra nos jogos? 

– Que? Por que eu ia querer ver seus jogos, eu não entendo nada de basquete! – Jimin riu, genuinamente confuso.

– Assim como eu não entendo porra nenhuma de plantas – ele pontuou, mortalmente sério, mesmo que os olhos brilhassem como os de uma criança arteira – Vai me ajudar ou não? É a única coisa que eu tenho pra oferecer, gastei todo meu dinheiro numa prancha nova.

Ele estendeu a mão e Jimin a pegou, ignorando a diferença de tamanho entre elas, e ainda mais alheio a voz em sua cabeça, gritando loucamente que ele estava prestes a estragar tudo que tinha construído nos últimos quatro anos.

Porque ele sabia que Jungkook não se restringiria as plantas e tentaria de tudo para se aproximar de novo


Notas Finais


não sei tô meio em surto


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