História Bilhete 2.0 - Capítulo 1


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Categorias Red Velvet
Personagens Irene, Seulgi
Tags Broken!otp, Irene, Red Velvet, Seulgi, Seulrene
Visualizações 13
Palavras 788
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - .único - tentando de esquecer, mas só consigo lembrar


Fanfic / Fanfiction Bilhete 2.0 - Capítulo 1 - .único - tentando de esquecer, mas só consigo lembrar

Joohyun acordou diferente. Sentia uma sensação de amargura tomar conta de seu corpo antes mesmo que pudesse despertar por completo. Espreguiçou-se e esfregou os olhos, por conta da claridade, e focou em um ponto branco, ao longe.

Tateou os lados, procurando a presença de um certo alguém. Mas retraiu sua mão, ao sentir o tecido sedoso totalmente frio.

Não havia ninguém ao seu lado.

O quarto estava intacto, diferente das vezes em que Seulgi acordava primeiro.

Na verdade, Seulgi sempre acordava primeiro. Fechava as cortinas, desligava o abajur do seu lado e descia para a cozinha.

Mas as cortinhas continuavam abertas, o abajur estava aceso e a porta do quarto estava fechada.

Calçando suas sandálias, Irene se encaminhou ao banheiro do quarto, vendo o próprio reflexo no espelho. Pela manhã, sempre embaçado, mas, naquele dia, limpo e seco.

Abriu a porta do quarto e abraçou a si mesmo, por conta da corrente fria que percorria o corredor. O ar condicionado ainda estava ligado.

Desceu as escadas se apoiando no corrimão, chegando ao térreo e vendo a sala arrumada. A TV estava desligada e o sofá, que havia sido bagunçando pela intensa disputa de seus corpos no dia anterior, estava intacto.

Mesmo que os cantos de seus olhos já começasse a lacrimejar, ela se encaminhou para a cozinha.

Antes, o cheiro do café passado na hora sempre inundava a casa de uma sensação maravilhosa. Mas, agora, o único cheiro que permanecia no local era o próprio perfume de Joohyun.

A garota se apoiou na bancada, respirando fundo e tentando achar uma saída em sua mente capaz de lhe acalmar o coração.

Os doces, deixados para o lado de fora da geladeira a fim de saciar a fome, haviam sido levados. Sobravam apenas três pacotes intactos de Fini e uma lata de Pringles esquecidas no canto.

Voltou a sala, procurando seus porta-retratos espalhados pela estante, mas só encontrou alguns DVDs espalhados. Procurou seu exemplar das temporadas de Chaves, que tanto gostava de assistir junto a Seulgi, mas só encontrou Tempos Modernos e sentiu sua vida tão cinza quanto o filme de Chaplin.

Até mesmo seus livros estavam bagunçados. A ordem de leitura estava em desordem e o exemplar de O Menino do Dedo Verde já não estava mais lá.

A garota ainda tinha a respiração descompassada, e correu para o andar de cima, abrindo o guarda-roupa e vendo o lado de Seulgi vazio.

Joohyun se sentou no chão e abraçou os próprios joelhos: não conseguia mais pensar, porque tudo que mentalizava era extremamente ruim.

Se sentia vazia.

Fazia tanto tempo que fazia a mesma coisa, seguindo a mesma rotina e acostumada com a garota dentro de sua vida que não conseguia pensar em algum dia ter que fazer tudo sem a companhia da Kang.

Mas Seulgi não estava em casa e não pretendia voltar. E Joohyun apenas ficava, olhando para o horizonte, tentando ver o que havia feito de errado para deixar o amor escorrer pelas pontas dos dedos até acabar.

Olhou pelo quarto, gravando cada pedaço como uma memória da garota; e isso machucava.

Quando focou em uma parte específica do criado-mudo, a garota se levantou e verificou de perto que seria aquele reflexo.

O pequeno espelho que havia dado de presente para Seulgi estava em cima da superfície, acompanhado de um papel amassado e de uma caneta esferográfica, além de uma aliança.

Joohyun reconheceria a letra da Kang de longe, havia aprendido a decorar cada parte dela. Havia garranchos trêmulos na folha, expressando a afobação da garota ao deixar um mísero bilhete para quem passou quase 10 anos junta.

Talvez a pressa fosse sinônimo de que havia porto seguro em outros braços; a ansiedade por outra pessoa e, como consequência, Irene ficava sozinha e desamparada. Só de pensar em Seulgi amando outra pessoa … era o suficiente para lhe causar náuseas.

Tomando seus últimos lapsos de coragem, a garota tirou a folha do móvel e leu, cautelosamente, as últimas palavras que Seulgi havia lhe dirigido.

“Não me ache covarde ou canalha por me despedir por meio de um bilhete. Seria demais encará-la em cores, embora seja difícil saber encontrar as palavras certas para usar.

Não sei se perdemos tempo, ou se o tempo se perdeu entre a gente. Mas sei que há coisas que sempre carregarei dentro de mim; você ainda é especial para mim.

Sei o quanto amava Chaves, mas achei que eu poderia me dar o luxo de levar comigo a única coisa que poderia me alegrar durante esses dias.

Perdoe-me por levar seu livro predileto, mas acho que precisarei muito mais de florescer minha caminhada que sempre fora tão escura.

Assim como eu, se liberte, Joohyun! Você merece ser livre e feliz, o que realmente importa. Portanto, não se lamente ou murmure lamúrias.

Levante a cabeça. Talvez apenas não fosse para acontecer … ainda sim espero que as coisas estejam bem para você.

Com carinho, Kang Seulgi"


Notas Finais


J:


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