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História Bilhetes de Janeiro - Capítulo 15


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Notas do Autor


Oii Cupcake! Muito obrigada pelo apoio e tirarem um pouco do seu tempo para ler minhas histórias. E mais obrigada ainda a wolf_2004, Princesa_Fefeh, Hime-Vivi e madneeh pelos comentários adoráveis. Espero que gostem do capítulo! Boa leitura...

Capítulo 15 - Novidades


ROMANCES MENSAIS

LIVRO I – BILHETES DE JANEIRO

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CAPÍTULO XIV - NOVIDADES

De mãos dadas e com os corações acelerados, eu sentia uma série de emoções se espalhando pelo meu corpo. Estar ao lado de Eleven me trazia um pouco mais de tranquilidade e me lembrava que eu precisava ser firme por ela também. De todos nós, a garota possuía mais motivos que qualquer outro para querer evitar essa situação, então eu preciso protegê-la, mesmo que isso signifique enfrentar minha ex-namorada.

Assim, sem saber ao certo o que fazer para convencer a todos sobre o meu provável interesse romântico em Eleven, guio a garota até a entrada da Scoops Ahoy Karaokê. Max e Lucas vem logo atrás de mãos dadas e olhares tensos. Dustin e Will permanecem com seus celulares em mãos, atentos a qualquer informação que surgisse sobre a aparição de Becky no lugar. Apesar de não dizer, eu sabia bem o que se passava na mente de Max ao criar um plano desses.

Becky possui muito poder na escola e muitos seguidores. Ela não conseguiu tanta fama e poder do nada. De forma perspicaz, a garota sempre se aproximou dos caras mais populares da escola e se tornou alvo de inveja das garotas e o desejo dos garotos da Hawkins. Ela nunca escondeu o seu interesse em conquistar ainda mais influência na escola, por isso, quando estar comigo, tudo que ela sabe destacar é a fama e a fortuna da minha família ou como nós poderíamos ter o que desejarmos por sermos ricos, bonitos e inteligentes. 

O que Max de fato deseja é destronar Becky. Com a minha popularidade e a influência dela, a beleza, a simpatia e a gentileza da garota, é claro que Eleven se tornaria uma ameaça para minha ex-namorada. Com a escola idolatrando Eleven, o poder de Becky cairia e ela jamais poderia fazer algo contra nós e sair impune, como vem ocorrendo por causa da sua influência. No entanto, na teoria, isso era muito simples. Conquistar os corações dos alunos da Hawkins e, automaticamente, tomar o poder de Becky.

Na realidade, a situação era bem mais complicada. Apesar da personalidade péssima, muitas pessoas gostam de Becky. Ela é excelente em manipular e conquistar. Eleven não tem essa experiência para lidar com as armações da atual rainha da Hawkins. Por isso, por mais que ela conquiste os corações e o interesse da maior parte da escola, Becky não entregaria seu posto tão fácil assim. E é isso que nos preocupa. O contra-ataque de Rebeca Moore.

De frente a porta de entrada, todos nós nos encaramos pela última vez, tentando transmitir confiança uns aos outros, e entramos no local tão conhecido por nós. A música animada que um dos alunos da Hawkins cantava, animava os outros jovens e divertia a quem assistia. Não demoro muito a ver Robin e Steve, que acenava para que nos aproximássemos. 

A mão de Eleven aperta ainda mais a minha quando começamos a andar até o balcão do caixa, enquanto a atenção de alguns rostos conhecidos recaia sobre nós. Resolvo ignorar e assim que chegamos, Steve nos recebe com um largo sorriso. Como era de se esperar, ele abraça Dustin e fazem o toque estranho deles como se não se vissem há anos.

- Dustin! 

- Steve!

- Vocês se viram ontem. Por que vocês agem assim? Garotos são tão idiotas. - Comenta Max, revirando os olhos. 

- Concordo plenamente. - Responde Robin, encarando Dustin e Steve com um sorriso debochado. A loira então se vira para nós e sorri com sinceridade. - É bom ver vocês por aqui. Obrigada pela ajuda. Somente em saber que vocês viriam, esse lugar encheu de alunos da Hawkins. 

- Depois de quase me pedir de joelhos, eu acabei sedendo ao pedido de Steve. - Confessa Max, dando de ombros. - Mas não se acostume! Você é o adulto aqui. Se vira em conseguir manter os negócios da sua família a salvo.

- Você continua cruel como sempre, Mad Max Zoomer, mas obrigado por nos ajudar a conseguir melhorar o fluxo de clientes desse mês. - Resmunga Steve, fazendo a garota revirar os olhos mais uma vez por usar seu user no mundo dos jogos. Steve olha para mim e sorri largo. - Oi Mike! Faz tempo que eu não te vejo. 

- Oi Steve. - Cumprimento, sorrindo. - Eu estou usando todo o meu tempo livre para treinar, então não tinha como vir antes.

- Sei. E você não vai nos apresentar sua nova amiga? - Pergunta o rapaz, sorrindo com um olhar curioso sobre Eleven. 

- Eleven, esses são os responsáveis por manter esse lugar vivo, ou quase isso. - Apresento e Steve solta um "ei" com a minha provocação. - Esse é o Steve Harrington, filho do dono da Scoops Ahoy Karaokê, e essa é a pessoa que realmente faz alguma coisa por aqui, Robin Buckley. Steve, Robin, essa é a Eleven, melhor amiga da Max.

- Oi. É um prazer conhecer vocês. - Cumprimenta Eleven, timidamente.

- Eleven? É um nome interessante. Gostei. - Responde Robin, sorrindo. - Seja bem-vinda, Eleven. Espero que se divirta hoje.

- Obrigada. - Agradece minha vizinha, um pouco mais a vontade.

- Vem. Vamos logo nos sentar. Daqui a pouco esse lugar deve encher. - Comenta Max, pegando na mão de Eleven para as duas irem juntas até a mesa livre. - Steve, você está nos devendo. Traga uma porção bem grande de batata frita e refrigerantes para nós.

- Tudo bem, Mad Max Zoomer. - Responde Steve, sorrindo.

Max sai puxando Eleven para a mesa que ela havia visto. Consequentemente, nossas mãos se separaram e eu fiquei para trás. Estranhamente, sinto minha mão esfriar sem o nosso contato, ainda que ela usasse luvas quando estávamos de mãos dadas. Will dá dois tapas de leve em meu ombro e começa a seguir as duas garotas junto com Lucas e Dustin. Despeço-me de Robin e Steve com um aceno e vou atrás de meus amigos.

- Esse lugar é incrível! - Ouço Eleven comentar assim que nos sentamos a mesa mais afastada dos curiosos que nos observavam querendo saber quem era a garota nova em nosso grupo.

Olhando em volta, eu tinha que concordar com Eleven. O cenário retrô e colorido cheio de referência dos anos 80 atraia a atenção de qualquer um que estivesse no lugar. O prédio possui dois andares, sendo o andar superior as salas de karaokê privadas e o térreo fica as máquinas de fliperamas, a lanchonete da Scoops Ahoy com as mesas e cadeiras espalhadas pelo local e o karaokê público com um palco para todos que quisessem se arriscar a cantar ao público da lanchonete. Nos sábados, sempre havia uma competição onde o público vota para decidir quem canta melhor e o vencedor ganha um prêmio personalizado do karaokê.

- É sim. - Concorda Max, sorrindo. - Steve é um idiota, mas sabe como fazer um lugar incrível. 

- E como vocês conheceram esse lugar? - Pergunta Eleven, tirando as luvas que usava.

- Steve é ex-namorado da Nancy. - Revelo, surpreendendo Eleven. - Pois é. Eles namoraram quando ela ainda estava no ensino médio, mas ele foi um idiota e eles terminaram. Por causa da minha amizade desde infância com o Will, a Nancy já conhecia o Jonathan, mas ele nunca teve coragem de se aproximar mais dela, mesmo eles estudando juntos. Depois que minha irmã terminou com o Steve, Jonathan aproveitou a chance e se aproximou de Nancy. Eles ficaram muito amigos e um tempo depois começaram a namorar. Steve ficou chupando dedo por muito tempo.

- Mas eu superei e fiz as pazes com os dois. - Afirma Steve, chegando com uma bandeja com nossos refrigerantes. - Inclusive, nós nos tornamos grandes amigos. Eu converso muito com a sua irmã e o Jonanthan, Mike.

- Obrigado. - Agradeço, pegando o copo de refrigerante. Sorrio e encaro Eleven. - Quando o ensino médio terminou, Steve fez as pazes com Nancy e Jonathan. Os dois foram para Chicago e ele permaneceu aqui com o karaokê. A gente acabou gostando do lugar e vem sempre que nós podemos. Ele é estranho, mas gostamos dele.

- E eu gosto quando o Mike vem, porque ele me traz clientes. Os fãs dele seguem para qualquer lugar que ele vai. - Responde Steve, fazendo Eleven ri da resposta descarada do ex-namorado de minha irmã. - É sério! Esse lugar estava vazio. Ai o pessoal descobriu que o Mike vinha e todo mundo resolveu aparecer.

- O que ainda está fazendo aqui, Steve? Vai trabalhar! - Reclamo e ele sai, rindo. 

- Becky está chegando. - Avisa Dustin, olhando para seu celular. Ele nos encara sorrindo nervoso. - O que nós faremos agora?

- Vamos agir naturalmente. - Responde Max, pensativa. Se deixarmos muito evidente, Becky vai perceber que estamos planejando algo contra ela. Ao mesmo tempo, Mike precisa demonstrar interesse pela Eleven, o que não é tão difícil assim. Vocês dois são fofos juntos. Ela vai odiar isso.

- Você é realmente insuportável. - Comento e ela ri com ironia.

- De qualquer forma, nós também precisamos ficar por perto, caso Becky resolva atacar. - Relembra Will, olhando em volta. 

- Eleven, você gosta de jogar alguma coisa? - Pergunto e ela me encara curiosa.

- Nunca tentei jogar nada. Por quê? - Questiona, estranhando minha pergunta.

- Nós podemos ir jogar. Max, Dustin e Lucas sempre jogam Dig Dug. Will e eu gostamos mais de Space Invaders. Até a Becky chegar, Dustin e Will ficam aqui, conversando e de olho ao que acontece. Precisamos vigiar a chegada de Becky e estar preparado para agir, caso ela queira nos prejudicar. - Respondo e todos assentem, concordando. 

- Por mim, tudo bem. Acho que é a nossa melhor opção. - Afirma Will, observando o ambiente. 

 - Aqui está a porção de vocês. - Fala Steve, colocando a porção de batata-fritas sobre a mesa. - Ei, vocês não querem cantar? Pela ajuda de hoje, eu deixo vocês irem por conta da casa. 

- Não, obrigado. - Digo e ele me encara com um sorriso divertido. - O quê?

- Está com medo de cantar? - Provoca o outro, com um sorriso desafiante.

- Ele e Eleven vão cantar mais tarde. Não se preocupe. - Avisa Max com uma expressão maldosa.

- O quê? - Questiona Eleven, assustada.

- Ficou maluca? - Pergunto, imediatamente.

- Pode ir agora, Steve. - Manda Max, pegando uma das batata-fritas.

- Certo. Me avisem quando quiserem cantar. Eu vou ter o prazer de gravar isso e mandar para a Nancy. - Responde Steve, voltando para o trabalho.

- Não exagera, Max. - Alerto, preocupado com as loucuras que a ruiva nos envolveria.

- Tudo vai depender de qual será a reação de Becky. Você precisa ficar atenta, Eleven. A Bequenga vai querer te atacar e te menosprezar. Fará de tudo para te atingir e seduzir Mike. Ela vai vir confiante de que consegue tê-lo de volta. Você vai precisar se mostrar interessada em Mike e, de certa forma, lutar por ele. Se nada der certo, estou contando com o dueto para mostrar que Mike superou Becky. - Explica Max, encarando-me com seriedade. Ela bebe um pouco de refrigerante e me lança o seu olhar analítico. - E eu realmente espero mesmo que você tenha superado, Mike.

Penso por um momento sobre meus sentimentos e tudo que vivi desde que Becky e eu terminamos pela última vez. Involuntariamente, acabo encarando Eleven, que me observava com expectativa. Nos últimos dias, ela é a pessoa que mais me ouve e aconselha não só sobre Becky, mas toda a minha caótica vida. E se for para ser sincero comigo mesmo, a cada dia que passa, menos falta de minha ex-namorada eu sinto. 

- Sim. Eu já superei. - Respondo ainda encarando Eleven que sorri abertamente. Acho que ela entendia o quanto essa minha resposta cheia de convicção significava para mim.

- Ótimo. - Comenta Max, levantando-se. - Não deve demorar para ela aparecer. Vamos para as nossas posições.

- Boa sorte para nós. - Deseja Lucas, acompanhando a namorada para o arcade de Dig Dug.

Encaro Dustin e Will, que assentem quase como se dissessem que não importava o resulltados, eles estariam prontos para agir. Levanto e estendo a mão para Eleven, que a pega e suspira ansiosa. Ela deixa as luvas dela sobre a mesa e me segue para o caixa do karaokê, onde compro algumas fichas para jogar o arcade de Space Invaders. Talvez jogar pudesse nos fazer esquecer de toda a pressão que essa situação causava.

- Esse é o Space Invaders. - Digo, assim que chegamos ao vídeo game arcade. Ela encara a máquina com curiosidade. - Apesar de ter controles simples comparados com os jogos de hoje, este jogo ajudou a expandir a indústria de vídeo game para uma indústria mundial. Quando o jogo foi lançado pela primeira vez fez muito sucesso e fico bastante popular. Então, não subestime os gráficos desse clássico aqui.

- Você realmente gosta desse jogo. - Comenta Eleven, rindo. - Tudo bem. Eu quero aprender a jogar. Quais são as regras e como eu faço para jogar?

- Basicamente, você controla os movimentos da "Laser Base", que é esse canhão laser que se movimenta na parte inferior da tela. Nessa parte superior, marcham em direção ao canhão aliens organizados em linhas. O objetivo do jogo é evitar que os aliens atinjam a parte inferior da tela. Nisso, o canhão possui munição infinita para atirar. Ao acertar e destruir um número grande aliens os restantes começam a marchar mais rapidamente em sua direção. Quando você eliminar todos os aliens uma nova formação será montada, iniciando uma linha abaixo da formação anterior.  - Explico e ela me encara confusa. - Apenas movimente esse controle para movimentar o canhão e esse botão para atirar.

- Tudo bem. - Ela concorda, aproximando-se da máquina. Coloco a ficha na máquina e a encaro com divertimento. Eleven parecia tão tensa com o jogo.

- Está pronta? - Pergunto e ela me encara com um sorriso forçado.

- Acho que sim. - Responde, incerta.

Rio e faço os comandos para começar o jogo. Eleven começa a jogar de maneira dura, com movimentos receosos, mas aos poucos parece gostar e a se divertir. Ela ria a cada vez que os aliens se aproximavam de forma perigosa de seu canhão. Vez ou outra, Eleven me encarava e ria ainda mais, animada com o jogo. 

- Certo. Eu tenho que confessar que isso é mais divertido do que eu imaginava. - Confessa Eleven, rindo. 

- Quer jogar outra vez? - Pergunto, estendendo a ficha. Ela a pega e a encara com um sorriso divertido nos lábios. 

- Obrigada. - Agradece Eleven, encarando-me.

- Não há de quê. Pode jogar o quanto quiser. - Afirmo e ela ri, negando.

- Não é isso. - Responde, sorrindo docemente. - Quer dizer, pela ficha também. Mas, estou falando mais pelas coisas que fez por mim. Apesar de você ter sido bem irritante no início, você também fez coisas incríveis por mim e acho que ainda não agradeci a você por isso. Então, obrigada por me fazer sentir que sou alguém normal.

- O que eu posso fazer? Eu sou um príncipe, afinal de contas. É isso que os príncipes fazem. - Brinco e ela ri, dando empurrando meu peito.

- Convencido! - Responde, dando língua. - Aposto que eu consigo tirar esse seu sorrisinho vitorioso da sua cara quando eu ganhar de você no Space Invaders. 

- Ah, é mesmo? - Pergunto em tom de desafio. - Pois eu aposto que vou conseguir uma pontuação ainda maior que a sua. E se eu ganhar, você terá que fazer mais biscoitos de chocolate para mim.

- Certo. E se eu ganhar, você vai ter que dançar as músicas infantis da Holly com ela por uma semana. - Responde a garota, estendendo a mão.

- Eu acho que essa aposta está muito injusta, mas como eu tenho certeza de que vou ganhar, eu aceito o desafio. - Concordo, apertando a mão dela.

E assim, Eleven e eu passamos a jogar Space Invaders juntos. Era estranho como a gente conseguia rir das coisas mais idiotas. Essa era a primeira vez que eu me sentia tão à vontade com alguém quanto me sinto com ela. A forma como ela se diverte com as pequenas coisas da vida, como uma simples partida de Space Invaders ou uma dança estranha com uma garotinha de três anos. Eleven parece ver o mundo de uma forma única e quanto mais tempo passo com ela, mas tenho vontade de conhecer esse mundo pelo ponto de vista dela.

- Admita. Você perdeu! - Provoco e ela me encara com falsa raiva.

- Você roubou! Não valeu! - Responde Eleven, empurrando-me levemente para longe. No entanto, ela não aguenta ficar séria por muito tempo e logo nós dois estamos rindo como idiotas. - Não é justo!

- Bom, você perdeu, então terá que fazer meus biscoitos. - Respondo, recuperando da crise de risos.

- Certo. Eu vou fazer seus biscoitos, mas essa partida terá revanche. - Afirma, encarando-me em desafio.

- Jogaremos quando você quiser. - Digo e ela ri, concordando.

- Ei, Eleven. Vamos ao banheiro comigo? - Pergunta Max, aparecendo de repente. Eu nem mesmo me lembrava mais da existência da garota.

- Claro. - Concorda Eleven, sorrindo. Ela me entrega as fichas que segurava. - Eu já volto.

- Certo. Vou pedir mais refrigerante para a gente.

- Obrigada. - Agradece minha vizinha, sorrindo. Ela e Max então seguem para o banheiro, deixando Lucas e eu sozinhos.

- Vamos pegar as bebidas? - Pergunto a meu amigo que assente.

- Cara, você e a Eleven se dão tão bem. Acho que nunca te vi ri tanto com uma garota igual você ri com ela. - Comenta Lucas, observando-me pelo canto do olho. Parecia que vocês esqueceram completamente da presença das outras pessoas. - Nem mesmo notaram que Becky chegou. Max resolveu levar Eleven ao banheiro para informar sobre a entrada dela, que não está nada feliz, inclusive.

- Droga. - Resmungo, irritado. - Eu realmente tinha me esquecido dela.

- Precisamos ficar espertos. Acho que ela não vai demorar muito para atacar Eleven. - Comenta Lucas, segurando riso. - Sei que não deveria estar rindo, mas você precisava ver a cara dela quando viu você jogando com a Eleven.

- De qualquer forma, é melhor ficarmos de olho nela. - Respondo, cansado. Steve aparece no balcão para nos atender. - Steve, eu quero dois refrigerantes, por favor.

- Eu também quero dois refrigerantes, Steve. - Pede Lucas, sorrindo para o gerente da loja.

- Saindo dois refrigerantes para o príncipe da escola e dois para o namorado da Mad Max Zombie. - Responde Steve, indo até a máquina de refrigerante. Reviro os olhos e Lucas ri de minha reação.

De repente, sinto alguém tampando meus olhos e pelo perfume exageradamente doce, não preciso de muito tempo para saber de quem se tratava. Retiro as mãos de Becky de mim e me viro para encarar a garota. Ela sorri com inocência e vejo que ela estava mais arrumada que o necessário para um karaokê em um sábado à tarde.

- O que pensa que está fazendo, Becky? Eu pensei que tivesse sido bem claro quando disse que eu queria distância de você. - Digo, relembrando de nossa última briga.

- Oi bebê. Eu soube que estaria aqui e vim te ver. - Fala Becky, fingindo-se de desentendida.

- É melhor você me deixar em paz, Becky. Eu realmente não estou a fim de me estressar com você. - Respondo, suspirando cansado.

- Aqui estão os seus refrigerantes, Mike. - Avisa Steve com dois copos de refrigerante na mão.

- Obrigado, Steve. - Agradeço, mas antes que eu pudesse pegá-los, Becky pega um dos copos e sorri maliciosa. - Ei!

- Obrigada, querido. - Responde Becky, acariciando meu peito.

- Você nem bebe refrigerante, Becky. Qual é o seu problema? - Pergunto, tomando o copo de volta da mão da garota, enquanto me desvio de suas carícias.

- O meu problema é que eu quero você de volta e você fica se fazendo de difícil. - Reclama Becky, cruzando os braços. - Caramba, Mike! Nós somos perfeitos juntos. Seus pais me adoram! Somos o casal mais invejado da escola. Você deveria saber onde é o seu lugar, Mike. Ao meu lado, você conseguirá o que desejar: dinheiro, fama e glamour.

- Com licença, será que eu atrapalho os dois? - Pergunta Eleven, aproximando-se de nós com uma expressão assustadora. Max estava ao seu lado, junto com Dustin e Will. 

- Sim. Você está. Dá o fora! - Responde Becky, sorrindo falsamente. - Meu namorado não precisa de uma vadia qualquer para ficar se jogando em cima dele. Então é melhor você sair.

- Primeiro, eu não vou deixar  que você fale assim dela. Eu exijo respeito tanto com minha família quanto com os meus amigos. Por isso, se veio aqui para arranjar confusão, é você que precisa dar o fora. Então, será que dá para você parar de show, Becky? - Respondo imediatamente, colocando-me ao lado de Eleven. 

- Não me diga que você está ficando com essa garota. - Questiona Becky sem acreditar. A garota gargalha alto, chamando a atenção dos alunos. - Escuta aqui, garotinha. Eu espero de verdade que não esteja tentando tirar Mike de mim, porque caso seu coração vai sofrer em muito. Porque no fim, o Mike sempre vai voltar para mim.

- O que fazemos ou deixamos de fazer não é da sua conta. - Responde Eleven de maneira simplista. - Agora vamos, Mike.

- Para onde? - Pergunto sem acreditar em como de uma hora para a outra, Eleven tinha criado uma coragem surpreendente. Ela me puxa pela mão e me guia até Steve

- Steve, queremos cantar agora. - Fala a garota de forma determinada.

- O quê? - Sussurro, surpreso. 

- Isso mesmo que você ouviu. Nós vamos cantar e vamos mostrar para essa maldita que você não é mais o brinquedinho dela. - Responde Eleven, entrelaçando nossos dedos. 

- Eu se fosse você, não faria isso, garotinha. Se eu quiser, eu posso virar um demônio e destruir a sua vida completamente. - Ameaça Becky, encarando minha vizinha com intensidade.

- Acredite em mim, Becky. Se você pode ser o demônio, eu serei o próprio inferno. - Responde Eleven, puxando-me em direção ao palco de karaokê. 

 


Notas Finais


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