História Minha Bolinha de Pelos Demoníaca - Capítulo 9


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Categorias Gravity Falls
Personagens Bill Cipher, Dipper Pines, Mabel Pines, Personagens Originais
Tags Billdip
Visualizações 1.169
Palavras 1.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Já vou avisando que não me responsabilizo por mortes por excesso de fluff ou de suspense :3
Boa leitura ♥

Capítulo 9 - Um Gatinho Indignado


Dipper acordou mais uma vez ao som de um ronronado baixo.

Os raios de sol que entravam pela janela de vidro em seu quarto não eram a única coisa que o aquecia — ele também estava sendo abraçado por um corpo quente, com orelhinhas e cauda de gato, mais conhecido como Bill Cipher.

O moreno tinha certeza de que Bill tinha dormido no sofá da sala, então concluiu que ele provavelmente acordou no meio da noite e decidiu deitar-se com Dipper. Por mais que o humano não quisesse admitir, o fato do loiro querer tanto ficar perto dele o fez corar um pouco.

Levantou-se cuidadosamente, tentando não acordar o outro, e começou a se arrumar para a faculdade. Não conseguia tirar a questão da noite anterior em seus pensamentos: como Bill planejava realizar sua vingança? Dipper estava quase certo de que ele estava escondendo algo, e, desta vez, não se esqueceria de lembrá-lo de terminar de contar esta história direito.

O moreno decidiu deixar para pensar nisso quando voltasse da faculdade, e saiu de casa, tentando focar em seus trabalhos em vez de pensar na loucura que sua vida havia se tornado.

 

E Bill acordou completamente sozinho.

Estava particularmente irritado com Dipper por um motivo que em outras circunstâncias pareceria bobo, mas não aos olhos do loiro. Dipper havia simplesmente o deixado sozinho, como se a faculdade dele fosse mais importante que Bill. Sem contar que ele fez todo o esforço de ir até a cama do moreno apenas para acordar sozinho, sem o seu querido Pinheirinho para esquentá-lo.

Entrou no banho e, com a água quente caindo sobre seu corpo, o loiro relembrou a vingança que estava planejando. Para conseguir realizá-la, porém, precisaria recuperar ao menos o mínimo de seus poderes. E, para isso, precisaria do famoso beijo de amor verdadeiro — e seu rosto se contorcia apenas em pensar nisso.

Perguntava-se se o que sentia entrava nessa descrição. Estava mais do que claro que ele gostava da presença de Dipper, mas o loiro não queria simplesmente render-se às frágeis emoções humanas.

Afinal, por que aquele demônio queria que Bill amasse alguém? Não fazia sentido, ele não ganharia nada com isso.

Bill estava prestes a entrar em uma linha de pensamentos e teorias sobre aquele assunto quando foi interrompido pelo barulho da porta da sala sendo destrancada. Desligou o chuveiro automaticamente, colocando suas roupas e correndo para se encontrar com Dipper.

— Pinheirinho!

O moreno olhou para ele com uma expressão cansada. Bill sabia que os estudos poderiam forçar demais o pequeno cérebro semi-inútil (ao menos comparado ao grandioso poder que Bill costumava ter) dos humanos, mas não pensava que os afetava tanto assim.

— Oi.

— O que aconteceu?

— Faculdade. — respondeu, jogando a mochila com seus materiais no canto do sofá de couro e sentando-se do lado dela.

O loiro estava intrigado. Havia algo além de cansaço no rosto do humano, mas ele não sabia identificar o que era.

— Só isso?

— Mhm.

— Mesmo? — Bill sentou-se no braço do sofá, jogando suas pernas sobre as de Dipper. — Não tem nada te incomodando?

— Eu não quero falar disso agora. — ele murmurou, desviando o olhar.

Não que Bill fosse admitir, mas estava sentindo, de certa forma, aquilo que os mortais chamavam de preocupação. Por algum motivo, realmente não gostava de ver o moreno chateado.

— Bem... Você quer que eu... — Bill começou, mas interrompeu-se, meio incerto.

— O que?

— Eu não lembro como vocês humanos chamam isso. Quando uma pessoa toca a outra, pra fazer ela relaxar, sabe..?

O rosto de Dipper ficou incrivelmente vermelho.

— V-Você quer dizer-

— Massagem! — exclamou o loiro, sorrindo, e Dipper não sabia se ficava aliviado ou frustrado.

— Bem... Você sabe fazer massagem?

— Não. Mas eu posso tentar!

Por mais que o humano soubesse que aquela era uma má ideia, Bill parecia tão animado que ele simplesmente não conseguiu dizer não. Sem contar que, apesar do moreno não estar no humor para conversar sobre seus problemas, realmente precisava de um alívio de stress.

— Ok... — murmurou Dipper, mas Bill não fez absolutamente nada. Ficou o observando, como se estivesse esperando que Dipper fizesse alguma coisa antes. — O que foi?

— Você não vai tirar a blusa?

O rosto do humano enrubesceu automaticamente. O fato de Bill estar usando um shorts preto extremamente curto (que ele provavelmente comprou na seção de garotas da loja de roupas) e uma camiseta azul que pertencia ao moreno já deixava a situação complicada para Dipper, e Bill parecia querer piorar a ocasião mais ainda.

— P-Preciso mesmo?

— Não precisa ter vergonha, Pinheirinho! — disse Bill, fazendo biquinho. — A gente já até tomou banho juntos...

Dipper hesitou um pouco, mas acabou por retirar a blusa, meio envergonhado. O outro não havia notado quando eles estavam tomando banho, mas acabara de perceber que o humano tinha alguns músculos mais aparentes, o que era meio surpreendente considerando o fato de que Dipper costumava a ser um miojo ambulante. Ele se virou, e não demorou muito para Bill começar a gentilmente massagear seus ombros. Inesperadamente, as mãos do loiro eram extremamente macias, como patinhas de um gatinho filhote, mesmo. E também, ele era muito bom em fazer massagem.

Não demorou muito para Dipper ficar totalmente relaxado e, assim que Bill percebeu, parou e trocou de posição. Subiu no colo do humano, encostando o rosto no ombro dele. Este tipo de situação sempre deixava o moreno confuso, pois não sabia exatamente se deveria tocá-lo ou não. Entretanto, com a forma que um sorrisinho formou-se no rosto de Bill assim que Dipper começou a acariciar suas orelhinhas peludas, ele soube que estava fazendo a coisa certa.

Podia sentir Bill esfregando a bochecha em sua mão, inclinando-se com o toque, como se realmente fosse um gato recebendo carinho. Nenhum dos dois falou, provavelmente para não quebrar o clima e, assim que perceberam, seus rostos estavam extremamente próximos.

Dipper nem havia notado como uma de suas mãos se moveu para a cintura do loiro, enquanto a outra agora corria pelos cabelos dele, enrolando os fios dourados entre os dedos. O moreno olhou para os lábios entreabertos dele e pensou que talvez, só talvez, beijá-lo ali não seria uma má ideia. Eles já haviam compartilhado experiências tão íntimas que um beijo inocente realmente não parecia fazer diferença alguma.

Porém, antes que Dipper pudesse agir, o celular em seu bolso começou a vibrar.

Ele segurou o smartphone e, olhando surpreso para a tela, cuidadosamente empurrou o outro e levantou-se para ir à cozinha. O loiro não teve nem tempo para ver de quem era a ligação e sentia-se um tanto indignado por Dipper ter simplesmente o deixado ali.

— A-Ah é, você vem hoje! H-Hahah, não, claro que eu não esqueci! — o humano balbuciava. Apesar da distância, Bill conseguia o ouvir quase perfeitamente, sua audição tão boa quanto a de um gato.

— N-Não estou escondendo nada! — exclamou Dipper, suspirando, mas sua voz tornou-se suave logo depois. — É claro que quero te ver logo. Às cinco horas, não é? Estarei te esperando.

Se Bill já não estava gostando da conversa, gostou menos ainda com a próxima fala do moreno:

— ... Eu também te amo. Até daqui a pouco.


Notas Finais


Já vou agradecendo de novo por todos os comentários, sério, esta fic não seria nada sem o apoio de vocês! ♥
(e por favor, perdoem a maldade da autora que termina o capítulo na parte mais tensa)


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