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História Billdip - O Irresistível Proibido - Capítulo 2


Escrita por: MJ_Michaelis

Notas do Autor


Bom, esse arco que estou escrevendo é curto porque não é o mais importante da história, ele tem nalguns poucos caps depois desse, depois deles é que a história começa a ficar mais interessante(assim espero...).

Capítulo 2 - Marcas e paixões


Fanfic / Fanfiction Billdip - O Irresistível Proibido - Capítulo 2 - Marcas e paixões

[...]

— Q-Quem é você? P-por que me chama assim?- pergunta o moreno confuso, embora já suspeitasse da identidade do loiro sentado à sua frente.

— Pfft, Pinetree, sério, não me reconhece? — Pergunta Bill em tom debochado.

É claro, o único que o chamava de "Pinetree" era ele... aquele perverso demônio pelo qual se apaixonou,mas negaria até a morte que aconteceu. O demônio pelo qual fez uma tatuagem quando estava bêbado e bem longe de todos que o lembravam de ter juízo.

Era difícil acreditar que se apaixonou por alguém que tentou... Matar você e sua família mas... O coração às vezes faz coisas absurdas e inacreditáveis.

— E-eu — Ele pausa, respira fortemente e olha para o loiro — Eu... Sei quem você é, acho.

— Então você sabe?— Bill diz cínico enquanto o moreno vira um tomate — Haha, calma Pinetree, você é bem suscetível a provocações, não é? — diz sorrindo ladino.

— Como... Como você... Porra, você não tava morto? — Diz ainda confuso, seus pés pregados no chão, seu corpo congelado.

— HA, que ingenuidade a sua, você acha mesmo que um demônio milenar morre? Faça-me o favor Pinetree, achei que você fosse mais inteligente. Eu apenas perdi aquele corpo, meus poderes e minha imortalidade... Talvez não seja só "apenas"... Além disso, esse corpo é bem... Legal— termina a frase fazendo uma expressão maliciosa.

O moreno cora fortemente, seu corpo amolece, sua mente desliga.

Dipper desaba no chão e se não fosse pela agilidade de Bill, bem... Seu nariz não ficaria muito legal.

Bill o pega no colo e o encosta em sua estátua, e admira aquele jovem de cabelos castanhos e cacheados, e lábios rosados em contraste perfeito com sua pele branca como neve.

Ver aquela pele sedosa e branca faz a mente de Bill viajar em suas fantasias, pensar em como aquele pescoço branquinho ficaria cheio de marcas e... Aquele corpo, coxas grossas, cintura fina... Aquela expressão inocente, que pedia para ser violada, corrompida.

A verdade é que junto com o corpo humano vieram os desejos, desejos que ele nunca havia possuído, desejos que ele nunca imaginou possuir. Tudo aquilo era novo para ele, os sentimentos fora de controle, as reações do próprio corpo...

"Espera, O QUE!? Que porra Bill... Sério, você já teve mais autocontrole..."

Bill havia percebido um "leve" volume entre suas pernas.

Desesperado com a repentina reação, o loiro dá alguns passos em direção à floresta, intencionando fugir, mas... Ele não poderia deixar o garoto ali, quem sabe por quanto tempo ele dormiria, e mesmo à luz do dia, ainda havia aqueles gnomos pervertidos e outras criaturas da floresta... Droga!

Bill pega Dipper novamente em seu colo e vai o mais rápido possível para a Cabana do Mistério, que por sorte, não encontrou ninguém no caminho até o quarto do garoto em seus braços.

Ele o deposita cuidadosamente na cama e o analisa novamente, temendo seu próximo reencontro, se acontecer.

Ele passa os olhos vagarosamente pelo corpo do rapaz e nota a tatuagem em seu antebraço esquerdo, o símbolo de seu ritual(profecia) na frente, atrás uma chave, com adornos triangulares. Ver a tatuagem o fez pensar em como o garoto convenceu os pais a fazer tal tatuagem, ou talvez tenha feito escondido.

Um sentimento estranho brota no coração de Bill, pensar que alguém marcaria o seu próprio corpo pra lembrar de alguém que ama... Será que Dipper o amaria também? Por qual outro motivo ele faria uma tatuagem de seu ritual?

Bill leva uma mão às suas costas, ou até onde ele alcança, pensa no motivo de sua própria tatuagem.

A tatuagem nas suas costas era a prova de seu amor por aquele garoto, ela foi marcada após um contrato com Axolotl[1], onde ele havia sacrificado seus poderes e seu orgulho para voltar à vida, voltar a seu amado Pinetree.

É claro que ele não pretende contar a ninguém sobre tal contrato, nem sobre sua paixão secreta por um garoto humano. De qualquer jeito, Bill não tem amigos além daquela garota pirada, para quem ele contaria?

Após a enxurrada de pensamentos, Bill ouve passos na escada, está cada vez mais perto... mais perto... e a porta foi aberta.

— Garoto, você me ouviu? eu estava chaman... — Ford interrompe sua frase ao perceber que seu sobrinho está dormindo tranquilamente em sua cama.

— Ah... Bem, tudo bem. A viagem deve ter sido cansativa, então acho que vou deixá-lo dormir... Espera, ele fez uma tat- que merda é essa Dipper?— o tio inconscientemente deixa escapar o nome do moreno, que acorda sobressaltado.

— AAH, O QUE? — Pergunta em sobressalto

— Que tatuagem é essa no seu braço?— Questiona o tio.

— Ah, err... Eu estava bêbado quando fiz, acordei no dia seguinte com ela aí e não sabia o porquê. Espera, cadê ele?

— Quem Dipper? Tinha alguém aqui? — Pergunta o velho espreitando os olhos e procurando no quarto. Estava vazio.

— Aan... ninguém... Acho que eu estava sonhando... — O garoto responde.

— Ah, tá então... — resmunga o tio desconfiado.

Ford sai do quarto e desce as escadas deixando Dipper sozinho e perdido em pensamentos.

Ele estava mesmo sonhando? O Bill humano que ele viu era apenas fruto de sua imaginação? Uma ilusão despertada pelo retorno à cidade em qual conheceu sua paixão problemática?

[Som de notificação]

"Aaah, quem deve ser? Aliás, aqui tem sinal?"

Dipper pega o celular confuso e olha suas notificações. "Número desconhecido? Estranho... não lembro de ter passado meu número para alguém...". Pensa o jovem já desbloqueando o celular.

[MENSAGEM]

/- OOI PINETREE- Eu meio que roubei seu número de celular enquanto você tava desmaiado...

- Também tirei algumas fotos/

Bill manda uma foto de Dipper desmaiado encostado na estátua e outra com Dipper na mesma posição, mas nesta ele estava ao lado do moreno, com um biquinho e dois dedos levantados em forma de V.

/-E aí

- O que achou?

- Sou lindo né?

- mas sou mais bonito sem roupa, quer ver?/

Bill manda uma foto de si mesmo com uma expressão provocativa, seu abdômen moreno e definido, marcado com gominhos, e linhas que descem de sua cintura em direção a seu membro.

Dipper cora ao ver aquela imagem, seu corpo esquenta.

/Porra -

Você pode, por favor,

não me mandar mais esse tipo de coisa?-

Por favor -/

/- Ah, vamos lá Pinetree

- não finja que não gostou/

/... -

Isso é assédio, sabia? -/

/- Entendi...

- Haha, mas falando sério

- A gente precisa conversar

- Pessoalmente

/Não -/

Offline

/-O que?

- Porra Pinetree/

—Merda Bill!— pensou o garoto ao ver a ereção entre suas pernas — Eu odeio ter que fazer isso... — completa o garoto resmungando e indo ao banheiro de seu quarto aliviar-se.

O garoto de pele clara despe suas roupas e entra de baixo do chuveiro. A água quente escorrendo pelo seu corpo, relaxando seus músculos, sua ereção ainda presente.

Ele desliza sua mão lentamente por toda a sua extensão, gradualmente aumentando a velocidade, flashes daquele abdômen passavam pela sua mente, seus gemidos baixos ecoavam pelo banheiro, ele chega ao seu ápice, o líquido pegajoso e turvo escorria por sua barriga.

O garoto havia descoberto sua sexualidade meses após ter saído de Gravity Falls. Havia tido um relacionamento com um garoto do colégio, mas ele teve que mudar de cidade após um ano de namoro, e foi neste verão que ele passou sozinho, que ele passou a pensar mais em Gravity Falls, em Bill. Será que o 'Triângulo Psicopata' realmente o odiava? Ou... Tinha algo mais em todo aquele ódio? De acordo com todos aqueles romances que lia, ódio e hostilidade em excesso eram sempre tesão reprimidos.

Ele pensou por quatro longos anos, e decidiu que mesmo que Bill não estivesse mais em Gravity Falls, ele retornaria, ao menos para relembrar um pouco de sua paixão.

Mas Dipper nunca imaginou que Bill estaria vivo, e em carne e osso, literalmente. Suas fantasias poderiam finalmente se tornar realidade, ou talvez não... E se seus tios descobrissem? O que aconteceria a ele? O que aconteceria a Bill?

— O que você acha que aconteceria comigo?— Pergunta uma voz de repente.

— AAAH! O QUE? Desde quando você tá aí?— diz Dipper assustado e rapidamente cobrindo seu corpo com a toalha, mesmo com a cortina box que já escondia o seu corpo.

— Bem eu... Acabei de entrar...Não sabia que você estava aqui... — diz o loiro com um sorriso sem graça. — Eu ligo depois. — Ele sussurrou para o celular.

— Merda! Ele realmente leu tudo que eu pensei agora?— pensa o garoto olhando assustado para o loiro a sua frente, não reparando no celular que Bill deslizava para dentro do bolso.

— Wow, que medo é esse? Não vou te agarrar não. — Fala ao ver o rosto assustado do garoto do outro lado da cortina

— Você não lê mais pensamentos então? — diz o garoto sem graça.

— Não! Eu não já não falei que eu perdi meus poderes?— o loiro pergunta com uma seriedade fora do seu normal, fazendo o garoto a sua frente enrubescer intensamente.

— E-Eu... Me desc-

— BAM! BAM! BAM! — Stan interrompe a fala do garoto esmurrando a porta. — Tá tudo bem aí? Eu escutei você gritar.

— T-Tá, eu só... Vi... Uma barata pulou em mim e me assustei. — termina a frase quase rindo com a sua desculpa tosca.

— Uma barata?— diz Stan rindo se afastando.

Stan fecha a porta do quarto e os garotos ao ouvir o som, caem na gargalhada.

Então após Dipper dar um tapa no pescoço de Bill mandando-o sair para se vestir, o loiro sai e deita-se confortavelmente na cama do garoto e coloca seus fones de ouvido, começando a ouvir SoMo.

De olhos fechados Bill cantarolava no ritmo da música. Dipper então sai do banheiro e vê o garoto deitado na sua cama fazendo movimentos estranhos com os braços e as mãos.

— O que você tá fazendo?— dizia Dipper com a voz embargada por segurar a risada.

— Ann, oi?— pergunta Bill confuso — Ah, você já se vestiu. Então, o que vamos fazer agora?— perguntou animado.

— Como assim "o que vamos fazer agora"? Não vamos fazer nada, porque você vai embora. Você já ficou muito tempo aqui, meus tios podem te pegar e eu acho que você não vai ter uma terceira vida... — disse Dipper rapidamente.

— Oh, então... Você se preocupa comigo — disse o loiro sorrindo já levantando-se da cama.

— E-eu... Por que não me preocuparia? Eu não gostaria de causar a morte de ninguém. — disse o garoto desviando o olhar.

— Falou o garoto que há cinco anos tentou me matar... — Retruca Bill desviando o olhar.

— Foi você que tentou me matar primeiro — Rebate Dipper novamente.

— Tudo bem então, estamos quites... Eu vou embora. Mas só se você me der um beijo — disse com um sorriso malicioso — Haha, tudo bem, eu só tô brincando com você. — corrige-se ao ver o garoto à sua frente ficar quase roxo de vergonha.

— Vai embora logo!— ordena o garoto, vermelho.

Então Bill sorridente se aproxima do garoto envergonhado e o abraça rapidamente,tempo o suficiente para sentir o cheiro do perfume amadeirado do garoto e do xampu de morango? Que fofo.

Bill estava com o nariz muito próximo de seu pescoço, a respiração do loiro em seu pescoço fazia Dipper arrepiar.

Rapidamente Bill deixa um selar no pescoço branco do rapaz, fazendo-o soltar um pequeno gemido e rapidamente se desvencilhar do abraço virando de costas.

Bill olhava para as costas do rapaz com um olhar de surpresa. Ele realmente gemeu por causa de um beijinho? Ver o rapaz ter essa pequena reação deixava o seu corpo mais quente, atiçava ainda mais o desejo do loiro de tê-lo em seus braços, em sua cama.

— Bem eu... Vou indo agora. Errr, até mais. — disse Bill sorridente.

— Hm.

Então Bill, ainda sorridente, pula da janela, pousando no chão silenciosamente.

———

Dipper estava incrédulo, como havia deixado aquele gemido escapar? Mas duas coisas fixaram-se em sua mente: o cheiro cítrico do loiro que o abraçava carinhosamente e a sensação que sentiu quando o rapaz o beijou. A sensação quente de quando havia sentido os lábios de Bill sobre o seu pescoço, ele ainda a sentia, mas agora de uma forma diferente da que sentiu quando o loiro enviou uma foto de seu peitoral, uma menos volupta, algo mais delicado, mais confortante. Carinho.

Então, perdido em pensamentos, ele cai no sono.

[Continua...]


Notas Finais


[1]: Não é mostrado todo o poder e potência de Axolotl em Gravity Falls, pois não é muito abordado, porém para Bill Cipher ele deve ser extremamente poderoso, se Bill Chipher, o vilão mais poderoso, pede ajuda para Axolotl talvez seja porque ele é muito poderoso.

Não é certo afirmar que Axolotl seja um vilão, pois tanto na mitologia quanto na sua versão científica ele não é considerado mal, de um lado é um deus protetor de certas coisas e do outro é um animal (Anfíbio)simples e até bonito em certas etapas de sua vida, então, se ocorresse de ter uma continuação, talvez ele só ajudaria Bill Cipher a voltar a vida, mas não iria querer fazer mal a família Pines. (Fonte:https://aminoapps.com/c/gravityfalls_ptbr/page/item/axolotl/Y7z3_0jhXIv0dWvmQqGdPBwKbrJQoaBmX4))

com/c/gravityfalls_ptbr/page/item/axolotl/Y7z3_0jhXIv0dWvmQqGdPBwKbrJQoaBmX4))

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Então é esse o capítulo, e eu passei muita vergonha escrevendo ele, por mais descarada que eu seja, escrever coisinhas ainda é meio vergonhoso... (/°/-/°/)

Demorei muito tempo pra escrever este cap inteiro, estou no momento sem inspiração e sou meio insegura também hehe. Mas é isso.

Beijos e até o próximo cap.

Com amor, Marjorie~

—x—


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