História Billionaire - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Drama, Exo, Guerra, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Mendigo, Yaoi
Visualizações 23
Palavras 2.426
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite genteee \^0^/

Estou postando bem cedinho hoje (amém)!

O capítulo deve estar mais curtinho porque estou bem focada em uma One Shot Chanbaek que estou escrevendo inspirada na música Sweet Lies do exo (ela deve sair daqui a alguns dias^^), mas me esforcei bastante para fazer ele ficar bom, ainda mais porque estamos quase na parte em que a emoção da história realmente começa, se é que vocês me entendem hahah

Acho que não tá com errinho nenhum, mas a Rafa ainda vai betar para mim (consegui uma beta, yay! Obrigada Rafaaa sz)


Boa leitura^^

Capítulo 6 - Como eu me livrei da guerra


2038

 

-9 meses? Já? Então ele pode nascer a qualquer momento?! -Baekhyun continha animação na voz. Kyungsoo não se surpreenderia se ele levantasse da mesa do bar e começasse a dar pulinhos naquele exato momento.


-Sim, isso mesmo -Ele respondeu, abrindo o cigarro de cortesia e ascendendo-o com o isqueiro emprestado de Baekhyun -Ele pode nascer a qualquer momento. -Deu uma tragada e começou a tossir bastante, logo apagando-o. -Credo Baek, como você consegue fumar isso?


-É tão bom... -Baekhyun respondeu, com um bico nos lábios. -Eu que não sei o motivo de você ver tanta graça em Whiskey. -Ele disse, apontando para o copo de Kyungsoo.


-Quem diria que Do Kyungsoo seria o primeiro de nós a ter um filho! -Minseok voltou ao assunto -Você e Jaehee já escolheram o nome?


-Oh Sehun -Kyungsoo respondeu, logo trocando o cigarro pelo copo de bebida novamente -Ambos concordaram que Oh é mais bonito do que Do.


-Oh Sehun... é um nome realmente bonito, Soo! -Minseok disse, sorrindo -É para combinar com ele! Com uma mãe daquelas, não tem como Sehun nascer feio.


-A não ser que ele puxe Kyungsoo, não é? -A voz de Baekhyun veio alta, seguida de uma gargalhada. Já estava bêbado.


-Ei! -Kyungsoo respondeu, apontando para Baekhyun -Você também não é nenhum ícone de beleza!


Foi a vez de Minseok rir alto. A conversa entre os três prosseguiu, agradável e descontraída.
Era um final de semana normal, a temperatura estava amena e o bar encontrava-se iluminado como sempre. Já fazia um certo tempo desde que a reunião lá tornara-se rotina ao trio, por isso estavam sentados nos bancos vermelhos, em conversas regados a álcool sobre assuntos não importantes.

Kyungsoo já se sentia um pouco tonto, mas não a ponto de poder considerar-se bêbado como Baekhyun, Quando no andar de cima as portas se abriram e um homem adentrou o bar.
Seus cabelos escuros estavam um pouco sem corte, mas ainda assim eram lindos. Trajava um terno perfeitamente alinhado, exatamente como todos ali. Talvez não tão caro quanto o de Kyungsoo, mas poderia se passar por um.

O olhar do Do prendeu-se sobre ele com curiosidade. Kyungsoo já conhecia quase todos os frequentadores do bar, ou pelo menos sabia seus nomes devido aos contatos que tinha com gente desse meio, mas, estranhamente, não fazia ideia de quem era ele.
O que mais o incomodava era que, certamente, aquela era a primeira vez do homem no bar, mas  Kyungsoo se sentia como se fossem conhecidos de muito tempo.

Seu olhar, que analisava um pouco o ambiente antes de descer as escadas, se encontrou com o do outro, e nenhum dos dois desviou por uma boa quantidade de segundos.

Até que ele exibiu um sorriso. Kyungsoo constatou ser o mais bonito que já havia visto na vida, superando, inclusive, o de Jaehee. Ele veio seguido de uma piscadinha, que o fez corar instantaneamente.


-Kyungsoo! Ei! -Baekhyun estava estalando os dedos perto do rosto dele -Tá tudo bem? Por que você está vermelho?


Kyungsoo sacudiu a cabeça, despertando do transe em que se encontrava.


-Não é nada -Ele respondeu, pegando novamente seu copo na mesa e o levando à boca -Álcool demais.


Nenhum dos dois acreditaram na desculpa do menor, e se viraram quase que simultaneamente para trás, querendo ver o que prendera tanto a atenção de Kyungsoo. O homem já havia desviado o olhar, e agora descia as escadas.


-Você conhece ele? -Minseok perguntou, já se virando novamente e encarando Kyungsoo.


-Não -Ele respondeu, terminando o Whiskey no copo. -É por isso que eu estava olhando.


•••


"Você se lembra da primeira vez que nos vimos, Jongin? Foi dois anos antes da nossa primeira conversa, Sehun estava prestes a nascer. Na verdade, ele nasceu alguns dias depois. 
Meu Deus, e como a mídia enlouqueceu. Talvez até mais do que no dia do meu casamento, me arrisco a dizer. Ele era uma criança tão bonita, de traços perfeitamente delineados, cabelo bem escuro e lábios rosados. Na aparência, puxara completamente Jaehee, embora ao longo dos anos eu tenha reparado que foi a mim que ele puxou na personalidade.

Nem consigo contar em quantas revistas de fofoca ele apareceu. Todos começaram a criar expectativas sobre "Oh Sehun, o filho de Do Kyungsoo e Oh Jaehee".
As reportagens inclusive especulavam se ele iria administrar a D.O corp. no futuro, já que por enquanto era o único herdeiro, ou seguir carreira de modelo, devido a sua bela aparência. Isso me deixou angustiado, pois percebi que estava sendo jogado um peso muito grande nas costas de Sehun antes mesmo dele começar a engatinhar, exatamente como foi comigo. Eu não queria isso para o meu filho, desejava que ele formasse sua própria personalidade e fizesse suas próprias escolhas. Por esse motivo resolvi ser, como pai, o total oposto de Junmyeon. Nunca, em nenhum momento pressionei Sehun a seguir um caminho pré-determinado. 

Pelo contrário: na verdade eu dizia a ele que tinha meu apoio para escolher o que quisesse ser da vida: fosse modelo, empresário, ou qualquer outra coisa que o fizesse feliz.

Sehun nasceu no começo de 2038, um ano antes do início da segunda guerra fria. 
Você não sabia ler naquela época, e provavelmente os outros mendigos também não. Por isso, devem ter ficado muito perdidos sobre o que acontecia naqueles três anos, por isso darei uma breve explicação sobre tudo.

Que havia uma atenção muito grande no mundo por diversos motivos ninguém poderia negar. Mas, naquele ano, os ditadores das grandes potências oficializaram isso. 
Ameaças de todos os tipos começaram a ser feitas, e praticamente todos os países se envolveram. 
Pode-se dizer que o foco principal foi a posse de territórios. O mundo estava tão entupido de pessoas que os recursos naturais começaram a ser disputados: os países que estavam tomados pela escassez deles (que era o caso da Coreia e de uma boa parte da Europa) tentaram ou tomar o território dos outros que ainda os possuíam (que era o caso do Brasil, Rússia e uma boa parte da África) ou os ajudaram a defender o território dos que estavam tentando tomá-lo. Em troca, claro, desses mesmos recursos que estavam sendo disputados.

Então, começou a bagunça de unificações, divisões e alianças. Muitos países se juntaram, alguns deixaram de existir e outros novos foram criados. É por esse motivo, Jongin, que não somos mais a Coreia do Sul, voltamos a ser apenas Coreia.


Não tinha opção: era dominar ou ser dominado.


Caso você não tenha entendido, vou resumir: um bando de babacas disputando por árvores, água, petróleo e gás natural, sendo que a solução era dividir.

Sério mesmo, se fosse para Do Kyungsoo nomear essa guerra, não seria Terceira Guerra Mundial, seria "Bando De Idiotas Se Matando por Algo que Seria Simples de Resolver". O jeito que o mundo estava era praticamente uma súplica aos humanos para darem as mãos e dividirem os malditos recursos uns com os outros, mas ao invés disso nós pegamos armas e os tomamos à força.

Dessa forma, talvez tivéssemos alcançado a paz mundial de outra maneira, sem matar tanta gente no processo.

Pode-se dizer que a Segunda Guerra Fria foi uma Pré-Terceira Guerra Mundial: Uma corrida armamentista gigantesca e a construção das muralhas, que obviamente não impediam os ataques aéreos, mas delimitavam o tamanho dos países. Por exemplo: o que estivesse dentro do muro da Coreia era a Coreia, o resto do território que antes também era coreano, se tornou parte do "nada".
Tudo que não estivesse com um muro em volta era chamado de Nada, e não era posse de ninguém. Lá que estavam as bases, treinavam os soldados e as lutas aconteceriam no futuro.

Claro, com tudo que acontecia, não foi surpresa a ninguém quando a Terceira guerra mundial foi declarada, em 2042. A surpresa, na verdade, foi por quem seria obrigado a lutar.


•••

 

Kyungsoo estava deitado no sofá da sala de estar, com a cabeça apoiada no colo de Jaehee, que lia um livro de ficção. Sehun estava no chão, montando alguma coisa com milhares de pecinhas de Lego espalhadas em volta de si. Mesmo com cinco anos, já era bem evidente sua paixão por construir coisas.

Kyungsoo lia uma reportagem qualquer no tablet, quando subitamente apareceram mil notificações de notícias novas, de diferentes autores. Ele achou que havia algum problema no aparelho.


-Preciso trocar esse tablet -Ele comentou, abrindo a aba das notificações para ver do que se tratava -Acabou de dar mais de mil... -ele parou a frase no meio, chocado demais ao ler o título das notícias, que eram sobre a mesma coisa, e se sentou no sofá.


-Sobre o que? -Ela perguntou, mas não recebeu resposta. -Soo! O que foi? -Perguntou preocupada, mas não obteve resposta.


Sehun parara de brincar e agora encarava os pais, preocupado com o desespero deles. Kyungsoo apenas passou o tablet para Jaehee quando terminou de ler.


-Não! Como assim todo mundo?! -Ela encarou Kyungsoo desesperada, que apenas olhava para a parede sem expressar reação. - Mas você não tem uma perna! Não podem te mandar também! -Ela disse, sacudindo Kyungsoo levemente. Já brotavam lágrimas de seus olhos. -A gente tem dinheiro! Vamos dar um jeito. -Ela abraçou o marido.


Kyungsoo afagou os cabelos dela por um tempo, ainda sem desviar o olhar da parede.


-Preciso ligar para o meu pai. -Foi tudo que respondeu, se levantando  e pegando o celular no bolso após Jaehee o soltar.


-Sehun... Vem aqui, Mamãe vai te explicar umas coisinhas sobre o mundo... você sabe o que foram as guerras mundiais? -Ela disse para o filho, após acenar com a cabeça para Kyungsoo. Sabia que Kyungsoo precisaria de um pouco de privacidade. 


Sehun foi obediente até ela, que o carregou com facilidade, e ambos saíram da sala. 
Kyungsoo ligou para o contato que estava salvo como o de Junmyeon. Deu caixa postal antes mesmo do primeiro toque.
Ele discou outro número, este decorado em sua mente, e encostou novamente o celular no ouvido.


-Junmyeon. -Kyungsoo disse, com o mesmo tom frio de sempre quando se tratava do pai. - Está na empresa, não é? Já olhou o noticiário? Recebeu ligação de alguém? Sim, eu sei que o senhor não gosta de ser incomodado quando está no trabalho, por isso liguei no número de emergência -Ele disse, revirando os olhos.


•••


-Eu não acredito nisso! -Baekhyun disse, após assuar o nariz com um lencinho que Minseok havia oferecido. Eu não sei nem segurar uma arma, como vou lutar em uma guerra?


-A gente vai receber treinamento antes, Baek. -Minseok também havia claramente chorado, mas tentava manter a postura forte de sempre para apoiar os amigos, embora sua voz estivesse trêmula. -Já foi explicado que durante um mês uma parte do exército já preparado nos ensinará a lutar, enquanto a outra luta. Só iremos para o campo de batalha depois disso.


Estava na padaria, pois era o principal ponto de encontro dos três quando precisavam se reunir durante a semana. Kyungsoo ligara para eles assim que finalizou a chamada com Junmyeon, depois de algumas horas. 
Baekhyun e Minseok concordaram que precisavam se encontrar pessoalmente, e em menos de dez minutos já estavam sentados em uma das mesas, afinal apesar de Kyungsoo ter se mudado, ainda morava no bairro.

Seguindo a tradição, haviam dois croissants na mesa: um de chocolate e um de queijo. Mas, diferente das outras vezes, estavam intocados.


-Como eles podem mandar todo mundo para guerra? Isso nem ao menos faz sentido! -Baekhyun voltou a falar, com o rosto entre as mãos. -Se a questão era diminuir a superpopulação, não poderiam mandar só os pobres? Por que tem que mandar até mesmo as nossas crianças?! O governo coreano precisa do nosso dinheiro!


-Baek, você sabe muito bem o motivo de nós irmos também. -Minseok respondeu, analisando o croissant de queijo, mas estava sem apetite algum. -além de que precisam de nós em quantidade para a guerra, também somos necessários para evitar uma rebelião . Os pobres irão sem grandes transtornos pois servir o exército é um dever de cidadão de acordo com a lei. Mas se só eles forem, não há dúvidas de que vão se revoltar. Se não fôssemos só porque somos ricos, poderia causar até mesmo uma guerra civil. Tudo que menos se precisa no momento é mais uma guerra.


-Odeio pobres. -Foi tudo que Baekhyun respondeu.


-Eles também nos odeiam.


-Enfim -Kyungsoo disse, depois de um tempo. -A parte que mais me incomoda de tudo isso é deixar Jaehee e Sehun sozinhos. Ela parecia muito mal hoje mais cedo com a ideia de eu ir. -Pegou o croissant de chocolate e deu uma mordida. Sentiu ondas de prazer, pois não comia chocolate há algum tempo. Ele não gostava da ideia de voltar a ser gordinho enquanto casado com Jaehee, por isso costumava evitar doces.


Baekhyun tirou as mãos do rosto e encarou Kyungsoo, curioso.


-Soo... você não sabe mesmo? -Ele perguntou, fazendo as sobrancelhas de Kyungsoo se erguerem em curiosidade.


-Você não vai para a guerra. Tem as duas condições necessárias para entrar na lista. -Minseok respondeu.


-Como assim? Que lista? -Kyungsoo perguntou, confuso.


-Você não leu o comunicado oficial? Todos os homens devem se apresentar sem exceções, ao menos que tenha seu nome na lista-Minseok olhou para Baekhyun -Baek, abre no seu celular para mostrar a ele.


-Não vi o comunicado oficial, só uma notícia... e ela não citava nada sobre lista nenhuma. -Ele respondeu, pegando o celular que Baekhyun estendera para si.

 

 

"Todos os homens entre dez e setenta anos, independente de raça, etnia ou condição social estão convocados para lutar e servir na terceira guerra mundial. 

As mulheres civis não estão convocadas, apenas se desejarem fazê-lo em voluntariado, por isso sugere-se que sejam contratadas em todas as vagas dos estabelecimentos que necessitam de empregados.

Os nascidos entre janeiro e abril deverão se apresentar no dia 3 (Segunda-Feira) 
Os nascidos entre maio e agosto deverão se apresentar no dia 10 (Segunda-Feira)
Os nascidos entre setembro e dezembro deverão se apresentar no dia 17 (Segunda-Feira)

O não-cumprimento dessas exigências implicará em execução do cidadão em praça pública.

 

Ressalta-se que qualquer tentativa de suborno será ignorada, e em caso de insistência haverá, também, execução.

 

A única exceção para os homens é a lista de dispensados. 
Nela entram apenas os que já possuíam uma condição física que os impossibilita total ou parcialmente a locomoção, tornando-o dispensável ao campo de batalha ,registrado em sua ficha médica antes do dia 27 (Hoje), e a taxa de adição de um nome nela é de 10000000 (dez milhões) de dólares.


Notas Finais


Bom... é isso^^

Fiquei pensando milhares de vezes se teria problema trabalhar com um mundo tão mudado assim geopoliticamente e uma coisa tão louca quanto uma guerra que todos os homens têm que participar, mas resolvi colocar desse jeitinho para dar uma impressão quase que de apocalipse mesmo~


No próximo capítulo o Kyungsoo e o Kai vão finalmente se conhecer (conhecer de verdade), espero que estejam tão animados quanto eu ahahahahah

Beijos \^0^/


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